quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

OS PIORES FILMES QUE ASSISTI EM 2009

Em contrapartida aos melhores filmes que assisti em 2009, tem também os piores. São filmes dispensáveis, fracos, pobres e muitas vezes, insuportáveis:

Ódiquê?
A virgem e o machão
Anaconda 2
Iracema - Uma transa amazônica
O coração dos homens
O que é a vida?
A múmia - Tumba do imperador dragão
Jogos mortais V
O primeiro amor de um homem
O estranho mundo do Zé do Caixão
A concepção
A ilha dos paqueras
Delírios de um anormal
Crônica de um industrial
Cleópatra (Brasil, 2007)
O reino
Crepúsculo
Sexta-feira 13 (2009)
Menino de engenho
O sacrifício
A menina e o cavalo
O grito 2
A nova geração de Christiane F.
Procuro uma cama
As aventuras de Sérgio Mallandro
Budapeste
Kalunga
A páscoa de Guru
Coração vagabundo

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

OS MELHORES FILMES QUE ASSISTI EM 2009


Como previ há algum tempo na postagem AFOGADO EM NÚMEROS, assisti a 424 filmes nesse ano que passou, então escolhi os que mais gostei:

Tudo sobre minha mãe
Manhattan
Uma rua chamada pecado
Dúvida
Um barco e nove destinos
Dogville
O signo da cidade
Paris, Texas
A malvada
Stardust – O mistério da estrela
Bens confiscados
O padre
Polaróides urbanas
Território restrito
Nenhum a menos
A garota ideal
Quem quer ser um milionário?
A via láctea
Sexo por compaixão
Atividade
paranormal
Do começo ao fim
Bastardos inglórios
Brincando nos campos do Senhor
O céu de Suely
Felicidade
Ligados pelo crime
Batman Begins
Verônica
Madagascar 2
Mutum
Corpos celestes
Carros
Babel
Stelinha
Reine sobre mim
Jogo de cena
Onde andará Dulce Veiga?
Kiriku e a feiticeira

Desejo e reparação
O cheiro do ralo
Sim, Senhor
Sete vidas
Bruno (2000)
Eu os declaro marido e... Larry
Armações do amor
Falsa loura
O turista acidental
Os deuses devem estar loucos II
Carga explosiva
Não por acaso

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O CONTADOR DE HISTÓRIAS (Brasil, 2009) ***


Direção: Luiz Villaça. Com: Maria de Medeiros, Mallu Galli, Jú Colombo, Chico Diaz e Cleiton Santos. Drama, 106 min.

A história real de Roberto Carlos Ramos, um dos dez maiores contadores de história do mundo chega ao cinema pelas mãos de Luiz Villaça (Como fazer um filme de amor), marido de Denise Fraga que assina como produtora.

Roberto Carlos é o filho mais novo entre dez irmãos de uma família pobre. Depois de ver um comercial da FEBEM na televisão, sua mãe decide deixa-lo lá, pois acha que é a única forma dele tornar-se “doutor”. Ele é rebelde e foge várias vezes, mas tem a sorte de encontrar em seu caminho, a pedagoga francesa Margherit (vivida pela portuguesa Maria de Medeiros que fala português quase sem sotaque, o que é estranho já que a personagem só esteve no Brasil por duas vezes). Ela está fazendo pesquisas e toma para si a responsabilidade de cuidar de Roberto, além de gravar a sua história em fitas cassete.

O filme começa no final dos anos 70 e vai até Roberto Carlos completar 18 anos e decidir ser professor, trabalhando inclusive na FEBEM. Nos créditos finais, o verdadeiro Roberto aparece contando uma história para várias crianças.

Quando foi lançado nos cinemas em julho desse ano, “O contador de histórias” foi muito criticado por não sair do convencional e nem explorar em imagens a grande imaginação do menino. O que é verdade, pois ele só conta a sua história e não dá a entender que poderia se tornar um dos maiores contadores de história do mundo. Mas apesar disso, o filme emociona e mostra que todos precisam de alguma ajuda ou de se responsabilizar por alguém. Em qual dos dois tipos você se encaixa?

domingo, 27 de dezembro de 2009

A MALVADA (EUA, 1950) ****


A malvada (All about Eve). Direção: Joseph L. Mankiewicz. Com: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Thelma Ritter, Celeste Holm e Marilyn Monroe. Drama, 132 min.

Um clássico indiscutível. Recordista em indicações ao Oscar (14), vencendo os de diretor, roteiro, ator coadjuvante, som e figurinos. Bette Davis e Anne Baxter foram indicadas como melhores atrizes, mas perderam.

Quem nunca assistiu ao filme, pensa que “A malvada” refere-se à personagem de Bette Davis devido à infinidade de vilãs interpretadas com maestria por ela, mas na verdade, a malvada é a personagem de Anne Baxter e o título original já indica isso: “Tudo sobre Eve”.

O filme tem início numa premiação em que Eve prepara-se para receber o prêmio de melhor atriz e um longo flashback mostra o que ela fez para chegar até ali, primeiro fingindo-se de fã e devota de Margo (Bette Davis), o uso de artimanhas para que ela faltasse a uma apresentação de sua peça e Eve pudesse substituí-la e chantageando a mulher do roteirista para conseguir o papel de protagonista na peça seguinte que lhe rende o prêmio.

No fundo é uma homenagem ao teatro. O cinema e seus astros e estrelas são citados, mas nunca vistos. O filme é sobre a arte de interpretar nos palcos, mas principalmente sobre a maldade humana e o que as pessoas são capazes de fazer para subir na vida e se apossar do que é do outro, usando de falsidade e golpes baixos. O final é bem irônico, mostrando que as coisas que fazemos, voltam para nós.

Pedro Almodóvar homenageou “A malvada” em “Tudo sobre minha mãe”, quando mãe e filho assistem uma exibição do filme na televisão e reclamam da péssima tradução que os títulos recebem para exibição nacional (o que acontece também no Brasil). Aquela história também fala sobre teatro e uma atriz famosa que passa por problemas, mas a maldade é mais discreta.

Curiosidades: A história é vagamente inspirada em um caso acontecido com Tallulah Bankhead (Um barco e nove destinos). Marilyn Monroe faz uma pontinha como uma atriz em ascensão, já dando sinais do estrelato que viria logo a seguir. O diretor Joseph L. Mankiewicz em seguida dirigiria os clássicos “De repente no último verão” (1959) e “Cleópatra” (1963), ambos com Elizabeth Taylor.

Um filme imperdível!

sábado, 26 de dezembro de 2009

O REI LEÃO (EUA, 1994) ****

O REI LEÃO (The Lion King). EUA, 1994. Direção: Roger Allers, Rob Minkoff. Elenco (vozes): Matthew Broderick, Jonathan Taylor Thomas, Jeremy Irons, James Earl Jones, Whoopi Goldberg, Moira Kelly, Nathan Lane, Rowan Atkinson, Cheech Marin. 88 min.


O Rei Leão conta a história de Simba e seu pai Mufasa, que o treina para substituí-lo em seu reinado, quando este morrer. No caminho dos dois está o invejoso irmão de Mufasa, Scar que quer a coroa para si, então arma um plano para matar seu irmão. O plano dá certo e Simba sentindo-se culpado pela morte do pai, foge e todos pensam que ele está morto. Scar então assume o trono até que Simba se dê conta de que os seus precisam ser salvos e vai ao socorro deles para recuperar o que é seu de direito.

Mufasa é como se fosse Deus treinando seu filho para substituí-lo e assumir o seu reino, mas é atrapalhado por seu irmão invejoso que é como o mal encarnado para atrapalhar os seus planos e tirar Simba do caminho certo. O cemitério de elefantes, onde desde o início Mufasa proíbe Simba de ir, funciona como a maçã do jardim do Éden, quando Deus proibiu Adão e Eva de comerem, mas eles ficaram tentados e Adão foi convencido por Eva. Aqui não é a amada de Simba, a culpada e sim o tio maldoso, Scar.

O Rei Leão lembra muito a peça “Hamlet” de Willian Shakespeare, onde o irmão do rei o mata para roubar seu trono, mas depois o filho é avisado em sonho pelo pai, o que também acontece aqui, quando Mufasa conta para seu filho tudo o que aconteceu e o lembra da necessidade de fazer alguma coisa. Novamente aqui a semelhança com Cristo, pois Simba percebe que o seu reino e seus amigos e família estão em perigo e atua como o salvador deles.

O mito das estrelas: Mufasa explica para Simba que as estrelas representam os reis que já morreram e continuam lá em cima olhando por aqueles que ficaram na Terra e que quando ele morrer também vai ser assim.

Fala também do ciclo da vida: nascimento, crescimento e morte e a aceitação de cada uma dessas etapas. Da importância dos amigos para ajudar a vencer os obstáculos, bem como da família que é o alicerce de tudo. Da continuação dos pais através dos filhos, pois estes continuam vivendo em seus filhos, seu sangue, sua carne, bem como a educação que lhe deram, seu modo de vida. E que às vezes nos esquecemos do caminho e acabamos nos perdendo, daí a necessidade de lembrar sempre de quem somos, pois apesar de mudarmos, continuamos sendo a mesma pessoa e é isso que Mufasa relembra a Simba: “Lembre-se de quem você é!”


Como na vida real, às vezes o mal parece ser mais forte que o bem, já que vence muitas batalhas, é traiçoeiro, falso, mas no fim o bem sempre prevalece, por isso é melhor estar do lado do bem.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SONHOS (Japão, 1990) ***

Direção: Akira Kurosawa. Drama, 120 min.

A palavra sustentabilidade está em moda hoje em dia, mas seu conceito existe desde o inicio da década de 80m quando comunidade sustentável foi definida como aquela que é capaz de satisfazer as próprias necessidades sem reduzir as oportunidades das gerações futuras. Conceito este usado anos depois no Relatório Brundtland, encomendado pelas Nações Unidas. Já a palavra ECOLOGIA, vem do grego oikos (casa) e é o estudo de como a casa Terra funciona.

Em 1990, depois de mais de 50 anos de carreira, o diretor japonôes Akira Kurosawa (que já estava com 80 anos) dirigiu o filme “Sonhos” que é composto por oito episódios, e como todo filme de episódios, é meio irregular, alguns são maravilhosos, outros nem tanto. O DVD que eu assisti não constava o nome de cada episódio, mas eles se chamam:

1º: “Sol em meio à chuva” ****
Um menino vê um casamento de raposas que só acontece com sol e chuva e por isso sua mãe o proíbe de entrar em casa, enquanto ele não pedir perdão a elas no fim do arco-íris. Cenas deslumbrantes de campos floridos e do arco-íris.

2º: “O pomar dos pêssegos” *****
Uma família corta todos os pés de pêssego de seu pomar, mas os espíritos dessas árvores retornam para reclamar com o filho menor. De uma beleza impressionante.

3º “A nevasca” **
Durante uma nevasca, alpinistas lutam para sobreviver, mas uma figura estranha, que parece ser a mãe natureza, só consegue salvar um deles. O mais fraco deles.

4º: “O túnel” ***
O capitão de um pelotão, encontra em um túnel, um estranho cachorro e os soldados que morreram em batalha por causa de uma imprudência sua. Fala da estupidez da guerra.

5º: “Corvos” ***
Um aspirante a pintor, entra num quadro de Van Gogh e tem a oportunidade de conversar com ele, que já estava louco. Van Gogh é vivido pelo cineasta Martin Scorsese, que junto com Steven Spielberg, ajudou Kurosawa a ltornar esse filme possível. É o único episódio falado em inglês.

6º: “Monte Fugi em vermelho” ****
Os reatores de uma usina nuclear, explodem no Japão e a população fica desesperada com a possibilidade de outro desastre como o de Hiroshima e Nagasaki, o que realmente acontece e dizima toda a população japonesa. Serve como um aviso para humanidade.

7º: “O demônio” ***
É como uma continuação do episódio anterior. Depois de um desastre nuclear, acontecem mutações na natureza e nos humanos que se tornam ogros e sofrem com a dor e a impossibilidade de morrer.

8º: “O povoado dos moinhos” *****
O mais belo de todos os episódios que conta com cores vibrantes e um modo de vida simples em que se abre mão dos excessos e da ganância e se dá valor ao que realmente importa: viver bem e feliz. Um homem que passeia pelo campo, encontra em uma aldeia de lavradores, um senhor de 103 anos que lhe ensina valiosas lições de vida. Explica que as pessoas se esquecem que são só parte da natureza e pensam ser donos dela e por isso a destroem indiscriminadamente. As cenas de uma animado velório fecham o episódio e nos créditos finais, um lago calmo, como a vida daquelas pessoas.

Os episódios trazem preocupações com a natureza, as guerras e consequentemente o destino da vida humana na Terra. Conheci inicialmente o último episódio na aula de “Cinema e Meio Ambiente” e só agora o filme completo que foi presenteado por uma amiga de curso, Tacilda. Procure conhecer você também.

Os únicos extras do DVD são a filmografia e os prêmios recebidos por Kurosawa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

MARICOTINHA AO VIVO

Em 2003, o Multishow (Canal Globosat) produziu este show, intitulado “Maricotinha ao vivo”, composto por músicas e textos de autores diversos. Aprecio várias das músicas, como “Fera ferida”, “Anos dourados”, “O quereres”, “Todo o amor que houver nessa vida”, “Negue”, “Casinha branca”, “Amor de índio”, mas principalmente o texto “Quando o amor vacila” de autor desconhecido, que é de uma beleza impressionante. Não me canso de assistir.

QUANDO O AMOR VACILA
Autor desconhecido

Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,
a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo,
mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si,
eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

OS NORMAIS 2 - A NOITE MAIS MALUCA DE TODAS (Brasil, 2009) ***

Direção: José Alvarenga Jr. Com: Fernanda Torres, Luis Fernando Guimarães, Drica Moraes, Claudia Raia, Danielle Suzuki, Alinne Moraes, Danielle Winits e Daniel Dantas. Comédia, 75 min.

O sucesso do primeiro filme de 2003, com quase 3 milhões de espectadores, motivou essa continuação lançada no primeiro semestre desse ano, que também fez bastante sucesso com mais de 2,1 milhões de público. Claro que o fim da série exibida pela Rede Globo também ajudou, bem como a simpatia do casal central.

Depois de 13 anos de noivado com Rui (Luis Fernando Guimarães), Vani (Fernanda Torres) percebe que o sexo está diminuindo a cada ano que passa e a solução encontrada por eles é promover um ménage a trois para reacender a relação. Então o restante do filme gira em torno da procura por uma mulher (de preferência bissexual) para completar o trio. Primeiro, uma prima de Vani (Drica Moraes), depois uma judoka (Danielle Suzuki), uma mulher que tem uma banheira de hidromassagem (Cláudia Raia), uma francesa (Mayana Neiva) e uma garota de programa (Alinne Moraes).

A música está presente em toda a história. Na abertura, Rui e Vani cantam desafinadamente num karaokê, “Livin la vida loca” e ela canta nos créditos finais, “Love is magic” de Raul Seixas, mas a trilha sonora conta ainda com “Me deixas louca” de Elis Regina, “Maluco Beleza” e “Biquíni de bolinha amarelinha”.

Os Normais 2 é um filme bastante curto, não passa de 75 minutos com os créditos finais, mas a história é simples e se passa toda nessa “noite mais louca de todas”. Achei a primeira metade mais engraçada que a segunda. Depois de um tempo as situações começam a se repetir, apesar da mudança das parceiras e dos desentendimentos. Mas é um filme que se assiste com grande prazer e algumas risadas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TEMPOS DE PAZ (Brasil, 2009) ***



Direção: Daniel Filho. Com: Tony Ramos, Dan Stulbach, Louise Cardoso, Daniel Filho, Ailton Graça, Anselmo Vasconcelos, Felipe Martins e Maria Maya. Drama, 80 min.

Após o estrondoso sucesso de “Se eu fosse você 2”, Daniel Filho lançou esse drama baseado na peça Novas diretrizes em tempos de paz de Bosco Brasil, que ficou em cartaz no teatro por vários meses, já o filme, infelizmente não fez grande bilheteria e se trata de baixo orçamento.

A história se passa em abril de 1945. Os combates já cessaram na Europa, mas o Brasil ainda está em guerra e com medo da invasão de nazistas. Segismundo, um fiscal alfandegário e torturado tem um embate com um polonês (Dan Stulbach) que ele suspeita ser um espião e tenta negar-lhe o visto de permanência no Brasil. Paralelamente, um médico (Daniel Filho) que foi torturado por Segismundo, procura por ele para encará-lo nos olhos.

Fala dos horrores sofridos nos campos de concentração durante a segunda guerra mundial, das torturas que eram efetuadas também aqui no Brasil e dos presos políticos. Inclusive no final aparecem fotos de estrangeiros que se naturalizaram brasileiros naquela época, como Berta Loran, Ziembinski e Nídia Lícia.

O polonês é ator e usa da interpretação e de suas palavras para fazer o fiscal chorar e conseguir o tão sonhado visto. O personagem fala o tempo inteiro que depois de tantas atrocidades sofridas durante a guerra, o teatro não tem mais sentido, mas depois há uma reviravolta e o filme acaba funcionando como um exaltador dele.

Tempos de paz é um filme de guerra, mas que não mostra cenas de guerra. Na maior parte do tempo tem só os dois atores em plena forma. Não perca, agora que saiu em DVD.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DO COMEÇO AO FIM (Brasil, 2009) ****


"Eu te amo porque você precisa de amor.
Porque perto de você eu me sinto um herói.
Eu me sinto mais homem. "

Essa é a primeira declaração de amor feito por Francisco (João Gabriel Vasconcelos) a seu irmão Thomas (Rafael Cardoso), no novo e polêmico filme de Aluísio Abranches (Um copo de cólera (1999) , As três Marias (2002)). Do começo ao fim é polêmico ao quadrado, pois além de falar de homossexualismo, fala de incesto, pois os dois irmãos são apaixonados desde quando eram crianças (nessa época interpretados por Gabriel Kaufmann da novela Caras e Bocas e por Lucas Cotrin).

O filme abre com uma explicação sobre o livre arbítrio. Thomas nasce com os olhos fechados e só os abre depois de duas semanas, quando seu irmão vai visita-lo na maternidade e ele o encara no fundo dos olhos. Nasce aí o amor entre eles, que se tornam inseparáveis. Sua mãe Julieta (Júlia Lemmertz que participou de todos os longas de Abranches) desconfia de algo numa cena no hospital em que um cuida do outro. Ela transmite toda a incerteza e as dúvidas de uma mãe, só com expressões faciais, sem o uso de palavras, mas mesmo desconfiada, não se vê na obrigação de impedir que aquilo aconteça. Nesse ponto, o filme foge dos clichês do gênero, pois a reação que se esperava dela, era que ela fizesse um escândalo e separasse os dois, mesmo sabendo que isso não resolveria nada. Ou talvez, por saber disso é que ela não faz nada. O final também é bem diferentes dos outros filmes que tratam de amores homossexuais.

Os dois são meio-irmãos, Thomas é filho de Pedro (Jean Pierre Noher) e Francisco de Alexandre (Fábio Assunção). E os pais também aceitam com naturalidade, apesar de todo mundo saber que os pais são mais intolerantes e incompreensíveis.

Quando crescem, os irmãos já moram sozinhos e é a partir daí que começam a se relacionar sexualmente em ousadas cenas, por isso o filme que estreou há três semanas nos cinemas é inadequado para menores de 18 anos.

Thomas é nadador e o romance dos dois fica abalado quando ele recebe uma proposta para treinar para as Olimpíadas na Rússia.

Um filme forte e sensível que fala de um amor incondicional. Depois de um tempo a gente até esquece que os dois são irmãos. Só que o tema talvez afaste parte do público conservador ou preconceituoso, a quem as cenas podem incomodar um pouco.

Direção: Aluísio Abranches. Com: Julia Lemmertz, Fábio Assunção, Louise Cardoso, Jean Pierre Noher, Gabriel Kaufmann, Rafael Cardoso, Lucas Cotrin, João Gabriel Vasconcelos. Drama, 90 min.


Download do filme Do começo ao fim

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2010

Foram anunciados ontem de manhã em uma cerimônia em Beverly Hill, com apresentação de Justin Timberlake, Diane Kruger e John Krasinski os indicados ao Globo de Ouro, que é considerado o principal termômetro para o Oscar.

A cerimônia da 67ª edição do Globo de Ouro, que será transmitida ao vivo para 160 países, acontece no dia 17 de janeiro e, pela primeira vez desde 1995, vai ter, assim como o Oscar, um apresentador: o comediante britânico Ricky Gervais, famoso pela série "The Office".

Veja abaixo a lista completa de indicados:

Melhor filme - drama
"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Amor Sem Escalas"

Melhor filme - comédia
"500 Dias Com Ela"
"Se Beber, Não Case"
"Simplesmente Complicado"
"Julie e Julia"
"Nine"

Melhor animação
"Tá Chovendo Hambúrguer"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"A Princesa e o Sapo"
"Up"

Melhor diretor
Kathryn Bigelow, "Guerra ao Terror"
James Cameron, "Avatar"
Clint Eastwood, "Invictus"
Jason Reitman, "Amor Sem Escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios"

Melhor roteiro
"Distrito 9"
"Guerra ao Terror"
"Simplismente Complicado"
"Amor Sem Escalas"
"Bastardos Inglórios"

Melhor ator - drama
Jeff Bridges, "Crazy Heart"
George Clooney, "Amor Sem Escalas"
Colin Firth, "A Single Man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Tobey Maguire, "Brothers"

Melhor ator - comédia ou musical
Matt Damon, "O Desinformante"
Daniel Day Lewis, "Nine"
Robert Downey Jr, "Sherlock Holmes"
Joseph Gordon Levitt, "500 Dias com Ela"
Michael Stuhlbarg, "A Serious Man"

Melhor atriz - drama
Emily Blunt, "The Young Victoria"
Sandra Bullock, "The Blind Side"
Helen Mirren, "The Last Station"
Carey Mulligan, "An Education"
Gabire Sadibe, "Preciosa"

Melhor atriz - comédia ou musical
Sandra Bullock, "The Proposal"
Marion Cotilliard, "Nine"
Meryl Streep, "It's Complicated"
Meryl Streep, "Julie & Julia"

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "The Messenger"
Christopher Plummer, "The Last Station"
Stanley Tucci, "Um Olhar do Paraíso"
Christoph waltz, "Bastardos Inglórios"

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor Sem Escalas"
Anna Kendrick, "Amor Sem Escalas"
Mo'nique, "Preciosa"
Julianne Mooore, "A Single Man"

Melhor filme estrangeiro
"Baaria" (Itália)
"Abraços Partidos" (Espanha)
"La Nana" (Chile)
"O Profeta" (França"
"A Fita Branca" (Alemanha)

Melhor canção original
"Crazy Heart", com "The Weary Kind"
"Everybody's Fine", com "(I Want To) Come Home"
"Nine", com "Cinema Italiano"
"Brothers", com "Winter"
"Avatar", com "I See You"

Melhor trilha sonora
"O Desinformante"
"Up"
"Onde Vivem os Monstros"
"Avatar"
"A Single Man"

Melhor série de televisão - drama
"Big Love"
"Dexter"
"House M.D."
"Mad Men"
"True Blood"

Melhor série de televisão - comédia ou musical
"Entourage"
"Glee"
"The Office"
"Modern Family"
"30 Rock"

Melhor minissérie ou filme feito para a televisão
"Georgia O'Keeffe"
"Grey Gardens"
"Into the Storm"
"Little Dorrit"
"Taking Chance"

Melhor ator em minissérie ou filme feito para TV
Kevin Bacon, "Taking Chance"
Kenneth Branagh, "Wallander"
Brendan Gleeson, "Into the Storm"
Jeremy Irons, "Georgia O'Keeffe"
Chiwetel Ejiofor, "Endgame"

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV
Joan Allen, "Georgia O'Keeffe"
Drew Barrymore, "Grey Gardens"
Jessica Lange, "Grey Gardens"
Anna Paquin, "The Courageous Heart of Irena Sendler"
Sigourney Weaver, "Prayers for Bobby"

Melhor ator em série - comédia ou musical
Alec Baldwin, "30 Rock"
Steve Carell, "The Office"
David Duchovny, "Californication"
Thomas Jane, "Hung"
Matthew Morrison, "Glee"

Melhor atriz em série - comédia ou musical
Toni Collette, "United States of Tara"
Courteney Cox, "Cougar Town"
Edie Falco, "Nurse Jackie"
Tina Fey, "30 Rock"
Lea Michele, "Glee"

Melhor ator em série - drama
Simon Baker, "The Mentalist"
Michael C. Hall, "Dexter"
Jon Hamm, "Mad Men"
Hugh Laurie, "House M.D."
Bill Paxton, "Big Love"

Melhor atriz em série - drama
Glenn Close, "Damages"
January Jones, "Mad Men"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Anna Paquin, "True Blood"
Kyra Sedgwick, "The Closer"

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Michael Emerson, "Lost"
Neil Patrick Harris, "How I Met Your Mother"
William Hurt, "Damages"
John Lithgow, "Dexter"
Jeremy Piven, "Entourage"

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Rose Byrne, "Damages"
Jane Adams, "Hung"
Jane Lynch, "Glee"
Janet McTeer, "Into the Storm"
Chloë Sevigny, "Big Love"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

À DERIVA (Brasil, 2009) ***

Direção: Heitor Dhalia. Com: Vincent Cassel, Déborah Bloch, Laura Neiva, Camille Belle, Cauã Reymond. Drama, 101 min.

O filme mais convencional do diretor pernambucano Heitor Dhalia de Nina (2004) e O cheiro do ralo (2006), que falavam de personagens mais obscuros e revoltados com a situação vigente.

À deriva é a expressão ideal para descrever a situação desses personagens perdidos em seus sentimentos. A menina Filipa (Laura Neiva descoberta por um perfil do Orkut) tem sentimentos incestuosos por seu pai, Mathias (o francês Vincent Cassel de “Irreversível”) e consequentemente uma certa raiva da mãe que é alcoólatra (Déborah Bloch de “A ostra e o vento”). No meio disso tudo, tem que lidar com suas descobertas amorosas e sexuais e a revelação que seu pai está tendo um caso com uma americana (Camille Belle) e com a decisão de seus pais de se separar.

É um filme bastante sensível e intimista que foi aplaudido na mostra “Um certo olhar” do Festival de Cannes e fala de um tema universal, a família e dos problemas pelos quais todas passam; fala da dor causada quando o amor do casal acaba e do sofrimento dos filhos com a separação.

Vincent Cassel fala bem o português. Ele foi escolhido por Heitor durante o carnaval em que esteve no Brasil com Mônica Belluci. Apesar dele e da americana Camille Belle, este é um filme totalmente brasileiro e não uma co-produção como aparenta. Cauã Reymond faz apenas uma participação especial como um barman, enquanto Déborah Bloch dá um show de interpretação como a dúbia e sofrida esposa.
Apesar do sucesso em Cannes e das vendas internacionais, não alcançou a bilheteria esperada no Brasil, chegando a 68.477 espectadores. Agora com seu lançamento em DVD é a oportunidade de conhecer.


Download do filme À Deriva


domingo, 13 de dezembro de 2009

UM DIA DE FILMAGEM


O trabalho final da disciplina de Roteiro da Especialização em Cinema e Educação foi a produção de um vídeo de curta metragem. Entre os cinco roteiros escritos pela turma, foi escolhido um sobre a poetisa anapolina D. Loló (Laurentina Murici de Medeiros) que está com 91 anos e já publicou três livros, sendo o ultimo deles "Retalhos da minha vida".

Nunca tinha assistido, nem muito menos participado da produção de um vídeo ou filme e gostei bastante. A turma se dividiu em quase todas as funções para as filmagens, da direção, produção até a assistência de câmera que foi a minha função, mas trabalhei também como figurante.

Todo o processo é muito trabalhoso e demorado: montagem dos equipamentos, incluindo os refletores, preparação, ensaios e as filmagens. Tudo com muita calma devido à idade avançada da poetisa. E olha que se tratava de um vídeo independente de curta metragem de orçamento zero. Imagine então um filme de longa metragem com grande orçamento, quanto trabalho não dá. Como o desenvolvimento é lento, às vezes se torna cansativo e quem vê um filme pronto, não imagina o trabalho que dá.

Foi o primeiro registro em vídeo de D. Loló e ela estava muito empolgada em protagonizar um filme, mesmo estando cansada depois de um tempo de filmagem.

CONFIDÊNCIAS
D. Loló

Uma amiga me dizia:
- Queria ser alegre, mas a alegria eu perdi
- Queria ser feliz, mas a felicidade foi apenas um sonho que passou
- Queria sonhar, mas a realidademe acordou.
- Queria nunca sofrer, mas o sofrimento chegou e não mais de mim se afastou.
- Queria alcançar o azul da ilusão, o verde da esperança, a alvura da perfeição, a ternura do sorriso de criança.

E eu lhe disse:
Para você alcançar o que procura, precisa
Buscar no fundo do seu coração, a força que vem de Deus,
E então verá que a alegria, a felicidade,
a esperança, a perfeição encontram-se
nas pequeninas coisas, nos pequenos atos e
no seu próprio coração.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ATIVIDADE PARANORMAL (EUA, 2009) ****

Direção: Oren Peli. Terror, 90 min

O fenômeno A BRUXA DE BLAIR aconteceu novamente: um filme de baixíssimo orçamento que consegue levar milhões de pessoas aos cinemas graças à sua inventividade.

Atividade paranormal custou apenas $11.000, custeados pelo próprio diretor/roteirista que filmou em sua própria casa e pagou $ 500 a cada um dos dois atores centrais. Ambos desconhecidos: Milcah Sloat e Katie Featherston que atuam com seus nomes reais. O filme já rendeu mais de 100 milhões de dólares nos Estados Unidos e é sucesso também no Brasil, graças ao boca a boca.

É a história de um casal assustado com os barulhos estranhos que acontecem em sua casa durante a noite, que coloca uma câmera que fica gravando enquanto eles dormem e podem conferir tudo no dia seguinte. Os sustos começam aos poucos, com uma porta que se move, depois uma planta que balança mesmo sem vento na casa fechada e vão aumentando. E a sensação do espectador é a mesma. No início um desconforto pela câmera trêmula, operada pelo próprio ator central ou pela imobilidade da mesma frente à cama onde acontecem a maioria das cenas, mas depois isso passa. Os sustos tomam conta de nós também e na hora de dormir até dá um certo medo de lembrar do filme.

É a prova de que as vezes mais é menos. Há filmes com grandes orçamentos e cheios de efeitos especiais que não passam medo em ninguém, enquanto este aqui feito à preço de "banana" e sem efeitos especiais, faz do espectador o que quer.

Assuste-se também.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FILMES DO FINAL DE SEMANA NA TV ABERTA

HOJE
TROPA DE ELITE (2007)
22h30 na TV Record

Capitão Nascimento é o comandante de um esquadrão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), a tropa de elite da polícia do Rio de Janeiro. Ele quer deixar o posto, pois está prestes a ser pai e tem ataques freqüentes devidos ao estresse e a dificuldade de realizar o seu trabalho na corporação, mas precisa antes encontrar um substituto à altura. Aos poucos, começa a enxergar como candidatos os aspirantes Neto e Matias, amigos de infância que dividem a mesma indignação com toda a corrupção que vêem na polícia convencional, ou seja da Polícia Militar.
Direção: José Padilha Elenco: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Maria Ribeiro, Fernanda Machado, Fernanda de Freitas, Milhem Cortaz, Fábio Lago. 115 min.

SEXTA-FEIRA (11/12)
22h30 na TV Brasil
A HORA MÁGICA (1998)

Em 1950, a Rádio Brasil recebe artistas para interpretar a radionovela Um Assassino Está Entre Nós. Tito Balcárcel dá voz às peripécias do galã em filmes de gêneros variados ao lado da estrela Lyla Van, e interpreta o mordomo Matias. Tito vive às voltas com suas fantasias folhetinescas até apaixonar-se por Lúcia. Jovem ambiciosa, indiretamente envolvida num crime, ela colocará o romântico Tito no centro de uma teia rodeada de pequenos mistérios. Cor. 103min.
Elenco: Raul Gazolla, Júlia Lemmertz, Maitê Proença, Tânia Alves, José Lewgoy e John Herbert.
Direção: Guilherme de Almeida Prado.
Gênero: Drama.

23h30 na TV Cultura
Preto no branco (2005)

Família de classe média Zona Sul carioca, assolada pela paranoia da violência urbana, toma um simples office-boy negro por perigoso assaltante, quando este vai pegar um vestido de noiva para conserto urgente às vésperas do casamento. Em pânico e acuados, família e empregada tentam satisfazer o "bandido", que nada entende, insistindo que só veio pegar o vestido de noiva. Quando o office-boy, enfastiado da situação, resolve abandonar o apartamento sem nada levar, é desafiado pela mãe da noiva a revelar suas reais intenções. Então o garoto resolve divertir-se e assume o personagem à ele atribuído pela família, expondo todos à esdrúxulas situações, mas se arrisca pela incapacidade de incorporar um verdadeiro marginal. No elenco estão Priscila Assum, Débora Catalani, Alexandre Dacosta, Sérgio Loroza, Rita Porto e Leandro Santanna.

0 h no CineBrasiltv
A INTRUSA
DIREÇÃO: Carlos Hugo Christensen
PRODUÇÃO: 1979
DURAÇÃO: 1h40m
ELENCO: Maria Zilda, José de Abreu, Fernando de Almeida, Arlindo Barreto, Palmira Barbosa entre outros.
SINOPSE: Baseado em conto de Jorge Luis Borges. Em 1897 no pampa dois irmãos solitários, agressivos defendiam sua solidão. Ligava-os uma profunda afeição. Inimizar-se com um era contar com dois inimigos. Um dia, o mais velho, leva Juliana para viver com ele. Com ela, a discórdia entra pela primeira vez, naquele rancho. 18 anos.

SÁBADO (12/12)
22 h no Cinebrasiltv
A MENINA DO LADO
DIREÇÃO: Alberto Salvá
PRODUÇÃO: 1987
DURAÇÃO: 1h24m
ELENCO: Reginaldo Faria, Flávia Monteiro, John Herbert, Débora Duarte
SINOPSE: Respeitado jornalista de 45 anos, aluga uma casa na praia, em Búzios, para escrever um livro sobre o estado brasileiro nos últimos 20 anos. Ele trava amizade com uma menina de 14 anos que está sozinha passando férias na casa ao lado. A amizade se transforma em incontrolável amor e, dividido entre dois universos, tenta desesperadamente achar uma solução. 16 anos. PRÊMIOS: Melhor Roteiro (Alberto Salvá e Elisa Tolomelli), Música (Antônio Carlos Jobim), Menção Honrosa (Flávia Monteiro), II Festival de Cinema de Natal, RN, 1988.

22h30 na TV Brasil
ANDRÉ – A CARA E A CORAGEM (1971)
Sinopse: O filme, dirigido por Xavier de Oliveira, conta a história de um jovem que sai em busca de emprego. Nessa procura, ele encontra Marli. André se apaixona pela moça e eles iniciam um relacionamento amoroso. Fruto desse amor, nasce uma criança. Se para André, a vida já estava difícil e ele não conseguia nem pagar o aluguel, agora vai enfrentar mais desafios. 91 min.
Elenco: Stepan Nercessian, Angela Valério, Ecchio Reis e Antonio Patiño.
Direção: Xavier de Oliveira.
Gênero: Drama.

Antenadas com as necessidades de mercado e de fomento, a Secretaria de Estado da Cultura e a TV Cultura trazem mais um projeto de política pública audiovisual. O programa Telefilmes Cultura, que estreia na emissora no dia 12/12, às 23h30, exibirá, por quatro sábados consecutivos, telefilmes de 52 minutos produzidos para a televisão. O que todos têm em comum é o tema: São Paulo – Essa Metrópole.

23h30 na TV Cultura
PARA ACEITÁ-LA, CONTINUE NA LINHA
Clara, uma mulher da classe média alta de São Paulo, recebe um telefonema a cobrar e cai no golpe do falso sequestro. Acreditando que uma de suas filhas foi raptada, ruma até o Rio de Janeiro, de carro, guiada pela voz do bandido. Dirigido por Anna Muylaert, o telefilme é uma co-produção da África Filmes e da Gullane Filmes.

Ficha técnica
Direção e Roteiro: Anna Muylaert
Produção: África Filmes e Gullane Filmes

DOMINGO (13/12)
0 h no Cinebrasiltv

ENIGMA PARA DEMÔNIOS
DIREÇÃO: Carlos Hugo Christensen
PRODUÇÃO: 1974
DURAÇÃO: 01h40m
ELENCO: José Mayer, Monique Lafond, Luiz Fernando Ianelli, Mário Brasini, Lícia Magna, Eduardo Tornaghi, Palmira Barbosa e Rodolfo Arena.
SINOPSE: Moça vai visitar o túmulo da mãe e pega sem querer uma rosa em outro túmulo qualquer. Com o mesmo descuido, ao voltar para casa, deixa a flor cair na rua. A partir daí o telefone da casa passa a ser intrumento de tortura, tocando todos os dias e tendo do outro lado da linha uma voz a perguntar pela flor. Baseado no conto "Flor, telefone, moça" de Carlos Drummond de Andrade. 18 anos.

Fonte: Sites das emissoras.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DESEJO E REPARAÇÃO (Inglaterra, 2007) ****

Direção: Joe Wright. Com: James McAvoy, Keira Knightley, Saoirse Ronan, Brenda Blethyn, Ramola Garai e Vanessa Redgrave. Drama, 130 min.

Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme e indicado a sete Oscars, incluindo o de melhor filme, mas só venceu o de trilha musical. Foi baseado num livro do inglês Ian McEwan.

É a história do que uma mentira pode causar na vida de várias pessoas. Briony (Saiorse Ronan) é apaixonada por Robbie (James McAvoy de O procurado), mas este ama a irmã mais velha dela, Cecille (Keira Knightley de Simplesmente amor). Briony mente que foi Robbie quem estuprou uma hóspede da casa e ele é preso e tem que se separar de sua amada.

O filme começa em 1935 e tem várias idas e vindas no tempo. É composto basicamente de três fases: a primeira quando o romance é impedido pela mentira, a segunda já durante a 2ª Guerra mundial com Robbie já em batalha e Cecille e Briony como enfermeiras e a terceira na atualidade, com Vanessa Redgrave no papel de Briony, lançando um livro onde conta toda a história.

Desejo e reparação é de uma originalidade impressionante. A maneira como o diretor manipula o tempo, o amor impossível, a inveja, a mentira e posteriormente o arrependimento e a reparação. Primeiramente, a história é narrada como ela está no livro de Briony e depois como ela realmente aconteceu.

Tinha lido ótimas críticas sobre esse filme que consta inclusive no livro “1001 filmes para ver antes de morrer” e é tudo verdade. É excelente e emocionante. Na resolução, me vi chorando e durante todo o filme torcendo para que aquele amor desse certo.

Se quiser se emocionar, este é o filme ideal.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO (Brasil, 2008) ** 1/2

Direção: Patrícia Pillar. Documentário, 58 min.

A atriz Patrícia Pillar sempre foi fã do cantor Waldick Soriano, mas isso só veio a público, quando ela deu início a esse projeto sobre sua vida e dirigiu na mesma época um show com ele, já exibido pelo Canal Brasil e que tem algumas cenas mostradas aqui. Este filme também já foi exibido pelo canal e estreou nos cinemas em agosto desse ano.

Patrícia Pillar não tenta contar nenhuma história sobre a vida dele ou dos sofrimentos pelos quais passou. Ela deixa que ele mesmo conte sobre sua vida e se revele como era na realidade, sem nenhuma máscara. Os depoimentos das ex-esposas e dos conhecidos ajudam bastante nesse ponte e olha que ele foi casado 14 vezes e uma de suas esposas revela que ele amou só a primeira delas, com a qual morou somente dois meses. Uma cena mostra que ele não tenta interpretar um personagem e era um homem cheio de falar. Sua última mulher pede que ele cante uma de suas músicas, mas ele permanece impassível, como que absorvido dentro de si mesmo.

Suas canções perpassam todo o filme e tem a ver com cada fase de sua vida. O sub-título, “Sempre no meu coração” é também uma música que toca logo nos créditos iniciais. Em seguida “Eu não sou cachorro não” (seu maior sucesso) e “Essa noite eu queria que o mundo acabasse” que eu gosto muito. Nos créditos finais toca “Cavalgada” de Roberto e Erasmo Carlos, que eu desconhecia que ele tivesse gravado, mas que ficou muito boa em sua voz.

Ele sempre foi considerado um cantor brega e com o qual as pessoas tinham até um pouco de preconceito. Em uma de suas falas ele até esclarece isso, dizendo que antes era considerado cafona, agora brega, mas que no fundo é apenas um cantor romântico.

Uma coisa que poucos sabem é que ele também já foi ator. São exibidas cenas dos dois filmes que ele fez: “Paixão de um homem” (72) e “O poderoso garanhão” (73).
Morreu em 2008 com 75 anos, mas antes disso e a partir do trabalho de Patrícia Pillar, ele pôde ver que ainda era querido do público e poderia continuar fazendo sucesso.

domingo, 6 de dezembro de 2009

AS FILHAS DA CHIQUITA (Brasil, 2006) ***



Direção: Priscilla Brasil. Documentário, 51 min.

O que poderia acontecer se mais de 4 milhões de católicos se encontrassem com 40 mil gays? É a pergunta que tenta responder esse documentário de média-metragem produzido em 2006, durante o Círio de Nazaré que acontece todos os anos no mês de outubro em Belém do Pará. Só que no mesmo dia do Círio também acontece a festa da Chiquita onde milhares de gays se reúnem. Eles esperam a procissão passar para começar sua festa, mas mesma assim a polêmica está armada. E a situação só piorou quando o IPHAN em 2004 fez o registro da festa da Chiquita como parte do Círio de Nazaré, o que irritou padres e fiéis.

Fé e pecado se misturam aos olhos dos mais fanáticos que se acham superiores. O filme alterna depoimentos das duas partes, para que se conheça os dois lados da moeda. Os gays só parecem querer se divertir, sem nenhum sacrilégio ou desrespeito à imagem de Nossa Senhora de Nazaré, enquanto alguns católicos não vêem dessa forma. A mais preconceituosa e intolerante é uma velhinha que diz que o pecado do gay é maior do que o de um assassino por ele saber o que está fazendo, enquanto o assassino poderia agir por impulso ou de cabeça quente. O depoimento de um padre não é muito diferente.

No meio de toda essa polêmica, os participantes acabam tentando traçar um painel sobre ser gay e as possíveis causas e consequências disso frente ao preconceito da maioria. Há alguns depoimentos animadores de pessoas simples que expõe o direito que cada um tem de ser o que é.

O filme que foi feito sem patrocínio abre com a música "A filha da Chiquita Bacana" de Caetano Veloso e se encerra com "Chiquita Bacana" de Carmem Miranda que eu não sabia que era tema desse filme, mas que não saiu da minha cabeça desde que li sobre o filme pela primeira vez.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

HISTÓRIA REAL (The Straight Sory)

(EUA/ França/ Inglaterra, 1999) **
Direção: David Lynch. Com: Richard Farnsworth, Sissy Spacek e Harry Dean Stanton. Drama, 111 min.

Essa produção dos Estúdios Disney é o filme mais convencional de David Lynch, senão o único. É a história real de Alvin Straight (Richard Farnsworth), um homem de 73 anos que percebe que tem pouco tempo de vida e resolve fazer as pazes com o irmão que sofreu um derrame, mas ele mora em outro estado e como Alvin não tem carteira de motorista, viaja semanas em um pequeno trator (cortador de grama), deixando a filha que tem problemas mentais em casa.

É um estudo sobre a velhice e os problemas que chegam com os anos. Alvin está com a saúde debilitada e vários dos personagens com quem ele encontra pelo caminho, também são idosos, todos bonzinhos, não só eles, mas os jovens também. Todos estão prontos a ajudar e o filme perde alguns conflitos que isso poderia gerar, já que na vida real nem todo mundo é bom.

Alvin viaja 300 milhas em seu lento cortador de grama e o filme também caminha na mesma velocidade que ele: devagar, com várias paradas e sem grandes lances de emoção. As pessoas com quem ele encontra, sempre lhe ensinam alguma coisa, ou aprendem com ele, mas nada muito substancial. Apesar do tema interessante, depois de um tempo estava cansado.

Richard Farnsworth foi indicado ao Oscar por este papel, mas já estava sofrendo de câncer durante as filmagens e acabou se matando antes que a doença o levasse. Com essa informação, o filme tem um sabor mais amargo e realístico. O personagem real morreu três anos depois de reencontrar o irmão, em 1996.

BRÜNO (EUA, 2009) ***



Direção: Larry Charles. Com: Sasha Baron Cohen. Comédia, 81 min.

O comediante Sasha Baron Cohen sempre preservou sua vida pessoal para deixar que seus exagerados personagens se sobressaíssem e ninguém soubesse como ele é na realidade. Em 2002, ele encarnou o rapper árabe Ali G, que é lançado como deputado, um plano para derrubar o primeiro ministro inglês, personagem que ele já interpretava numa série de televisão. Porém o sucesso só aconteceu em 2006 com o fictício jornalista do Cazaquistão que visita os Estados Unidos e revela o preconceito encoberto dos americanos. O filme custou 18 milhões e rendeu 262 ao redor do mundo.

Agora ele retorna como o repórter gay austríaco que depois de ser despedido do programa de moda que apresenta em Viena, viaja aos Estados Unidos com o intuito de ficar famoso a qualquer custo. Ele vive um personagem bem afetado e debochado, por isso alguns acharam que isso só aumentaria o preconceito contra os homossexuais, mas essa não era a sua intenção. O filme mostra a homofobia dos americanos de uma forma descontraída, pois aparentemente os entrevistados não sabiam que estavam sendo filmados e por isso revelam seus piores momentos. Brüno alfineta várias celebridades, diz que Schwarzenegger é gay e que ele pode ser seu sucessor, mas em um momento chega à conclusão que se fosse heterossexual poderia alcançar o sucesso mais rápido, então cita Tom Cruise e Kevin Spacey como héteros de sucesso, com ironia, já que há boatos sobre a sexualidade dos dois.

Com o intuito de se tornar macho ele procura um “regenerador” de homossexuais que lhe dá dicas sobre o que fazer para deixar de ser gay, as músicas que ele não deve ouvir, os esportes que deve praticar.

Muito engraçada a cena em que mostra como faria sexo oral com o cantor Milli da dupla Milli e Vanilli, mas a cena mais engraçada acontece quando ele entra numa arena de luta e propaga sua masculinidade e a do público presente, mas de repente seu ex-amante aparece e os dois começam a se beijar ao som de “My heart will go on” de Celine Dion, enquanto o público homofóbico grita furiosamente e joga objetos nos dois.

Quando Brüno finalmente se torna famoso, faz uma paródia do clipe We are the world com a participação de Elton John, Stin e Bono Vox do U2, que já haviam sido citados durante o filme.

Certamente não é para se levar a sério, é só para que cada um descubra rindo o quanto de preconceito guarda dentro de si.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LEILA LOPES (1969 - 2009)

A atriz Leila Lopes foi encontrada morta nesta madrugada em seu apartamento, por alguns PMs que foram acionados pelo 190. Bombeiros detectaram que a morte foi causada por parada cardiorrespiratória e segundo testemunhas não havia marcas de violência em seu corpo. Um delegado disse que a principal hipótese é de suicídio, já que a atriz estava com depressão e teria deixado uma carta e ingerido veneno de rato.

Ultimamente ela estava passando por alguns problemas de saúde, pois sofria de endometriose, uma alteração do endométrio, dentro do útero, mas tinha se operado em outubro e estava se recuperando. Nos últimos dias deu entrevista para a televisão, dizendo que já estava bem e só queria ficar perto de quem ela gostava.

Trabalhos de Leila Lopes na televisão:
1. "Entre o Amor e a Espada" (2001) TV mini-serie .... Maria Isabel
2. "Marcas da Paixão" (2000) Novela .... Creuza
3. "Malhação" (1995) TV series .... Rosa (1997)
4. "Você Decide" (3 episódios, 1995-1997)
- A Desforra (1997)
- Elvis ou Elvira (1996)
- O Matador (1995)
5. "O Rei do Gado" (1996) Novela .... Suzane
6. "Tropicaliente" (1994) Novela .... Olívia
7. "Renascer" (1993) Novela .... Prof. Lu
8. "Despedida de Solteiro" (1992) Novela .... Carol
9. "O Guarani" (1991) Novela

Seu maior sucesso na televisão foi a professorinha Lu da novela “Renascer” de Benedito Ruy Barbosa que conquistou todo o Brasil. Em seguida obteve relativo sucesso com outra novela de Benedito, “O rei do gado”, mas depois ficou um tempo afastada e começava a ser esquecida pelo público, quando resolveu fazer um filme pornô para a produtora Brasileirinhas, “Pecados e Tentações” que tinha um diferencial em relação aos outros por ter uma história em vez de apenas cenas de sexo sem parar, mas mesmo assim foi muito criticada por isso, inclusive por alguns autores de novela como Walcyr Carrasco. O filme foi dividido em três partes, sendo a segunda, "Pecado sem perdão". Nessa trilogia ela seduz um primo que é seminarista.

Leila não era uma grande atriz, mas era muito simpática e adorável. Torcia para que ela voltasse a fazer sucesso como antes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA? (Brasil, 2008) ****


Direção: Guilherme de Almeida Prado. Com: Maitê Proença, Carolina Dieckmann, Eriberto Leão, Nuno Leal Maia, Imara Reis, Christiane Torloni, Oscar Magrini, Matilde Mastrangi, Cacá Rosset, Carmo Dalla Vecchia e Julia Lemmertz. Drama, 135 min.

A fama e o suceso, bem como a supervalorização das celebridades e sua rápida decadência são discutidos nesse novo filme de Guilherme de Almeida Prado (A flor do desejo), baseado no livro homônimo de Caio Fernando Abreu que também dá nome ao personagem principal. O filme se passa nos anos 80.

Quando sai para entrevistar a cantora lésbica Márcia (Carolina Dieckmann), o jornalista Caio (Eriberto Leão) descobre que esta é filha da grande Dulce Veiga (Maitê Proença) cantora e atriz da década de 60 que desapareceu deixando um filme inacabado. Caio então resolve responder à pergunta que dá nome ao filme. Vai atrás do ex-marido dela (Oscar Magrini) que é gay, do seu amante (Carmo Dalla Vecchia) e das demais pessoas que poderiam ter alguma informação útil. No meio da jornada, se apaixona por Márcia e passa a questionar sobre si mesmo, como se as perguntas que ele quisesse fazer a Dulce fosse também as que ele mesmo tem que responder.

É um drama psicológico com clima de suspense e pitadas homoeróticas. Há três beijos entre Eriberto Leão e Carmo Dalla Vecchia; Oscar Magrini é casado com outro homem e dirige a peça “O beijo no asfalto” de Nelson Rodrigues que também fala do assunto.

O elenco é estelar, com alguns atores em pequenas participações, como Julia Lemmertz na inventiva cena inicial, vivendo a mulher que abando Caio; Christiane Torloni como uma rival de Dulce; Nuno Leal Maia como o empresário que ajuda na carreia de Márcia e Matilde Mastrangi que faz dois papéis e participou de todos os filmes de Guilherme de Almeida Prado (As taras de todos nós – 81; A flor do desejo – 84; A dama do Cine Shangai – 87; Perfume de Gardênia – 92; Glaura – 97 e A hora mágica – 98);

Muito inovadora a estratégia do diretor (apesar de nada lucrativa). Como não tinha previsões para o lançamento do filme em DVD (apesar de a Revista SET ter divulgado esse lançamento em março/2009), ele entrou numa comunidade de download de filmes brasileiros do Orkut e colocou seu filme à disposição para quem quisesse baixar, pois acha que o importante é o público ter a oportunidade de assistir. Coisa que não aconteceu nos cinemas, pois só foi lançado em 3 salas e teve um público de 3.585 pessoas.

Gostei bastante e recomendo. Talvez tenha sido o filme de Guilherme que eu mais gostei.

videoTrailer do Filme