sábado, 31 de julho de 2010

OS SONHOS


Desde criança, sempre vi em dezenas de filmes nacionais, ou mesmo nos filmes estrangeiros realizados no Brasil e nas novelas (principalmente as de Manoel Carlos), a imagem do Rio de Janeiro evidenciada pela Praia de Copacabana e pelo Cristo Redentor. Os estrangeiros, inclusive relacionam nosso país ao Rio de Janeiro e a estes lugares. Então um de meus maiores sonhos era conhecê-los (o que aliás deve ser o sonho de muita gente). Pude realizá-lo no final de semana passado numa excursão à Aparecida (SP), que eu também tinha muita vontade de conhecer e num desvio fomos ao Rio.


No sábado passado de manhã conheci a Praia de Copacabana, entrei no mar, senti a areia e as ondas nos meus pés, provei a água salgada e claro, tirei muitas fotos.

À tarde conheci o Cristo Redentor no Corcovado (tema de tantas músicas), um lugar simplesmente inesquecível. De agora em diante verei os filmes nacionais, ou mesmo as novelas feitas nesses lugares de uma outra forma, por já ter estado lá e isso fará com que eu goste ainda mais deles.

E quanto aos sonhos? Eles foram feitos para serem realizados, todos eles!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

TEUS OLHOS

Gilberto Carlos

Teus olhos dizem tudo
E parecem querer devorar-me
Pena que tua boca não diz nada

Minha alma alimenta-se dos teus olhares
Mas agora isso parece não ser mais o bastante
As migalhas que vem de você
Hoje ameaçam matar-me de fome

Eu que também sei falar com os olhos
Prefiro usar a boca para revelar
Tudo aquilo que está guardado
E aprisionado, lutando para ganhar os teus ouvidos.

Sonho com o dia em que você
Também seja capaz de usar as palavras
E assumir o que sente
Sem medo de nada...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O BEM AMADO (Em cartaz) ***

Direção: Guel Arraes. Com: Marco Nanini, Matheus Nachtergaele, Tonico Pereira, José Wilker, Zezé Polessa, Andrea Beltrão, Drica Moraes, Caio Blat, Maria Flor, Bruno Garcia.

Quem não conhece a história de Odorico Paraguaçu, imortalizado por Paulo Gracindo na novela “O bem amado” (1973) e no seriado homônimo exibido em 220 episódios (mais até do que a novela que teve 178 capítulos) de 1980 a a1984? A novela e o seriado, bem como o filme de Guel Arraes que estreou nos cinemas na sexta-feira passada são baseados na peça teatral “Odorico – O bem-amado” de Dias Gomes, que era também o autor das obras televisivas. A novela marcou época por ter sido a primeira exibida em cores e vendida para outros países.

A história começa quando Zeca Diabo (José Wilker) mata o prefeito de Sucupira e Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) consegue se eleger prometendo a construção (ou o “construimento” como ele mesmo diz) de um cemitério, mas o problema é que ninguém morre na cidade, para que o local seja inaugurado. O final todo mundo já sabe, mas mesmo assim não vou ser eu a relembrá-lo.

As críticas quanto à corrupção dos políticos continuam, agora mais evidenciadas, já que a censura que atrapalhou a liberdade de expressão da novela, ficou para trás.

A produção da Globo Filmes e de Paula Lavigne (que convidou o ex-marido Caetano Veloso para fazer a trilha sonora) é bem esforçada e diverte a maior parte do tempo, mas é impossível não relacionar os personagens aos intérpretes originais: Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo/ Marco Nanini); Zeca Diabo (Lima Duarte/ José Wilker); Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz/ Matheus Nachtergaele); as irmãs Cajazeira: Doroteia (Ida Gomes/ Zezé Polessa), Dulcineia (Dorinha Duval/ Andrea Beltrão) e Judiceia (Dirce Migliaccio/ Drica Moraes). Aliás, as três irmãs solteironas que sonham em casar com o prefeito, são as personagens mais engraçadas da história. Foi bom ver Drica Moraes e saber que ela encontrou um doador de medula óssea.

Sempre que Guel Arraes estreia um novo filme, todo mundo espera o sucesso de “O auto da compadecida”, mas infelizmente acho que esse não é o caso, pois na sessão em que eu assisti o filme, havia apenas uma pessoa além de mim. Claro que o horário era ingrato: 11h30 de uma plena terça-feira. Quem sabe nas sessões posteriores e nos demais dias, o público descubra o filme. No primeiro final de semana de exibição, fez 144.931 espectadores.

As outras adaptações de telenovelas para filmes, também não foram bem sucedidas: “Gabriela” (1983) e “Tieta do Agreste” (1997). Adoro esses filmes, mas a crítica em geral os detonou. Talvez não seja uma boa ideia fazer essas adaptações de personagens consagrados pela televisão, mas para a nova geração que não conhece nada daquele universo, bem como para os saudosistas e amantes do cinema nacional, vale a pena assistir.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

FILME TRISTE


Quem nunca foi ao cinema e se viu chorando no meio do filme? Isso acontece sempre, ou pelo espectador se comover com o enredo ou por fazer alguma relação deste com a vida pessoal. É o que acontece com a personagem da música "Filme Triste" que chora ao ver seu amado com outro durante uma sessão de cinema.

FILME TRISTE
Trio Esperança



Filme triste que me fez chorar...


Meu broto me avisou que ia estudar - ai, ai, ai, ai
E ao cinema eu fui me distrair - ai, ai, ai, ai
E ao chegar nem quis acreditar
Eu vi meu bem sentado com alguém
Em frente a mim
Os dois agarradinhos eu notei - ai, ai, ai, ai
A minha melhor amiga a me trair - ai, ai, ai, ai
Trocavam beijos, eu quase morri
E do princípio ao fim do filme eu chorei


Oh, oh, oh filme triste
Que me fez chorar
Oh, oh, oh filme triste
Que me fez chorar


E ao chegar em casa mamãe viu - ai, ai, ai, ai
Os meus olhos vermelhos de chorar - ai, ai, ai, ai
E abraçada a ela eu expliquei
O filme foi tão triste que eu chorei


Filme triste....

sábado, 24 de julho de 2010

O CAVALEIRO DIDI E A PRINCESA LILI


Direção: Marcos Figueiredo. Com: Renato Aragão, Vera Holtz, Werner Schunemann, Livian Aragão, Guilherme Berenguer, Camila Rodrigues, Sergio Mamberti, Paulo Nigro, Alexandre Zachia. Comédia, 90 min.

Este era dos poucos filmes de Renato Aragão que eu ainda não tinha assistido, juntamente com OS FANTASMAS TRAPALHÕES, O ANJO TRAPALHÃO e O GUERREIRO DIDI E A NINJA LILI. Vi quase todos na Sessão da Tarde da Globo e na Sessão Especial do Canal Brasil, que exibiu todos os filmes dos Trapalhões.

Devo confessar que Renato Aragão sempre me passou uma certa antipatia através de seus filmes, pois o seu personagem habitual, o Didi Mocó, usava de esperteza para levar a melhor sobre as outras pessoas, inclusive seus colegas de grupo. Então quando Zacarias e Mussum morreram e os Trapalhões acabaram, me desinteressei também pelos filmes de Renato Aragão, mas qual não foi minha surpresa com este O CAVALEIRO DIDI E A PRINCESA LILI que ele produziu e escreveu para sua filha Livian Aragão, que não tem talento algum, nem carisma, mas ainda faria o filme seguinte de Renato, O GUERREIRO DIDI E A NINJA LILI e os especiais que ele faz para a TV.

Lili é a herdeira do reino de Landróvia, mas a situação se complica quando seu pai (Werner Schunemann) morre e o tio Jafar deseja se apoderar do trono, fazendo com que ela se case com seu filho, só que ela é apaixonada por um plebeu. Logo se passam 14 anos e Livian é substituída por Camila Rodrigues, que é a narradora da história.

Como se vê, não há novidades na história e as piadas não são muito engraçadas. Às vezes dá a impressão de um especial produzido pela Globo, como os vários que Renato fez em seguida.

Mas onde fica Renato nessa história? Ele é o fiel escudeiro que depois que este morre, se apaixona pela rainha (Vera Holtz). E é esse um dos pontos que mais gostei, pois Vera, que não tem o devido valor no cinema, é quase a protagonista do filme. Werner Schunemann que quase não vive mocinhos, logo morre, mas é aí que Vera pode brilhar mais.

Quero assistir também O GUERREIRO... que por enquanto é o último filme de Renato.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

40 ANOS DE CARREIRA DE GLÓRIA PIRES

Fiquei assustado quando vi o anúncio da matéria do Fantástico sobre os 40 anos de carreira de Glória Pires. Foi quando me dei conta que ela começou como atriz aos 6 anos de idade na novela A pequena órfã (1969) da extinta TV Tupi, quando acompanhava os ensaios do pai, o também ator Antonio Carlos. Em seguida, aos 9 anos, participou do elenco da 1ª versão de Selva de pedra (1972), mas o sucesso de verdade só aconteceu a partir de Dancin Days (1978) e Cabocla (1979), quando conheceu Fábio Jr. (que também fazia parte do elenco) com quem se casou e teve Cléo Pires, hoje também atriz de grande talento.

Seu sucesso na televisão é incontestável, onde conseguiu provar que era uma ótima atriz mesmo sem ter vindo do teatro (onde se diz que estão os melhores atores). Tem passagens marcantes em O tempo e o vento (1985), Vale tudo (1988), Mulheres de areia (1993) – no papel das gêmeas Ruth e Raquel; Memorial de Maria Moura (1994); Anjo mau (1997); Belíssima (2005) e Paraíso Tropical (2007), sua última novela.

No cinema estreou em 1982 com Índia – A filha do sol, fazendo em seguida Memórias do cárcere (1984); Besame mucho (1987); Jorge, um brasileiro (1988); O Quatrilho (1994) – indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro; O Guarani (1996); Pequeno Dicionário Amoroso (1997); A Partilha (2001); Primo Basílio (2007);

O sucesso no cinema aumentou quando ela descobriu que é uma ótima comediante em “Se eu fosse você” (2006) e sua continuação “Se eu fosse você 2” (2008), que se tornou a maior renda do cinema nacional desde a sua retomada em 1995.



No início desse ano fez o papel da mãe de Lula em Lula – O filho do Brasil, filme este que foi produzido para estourar nas bilheterias, mas por incrível que pareça nem chegou a um milhão de espectadores. E também do premiado “É proibido fumar”.



Gloria divide o seu tempo entre o Brasil e a França, onde mora com a família, mas retorna agora para as gravações da nova novela de Gilberto Braga. Em comemoração aos seus 40 anos de carreira, foi lançado um livro em sua homenagem.

terça-feira, 20 de julho de 2010

REMAKE DA NOVELA TI TI TI


Estreou ontem às 19h15 na Rede Globo, o remake da novela Ti Ti Ti, escrito por Maria Adelaide Amaral e baseado em três novelas de Cassiano Gabus Mendes: Ti Ti Ti, Plumas e paetês e Marrom Glacê.



Abertura do remake de Ti Ti Ti

A trama original homônima foi exibida de agosto de 85 a março de 86 e tinha como protagonistas Luis Gustavo e Reginaldo Faria vivendo os costureiros Ariclenes Martins e Jacques Léclair, hoje encarnados por Murilo Benício e Alexandre Borges.

Plumas e paetês foi exibida de setembro de 1980 a abril de 1981 e era protanizada por Elizabeth Savala, Cláudio Marzo e José Wilker, na história da mulher que é a única sobrevivente de um acidente e assume a identidade de uma moça rica que faleceu nesse acidente.

Marrom Glacê narrava os acontecimentos diários do bufê Marrom Glacê, envolvendo a proprietária Yara Cortes, suas filhas Louise Cardoso e Sura Berditchevsky, o gerente Laerte Morrone, os garçons Lima Duarte, Armando Bógus, João Carlos Barroso e Ricardo Blat. Exibida de agosto de 1979 a março de 1980.

Já o detetive vivido por Luiz Gustavo surgiu na novela “Elas por elas” (1982) e depois disso protagonizou o seriado em 17 episódios, “Mário Fofoca” (1983) e o filme “As aventuras de Mário Fofoca” (1983). O nome do persogem já não é mais Mário Fofoca e sim Mário Cury.

No entanto, a trama principal da nova versão foi baseada na novela “Ti Ti Ti” e as tramas paralelas nas outras novelas.

A abertura da nova versão é muito parecida com a original em que tesouras, lapiseiras e fitas métricas ganham vida própria ao som da música homônima de Rita Lee.

E como a moda é regravar, tanto novelas, quanto filmes e músicas, há na trilha sonora, novas versões para as músicas “True Colors” de Cindy Lauper e “Decadence avec elegance” de Deborah Blando.


Abertura original de TI TI TI


Abertura de Plumas e Paetês


Abertura de Marrom Glacê


Abertura de Elas por Elas

domingo, 18 de julho de 2010

SHREK PARA SEMPRE (Em cartaz)

Chega ao fim com este capítulo, a saga do ogro Shrek e da princesa Fiona, que fez enorme sucesso nos cinemas com os filmes anteriores, inclusive na lista dos mais vistos de todos os tempos.


Shrek (Myke Myers) está cansado de sua rotina com os filhos e a esposa Fiona (Cameron Diaz) e assina um pacto com o falante duende Rumplestiltskin, que como seria de se esperar é desonesto e manda Shrek para uma versão alternativa do reino de Tão Tão Distante onde os ogros são caçados por bruxas.

Essa premissa lembra a do filme “A felicidade não se compra” de Frank Capra (1946), onde o personagem de James Stewart tem a consciência de como seria o mundo e as pessoas que estão a seu redor, se ele não tivesse existido. Rumplestiltskin rouba um dia da vida de Shrek, justamente o dia em que ele nasceu. Então ele não conheceu a princesa Fiona, o Burro (Eddie Murphy) ou o Gato de Botas (Antonio Banderas). E consequentemente o Burro não se casou com o dragão e o Gato de Botas (que não usa botas) engordou muito e não tem disposição para nada.

Shrek se arrepende do pacto que fez, quando se dá conta de que Fiona não o reconhece e ele tem que conquistá-la novamente, como Adam Sandler em “Como se fosse a primeira vez”. No fundo “Shrek para sempre” é uma história de amor. Claro que os dois capítulos iniciais eram mais engraçados e anárquicos, mas aqui ainda há algumas boas piadas (principalmente com o gato de botas) e duas músicas descaradamente românticas, uma delas do grupo The Carpenters.

A maioria das pessoas que estavam no cinema eram crianças, mas havia um bom número de adultos, já que as animações atuais atraem pessoas de todas as idades.

Se você assistiu os capítulos anteriores não pode perder este que é o mais romântico deles.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

À PROVA DE MORTE (Estreia)

À prova de morte (Death Proof). Direção: Quentin Tarantino. Com: Kurt Russell, Rosário Dawson, Rose McGowan, Zoe Bell e Quentin Tarantino. Ação, 113 min.

Chega aos cinemas brasileiros com um ano de atraso, À prova de morte, que eu pensei que já seria lançado diretamente em DVD, depois de seu fracasso nos Estados Unidos.

Os diretores Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) e Robert Rodriguez (Sin City – A cidade do pecado) se uniram em 2007, para homenagear as Grindhouse, que eram sessões duplas, formadas por filmes de baixo orçamento, com qualidade duvidosa, mas que fazia sucesso entre o grande público, pois eram exibidos dois filmes pelo preço de um.

Grindhouse era inicialmente um filme de 180 minutos composto por “Planeta Terror” de Robert Rodriguez e este “À prova de morte” de Quentin Tarantino, mas foi um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos, onde o público saía do cinema depois de Planeta Terror que era o primeiro filme exibido. Então a produtora resolveu lançar os dois separadamente no exterior. No Brasil, só foi lançado nos cinemas o filme de Robert Rodriguez e como não fez muito sucesso, nem lançaram o de Tarantino.

Assisti à Planeta Terror no cinema e achei superior a este que só agora consegui ver em DVD. Dublê Mike (Kurt Russell) é um maníaco com uma cicatriz no rosto que dirige um carro que é à prova de morte, mas só do lado do motorista, como ele mesmo explica a uma moça desavisada que lhe pede carona. Depois de matá-la, ele repete a dose com outras quatro garotas que bebiam em um bar. Então o filme dá a impressão de começar de novo. São apresentadas outras quatro garotas que só querem se divertir e são apaixonadas por carros e pelos filmes que falam desse assunto, como “Corrida contra o destino”, “Fuga alucinante” e “60 segundos” (a primeira versão e não a porcaria com a Angelina Jolie, como explica uma das personagens). Essas garotas também são dublês, o que é curioso já que uma delas, Zöe Bell foi dublê de Uma Thurman em “Kill Bill”, também de Tarantino. Quando Mike as vê pelo binóculo sente que vai torturar e matar novamente, mas não é bem o que acontece, pois as meninas são destemidas e não deixam por menos.

Claro que é meio sádico dizer isso, mas é prazeroso ver o dublê Mike passar pelas mesmas coisas que ele impingiu a suas vítimas e essa é a melhor parte do filme. O resto é formado por muito falatório, que é característico a Tarantino, mas que nem por isso (ou por causa disso) é chato, pois ele recheia os diálogos com referências pop.

Como disse antes, é inferior a “Planeta Terror”, mas ainda assim, se assiste com grande interesse, pois como dizem, Tarantino por pior que seja, ainda é um Tarantino...
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Trailer de "À prova de morte"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CINEMA BRASILEIRO EM NOVA YORK

Começa hoje em Nova York e vai até o dia 29 de julho, a 8ª edição da Premiére Brazil NY, mostra que reúne produções aclamadas da nova safra do cinema brasileiro e clássicos restaurados.

O documentário “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker foi escolhido para abrir a mostra.

Completam a lista de filmes selecionados para a Première Brazil NY: Reidy, a Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães; É Proibido Fumar, de Anna Muylaert; Dzi Croquettes, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa; Terras, de Maya Da-Rin, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz; Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho; Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto; Os Inquilinos (Os Incomodados que se Mudem), de Sérgio Bianchi; e Salve Geral, de Sérgio Rezende.

O público nova-iorquino poderá conferir ainda as versões restauradas de Xica da Silva e Bye Bye Brasil, ambos de Cacá Diegues.

A Première Brazil NY é fruto de uma parceria entre o Festival do Rio e o Museu de Arte Moderna de Nova York.

Queria estar lá!

terça-feira, 13 de julho de 2010

DIA INTERNACIONAL DO ROCK

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Elvis Presley em cena de "O prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock)"

No dia 13 de julho comemora-se o dia internacional do rock, pois foi nesse dia, no ano de 1985 que que Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.

Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid era uma tentativa de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no JFK Stadium na Filadélfia (EUA).

Os shows contaram com Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países.

Nesse dia é importante também relembrar astros do rock, tanto aqueles que participaram desse lendário show, quanto outros, muitos deles inclusive já falecidos, como Elvis Presley (considerado até hoje o rei do rock) e os brasileiros, como Cássia Eller, Cazuza, Raul Seixas e a inesquecível Legião Urbana.

Viva o Rock!

domingo, 11 de julho de 2010

TÍTULOS CATIVANTES

Há títulos de filmes que são tão bonitos e/ ou curiosos que só de ouvir já dá vontade de assistir, mesmo sem saber quem está no elenco ou qual a história a ser contada. Entre eles posso destacar:

JULIANA DO AMOR PERDIDO, um filme brasileiro de 1970 com Maria do Rosário (irmã de Ana Maria Nascimento e Silva) e Francisco di Franco (o Jerônimo da televisão). Baseado numa lenda do litoral paulista, é a história de uma mulher que é tida como santa, mas se apaixona por um maquinista, num romance fadado à tragédia. Um filme belíssimo.

QUALQUER GATO VIRA LATA TEM UMA VIDA SEXUAL MAIS SADIA DO QUE A NOSSA, peça de teatro (de Juca de Oliveira) de grande sucesso que agora se transforma em filme com Rita Guedes e Malvino Salvador no elenco.

VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO. Misto de documentário e ficção dirigido por Karin Aïnouz e Marcelo Gomes lançado sem muito sucesso nos cinemas. É a observação poética sobre o sertão a partir de uma pessoa que está viajando e vive uma desilusão amorosa.

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS. Filme nacional dirigido por Beto Brandt, que ainda não foi lançado. É a história de amor de um fotógrafo por uma mulher de dupla personalidade.

UM BONDE CHAMADO DESEJO. Peça de teatro de Tenesse Williams, transformada em filme em 1951 com Vivien Leigh e Marlon Brando no elenco e o nome de Uma rua chamada pecado, pois o título tinha sido censurado. Refilmado para a TV em 1995, com o título original.

GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE. Filme de 1958 com Elizabeth Taylor e Paul Newman, sobre a esposa de um ex-atleta que entra em depressão por não despertar mais o seu interesse. A censura teria suavizado o homossexualismo do personagem principal. Também baseado em peça de Tenesse Williams.

HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO. Filme francês lançado nos cinemas no início do ano. É a história de uma mulher que retorna à casa da irmã depois de 15 anos de ausência e rejeição.

NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO. Filme de Ettore Scola que conta a história de três amigos por 30 anos, contando também a história da Itália.

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES. O último filme de Meiry Vieira (que eu adoro).

Além dos títulos maliciosos e de duplo sentido que estiveram presentes em todo o período da pornochanchada, como EFIGÊNIA DÁ TUDO O QUE TEM, RETRATO FALADO DE UMA MULHER SEM PUDOR, O BEM DOTADO – O HOMEM DE ITU e tantos outros.

E você, quais títulos acha curiosos e que chamaram sua atenção para determinado filme?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ESTREIAS DA SEMANA NOS CINEMAS


SHREK PARA SEMPRE (Animação)
Shrek agora é um pai de família domesticado. Ao invés de assustar aldeões como fazia, ele relutantemente dá autógrafos em forcados. O que houve com seu rugido? Saudoso dos dias em que se sentia um ogro de verdade, Shrek assina um pacto com o duende Rumplestiltskin e subitamente se vê em uma versão alternativa do reino de Muito Muito Distante onde Shrek nunca existiu. Nessa versão, ogros são caçados e Rumplestiltskin é rei, entre outras confusões.

(Shrek Forever After) EUA, 2010. Direção: Mike Mitchell. Vozes no original: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy. 90 min.


ALMAS À VENDA
(Comédia / Drama / Ficção científica - 10 ANOS)
Na trama escrita e dirigida por Sophie Barthes, estreante em longas, Paul Giamatti está passando por uma crise criativa e existencial. Eis que surge o Dr. Flintstein (David Strathairn) com uma solução: remover e arquivar a alma de Giamatti. Como o paciente não vê melhoras, pede pra tê-la de volta - e aí começam os problemas. Ela foi roubada por traficantes de almas e agora se encontra em algum lugar na Rússia.

(Cold Souls) EUA, 2009. Direção: Sophie Barthes. Elenco: Paul Giamatti, Emily Watson, David Strathairn. 101 min.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ANA PAULA ARÓSIO ESTRELA FILME GAY


No filme COMO ESQUECER, com estreia prevista para outubro, Ana Paula Arósio vive uma professora universitária abandonada por sua companheira de dez anos (Arieta Corrêa). Prestes a entrar em depressão, procura conforto na casa de um amigo (Murilo Rosa), também gay, que perdeu o namorado para a Aids. Ao longo do filme, ela vai encontrando outras pessoas que também vivem, cada uma a seu modo, a experiência de ter perdido algo muito importante em suas vidas. Natália Lage completa o trio principal de atores.

Pelo visto parece ser um filme bem polêmico e por isso, imperdível!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

OS MELHORES FILMES NOVOS


Já estava há um bom tempo “namorando” o livro “Os melhores filmes novos” na livraria Saraiva, mas acabava comprando outro que pensava ser mais urgente. Agora enfim, comprei, comecei a ler e estou adorando.

O autor é o crítico de cinema Luciano Ramos, que apresentava os filmes da Coleção “Isto é cinema brasileiro”, ainda em VHS. Ele tem um texto bem fluente e dinâmico, não muito longo, já que se tratam de comentários que ele faz para o programa de rádio Cinema Falado.


No total são 290 filmes comentados e analisados, cada um com uma foto (em preto e branco) e a ficha técnica. Esses filmes são divididos por categorias, começando por Aventura, passando pelos brasileiros (que é o meu capítulo preferido) e continuando com comédia, documentário (só os brasileiros), drama, fantasia, história e infantil.


O livro foi lançado em 2009 e os filmes comentados já não são tão novos, mais Luciano Ramos pensou nisso e na introdução há uma senha para que o leitor confira a atualização no site da Editora Contexto, que será feita até dezembro desse ano. E isso é muito proveitoso.


Livros sobre crítica de cinema são os meus preferidos, por isso gosto tanto dos guias de DVD de Rubens Ewald Filho, mas qualquer cinéfilo deve gostar de “Os melhores filmes novos”. Eu recomendo”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

20 ANOS SEM CAZUZA


Há 20 anos morria o grande poeta Cazuza, com 32 anos, em consequencia do vírus da AIDS e depois de uma difícil convivência com a doença durante alguns anos.


Nasceu no Rio de Janeiro em 1958, com o nome de Agenor de Miranda Araújo e desde criança mostrou inclinação por música e poesia e quando adolescente juntou-se ao grupo Circo Voador, mas o sucesso só aconteceu a partir de 1980, quando formou o grupo Barão Vermelho juntamente com Frejat e Ezequiel Neves. Depois seguiu carreira solo e se tornou ícone de toda uma geração.


No cinema participou em pontas de Bete Balanço (1984) e Um trem para as estrelas (1987) que tinha trilha sonora dele.


Em 1997, sua mãe, Lucinha Araujo que tinha fundado a associação Viva Cazuza que apoia as pessoas com HIV, lançou a autobiografia "Só as mães são felizes".


No ano de 2002, Sandra Werneck e Walter Carvalho dirigiram sua biografia "Cazuza - O tempo não para", em que Daniel de Oliveira "incorporou" o papel do poeta. O filme fez grande sucesso de público e serviu para que sua trajetória fosse conhecida pelas novas gerações. Já em 2009, a Rede Globo produziu o especial "Por toda minha vida" com a sua trajetória, trazendo cenas dramatizadas e depoimentos das pessoas que conviveram com ele.


Não sei qual a música de Cazuza que mais gosto. Talvez goste de todas. Suas letras são belíssimas, como "Exagerado": 'Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade', ou "Preciso dizer que te amo": 'Você me chora dores de outro amor, Se abre e acaba comigo, E nessa novela eu não quero ser seu amigo.'


Além de "Porque que a gente é assim", "Um trem para as estrelas", "Codinome beija-flor", "Faz parte do meu show", "O tempo não para", "Vida louca Vida", "Pro dia nascer feliz", "Ideologia", "Bete balanço", "O nosso amor a gente inventa", "Blues da piedade", "Vida fácil", "Só as mães são felizes", "Solidão que nada", "Todo amor que houver nessa vida", "Maior abandonado", "Burguesia", "Brasil" e tantas outras.
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Clipe de Exagerado

sábado, 3 de julho de 2010

FLAGRA

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Rita Lee canta Flagra

A música "Flagra" de Rita Lee foi abertura da novela Final Feliz de Ivani Ribeiro (exibida de novembro de 82 a junho de 83 na Rede Globo). Essa abertura trazia dezenas de beijos inesquecíveis do cinema, com cenas de filmes como Casablanca, A Um Passo da Eternidade e A Primeira Noite de um Homem. A letra da música também é deliciosa com trocadilhos quase infames com os nomes de astros do cinema, como Deborah Kerr e Gregory Peck. 


FLAGRA
Rita Lee e Roberto de Carvalho

No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
Longe de qualquer problema
Perto de um final feliz


Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck
Não vou bancar o santinho
Minha garota é Mae West
Eu sou o Sheik Valentino


Mas de repente o filme pifou
E a turma toda logo vaiou
Acenderam as luzes, cruzes!
Que flagra!
Que flagra!
Que flagra!





sexta-feira, 2 de julho de 2010

O MAGNATA (Brasil, 2007) *

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Trailer do filme


Direção: Johnny Araújo. Com: Paulinho Vilhena, Rosane Mullholland, Maria Luisa Mendonça, Chico Diaz, MilhenCortaz, Tiririca, Marcos Mion, Chorão. 97 min.


Tinha lido críticas desfavoráveis sobre esse filme na época de seu lançamento nos cinemas, mas mesmo assim quis conferir para ver se era mesmo tão ruim, já que assisti vários filmes que os críticos tinham detonado e eu acabei gostando, mas no caso de “O magnata” eles estavam certos, é mesmo muito ruim.


O roteiro é escrito pelo roqueiro Chorão do Charlie Brown Jr., que deu um jeito de conseguir um papel, interpretando ele mesmo. Fiquei na dúvida se o pior momento era ver Paulinho Vilhena (que interpreta O magnata) cantando ou o próprio Chorão cantando as músicas de seu grupo, mas há outros momentos constrangedores.


Paulinho Vilhena viveo personagem título que é riquinho e cantor de rock, mas não se dá por satisfeito até se envolver com o mundo do crime e roubar um carro, ato que provoca reações desastrosas. O problema do filme nem é essa história chinfrim e sim como ela é desenvolvida pelo diretor estreante Johnny Araújo. A personagem de Vilhena é detestável e a escalação do ator para este papel não ajuda muito, já que ele geralmente passa essa impressão para o espectador. Ele parece não gostar de ninguém e usa as pessoas em proveito próprio. O filme é cheio de palavrões e gírias que às vezes tornam a compreensão das falas impossível, pois várias delas não ficaram populares no país inteiro. Além do rock pesado do Charlei Brown Jr., do qual eu não sou nem um pouco adepto.



No terço final, ameaça melhorar quando o magnata se apaixona pela personagem de Rosane Mullholland (a falsa loura do filme de Carlos Reichenbach), mas aí o filme já está acabando e o mal já está feito.

Se quiser arriscar, baixe e confira