sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DEZ ANOS SEM WALTER HUGO KHOURI


Ontem durante o dia li no jornal que a Tv Brasil apresentaria o programa De lá pra cá dedicado a Walter Hugo Khouri que é um cineasta que admiro muito. Já que não podia assistir ao vivo, tentei gravar mas não consegui. Ainda bem que existe o youtube e hoje quando pesquisei, consegui encontrar o programa na íntegra, o qual reproduzo aqui. Na sequencia coloquei a sua filmografia. Os filmes que assisti estão marcados com X.



1998 - Paixão Perdida (X)
1995 - As Feras (X)
1991 - Forever (X)
1987 - Eu (X)
1987 - Mônica e a Sereia do Rio(live scenes)
1984 - Amor Voraz (X)
1982 - Amor Estranho Amor (X)
1978 - As Filhas do Fogo (X)
1975 - O Desejo
1972 - As Deusas (X)
1968 - As Amorosas (X)
1966 - As Cariocas (X)
1966 - O Corpo Ardente (X)
1964 - Noite Vazia (X)
1963 - A Ilha
1958 - Estranho Encontro (X)

1953 - Gigante de pedra


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FINSTERWORLD


“FINSTERWORLD,” segundo a diretora Frauke Finsterwalder, “meio que começou quando olhamos para as vias expressas alemãs: milhões de pessoas em perfeitos carros alemães prateados ou pretos, dirigindo legalmente a 280km/h ou mais. Sentimos que as vias expressas eram uma enorme máquina mortífera, de algum modo associadas a uma outra máquina mortífera alemã, o holocausto. E quisemos fazer um filme contemporâneo sobre isto, apesar de não sabermos como conectar ambos.”

“A seguir, outros temas surgiram, como o fato de absolutamente tudo ser orgânico hoje em dia, e que há esta necessidade completamente artificial e forjada por coisas recicláveis, um policiamento acerca daquilo que comemos, bem como acerca do tipo de lâmpada que você usa, sem falar que as pessoas não se tocam realmente, nem se abraçam. As pessoas criaram estas carapaças e couraças ao redor delas, como os ternos, que têm um papel importante no filme. Tentamos imaginar como seria habitar este mundo, ou talvez se já não vivemos nele”.

“E então pensamos um pouco nisto e, gradualmente, os personagens começaram a surgir, forasteiros de verdade, pessoas que não podem enfrentar o sistema. E quando eles surgiram, eles eram divertidos e charmosos e belos e completamente anormais ao mesmo tempo. Eles não tinham Facebook, ou carros descolados, mas eles eram muito solitários e cheios de amor. Eles não se encaixavam, e aquilo em que eles mais acreditavam era serem bons. E foi assim, realmente: este gigante sistema opressivo diante de um emaranhado de personagens que foram criados pela sociedade para acharem que eles eram inferiores e medíocres, mas têm quase certeza de que não são.”

Longa de estreia da documentarista Frauke Finsterwalder, produzido por aqueles que nos trouxeram o intenso PICCO (Quinzena dos diretores de Cannes 2010), e Walker+Worm Film, sediada em Munique, FINSTERWORLD promete ser um “filme estrondoso, apavorante, altamente inspirado e inteligente”. O roteiro original foi escrito por Christian Kracht, um dos mais conhecidos e controversos autores alemães da atualidade.



FICHA TÉCNICA

Gênero: Comédia, melodrama
Categoria: Longa
Diretora: Frauke Finsterwalder
Roteiro: Christian Kracht, Frauke Finsterwalder
Diretor de Fotografia: Markus Förderer
Elenco: Corinna Harfouch, Sandra Hüller, Ronald Zehrfeld, Michael Maertens, Johannes Krisch, Christoph Bach, Jakub Gierszal, Leonard Scheicher, Max Pellny, Karlheinz Hackl, Dieter Meier, Markus Hering
Produtores: Tobias Walker, Philipp Worm
Produção:  Walker+Worm Film/Munich, em coprodução com Lhasa Films/Berlin
Versão original:
 alemão
Datas de filmagem: Julho-Setembro 2012
Festivais: Munique 2013, Montreal 2013
Com apoio de: FilmFernsehFonds Bayern, German Federal Film Fund


terça-feira, 26 de novembro de 2013

MAR SILENCIOSO


SINOPSE
Férias em família numa casa isolada à beira da praia. Johannes. Helen. Frances. Teria tudo para ser bom. Mas desde o primeiro instante algo está ligeiramente diferente. Confusões sutis. A ansiedade vem à tona. Ao mesmo tempo, uma segunda trama surge, como filmes sobrepostos. Ou seria a realidade apenas o resultado de nossas percepções? A mesma casa – descrita através da perspectiva de um menino. Quando sua mãe morre, seu pai cai numa depressão. O garoto quer salvá-lo tocando piano. As coisas tornam-se diferentes. Vidas desaparecem. 7 anos e 6 dias nos quais duas famílias estão desfazendo-se. 20 anos entre ambos períodos. Todos jogam bocha: aquele que tocar o centro perde. O tempo embaralha-se. Um segredo obscuro no seio da família. O quebra-cabeça aumenta no momento em que surge um desconhecido. Quem é você? Helen é perseguida por fragmentos de imagens, cheiros, sons e modulações que interrompem a realidade. Algo está mudando. Ela tem muita dor nas mãos. É como uma triste viagem que mergulha fundo no subconsciente de Helen para liberar uma perda profunda, trazendo de volta um trauma recalcado. Tudo está conectado. O menino virou adulto agora. Helen provoca o confronto consigo mesma – mas o que isto traz? Ser invisível não é tão fácil. Nada desaparece realmente. Nada é de fato esquecido.

Juliane Fezer nasceu em 1976 em Heidelberg. Após encerrar seus estudos ela trabalhou com assistente de direção para o cinema e para o teatro. De 1998 a 2004 ela estudou direção na Universidade de Cinema e Televisão de Munique. Durante este período ela fundou Julex® Film juntamento com Alexandre Krampe. Seu projeto de formatura foi o curta FOR FREEDOM (NACH FREIHEIT). Ativa como diretora e roteirista, sua filmografia conta ainda os curtas JEDER GEHT IN SICH SELBST ZUERST, NACKTE TATSACHEN, HUND II, e seu longa de estreia é SILENT SEA (MEERES STILLE).

FICHA TÉCNICA
Gênero: Drama
Categoria: Longa
Ano: 2013
Diretora:
Juliane Fezer
Roteiro:
Juliane Fezer
Diretores de fotografia:
Klaus Harnisch, Roman Sebastian Janke
Elenco:
Charlotte Munck, Christoph Grunert, Christoph Gawenda, Nadja Bobyleva, Alexander Beyer
Produtora:
Alexandra Krampe
Produção:
Julex® Film/Berlin, em coprodução com HR/Frankfurt, ARTE/Strasbourg, NDR/Hamburg, MDR/Leipzig, ARD Degeto/Frankfurt

Duração: 142 min





domingo, 24 de novembro de 2013

A GAROTA DAS NOVE PERUCAS


O filme estampa o cartaz da mostra de cinema alemão em Porto Alegre. 

SINOPSE
Sophie acabou de entrar na faculdade quando um câncer é diagnosticado: seu mundo vira de cabeça para baixo. Entretanto, Sophie é uma batalhadora. Ela quer viver, e com tudo que ela tem direito: sonhos, festas, risos, flertes e sexo. Nove perucas tornam-se o seu elixir de vida. Variando entre um estilo ousadamente extravagante, sensual ou romântico, dependendo da cor e do corte do cabelo, cada peruca destaca um aspecto de Sophie. Ela liberta-se da rotina aborrecida do hospital, cai na balada com sua melhor amiga e apaixona-se pelo seu amigo Rob. Com humor, coragem e um toque de leveza, Sophie dá uma lição à sua doença.

Marc Rothemund nasceu em 1968. Ele é filho do diretor Sigi Rothemund e irmão da atriz Nina Rothemund. Ele começou sua carreira como assistente de direção para, entre outros, Helmut Dietl e Bernd Eichinger. Seu início na direção deu-se através de episódios de diversas séries de TV. Seu longa-metragem de estreia foi LOVE SCENES FROM PLANET EARTH (1998). Em 2005 ele dirigiu SOPHIE SCHOLL – THE FINAL DAYS (2005), que foi nominado ao Oscar® e recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Urso de Prata de melhor direção no Festival Internacional de Berlim. Outros filmes seus incluem: ANTS IN THE PANTS (1999), HOPE DIES LAST (2001), THE DUO (2003), PORNORAMA (2007), SINGLE BY CONTRACT (2010), MEN DO WHAT THEY CAN (2012), e THE GIRL WITH NINE WIGS (2013).

FICHA TÉCNICA
Gênero: Comédia, Drama, Tragicomédia
Categoria: Longa
Ano: 2013
Diretor:
Marc Rothemund
Roteiro: Katharina Eyssen
Diretor de fotografia: Martin Langer
Elenco: Lisa Tomaschewsky, Karoline Teska, David Rott, Maike Bollow, Peter Prager, Alexander Held, Alice Dwyer, Daniel Zillmann, Jasmin Gerat
Produtores: Andreas Bareiß, Sven Burgemeister
Produção: Goldkind Film/Munich, em coprodução com Scope Pictures/Brussels, Degeto Film/Frankfurt, Universum Film/Munich, Lunaris Film- & Fernsehproduktion/Munich
Duração: 117 min




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O AMOR AO PRÓXIMO MORREU?


Quando estava pesquisando um texto sobre consciência negra para uma professora de História, descobri esse belíssimo poema de Bertold Brecht (1898 - 1956), chamado Intertexto. Achei o título meio estranho, já que intertexto é uma conversa entre textos. 

O poema fala do amor ao próximo (ou da falta dele), do aqui se faz aqui se paga (como diz o ditado popular), do cada um por sim e Deus por todos...

INTERTEXTO
                                                                     Bertold Brecht


Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO

Zezé Motta

Hoje é o Dia da Consciência Negra. Muitos não sabem, mas o Brasil é atualmente o segundo país do mundo em população negra, superado apenas pela Nigéria e a frente da Etiópia, do Congo e da África do Sul. 

Favela dos meus amores (1935) de Humberto Mauro foi o primeiro filme brasileiro a tratar do assunto, mas mesmo assim a maioria dos atores é branca ou morena clara. O filme foi censurado por mostrar muitos pobres e consequentemente negros. Que absurdo! Como se isso devesse ser escondido.

Ruth de Souza

O ébrio (1945) de Gilda de Abreu também trazia três personagens negros, mas todos estereotipados em papéis de empregados ingênuos e inverossímeis de tão bondosos.

Léa Garcia

As chanchadas sempre trouxeram vários personagens negros, mas a maioria também de forma estereotipada. Em O caçula do barulho (1949), um comediante  branco se recusa a seduzir uma criada negra e gorda porque a acha parecida com um chimpanzé. Em E o mundo se diverte (1949), um negro atende o telefone e uma mulher pede que ele se descreva e ele diz que é loiro, bonito e de olhos azuis. A dupla do barulho (1953) mostra o problema racial nitidamente. Nele, uma dupla de comediantes (um branco e um negro), o negro sente-se preterido, abandona tudo e torna-se alcoólatra. 

Milton Gonçalves

Mas antes disso, Também somos irmãos (1949), já tinha tratado do assunto. São dois irmãos negros, um advogado e outro marginal e esse segundo sente na pele o preconceito racial por não ter a mesma posição do irmão. Rio zona norte (1957) e Bahia de todos os santos (1960), influenciados pelo neorealismo italiano também tratavam de personagens marginais.

Grande Otelo

 Pode-se destacar também Sinhá Moça (1953), Barravento (1960), Ganga zumba (1964), Compasso de espera (1964), Um é pouco, dois é bom (1970), O amuleto de Ogum (1974), Xica da Silva (1976), As aventuras amorosas de um padeiro (1976), Tenda dos milagres (1977), A deusa negra (1979), Na boca do mundo (1979),  A longa noite de prazer (1984), Chico rei (1985), A negação do Brasil, Atabaque Nzinga, As filhas do vento (2005), Vamos fazer um brinde (2011),

Taís Araújo

Mussum
O livro O negro no cinema brasileiro de ficção de João Carlos Rodrigues, trata especificamente do assunto.

Lázaro Ramos



Doe Medula Óssea





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O FUTURO PODE ESPERAR


Gilberto Carlos

Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan em Sexta-feira muito louca

Maria conversa com sua filha, Joana, sobre seu futuro.
_ Joana, você já tem 16 anos e já é hora de começar a pensar no seu futuro. Você já sabe o que vai ser quando se formar?
_ Ainda é cedo para pensar.
_ Na minha opinião, você deveria aprender as coisas de casa, para ser uma ótima dona-de-casa.
_ Não mãe, isso não. Eu não quero ser campeão em pilotagem de fogão.
_ Eu sou. Por que você não pode ser também?
_ Eu nem sei se vou me casar.
_ Mas é claro que vai. Você não tem vontade de ter filhos?
_ Filhos? Deus me livre. Aquele bando de pirralhos atrás de mim, gritando: “Mãe eu tô com fome!”, “Mãe eu quero isso”, “Mãe eu quero aquilo”.
_ Eu passei por tudo isso e não me arrependo.
_ Vou estudar o máximo que puder e depois quando tiver com uns 30 anos eu vou morar com alguém.
_ Não aceito uma filha minha, morando com alguém sem casar na igreja. Isso é pecado.
_ Ah, mãe! Corta essa. Não quero ser como a senhora. Vivendo apenas para a família. Esfregando o umbigo no tanque, pilotando fogão, fazendo a gororoba.
_ Minha comida não é gororoba.
Nesse momento os amigos de Joana a chamam da rua:
_ Mãe, a turma tá me esperando pra gente dar um rolé por aí.
_ Você não vai, nós estamos conversando.
_ O futuro pode esperar, mas meus amigos não!
Joana nem ligou para as palavras de sua mãe e saiu com seus amigos. Fez como todo jovem, deixou o que podia fazer hoje para amanhã.



sábado, 16 de novembro de 2013

QUEDA LIVRE


















SINOPSE
Uma promissora carreira na unidade de controle de motins, um filho a caminho, um empréstimo dos pais para comprar um duplex: tudo corre bem na vida do Marc. É quando Kay, um colega policial, entra na sua vida na academia de treinamento da polícia. Eles começam a correr juntos, o que dá uma golfada de ar fresco à vida da Marc – e, pela primeira vez, ele sente-se atraído por um homem.
Dividido entre a vida que ele conhece tão bem e a alegria trazida por esta nova aventura, ele perde rapidamente o controle de sua vida. Neste estado de queda livre, Marc não pode trazer felicidade a ninguém. Muito menos a si mesmo.

CRÉDITOS
Diretor: Stephan Lacant
Roteiro: Stephan Lacant e Karsten Dahlem
Diretor de fotografia: Sten Mende
Som: Christoph Schilling
Cenógrafa: Petra Bock-Hofbauer

Figurinista: Bettina Marx

Elenco:
Hanno Koffler
Max Riemelt
Katharina Schüttler
Oliver Bröcker
Stephanie Schönfeld
Britta Hammelstein
Shenja Lacher
Maren Kroymann

O diretor Stephan Lacant, nascido em 1972 em Essen, estudou direção no Conservtório Stella Adler Acting e na New York Film Academy. Sua carreira como diretor foi pontuada pelo roteiro para Frank Daniel, seminários, como de Judith Weston, e o programa IFS para roteiristas da  Berlinale Talent Campus. FREE FALL, produzida pela  Kurhaus Production como parte da série SWR DEBÜT IM DRITTEN, é seu longa de estreia.  Stephan Lacant mora e trabalha como roteirista e diretor em Berlim. 


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

DORME RUAZINHA... É TUDO ESCURO



Hoje minha cidade (Damolândia - GO), completa mais um ano. Agora já são 55! Mas ela continua quase a mesma e isso é bom. Não sei o porquê, mas sempre acho que os poemas de Mário Quintana foram feitos para ela. Como este...

Dorme ruazinha… É tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…

Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso perseguí-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…

O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha… Não há nada…

Só os meus passos… Mas tão leves são,
Que até parecem, pela madrugada,

Os da minha futura assombração…



terça-feira, 12 de novembro de 2013

NADA DE MAU PODE ACONTECER



SINOPSE
O jovem Tore busca uma vida nova em Hamburgo ao integrar um grupo religioso chamado The Jesus Freaks. Quando, por acaso, ele encontra uma família e os ajuda a consertar o carro, ele acredita que a providência divina o ajudou. Ele inicia uma amizade com o pai da família, Benno. Em breve ele vai se mudar para o jardim deles, desconhecendo a crueldade que está prestes a acontecer. Fiel às suas crenças religiosas, ele permanece com eles apesar da crescente violência praticada por Benno estar torturando-o. Tore enfrenta o suplício com suas próprias armas. Inicia-se um combate perigoso entre atos libidinosos e abnegação.

A diretora Katrin Gebbe nasceu 1983. Ela começou sua carreira filmando curtas e filmes experimentais na Academia de Artes Visuais e Design (Holanda) e na escola do Museu de Belas Artes de Boston (EUA). Em 2006 ela terminou seus estudos com um diploma de design em comunicação visual e iniciou um mestrado em direção na Media School de Hamburgo, formando-se em 2008. Atuante como uma diretora de filmes de ficção e publicitários, seus premiados filmes incluem: os curtas RAIN (2006), KOI (2006), INVITATION (2008), DAFFODILS (2008), DOVES OF PEACE (documentário, 2008), SORES & SIRIN (2008), KICK IT TO THE NEXT LEVEL (publicitário, 2010), BILDER MIT KATZE (videoclipe, 2011), e seu longa de estreia é NOTHING BAD CAN HAPPEN (2013).

FICHA TÉCNICA
Gênero: Drama
Categoria: Longa
Ano: 2013
Diretora:
Katrin Gebbe
Roteiro:
Katrin Gebbe
Diretor de fotografia:
Moritz Schultheiss
Elenco:
Julius Feldmeier, Sascha Alexander Gersak, Annika Kuhl, Swantje Kolhof, Til Theinert, Daniel Michel
Produtora:
Verena Gräfe-Höft
Produção:
Junafilm/Hamburg, em cooperação com ZDF Das kleine Fernsehspiel/Mainz

Duração: 110 min





domingo, 10 de novembro de 2013

PROJETA BRASIL CINEMARK 2013


A rede Cinemark promove amanhã em todas as suas salas a exibição de filmes nacionais ao preço de R$ 3,00. Você vai perder? Eu não!

Confira a programação dos filmes em seu cinema favorito:
(Os filmes marcados com X são os que eu já assisti:
(x) Os penetras
(x) De pernas pro ar 2
(x) O som ao redor
(x) Jorge Mautner - O filho do holocausto
(  ) Tainá 3 - A origem
(x) Colegas
(x) A busca
(x) Vai que dá certo
(x) Uma história de amor e fúria
(x) Meu pé de laranja lima
(x) Somos tão jovens
(  ) Elena
(x) Giovanni Improtta
(  ) Bonitinha, mas ordinária
(x) Faroeste caboclo
(x) Odeio o dia dos namorados
(x) Minha mãe é uma peça
(x) O concurso
(  ) Renascimento do parto
(  ) Vendo ou alugo
(  ) Cine Holliúdy
(  ) Flores raras
(  ) Se puder... dirija
(  ) A casa da mãe Joana 2
(  ) O tempo e o vento
(  ) Mato sem cachorro
(  ) Serra pelada
(  ) Meu passado me condena

Paulo Gustavo em Minha mãe é uma peça
Confira abaixo a programação completa em Goiânia:
Casa da Mãe Joana 2
Passeio das Águas: 11h30 - 13h30 - 15h30 - 17h40 - 19h40 - 21h40


Se Puder... Dirija (3D)
Passeio das Águas: 12h00 - 16h20 - 20h40


Somos Tão Jovens
Passeio das Águas: 11h50 - 14h10 - 16h30 - 18h50 - 21h10


Mato sem Cachorro
Passeio das Águas: 13h10 - 16h00 - 18h40 - 21h20
Flamboyant: 11h20 - 13h45 - 16h10 - 18h35 - 21h00


Meu passado me condena
Passeio das Águas: 11h00 - 13h20 - 15h40 - 18h00 - 20h30
Flamboyant: 10h40 - 12h45 - 14h50 - 17h00 - 19h10 - 21h20


Minha Mãe é uma Peça
Passeio das Águas: 13h00 - 15h00 - 17h00 - 19h00 - 21h00
Flamboyant: 12h00 - 13h50 - 15h40 - 17h30 - 19h20 - 21h10


Odeio o Dia dos Namorados
Passeio das Águas: 14h00 - 18h20 (3D)
Flamboyant: 10h30 - 14h30 - 18h40


Serra Pelada
Passeio das Águas: 12h30 - 14h50 - 17h10 - 19h30 - 21h50
Flamboyant: 11h10 - 13h20 - 15h30 - 17h40 - 19h50 - 22h05


Faroeste Caboclo
Flamboyant: 10h50 - 13h00 - 15h10 - 17h20 - 19h30 - 21h50


Meu pé de laranja lima
Flamboyant: 16h50 - 18h50 - 20h50


Os Penetras
Flamboyant: 12h30 - 16h40 - 20h40

Tainá 3 - A Origem
Flamboyant: 11h30 - 13h15 - 15h00


Vai que dá certo
Flamboyant: 11h00 - 12h50 - 14h40 - 16h30 - 18h20 - 20h10 - 22h00



Onde: Cinemark Flamboyant e Cinemark Passeio das Águas





sexta-feira, 8 de novembro de 2013

BILHETERIA DOS FILMES BRASILEIROS LANÇADOS EM 2013 (Até 03/11/2013)

Miá Mello, Stepan Nercessian e Fábio Porchat em Meu passado me condena - O filme

Nas últimas semanas alguns filmes brasileiros prometiam muito, mas no fim das contas não alcançaram tanto público, como O tempo vento que se esperava que fosse um novo Olga, o filme anterior de Jayme Monjardim que ultrapassou 4 milhões de público. O tempo e o vento  já está em sua 6ª semana e ainda não chegou a 700 mil espectadores.

Outro caso é o do filme Serra Pelada que em 3 semanas passou de 320 mil espectadores, mas infelizmente não deve fazer muito mais que 500 mil.

Mas também há sucessos. Meu passado me condena já passou de 1,2 milhão em sua 2ª semana e é sucesso garantido. Fábio Porchat aproveita seu momento, já que está também no Medida certa do Fantástico. Tomara que não canse sua imagem como fez Marcelo Adnet que estava em todo tipo de filme.

Leandra Leal e Bruno Gagliasso em Mato sem cachorro

Mato sem cachorro é outro exemplo de sucesso. Já passou de 1 milhão em 5 semanas. Esses dois últimos provam mais uma vez a preferência do público pelas comédias descompromissadas, mas de qualidade, é claro.

Confira a lista dos filmes de maior bilheteria lançados em 2013:


Doe medula óssea. Seja um doador de alegria...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O DIA DO CINEMA BRASILEIRO


Ontem (05 de novembro) comemorou-se o dia do cinema brasileiro. Nem ia postar nada relatando, já que aqui eu quase não falo de outra coisa que não o nosso cinema. Esse blog deveria se chamar Gilberto Cinema Brasileiro (risos).

Em 1896, chegaram ao Rio de Janeiro aparelhos de projeção cinematográfica, em 1898, foram realizadas as primeiras filmagens no Brasil. Somente em 1907, com o advento da energia elétrica industrial na cidade, o comércio cinematográfico começou a se desenvolver.

Nesta fase predominaram filmes de reconstituição de fatos do dia-a-dia. A partir de 1912, das mãos de Francisco Serrador, Antônio Leal e dos irmãos Botelho eram produzidos filmes com menos de uma hora de projeção, época em que o cinema nacional encarou forte crise perante o domínio norte-americano nas salas de exibição, os cine-jornais e documentários é que captavam recursos para as produções de ficção.


Em 1925, a qualidade e o ritmo das produções aumenta, o cinema mudo brasileiro se consolida e os veículos de comunicação da época inauguram colunas para divulgar o nosso cinema. Entre os anos 30 e 40, o cinema falado abre um reinício para a produção nacional que limita-se ao Rio em comédias populares, conhecidas como chanchadas musicais que lançaram atores como Mesquitinha, Oscarito e Grande Otelo. A década de 30,foi dominada pela Cinédia e os anos 40 pela Atlântida.

No período de 1950 a 1960, em São Paulo, paralelo à fundação do Teatro Brasileiro de Comédia e abertura do Museu de Arte Moderna, surge o estúdio da Vera Cruz que através de fortes investimentos e contratação de profissionais estrangeiros busca produzir no Brasil, uma linha de filmes sérios, industrial, com uma preocupação estético-cultural hollywoodiana e com a participação de grandes estrelas como Tônia Carreiro, Anselmo Duarte, Jardel Filho, entre outros. A Vera Cruz tinha uma produção cara e de qualidade, mas faltava-lhe uma distribuidora própria e salas para absorver a sua produção, uma de suas produções foi premiada em Cannes, o filme Cangaceiro, de Lima Barreto.

Em oposição às produções paulistas e cariocas, surgem cineastas independentes que a partir da década de 60, buscam manter a pretensão artística da Vera Cruz, como por exemplo Walter Hugo Khouri, e uma esfera neo-realista, com o filme “Rio 40°” de Nelson Pereira dos Santos. Nesta fase há o fenômeno de filmes feitos na Bahia, por baianos e sulistas, como o “Pagador de Promessas”, é o surgimento do Cinema Novo, movimento carioca que abarca o que há de melhor no cinema nacional, época de intensa produção e premiação de nomes como os de Glauber Rocha, Paulo César Sarraceni, Ruy Guerra, entre outros

Por Fernando Rebouças
Disponível em: http://www.infoescola.com/cinema/historia-do-cinema-brasileiro/


Mas depois disso ainda vieram as tão criticadas pornochanchadas, o cinema marginal, a “era” Embrafilme, os anos de crise instaurados por Fernando Collor, a retomada iniciada com Carlota Joaquina – Princesa do Brasil, a popularidade tão comentada da Globo Filmes...