quarta-feira, 30 de setembro de 2015

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM SERÁ EXIBIDO PELA 1ª VEZ NO FESTIVAL DO RIO


Diretora Adriana L. Dutra aborda o tempo – e a falta dele – em documentário com depoimentos de pensadores, cientistas e escritores como André Comte-Sponville, Domenico De Masi,Nélida Piñon e Marcelo Gleiser

“Um filme para quem tem tempo, não tem tempo ou não sabe o que fazer com o tempo”, diz Adriana L. Dutra sobre seu documentário Quanto tempo o tempo tem, que terá a sua primeira exibição no Brasil no Festival do Rio, no dia 4 de outubro, com sessão especial para convidados no Cinépolis Lagoon, às 19h15. A obra, que dá continuidade à trilogia de documentários de tons autorais iniciada com Fumando espero (2008), faz parte da tradicional mostra Expectativaque reúne diretores revelações e novas apostas do cinema mundial, com exibições para o público no Cine Joia (6/10), no Centro Cultural Justiça Federal (10/10) e no Ponto Cine (11/10).

No longa, Adriana investiga as principais linhas de nossa consciência sobre o tempo ouvindo filósofos, físicos, arquitetos, neurocientistas, transumanistas e até uma monja budista para realizar uma profunda reflexão sobre a civilização e o futuro do tempo da existência humana. A diretora já iniciou as pesquisas para a última produção da trilogia que abordará o medo.


Quanto tempo o tempo tem parte de um conflito interno da diretora sobre o tema. “Todos vivem correndo contra o tempo, com uma rotina intensa de compromissos. Vivemos um tempo diferente. Corremos sempre, corremos sem motivo, corremos por nada. É como se o tempo tivesse ficado mais rápido. Tudo sugere velocidade, urgência, nossas vidas estão sempre atadas ao dever de alguma tarefa. Mas, afinal de contas, por que o tempo parece tão curto?”, questiona Adriana. Assim, por meio de personagens riquíssimos – entre os entrevistados estão André Comte-Sponville, Domenico De Masi, Nélida Piñon e Marcelo Gleiser, entre muitos outros –,Adriana encontra uma forma de tentar explicar as diversas relações do ser humano com o tempo.

O documentário aborda ainda as relações com as novas tecnologias e a globalização – que acontecem com um aumento da produção constante, crescente e simultânea de conteúdo e de informação. O compartilhamento da privacidade por meio de redes sociais também é analisado: atualmente, via celulares, computadores, facebook, twitter e conference calls, a identidade se multiplica e se faz presente em todos os lugares ao mesmo tempo. O simples ato de contemplar perdeu-se diante da imensa quantidade de estímulos oferecidos.


Quanto tempo o tempo tem conta com a codireção e direção de fotografia de Walter Carvalho e a distribuição para cinema pela EH Filmes. O documentário está licenciado para exibição em TV pelo Canal Curta! e conta com a distribuição internacional pela Synapse. Recentemente foi convidado para apreciação da seleção oficial do Festival de Berlim, além de ter sido selecionado para o 17ème Festival du Cinéma Brésilien de Paris.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

MEMÓRIAS

Charlotte Rampling e Woody Allen

Um dos filmes menos conhecidos e celebrados de Woody Allen. É uma homenagem ao filme “Oito e meio” de Fellini, do qual ele é fã, mas hoje em dia é mais lembrado como a estreia no cinema de Sharon Stone que aparece nos créditos finais como a “moça bonita no trem”, numa ponta sem falas tipo “piscou perdeu”, logo no início do filme, como a mulher que manda um beijo para o personagem de Allen.

É a história de um cineasta famoso que aceita participar de um pequeno festival de cinema, onde todos o reverenciam dizendo que viram todos os seus filmes, mas preferem a época em que estes eram mais engraçados. Isso era uma auto referência do próprio diretor que também começou dirigindo comédia e quando optou pelos dramas (a partir de Interiores) foi rejeitado pelo público. Nesse festival de cinema ele relembra fatos de sua vida e fica em dúvida entre duas mulheres, uma mais velha (Charlotte Rampling) que é esquizofrênica e depressiva e outra mais nova.

O personagem de Woody Allen é paranóico como todos os outros que ele interpretou e talvez como ele mesmo é. Não consegue entender o significado da vida (e quem consegue?), do porque de algumas pessoas serem más e nem consegue esquecer um vizinho que tinha uma doença degenerativa. Apesar de amargo e às vezes rancoroso, é um filme interessante, bem melhor que “Interiores”.

Há também homenagem ao Brasil quando o diretor está num restaurante com dois amigos e alguém canta “Brasil” de Ary Barroso (em inglês) e depois dois figurantes fazem elogios em português ao filme exibido, dizendo que ele é extraordinário e divino.

Direção: Woody Allen. Com: Woody Allen, Charlotte Rampling, Jéssica Harper, Tony Roberts, Daniel Stern, Amy Wright, Brent Spiner, Cynthia Gibb, Louise Lasser e Sharon Stone. 91 min. Em preto e branco.

Woody Allen e Mariel Hemingway

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A OUTRA


Woody Allen homenageia com este filme o diretor Ingmar Bergman e seu estilo psicológico de conduzir os personagens (repetindo a experiência de “Interiores” (1978) e “Setembro” (1987)). A outra é a história de uma mulher (Gena Rowlands) que aluga uma sala para escrever seu novo livro em paz e pela passagem de ar ouve as sessões de uma mulher grávida (Mia Farrow) com seu terapeuta e através dos questionamentos dessa outra mulher, passa a questionar sua própria vida, seu casamento e sua relação com os amigos e o próprio irmão.

O fotógrafo (Sven Nykvist) é o mesmo dos filmes de Bergman. O diretor não interpreta nenhum papel aqui, como faz habitualmente (apesar de que antes com maior frequência), deixando o brilho todo para a veterana Gena Rowlands, viúva do cineasta independente John Cassavetes e para Mia Farrow, que aparece pouco em cena, mas tem sua voz ouvida a maior parte do tempo e é o estopim que deflagra toda a história. Mia estava mesmo grávida de um filho de Woody Allen durante as filmagens.

É um filme curto (84 min.) e muito sensível, destinado aos fãs de Allen, de Bergman e de quem quer se questionar. Assista também “Interiores” e “Setembro”, que são menos conhecidos do que este, mas também são muito bons.

Direção: Woody Allen. Com: Gena Rowlands,  Mia Farrow, Ian Holm, Blyte Danner, Gene Hackman, Martha Plimpton e Sandy Dennis.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

OS VENCEDORES DO FESTIVAL DE BRASÍLIA

Cláudio Assis com o candango de melhor filmes

"Big Jato", dirigido pelo cineasta pernambucano Cláudio Assis, foi o grande vencedor na cerimônia de premiação na noite de ontem do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa, baseado no livro e Xico Sá, também foi premiado nas categorias: melhor ator, melhor atriz, roteiro e trilha sonora. “Para minha amada morta”, de Aly Muritiba, levou prêmios em seis categorias: direção, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, fotografia, direção de arte e montagem.

Houve bate-boca entre Claudio Assis e o público presente na cerimônia. Quando o diretor de "Big Jato" subiu ao palco durante a entrega do troféu Candango de melhor roteiro, ele foi recebido com um misto de aplausos e de gritos que o chamavam de machista. O cineasta respondeu que as vaias "têm que ser inteligentes".

Depois da cerimônia, o cineasta disse que as vaias "não vieram de Brasília, mas de alguns gatos pingados".

Claudio Assis já tinha enfrentado as vaias em Brasília no sábado, antes da sessão de "Big Jato", quando também foi chamado de machista. As críticas fazem referência a um incidente ocorrido no fim do mês passado, no Recife, quando ele e o também pernambucano Lírio Ferreira, embriagados, interromperam um debate do filme "Que horas ela volta?", de Anna Muylaert, com comentários considerados machistas pelos presentes no local. No domingo, Anna saiu em defesa do colega, dizendo que Assis e Ferreira já haviam sido "devidamente punidos".

Foram distribuídos 47 prêmios concedidos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular das mostras competitivas e premiações especiais.

Confira a lista dos principais vencedores:


LONGA METRAGEM – Júri Oficial
Melhor filme de longa metragem - “Big Jato”, de Cláudio Assis

Melhor direção - Aly Muritiba, por “Para minha amada morta”

Melhor ator - Matheus Nachtergaele, por “Big Jato”

Melhor atriz - Marcelia Cartaxo, por “Big Jato”

Melhor ator coadjuvante - Lourinelson Vladmir, por “Para minha amada morta”

Melhor atriz coadjuvante - Giuly Biancato, por “Para minha amada morta”

Melhor roteiro - Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, por “Big jato”

Melhor Fotografia - Pablo Baião, por “Para minha amada morta”

Melhor direção de arte - Monica Palazzo, por “Para minha amada morta”

Melhor trilha sonora - DJ Dolores, por “Big jato”

Melhor som - Claudio Gonçalves e Flávio Bessa, por “Fome”

Melhor montagem - João Menna Barreto, por “Para minha amada morta”

Prêmio especial do juri - Jean-Claude Bernardet, por “Fome”

FILME DE CURTA OU MÉDIA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor filme de curta ou média metragem - “Quintal”, de André Novais

Melhor direção - Nathália Tereza, por “A outra margem”

Melhor ator - João Campos, por ‘Cidade Nova’

Melhor Atriz - Maria José Novais, por “Quintal”

Melhor Roteiro - André Novais, por “Quintal”

Melhor fotografia - Leonardo Feliciano, por “À parte do inferno”

Melhor direção de arte - Fabiola Bonofiglio, por “Tarântula”

Melhor trilha sonora - Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago, por “Rapsódia para o homem negro”

Melhor som - Léo Bortolin, por “Command action”

Melhor montagem - Pablo Ferreira, por “Afonso é uma brazza”

Prêmio especial do júri (Pela feliz conjugação entre o trabalho de direção e atuação coletiva): “História de uma pena”, de Leonardo Mouramateus

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR
Melhor filme de longa metragem - “A família Dionti”, de Alan Minas

Melhor filme de curta ou média metragem - “Afonso e uma Brazza”, de Naji Sidki e James Gama

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

OS VENCEDORES DO EMMY 2015


Os programas “Veep” e “Game of Thrones”, da HBO, foram os grandes ganhadores do Emmy Awards 2015, que aconteceu no domingo (20) em Los Angeles com apresentação de Andy Samberg. Ambas ganharam quatro troféus cada, perdendo na contagem apenas para a minissérie "Olive Kitteridge”, também da HBO, que levou seis.

Amy Poehler e Amy Schumer apresentaram o primeiro prêmio

A lista completa de vencedores do Emmy Awards 2015:
Melhor série de drama
"Game of Thrones"


Melhor série de comédia
"Veep"


Melhor atriz em série de drama
Viola Davis, de "How To Get Away With Murder"


Melhor ator em série de drama
Jon Hamm, de "Mad Men"


Viola Davis se tornou a 1ª negra a receber o prêmio de melhor atriz em drama
e John Hamm como melhor ator em drama depois de perder sete vezes

Melhor ator coadjuvante em série de drama
Peter Dinklage, de "Game of Thrones"


Melhor direção em série de comédia
"Game of Thrones"


Melhor atriz coadjuvante em série de drama
Uzo Aduba, de "Orange Is The New Black"


Melhor roteiro em série de drama
"Game of Thrones"


Melhor programa de talk show
"The Daily Show With Jon Stewart"


Melhor direção em programa de variedades
"The Daily Show With Jon Stewart"


Melhor roteiro em programa de esquetes
"Inside Amy Schumer"


Melhor roteiro em programa de variedades
"The Daily Show With Jon Stewart"


Melhor minissérie ou filme para TV
"Olive Kitteridge"


Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Richard Jenkins, de "Olive Kitteridge"


Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Francis McDormant, de "Olive Kitteridge"


Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para TV
Bill Murray, de "Olive Kitteridge"


Melhor direção em minissérie ou filme para TV
"Olive Kitteridge"


Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Regina King, de "American Crime"


Melhor roteiro em minissérie ou filme para TV
"Olive Kitteridge"


Melhor reality show de competição
"The Voice"


Melhor atriz em série de comédia
Julia Louis-Dreyfus, de "Veep"


Melhor ator em série de comédia
Jeffrey Tambor, de "Transparent"


Direção em série de comédia
Jill Soloway, de “Transparent”


Ator coadjuvante em série de comédia
Tony Hale, de "Veep"


Roteiro de comédia
“Veep”


Atriz coadjuvante em série de comédia
Allison Janney, de “Mom”


Jeffrey Tambor foi melhor ator em comédia pela série Transparent


domingo, 20 de setembro de 2015

CARLOS MANGA: IN MEMORIAM

Morreu na quinta-feira passada (17), aos 87 anos, no Rio de Janeiro, o diretor de cinema e TV Carlos Manga.


Manga fez carreira no cinema antes de se interessar por televisão e foi um dos principais expoentes da fase aúrea do cinema brasileiro que ficou conhecida como era das chanchadas. Além de dirigir, ele se notabilizou por roteirizar e produzir muitos de seus longas-metragens. Antes, porém, chegou a trabalhar como contra-regra e montador.

Entre seus principais títulos figuram "Quanto mais samba melhor" (1960), "Entre mulheres e ladrões" (1961), "O golpe" (1956) e "O marginal" (1974).

Chico Anysio o levou para a TV, onde começou na TV Rio dirigindo o programa de humor de Chico. Na Globo dirigiu produções que rapidamente adquiriram prestígio, além de serem sucessos de audiência, como o remake de "Anjo mau" (1997), "Torre de Babel" (1998), "Agosto" (1993), e "Memorial de Maria Moura" (1994)

Manga, nascido José Carlos Aranha Manga, deixa três filhos.

Cena de De vento em popa

FILMOGRAFIA COMPLETA
(os filmes marcados com X foram assistidos por mim)
(X) 1974 – O Marginal
(  ) 1962 - As Sete Evas
(X) 1960 - Cacareco Vem Aí
(  )1960 - O Cupim
(X)1960 - Os dois Ladrões
(X)1960 - Pintando o Sete
(  )1959 - Esse Milhão É Meu
(  )1958 - É a Maior
(X)1957 - Garotas e Samba
(  )1957 - Papai Fanfarrão
(X)1957 - De Vento em Popa
(  )1956 - Guerra ao Samba
(  )1956 - O Golpe
(  )1956 - Vamos com Calma
(  )1955 - Colégio de Brotos
(X)1954 - Matar ou Correr
(  )1953 - A Dupla do Barulho
(X)1952 - Carnaval Atlântida

Cena de Nem Sansão, nem Dalila

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

CANAL BRASIL: 17 ANOS


Quero  hoje homenagear O Canal Brasil que completa hoje 17 anos. E pelo qual guardo grande apreço, pois aliás, é o canal que mais assisto na Tv paga. Ao longo desse tempo já foram exibidos mais de 1500 longas metragens, 200 médias, 1100 curtas e 200 shows, além de séries e programas, todos refletindo a pluralidade cultural brasileira.

O Canal Brasil foi lançado em 18 de setembro de 1998 por Luiz Carlos Barreto, Zelito Vianna, Marco Altberg, Roberto Farias, Anibal Massaini Neto, Patrick Siaretta e Mendonça, nomes que se associaram à Globosat para tirar do papel a ideia do canal (hoje, André Saddy também é um dos sócios).

Nos primeiros cinco anos, porém, a empresa funcionou no vermelho, e ainda ganhou uma fama incômoda que demoraria a se dissipar: um canal de filmes velhos — e muitos deles de conteúdo erótico.

O Canal tinha de cara 228 títulos, que eram de responsabilidade dos sócios. Mas eram filmes basicamente de acervo, e essa imagem de um canal velho não foi boa para a gente — lembra Mendonça. — Além disso, o canal nasceu torto, ficamos com uma dívida grande. Em 2003, eles negociaram essa dívida, com a promessa de pagá-la em dez anos. Em 2004, Paulo Mendonça assumiu a gestão do canal, que até então era de responsabilidade da Globosat, e fez um novo planejamento. Três anos depois, a dívida estava paga.

Uma das primeiras ações de Mendonça como diretor-geral do canal foi evitar o que seria o padrão da televisão no Brasil. Foi assim, por exemplo, que nasceram programas inusitados, como o “Sem frescura”, apresentado por Paulo César Pereio, e o “Espelho”, de Lázaro Ramos.

Foram criados outros modelos, fazendo shows e produzindo filmes. Um exemplo é o que faz o canal francês Arte — diz Mendonça. — Outra vantagem foi a nova Lei da TV Paga. Pela necessidade das operadoras de terem um canal de conteúdo nacional, de 31 de outubro para 1º de novembro de 2012, nós fomos para os pacotes básicos de assinatura e pulamos de 3,5 milhões para 12 milhões de assinantes. Agora já temos 14,3 milhões.

 Uma das sessões de maior audiência (apesar do horário em que é exibida) e que existe desde a estreia é o “Como era gostoso o nosso cinema” que exibe apenas pornochanchadas. O primeiro filme exibido nessa sessão foi “A penúltima donzela” com a saudosa Adriana Prieto.

Além de exibir os filmes nacionais, o Canal Brasil ainda os recupera. Desde a estreia já foram recuperados mais de 400 filmes que não possuíam fita para exibição em TV, como era o caso de “Rio Fantasia” (1957) de Watson Macedo (que estava fora de circulação há mais de duas décadas) e “São Paulo S/A” (1965) de Luís Sérgio Person, que foram recuperados em 2001 e posteriormente “A dama da zona”, A reencarnação do sexo” e “O clube das infiéis”, recuperados em 2006. O processo de recuperação utilizado é o de telecinagem que consiste na transferência das imagens da película cinematográfica para o sistema beta de vídeo, depois de rastrearem os acervos em busca da película em melhores condições.


Em 2006 passou a investir também na produção ou coprodução cinematográfica. Desde então foram mais de 100 projetos apoiados, como os filmes Loki – Arnaldo Baptista (2009), Canções do exílio – A labareda que lambeu tudo (2011), Waldick – Sempre no meu coração (2008), Dzi Croquettes (2010), Rock Brasília – A era de ouro (2011), além de vários outros num sistema de coprodução adotado pelo canal, que lhe dá o direito de exibição exclusiva.

Vida longa ao querido Canal Brasil!


terça-feira, 15 de setembro de 2015

FESTIVAL DE BRASÍLIA COMEÇA HOJE

Armando Babaioff e Mariana Ximenes em Prova de Coragem

Começa hoje a 48ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o evento mais antigo do país dedicado à produção nacional. A programação vai até o dia 22 de setembro com mostras cinematográficas, seminários, oficinas, debates e lançamentos de livros.

As sessões das mostras competitivas e da Mostra Brasília, às 20h30 e às 17h, respectivamente, acontecem no Cine Brasília. Serão exibidos seis longas-metragens de estados diferentes. No dia seguinte à exibição oficial, os filmes podem ser vistos na sala 4 do Cine Cultura Liberty Mall, em sessões que começam às 14h30.

A programação também conta com a exibição de 12 filmes de curtas e médias-metragens de todos os gêneros, além de 18 películas que concorrem ao Troféu Câmara Legislativa. Os prêmios têm valor total de R$ 340 mil e R$ 200 mil, respectivamente.

A abertura do festival nesta terça presta homenagem ao diretor Walter Carvalho e ao seu irmão, Vladimir Carvalho, um dos maiores documentaristas brasileiros que neste ano completou 80 anos. Será exibido o longa "Um Filme de Cinema", de Walter Carvalho. A cerimônia de encerramento contará com "Até que a casa caia", de Mauro Giuntini, prevista para começar às 19h.


Dentre os 130 longas-metragens inscritos, foram selecionados seis, cada um de um estado diferente: A Família Dionti, de Alan Minas (97min, RJ, 2015), Big Jato, de Claudio Assis (92min, PE, 2015), Fome, de Cristiano Burlan (90min, SP, 2015), Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba (113min, PR, 2015), Prova de Coragem, de Roberto Gervitz (90min, RS, 2015) e Santoro - O Homem e sua Música, de John Howard Szerman (85min30, DF, 2015).

Cena de Até que a casa caia

Hoje (15 de setembro)


Abertura: Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, 111 min, RJ



Quarta-feira (16 de setembro)
"Command Action", de João Paulo Miranda Maria, 13 min, SP
"À Parte do Inferno", de Raul Arthuso, 22 min, SP
"A Familia Dionti", de Alan Minas, 97 min, RJ



Quinta-feira (17 de setembro)
"Tarântula", de Aly Muritiba e Marja Calafange, 20 min, PR
"Rapsódia para o Homem Negro", de Gabriel Martins, 24 min, MG
"Fome", de Cristiano Burlan, 90 min, SP



Sexta-feira (18 de setembro)
"Cidade Nova", de Diogo Hoefel, 14 min, CE/DF
"Copyleft", de Rodrigo Carneiro, 29min30, MG
"Para a Minha Amada Morta", de Aly Muritiba, 113 min, PR



Sábado (19 de setembro)
"Quintal", de André Novais Oliveira, 20 min, MG
"Afonso é uma Brazza", de Naji Sidki e James Gama, 23 min, DF
"Big Jato", de Claudio Assis, 92 min, PE



Domingo (20 de setembro)
"A Outra Margem", de Nathália Tereza, 26 min, MS
"História de uma Pena", de Leonardo Mouramateus, 30 min, CE
"Santoro" – O Homem e sua Música, de John Howard Szwerman, 85 min, DF



Segunda-feira (21 de setembro)
"O Sinaleiro", de Daniel Augusto, 15 min, SP
"O Corpo", de Lucas Cassales, 16 min, RS
"Prova de Coragem", de Roberto Gervitz, 90 min, RS



Terça-feira (22 de setembro)
Encerramento: "Até que a casa caia", de Mauro Giuntini, 85 min, DF



Walter Carvalho, diretor de Um filme de cinema que abre o Festival

domingo, 13 de setembro de 2015

QUE HORAS ELA VOLTA? É ESCOLHA ESTRATÉGICA DO BRASIL PARA CHEGAR AO OSCAR

Reinaldo Glioche


Não se espantem se virem Regina Casé seguindo os passos de Fernanda Montenegro e sendo indicada ao Oscar de melhor atriz no dia 14 de janeiro de 2016. A apresentadora e atriz, afinal, é a alma de “Que horas ela volta?”, filme brasileiro destacado pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar. O anúncio, feito nesta quinta-feira (10), indubitavelmente reforça as chances de Casé, uma vez que o filme já recebe atenção da mídia especializada americana e deve receber um boom promocional nos próximos meses.

A obra de Anna Muylaert é, sob muitos aspectos, o filme mais bem preparado do Brasil a concorrer a uma vaga entre as produções finalistas na categoria de filme estrangeiro em muitos anos. Cheio de sutilezas, não é mais um registro cultural do que um olhar tenro à maternidade. O roteiro é um triunfo da lapidação. Em entrevista à rádio BandNews FM nesta quinta, Muylaert destacou a burilamento pelo qual o texto passou. “Esse projeto tem 27 anos. A primeira versão dele trazia apenas a visão da empregada. Até seis meses antes, a Jéssica não vinha estudar na faculdade, mas trabalhar como cabeleireira e depois se tornava babá. Acabei mudando com os laboratórios que eu fiz”, revelou.

Diferentemente de candidatos brasileiros de outros anos, “Que horas ela volta?”, reúne potencial comercial – é coproduzido pela Globo Filmes e estrelado pela popular Regina Casé, com pujança artística. Uma combinação que somente esteve presente em “Cidade de Deus” (2002). O candidato do ano passado, “Hoje eu quero voltar sozinho”, era muito bom e a exemplo do escolhido deste ano, experimentado em festivais internacionais. Com mais filmes brasileiros em festivais mundo afora, aclamação crítica nesses eventos pode ser um critério bem-vindo para substituir aquele intermitente e duvidoso jogo de adivinhação do que a academia gosta ou de que tendência seguir.

Competição
Muitos países já definiram seus representantes e tem candidatos que, assim como “Que horas ela volta?”, gozam de prestígio junto à crítica internacional. São os casos de “Son of Saul”, da Hungria, prêmio do júri em Cannes, “The assassin” (Taiwan), “Um pombo pousou no galho refletindo sobre a existência” (Suécia), “Xênia” (Grécia), “Goodnight Mommy” (Áustria), entre outros. Não há, porém, a presença de nenhum autor consagrado entre os concorrentes confirmados de momento. O que reforça as chances da produção brasileira repetir o feito de “Central do Brasil” (1998), “O que é isso companheiro?” (1997), “O quatrilho” (1994) e “O pagador de promessas” (1963) e ingressar no rol de filmes brasileiros indicados ao Oscar de melhor produção estrangeira.

Não é a primeira vez que Regina Casé estrela uma produção nacional que tenta chegar ao Oscar. “Eu, tu, eles”, de Andrucha Waddington, foi o selecionado do país em 2001. Dessa vez, porém, a atuação extraordinária de Casé, premiada no festival de Sundance, pode impulsionar o filme além da categoria de produções estrangeiras em uma época de internacionalização do colegiado que compõem a academia. Neste ano, vale lembrar, que embora a produção belga “Dois dias, uma noite” não tenha ficado entre os finalistas da categoria, a atriz Marion Cotillard foi lembrada entre as atrizes.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

FILMES SOBRE O 11 DE SETEMBRO


Hoje se completa 14 anos do fatídico ataque ao World Trade Center.

Vamos relembrar filmes que trataram do assunto:

AS TORRES GÊMEAS (2005)

FAHRENHEIT 9/11 (2004)

VÔO UNITED 93 (2006)

GUERRA AO TERROR (2008)

REINE SOBRE MIM (2007)


TÃO FORTE, TÃO PERTO (2011)




terça-feira, 8 de setembro de 2015

PARA CUMPRIR COTA CANAIS PAGOS APELAM PARA REPRISES


Desde 2011, os canais pagos são obrigados a cumprir uma lei federal (11.485) que instituiu cotas de conteúdo nacional, que tem como principal objetivo aumentar o número de produções audiovisuais no Brasil.
Apesar do número de produções brasileiras ter aumentado 159%, a presença nacional na programação de grandes canais pagos como HBO, Warner, Sony e Telecine, chega a ser de menos de 5%. De acordo com o site do jornalista Daniel Castro, para cumprir as cotas instituídas, os canais passaram a apelar para as reprises.

Um levantamento feito pela Ancine mostra que no ano passado, o filme “Minha Mãe é Uma Peça” lidera o ranking de exibições, sendo reprisado 61 vezes, uma média de mais de uma exibição por semana. “De Pernas Para o Ar 2″, aparece na segunda colocação com 53 exibições.
Confira o ranking dos filmes brasileiros mais reprisados:


Nas análises gerais de 2014, o Canal Brasil foi, entre os canais pagos, o que mais exibiu produções brasileiras, seguido pelo Multishow. No ranking de 20 canais, a Universal Channel apareceu na última colocação.
Veja o ranking geral:




domingo, 6 de setembro de 2015

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo.

Após a Independência, D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;


- Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;


- Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrárias à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais.

O cinema brasileiro representou essa importante data em filme de grande sucesso estrelado por Tarcísio Meira em 1972, quando se completou 150 anos da proclamação.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

OS VENCEDORES DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2015


'O lobo atrás da porta', do diretor Fernando Coimbra, ganhou como melhor longa-metragem de ficção no 14º Prêmio de Cinema Brasileiro. Leandra Leal, que atua no filme, foi escolhida melhor atriz. Tony Ramos ('Getúlio') e Babu Santana ('Tim Maia') dividiram a premiação de melhor ator. O filme de Coimbra foi o grande vencedor da noite, levando sete prêmios no total.


Os vencedores foram conhecidos na noite desta terça-feira (1º) em cerimônia no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, transmitida pelo Canal Brasil, onde os atores chegaram pelo tapete vermelho da entrada. Ao todo, foram premiadas produções em 26 categorias.

O homenageado desta edição foi o cineasta Roberto Farias. Ele é referência entre os maiores diretores do Cinema Novo da década de 60 e um dos mais engajados na luta por mais espaços e investimentos ao setor audiovisual no Brasil.

Farias dirigiu obras importantes para o cinema nacional, como “O assalto ao trem pagador”, que concorreu ao Festival de Cannes, e “Pra frente, Brasil”, que foi censurado durante o regime militar.


MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO
"O lobo atrás da porta" de Fernando Coimbra.

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
"Brincante" de Walter Carvalho. Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane e Debora Ivanov por Gullane

MELHOR DIREÇÃO
Fernando Coimbra por "O lobo atrás da porta"


MELHOR ATRIZ
Leandra Leal como Rosa por "O lobo atrás da porta"

MELHOR ATOR - dois vencedores
Babu Santana como "Tim Maia por Tim Maia (fase 2)"
Tony Ramos como Getúlio Vargas por "Getúlio"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Thalita Carauta como Betty por "O lobo atrás da porta"

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jesuíta Barbosa como Ayrton por "Praia do futuro"

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Lula Carvalho por "O lobo atrás da porta"

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Tiago Marques por "Getúlio"

MELHOR FIGURINO
Kika Lopes por "Trinta"

MELHOR MAQUIAGEM
Martín Macias Trujillo por "Getúlio"

MELHOR EFEITO VISUAL
Adam Rowland por "Trash – a esperança vem do lixo"

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Fernando Coimbra por "O lobo atrás da porta"

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Jorge Furtado e Pedro Furtado – adaptado da obra “Frontal com Fanta” de Jorge Furtado por "Boa sorte"

MELHOR MONTAGEM FICÇÃO
Karen Akerman por "O lobo atrás da porta"

MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO
Pedro Bronz por "A Farra do Circo"


MELHOR SOM
George Saldanha, François Wolf e Armando Torres Jr. por "Tim Maia"

MELHOR TRILHA SONORA
Berna Ceppas e Mauro Lima por "Tim Maia"

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
André Abujamra por "Trinta"

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
"Os homens são de marte... É pra lá que eu vou" de Marcus Baldini Produção: Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho por Biônica Filmes

MELHOR LONGA METRAGEM ANIMAÇÃO
"O menino e o mundo" de Alê Abreu. Produção: Fernanda Carvalho e TitaTessler por Filme de Papel

MELHOR LONGA METRAGEM INFANTIL
"O menino e o mundo" de Alê Abreu. Produção: Fernanda Carvalho e TitaTessler por Filme de Papel

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO
"O caminhão do meu pai" de Maurício Osaki

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
"Efeito casimiro" de Clarice Saliby

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO
"A pequena vendedora de fósforo" de Kyoko Yamashita

MELHOR LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO
"Relatos Selvagens" (Relatos Selvajes, ficção, Argentina) – dirigido por Damián Szifron. 


terça-feira, 1 de setembro de 2015

WES CRAVEN MORRE AOS 76 ANOS


O cineasta americano Wes Craven, considerado o ícone do terror por dirigir filmes como "A hora do pesadelo" (1984) e "Pânico" (1996), morreu neste domingo (30), aos 76 anos. A família de Craven informou a imprensa dos Estados Unidos que ele tinha câncer no cérebro. "O cineasta esteve cercado de amor, na presença da família", diz um comunicado divulgado pelo agente do diretor e roteirista.

"Hoje o mundo perdeu um grande homem, um amigo e um mentor, Wes Carven", escreveu no Twitter a atriz Courtney Cox, uma das estrelas de "Pânico". A franquia teve, ao todo, quatro filmes e arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo.

John Carpenter, diretor de "Halloween", lamentou ter que se despedir de um amigo "muito cedo". O escritor Deepak Chopra disse ter ficado surpreso com a "morte repentina" de Craven, que havia encontrado há duas semanas "em boa forma".


Nascido em Cleveland (Ohio) em 2 de agosto de 1939, Craven se formou em literatura inglesa, psicologia e filosofia e foi professor de Humanidades na Universidade de Clarkson, em Potsdam (Nova York) antes de dedicar ao cinema, inicialmene na função de editor de som. Chegou a trabalhar também como taxisita.

Seu primeiro filme como diretor e roteirista foi "Aniversário macabro" (1972), inspirado na obra de Ingmar Bergman "A fonte da donzela" (1960). O longa de Craven teve um "remake" que ele próprio produziu, "A última casa" (2009).

Só voltou a dirigir cinco anos depois da estreia, em "Quadrilha de sádicos" (1977), outra história de terror, seguida de "Bênção mortal" (1981) e "O monstro do pântano" (1982).

Seu maior sucesso foi "A hora do pesadelo" (1984), título com o qual daria começo a uma das sagas de cinema de terror juvenil mais famosas da história.


O filme era o relato de Freddy Krueger, personagem encarnado por Robert Englund, que tinha o rosto queimado e lâminas nas mãos. Ele aparecia nos sonhos dos adolescentes para assassiná-los. "A hora do pesadelo" também contava com um novato Johnny Depp, que iniciou neste filme sua carreira de sucesso.

Freddy Krueger estrelou outros oito filmes e uma série de TV. Ficou para sempre associado à carreira de Craven, que não envolveu diretamente em nenhuma sequência, à exceção do terceiro capítulo. Em 2010, a história foi relançada com uma nova versão do filme original.


Ainda nos anos 1980, Craven fez "A maldição de Samantha" (1986) e "A maldição dos mortos-vivos" (1988).


Na década seguinte, vieram "Um vampiro no Brooklyn" (1995), com Eddie Murphy, e finalmente "Pânico" (1996). A franquia tornou Craven popular para uma nova geração de adolescentes. O terror juvenil sobre um assassino em série mascarado fez muito sucesso ao misturar terror e comédia. O longa mais recente da franquia é "Pânico 4" (2011).

Antes, Craven havia lançado "Música do coração" (1999), "Amaldiçoados" (2005), "Voo noturno" (2005) e "A sétima alma" (2010). Também dirigiu um segmento de "Paris, eu te amo" (2006).

Wes Craven era casado desde 2004 com Iya Labunka, produtora e ex-vice-presidente