sábado, 31 de outubro de 2015

RELEMBRANDO A SÉRIE HALLOWEEN


No dia das Bruxas vamos relembrar a série Halloween, que conta a história de Michael Myers, que matou a irmã quando pequeno e foi internado em um sanatório. Anos depois, foge do reduto hospitalar e decide perseguir a irmã, interpretada por Jamie Lee Curtis, uma babá que cuida de duas crianças na noite de Halloween. Assim como o seu sucessor da matança, Jason, não fala, emite apenas alguns sons, usa uma máscara assustadora e permanece imbatível diante dos ataques das vítimas. Não corre, caminha lentamente, estratégia que torna a narrativa ainda mais angustiante.


Halloween: A noite do terror (1978)
Michael Myers (Tony Moran) é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele.


Halloween 2: O pesadelo continua (1981)
Haddonfield, Illinois, 31 de outubro de 1978, noite de Halloween. Michael Myers (Tony Moran) assassina três estudantes e tenta matar Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), o que apenas não consegue porque o psiquiatra dela, Samuel Loomis (Donald Pleasence), atirou seis vezes em Myers, que escapou apesar de ter sido baleado. Laurie foi levada para a Haddonfield Memorial, o hospital da localidade, para tratar dos ferimentos e se recuperar do choque, mas começa a questionar por qual razão Michael a perseguiu. Enquanto isso, Loomis e a polícia procuram Michael pela cidade. Ele continua fazendo outras vítimas, mas seu objetivo é ir até o hospital e assassinar Laurie. Há uma razão para esta obsessão doentia, um motivo que nem Loomis sabe ainda.


Halloween 3: A noite das bruxas (1982)
Um médico investiga as mortes violentas de pacientes em seu hospital e descobre o responsável pelas atrocidades: um maníaco, criador de máscaras de bruxas, decidido a espalhar o terror pelo país.

Halloween 4: O retorno de Michael Myers (1988)
O perverso Michael Myers (Don Shanks) está de volta a Salt Lake City para matar sua sobrinha. Mas o Dr. Loomis (Donald Pleasence) prepara uma armadilha para liquidá-lo de uma vez por todas.


Halloween 5: A vingança de Michael Myers (1989)
O homicida Michael Myers (George P. Wilbur) retorna mais uma vez do além, para tentar acabar com o resto da família que persegue. Mas seu principal inimigo, Dr. Loomis (Donald Pleasence), está atento aos seus movimentos e pronto para defender a família contra aquele que considera ser a personificação do Mal.


Halloween 6: A última vingança (1996)
O homicida Michael Myers (George P. Wilbur) retorna mais uma vez do além, para tentar acabar com o resto da família que persegue. Mas seu principal inimigo, Dr. Loomis (Donald Pleasence), está atento aos seus movimentos e pronto para defender a família contra aquele que considera ser a personificação do Mal.


Halloween H20: 20 anos depois
Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) simulou sua morte para poder escapar da fúria do irmão, um louco homicida. Apesar de agora se chamar Keri Tate e trabalhar como diretora de uma escola, ela vive constantemente o medo de que seu psicótico irmão descubra seu paradeiro. Até que, passados 20 anos desde que tudo começou, ela reencontra Michael Myers, seu irmão psicopata, quando este está perseguindo seu filho. De imediato, ela foge apavorada, principalmente quando vê seu namorado sendo morto, mas, repentinamente, decide enfrentá-lo e uma coisa fica clara: só um irá sobreviver.


Halloween: Ressurreição (2004)
Um grupo de estudantes universitários é contratado por uma empresa para passar uma noite na casa em que Michael Myers (Brad Loree) passou a infância, com transmissão ao vivo pela internet, de forma a divulgar o lançamento do site Dangertainment.com. Porém, ao chegar no local eles começam a perceber que terão que enfrentar uma verdadeira batalha para sair da casa com vida, já que Michael Myers está de volta e disposto a acabar com os intrusos.

Em 2007, a série teve um recomeço com Halloween - O início, que em 2009 ganhou a continuação H2: Halloween. 

P.S. Continuarei com as postagens sobre os famosos que partiram TÃO CEDO nos dias 02 e 04/11. É que eu não podia deixar passar o dia das bruxas (risos).

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

TÃO CEDO - PARTE 3


RIVER PHOENIX
 Seu nome estranho – rio em inglês – é herança dos pais hippies que deram nomes semelhantes aos outros filhos: Chuva, Folha, Arco-Íris, Liberdade e Verão. Nascido em 23/08/1970, River viveu em mais de 40 cidades diferentes. Usou o dinheiro que ganhou com seu primeiro filme – Viagem ao mundo dos sonhos (1985) para comprar uma fazenda na Flórida, onde morou vários anos com a família. Participou em seguida de Conta comigo (1986), O peso de um passado (1988) em que foi indicado ao Oscar de coadjuvante; Espiões sem rosto (1988); Indiana Jones e a última cruzada (1989), onde vivia o jovem aventureiro e Te amarei até te matar (1990), até o grande sucesso de Garotos de programa (1991) de Gus Van Sant. Mas se envolveu com as drogas e morreu de overdose em 31/08/1993, aos 23 anos.


BRANDON LEE
 Filho do lendário Bruce Lee, Brandon Bruce Lee nasceu em 01/02/1965 na Carolina do Norte (EUA) e desde que começou a andar seu pai já o treinara no estilo do Jeet June Do, mais infelizmente quando ele tinha 8 anos, Bruce morreu repentinamente de aneurisma cerebral. Desde pequeno Brandon se interessou por interpretação, mas queria ser conhecido por suas habilidades teatrais e não por seu “dotes” marciais, mesmo assim ficou marcado por ser um exímio lutador nos filmes que fez. Estreou no telefilme Kung fu: o filme (1986), mas começou a chamar a atenção em Missão Resgate (1990), fazendo em seguida Massacre no bairro japonês (1991), Rajada de fogo (1992) e O Corvo (1994), um filme que ele definitivamente não deveria ter feito. Durante as filmagens, uma arma deveria ser disparada em Eric Draven (personagem de Brandon) e por um erro do armeiro havia uma bala de verdade no cano que o atingiu quebrando sua coluna vertebral e perfurando seus órgãos internos. Houve rumores de que os negativos dessa cena foram destruídos, mas fontes extra-oficiais garantem que ela foi inserida na versão final do filme, devido a um erro de continuidade e à presença de um dublê em momento desprovido de perigo, sugerindo que Brandon começou a cena e o dublê a terminou depois que ele já tinha morrido. Brandon morreu aos 33 anos, em 31/03/1993, 17 dias antes da data de seu casamento que seria realizado no México. O corvo é dedicado à ele e à sua noiva, Elisa Hutton.


HEATH LEDGER
  Heathcliff Andrew Ledger nasceu na Austrália em 04/04/1979, mas só se tornou conhecido quando começou a atuar no cinema americano a partir de 10 coisas que eu odeio em você (1999) em que ele também demonstrou talento de cantor ao entoar Can’t take my eyes of you. Nos anos seguintes atuou em 19 filmes, incluindo O patriota (2000), Coração de cavaleiro (2001), Ned Kelly (2002) e O segredo de Brokeback Mountain (2005) em que vivia um romance proibido com Jake Gyllenhall. Sua atuação foi muito elogiada e lhe rendeu o prêmio de melhor ator pelo New York Film Critics Circle Awards e pelo Australian Film Institute Awards. Em seguida viveu outro papel muito elogiado, o Coringa de Batman – O cavaleiro das trevas (2008).l em 22/01/2008 foi encontrado morto em seu apartamento. Suspeitou-se de suicídio, mas depois a polícia concluiu que a morte foi acidental por ingestão de remédios prescritos para efeito calmante e sonífero. Tinha deixado inacabado o filme O mundo imaginário do Dr. Parnauss, que foi concluído por outro ator vivendo seu personagem. Recebeu um Oscar póstumo de coadjuvante por Batman – O cavaleiro das trevas.


MARGAUX HEMINGWAY
 Nascida em 1955, a neta do lendário escritor Ernest Hemingway e irmã da também atriz Mariel Hemingway, chegou a Nova York em 1974 e um ano depois já era modelo famosa e foi convidada para estrear no cinema ao lado da irmã em A violentada (1976). As críticas desfavoráveis desencadearam um processo auto destrutivo com o uso de drogas, álcool, além da obesidade depois que sofreu um acidente de esqui no Natal de 1986, que o fez ficar seis meses de cama e engordar 40 quilos. Em 1989 retornou ao cinema em Love in C-Menor e em 1990 posou nua para a Playboy americana. Sofria de epilepsia e supõe-se que tenha se suicidado como o avô Ernest, quando seu corpo foi encontrado já em decomposição no apartamento em que morava sozinha, em 01/07/1996, aos 41 anos.


JOHN CANDY
 Um dos mais queridos atores dos anos 80, o gordinho John Candy nasceu em 1950 e estreou no cinema em 1978 em Parceiros do silêncio, mas o sucesso só aconteceu a partir de 1984, quando estrelou Splah, uma sereia em minha vida, Chuva de milhões (1985), A pequena loja dos horrores (1986) e S.O.S. – Tem um louco solto no espaço (1987). Em 1989 começou a apresentar dois programas semanais de rádio, Radio Candy e Camp Candy. Faleceu de um ataque cardíaco fulminante em 1994, aos 43 anos, quando filmava Dois contra o Oeste.


 JOHN BELUSHI
 Nascido em 1949, John despontou para o sucesso no programa Saturday Night Live e estreou no cinema em Com a corda no pescoço (1978), protagonizando em seguida Clube dos cafajestes (1978) e o grande êxito de Os irmãos cara-de-pau (1980), quando o álcool e as drogas já começavam a afastá-lo dos amigos. Seus dois últimos filmes são de 1981, Brincou com fogo acabou fisgado e Estranhos vizinhos. Encontrando dificuldades para conseguir bons papéis foi se entregando à dependência de drogas até morrer de overdose em 05/05/1982, aos 33 anos.

 Continua...


terça-feira, 27 de outubro de 2015

TÃO CEDO - PARTE 2


MONTGOMERY CLIFT
 O mais querido e sofrido dos três mitos rebeldes de Hollywood (os outros eram James Dean e Marlon Brando), Montgomery Clift nasceu em Nebraska (EUA) em 17/10/1920, foi educado na Suíça até os 13 anos, aos 15 já era um ator conhecido na Broadway, mas só estreou no cinema aos 28 anos em Rio Vermelho (1948) de Howard Hawks. Em 18 anos de carreira participou de apenas 17 filmes, já que era muito exigente, mas depois se arrependeu de ter recusado Crepúsculo dos deuses (1950), Vidas amargas, Nunca fui santa e Sindicato dos ladrões. Conheceu Elizabeth Taylor durante as filmagens de Um lugar ao sol (1951) e se tornou seu melhor amigo. Apesar de ela ser 12 anos mais nova que ele, assumiu um papel maternal, acobertava seu homossexualismo (imperdoável à época). Da amizade nasceram mais dois filmes, A árvore da vida (1957) e De repente, no último verão (1959). Durante as filmagens de A árvore da vida, Monty (como era chamado pelos íntimos), bateu o carro em uma árvore e quebrou o nariz, os dentes, a mandíbula e os maxilares. Nenhum cirurgião plástico conseguiu restituir a beleza do seu rosto, mas ele ainda atuou em seis filmes: Os deuses vencidos (1958), De repente, no último verão (1959), Os desajustados (1960), Rio violento (1960), Julgamento em Nuremberg (1961) e Freud – Além da alma (1962). Liz o havia convidado para ser o galã de O pecado de todos nós, mas uma semana antes dos ensaios, em 24/07/1966, Monty foi encontrado morto no chão de seu apartamento, vítima de um ataque cardíaco. Ele havia dito a Liz que sua vida após o acidente tinha se tornado um tormento e que só a morte poderia libertá-lo. Tinha 45 anos.


NATALIE WOOD
 Uma das poucas atrizes infantis que conseguiram fazer a transição para a carreira adulta. Nascido em 20/07/1938, Natalie Gurdim estreou no cinema em O filho pródigo (1943) e participou de 20 filmes até ser aceita para Juventude Transviada (1955), pelo qual foi indicada ao Oscar de coadjuvante. Fez em seguida Rastros de ódio (1956), Até o último alento (1968), Amor, sublime amor (1961) e Clamor do sexo (1961). Casou-se em 1957 com o ator Robert Wagner, de quem se separou em 1963, mas se amavam tanto que se casaram novamente em 1972. ainda não tinha acabo de filmar Projeto Brainstorm (1983, quando morreu afogada em 29/11/1981, ao tentar sair do iate do marido que estava ancorado ao sul de Los Angeles. Tinha 43 anos.


JUDY GARLAND
 Frances Ethel Gunn nasceu praticamente nos bastidores do teatro, em 10/06/1922. Seus pais a colocaram no palco aos 3 anos para cantar Jingle Bells numa noite de natal. O grande impulso de sua carreira aconteceu quando ela participou do clássico O mágico de Oz (1939), já com 17 anos, mas vivendo uma garotinha. Todo mundo acreditou e gostou. O chefão da Metro queria Shirley Temple, então com 11 anos para o papel, mas a Fox não quis emprestá-la. Ninguém imagina outra Dorothy, que não Judy. Recebeu um Oscar especial por O mágico de Oz, já que a Academia não considerava o trabalho dos atores infantis como o dos adultos. Em 1945, casou-se com o diretor Vincente Minnelli que a dirigiu em vários filmes entre 1944 e 1948: Agora seremos felizes, O ponteiro da saudade, Ziegfeld Follies e O pirata. Nessa época ela começou a viciar-se em anfetaminas e outras drogas que o próprio estúdio fornecia. Em 1950 por considerá-la irresponsável no trabalho, a Metro a demitiu depois de 14 anos de contrato e Vincente Minnelli também a abandonou. Ficou 04 anos afastada das telas até retornar na 2ª versão de Nasce uma estrela (1954), quando foi indicada ao Oscar, mas perdeu para Grace Kelly. Judy morreu em 1969 em um hotel em Londres, vítima de overdose de drogas, nos braços de seu quinto marido Mickey Deans. Tinha 47 anos.


Continua...

domingo, 25 de outubro de 2015

TÃO CEDO


Com a proximidade do dia de Finados, achei interessante relembrar a trajetória de grandes astros que partiram cedo demais.

JAMES DEAN
 James Byron Dean nasceu em 08/12/1931 e perdeu a mãe aos 07 anos, por isso foi criado pelos tios depois que seu pai se casou novamente. Rebelde, fugiu de casa e trabalho como garçom e ascensorista para pagar o curso que fazia no Actors Studios. Estreou no cinema fazendo figuração em O marujo foi na onda (1951), Baionetas caladas (1951), Sinfonia prateada (1952) e Atalhos do destino (1953), além de 25 telefilmes, sendo o primeiro deles Hill Number Onde (1951) em que vivia São João. Um grande astro despontava a partir de Vidas Amargas (1955) de Elia Kazan, seu mentor no Actors Studios. Antes mesmo do lançamento desse filme, Dean assinou contrato de sete anos e foi escalado para Juventude Transviada (1955) e Assim caminha a humanidade (1956), mas após terminar as filmagens deste último, chocou seu porshe branco contra outro carro em 30/09/1955, aos 23 anos, sendo indicado postumamente para o Oscar por esses dois filmes. Era tão atormentado quanto os personagens que interpretava. Morreu com 23 anos.

MARILYN MONROE
 Norma Jean Baker Mortenson nasceu em 01/06/1926 em Los Angeles. Como a mãe tinha instabilidade mental, Marilyn passou a infância em orfanatos. Para libertar-se de tudo isso, casou-se aos 16 anos com um operário. Quando o mundo foi servir na 2ª Guerra mundial, ela começou a fazer pontas no cinema, sendo as mais famosas em O segredo das jóias e A Malvada. Assinou um contrato de 7 anos com a Fox, mas só teve uma boa chance quando foi emprestada à RKO para atuar em Só a mulher peca (1952) e depois em seu primeiro sucesso Torrentes da paixão (1953). A partir daí, o cinema jamais viu uma loira tão ‘fatal’ quanto ela. Em 1956 casou-se com o teatrólogo Arthur Miller, de quem se divorciou no ano seguinte, depois de se encantar por Yves Montand durante as filmagens de Adorável pecadora (1960). Seus filmes mais queridos são Os homens preferem as loiras (1953), O pecado mora ao lado (1955), Nunca fui santa (1956) e Quanto mais quente melhor (1959), que lhe deu o único prêmio de sua carreira, um Globo de Ouro. Seu último filme foi Os desajustados (1961). Em 05/08/1962 foi encontrada morta em seu apartamento, nua na cama e com o telefone na mão, como se quisesse pedir ajuda a alguém. Várias teorias foram formuladas sobre sua morte, até de que ela teria sido morta pela CIA por causa de seu envolvimento com os irmãos Kennedy, John e Robert. Mas a versão oficial é que teve uma overdose por excesso de pílulas, que usava para dormir e acordar, o que pode ser verdade, pois aconteceu anteriormente, mas ela foi socorrida, coisa que não sucedeu naquele domingo fatídico. Tinha apenas 36 anos.

BRUCE LEE
 Ao contrário do que muita gente pensa, Bruce Lee não é chinês e sim americano. Nasceu na Califórnia em 27/11/1940 e formou-se em Filosofia na Universidade de Washington. Sua mãe queria chamá-lo de Lee Jun Fan, mas a burocracia americana exigiu um nome anglicano. Uma das parteiras sugeriu Bruce e o casal Lee acabou aceitando. Quando Bruce ainda era pequeno, a família retornou para Hong Kong. Estreou no cinema aos 7 anos em My son a-chan, interpretando uma marginal. Retornou aos Estados Unidos onde se casou com Linda Eremy em 1964 e deu aula de artes marciais para vários atores, como Chuck Norris, Steve McQueen e James Coburn. Por intermédio deles conseguiu o papel de Kato na cultuada série O besouro verde (1966/1967), bem como na série Batman (1966/1968). Foi o suficiente para que um importante estúdio de Hong Kong o convidasse para atuarem O dragão chinês (1971), um enorme sucesso! Ainda em Hong Kong participou de A Fúria do dragão (1972) e O retorno do dragão (1973). Os Estados Unidos, é claro, não podiam deixar esse sucesso passar em branco e o convidaram para Operação Dragão (1973). Filmava O jogo da morte quando foi encontrado morto no apartamento da atriz Betty Ting Pei em Hong Kong, no dia 20/07/1973 de aneurisma cerebral. Os produtores montaram O jogo da morte (1979), usando um dublê e conseguiram material até para O jogo da morte 2 (1981), em que foram inseridas cenas até de seu próprio velório.

Continua...

sábado, 24 de outubro de 2015

FILMES BRASILEIROS NA MOSTRA DE SÃO PAULO

 
Ana Paula Arósio em A floresta que se move
Além de MEU AMIGO HINDU de Hector Babenco, dezenas de outros filmes nacionais serão exibidos na Mostra Brasil do Festival Internacional de Cinema de São Paulo, como o novo filme de Vinícius Coimbra, A FLORESTA QUE SE MOVE, que estreou há pouco a refilmagem de A hora e a vez de Augusto Matraga, BOI NEON, o grande vencedor do Festival do Rio, CALIFÓRNIA, novo longo de Marina Person, 

Confira a lista dos filmes brasileiros da mostra:

Origem do mundo

Ninguém ama ninguém... por mais de dois anos (foto)

O touro
A família Dionti
Quanto tempo o tempo tem
Crônica da demolição
Um homem só
Jonas

Oração do amor selvagem (foto)

Mate-me por favor
O prefeito
Marias
Futuro junho
Depois de tudo

Campo Grande (foto)

Mais do que eu possa me reconhecer
82 minutos
Piadeiros
Ayrton Senna: Retratos e memórias – O filme
Betinho – A esperança equilibrista
Herculano Pires – Um convite para o futuro
A floresta que se move

Quase Memória
Garoto
Ponto zero
5 x Chico - O velho e sua gente

Aspirantes (foto)

Ralé
Em três atos
Beira mar
Herculano Pires - Um convite para o futuro
Nise - O coração da loucura

Para minha amada morta (foto) 

Glauco do Brasil
A morte de J. P. Cuenca
Tudo que aprendemos juntos
Através da sombra

Órfãos do Eldorado (foto)


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO COMEÇA HOJE

Willem Dafoe e Maria Fernanda Cândido em Meu amigo Hindu

A 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, começa hoje e vai até o dia 4 de novembro na capital paulista. Este ano serão 311 filmes de 62 países, que serão exibidos em 22 endereços, entre cinemas, espaços culturais e museus.

"Meu amigo hindu", filme de Hector Babenco, com Willem Dafoe, Selton Mello, Reynaldo Gianecchini, Maitê Proença, Bárbara Paz e Maria Fernanda Cândido, abriu o evento ontem, no Auditório do Ibirapuera.


Homenagens
O evento comemora os 25 anos do Film Foundation, órgão dedicado à preservação e restauro de filmes do mundo inteiro, presidido por Martin Scorsese. Uma seleção de 26 títulos restaurados, com financiamento da fundação e da World Cinema Project, será apresentada. Entre eles clássicos como "Rocco e Seus Irmãos", "Rashomon", "Juventude Transviada", "Como Era Verde o Meu Vale", "Sindicato dos Ladrões" e "Limite".


A Mostra exibe no dia 31 de outubro, no Ibirapuera, "Meu único amor" (1927), de Sam Taylor. A projeção será acompanhada pela Orquestra de Heliópolis.

Dinamarca, Finlândia, Suécia, Noruega e Islândia terão produções recentes exibidas na Mostra. Na seleção de filmes já confirmada, estão duas obras islandesas, "Rams", de Grímur Hákonarson, e "Virgin Mountain", de Dagur Kári. A seleção também conta com os filmes suecos "My Skinny Sister", de Sanna Lenken, e o sobrenatural "The Circle", de Levan Akin, baseado no livro “O Círculo”, da Trilogia Engelsfors, de Mats Strandberg e Sara Bergmark Elfgren.

No vão livre do Masp, será exibida uma seleção de cinco filmes, sendo dois longas de José Mojica Marins, "A Meia Noite Levarei Sua Alma" (1964) e "Esta Noite Encarnarei no Seu Cadáver" (1966); dois de Rogério Sganzerla, "Tudo é Brasil" (1997) e "O Signo do Caos" (2005); e "Ararat" (2002), de Atom Egoyan.

Cena de As mil e uma noites


Estão confirmados na programação da 39ª Mostra 14 filmes que foram indicados por seus países para concorrerem a uma vaga na disputa do Oscar de filme estrangeiro. Entre eles estão "Lo Que Lleva el Río", da Venezuela, "As Mil e Uma Noites – Volume 2", de Portugal; "El Abrazo de la Serpiente", da Colômbia; "A Ovelha Negra" (Hrútar), da Islândia; "Cordeiro" (Lamb), da Etiópia; e "Labirinto de Mentiras", da Alemanha.


Os premiados "Dheepan", de Jacques Audiard (Palma de Ouro no Festival de Cannes); "Desde Allá", de Lorenzo Vigas (Leão de Ouro no Festival de Veneza); "Pardais", de Rúnar Rúnarsson (Concha de Ouro no Festival de San Sebastian), também foram selecionados.


Os pacotes de ingressos começam a ser vendidos no sábado (17). A venda é feita na Central da Mostra, que fica aberta no Conjunto Nacional (avenida Paulista) das 12h às 18h.


A credencial Permanente Integral custa R$ 430. Há ainda a opção da Permanente Especial (R$ 85), que dá direito a sessões de segunda a sexta-feira, até 17h55. O pacote com 40 ingressos custa R$ 315; e o com 20 ingressos, R$ 185.

Os ingressos individuais, vendidos nos cinemas e pela internet com até quatro dias de antecedência, variam de R$ 8 (meia, de segunda a quinta) a R$ 20 (inteira, de sexta a domingo).


terça-feira, 20 de outubro de 2015

YONÁ MAGALHÃES MORRE AOS 80 ANOS


Morreu no Rio, na manhã de hoje, a atriz Yoná Magalhães, de 80 anos. Ela estava internada, desde o dia 18 de setembro, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. A atriz estava no CTI do hospital devido a um problema cardíaco.

Atriz de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Yoná Magalhães entrou para a vida artística para ajudar a família quando o pai ficou desempregado. “Eu tinha que ajudar de alguma maneira, não sabia muito como, queria continuar os meus estudos. Gostava de brincar de teatro, essas coisas que todo mundo faz. Então eu digo: ‘Quem sabe não é por aí, né?’ Fui fazendo pequenas pontas, pequenos papéis, isso em meados da década de 1950, até que consegui um contrato com a Rádio Tupi”.

Yoná Magalhães Gonçalves nasceu no dia 7 de agosto de 1935, no bairro do Lins, no Subúrbio do Rio de Janeiro. Depois de passar pela rádio, ela estrelou sua primeira telenovela, convidada por Antônio Leite. Em seguida, participou de novelas e do Grande Teatro da TV Tupi e excursionou pelo Brasil com as peças "O Amor é Rosa Bombom" e "Society em Baby-Doll", em 1962, com a companhia de André Villon e Ciro Costa.

Durante a turnê teatral, conheceu e se casou com o produtor Luis Augusto Mendes e foi morar na Bahia. Em Salvador, participou com o grupo A Barca, formado por ex-alunos da Escola de Teatro, do Grande Teatro, na TV Itapoã, sob a direção de Luiz Carlos Maciel. Também atuou no filme de Glauber Rocha, um marco do Cinema Novo.

Yoná também atuou em uma das novelas de maior sucesso da história da Rede Globo: Roque Santeiro, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, onde interpretou a Matilde, dona da boate onde trabalham as dançarinas Ninon (Cláudia Raia) e Rosaly (Isis de Oliveira). A seguir, participou da novela O Outro (1987), de Aguinaldo Silva, na qual viveu outra personagem exuberante, a Índia do Brasil.

A atriz trabalhou ainda em outras novelas da mesma autora, como O Sheik de Agadir (1966), A Sombra de Rebecca (1967), O Homem Proibido (1968), A Gata de Vison (1968/1969), quando contracenou com Tarcísio Meira, A Ponte dos Suspiros (1969) e O Outro (1987).

Seu último trabalho na TV foi na novela Sangue bom (2013).


domingo, 18 de outubro de 2015

OS 100 ANOS DE GRANDE OTELO


No dia 18 de outubro de 1915 nascia em Uberlândia, uma figura revolucionária do cinema brasileiro. Ator, comediante, cantor e compositor, Grande Otelo estrelou mais de 100 filmes e 20 programas de televisão, além de ter conquistado os mais importantes prêmios da sétima arte nacional. Para celebrar seu centenário, o Canal Brasil exibe 10 longas-metragens protagonizados por esse grande nome da nossa cultura.

Seu verdadeiro nome era Sebastião Bernardes de Souza Prata. Aos 8 anos, começou a trabalhar como ator no Circo Serrano. Aos 10 anos, foi para São Paulo e, em 1935, foi para o Rio de Janeiro trabalhar com a companhia de Jardel Jercolis. Dois anos depois, fez sucesso com a peça Maravilhosa, no Teatro Carlos Gomes.

Estreou no cinema em 1935, mas a fama só veio com as chanchadas da Atlântida, em que, junto com Oscarito, fez inúmeros filmes, como Tristezas Não Pagam Dívidas (1943) e Carnaval no Fogo (1949). Compôs várias músicas, entre as quais Praça Onze.

Nas décadas de 1940 e 1950, trabalhou no teatro de revistas nos shows de Walter Pinto e Carlos Machado. No cinema, atuou ainda em Macunaíma (1969), Assalto ao Trem Pagador (1962) e É de Chuá (1958). Outros de seus trabalhos foram em peças como O Homem de La Mancha e em telenovelas como Bandeira Dois (1971) e Bravo (1975). Faleceu no dia 26 de novembro de 1993.




O Canal Brasil está exibindo uma mostra comemorativa aos seus 100 anos. Confira a Programação completa:

Jubiabá (1987) (107’) Direção: Nelson Pereira dos Santos – Baseado no romance homônimo de Jorge Amado. A produção franco-brasileira tem trilha sonora composta por Gilberto Gil e um elenco formado por Grande Otelo, Julien Guiomar, Charles Baiano, Catherine Rouvel, Betty Faria e Zezé Motta, dentre outros.
O filme narra a história do amor inter-racial entre a filha de um rico comendador e
Antônio Balduíno (Charles Baiano), negro malandro, lutador e amante famoso de Salvador. O homem, protegido pelo feiticeiro Jubiabá (Grande Otelo), terá que enfrentar o forte preconceito social para viver essa paixão.


Quarta, dia 14/10, às 19h.


O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971) (108’) Direção: Miguel Borges – Com roteiro e direção de Miguel Borges – que abandonou a carreira de jornalista para tornar-se cineasta integrante do Cinema Novo e dirigiu, entre outros, o episódio Zé da Cachorra em Cinco Vezes Favela (1962), O Caso Cláudia (1979) e O Último Malandro –, o filme é inspirado no romance homônimo de Domingues Olímpio e tem Edu Lobo assinando a trilha sonora. No elenco, Grande Otelo, Dina Sfat, Henriqueta Brieba, Ivan Cândido, Rogério Fróes, Wilson Grey, Elke Maravilha, Milton Moraes, Waldir Onofre, Pelé, Zilka Salaberry e Hildegard Angel, entre outros.
João-sem-direção (Grande Otelo) é um trabalhador carioca que divide, de forma eficiente, seu tempo entre dois trabalhos (em um posto de gasolina e no Maracanã, onde é gandula) e sua amada. Sem jamais ter participado da Loteria Esportiva, João aprende com Carvalhais (Ivan Cândido), homem de negócios, a ganhar dinheiro no ramo. Ele fica milionário, mas é obrigado a fugir da fama. Nem a alta sociedade, nem a fabricação de estranhos inventos e nem mesmo um alquimista conseguem resolver o seu problema e ele decide, então, investir na indústria do ócio: muda-se para uma ilha, onde recebe os amigos e todos se comportam como querem.
O filme recebeu o Prêmio de Qualidade do Instituto Nacional de Cinema, em 1971, e foi selecionado para representar o Brasil no Festival de Teerã (Irã).


Quinta, dia 15/10, às 19h.


Rio, Zona Norte (1957) (84’) Direção: Nelson Pereira dos Santos – O segundo longa-metragem dirigido por Nelson Pereira dos Santos faz parte de uma trilogia que tem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo – formada, ainda, por Rio, 40 Graus (1955) e Rio, Zona Sul, que acabou nunca sendo realizado. Parcialmente inspirado na vida de Zé Keti, o filme é um importante documento sobre a música popular brasileira. No elenco, estão nomes como Grande Otelo, Malu Maia, Jece Valadão, além da participação especial da cantora Ângela Maria e do próprio Zé Keti. Com o intuito de obter a inspiração que julgava necessária para a concepção do roteiro, o cineasta morou seis meses em Bento Ribeiro. Em 1958, a produção recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional de Montevidéu (Uruguai). 
O sambista Espírito da Luz (Grande Otelo) é um homem desiludido com a vida. Ao fazer uma viagem de trem pelo subúrbio, acaba caindo nos trilhos. Enquanto agoniza a espera de socorro, relembra o tempo em que cantava em grandes festas, assim como tragédias pessoais.


Sexta, dia 16/10, às 19h.


É de Chuá (1958) (100’) Direção: Victor Lima – Ankito, Grande Otelo, Renata Fronzi, Costinha, Zezé Macedo, Emilinha Borba, Nelson Gonçalves, Dircinha Batista, Linda Batista e Jamelão estrelam esse filme dirigido por Victor Lima.
Em busca de dinheiro fácil, um casal de golpistas aluga uma mansão para se aproximar dos membros da alta sociedade. Organizam, então, uma exposição de diamantes na tentativa de roubar as joias. Além dos convidados, o evento recebe a visita dos sambistas Peteleco (Ankito) e Laurindo (Grande Otelo), que querem levantar fundos para reaver as fantasias de sua escola de samba antes do carnaval. Mas a dupla não demora a perceber que a solução do problema pode estar nos diamantes cobiçados pelos anfitriões.


Segunda, dia 19/10, às 19h.


Pé na Tábua (1958) (87’) Direção: Victor Lima – Dirigido por Victor Lima e estrelado por Ankito, Grande Otelo, Renata Fronzi e Carlos Tovar, o longa-metragem é uma comédia musical de crítica aos transtornos do trânsito da cidade grande na época: a lentidão no tráfego e o precário sistema dos bondes e lotações. 
Petrônio (Ankito) e Cabeleira (Grande Otelo) são dois malucos donos de uma lotação que vive quebrando. Eles terão que arranjar dinheiro para uma delicada operação da irmã de Petrônio. Para isso, participam de um filme cuja estrela está sendo ameaçada de morte.


Terça, dia 20/10, às 19h.


Um Candango na Belacap (1961) (100’) Direção: Roberto Farias – Dirigida por Roberto Farias, a comédia musical é uma paródia do clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare. No elenco, Ankito, Grande Otelo, Marina Marcel, Vera Regina, Milton Carneiro, Maria Cristina, Pedro Dias, Arlindo Costa e Adolfo Machado.
Ao realizar uma turnê em Brasília, a famosa dupla Emanuel Davies Jr. (Grande Otelo) e Gilda (Marina Marcel) fica encantada com o talento do candango Tonico (Ankito) e sua parceira Odete (Vera Regina), responsáveis pela animação de uma casa noturna da região. Apaixonado por Odete, Davies Jr. se casa e parte para o Rio de Janeiro, ao lado da esposa, de Gilda e Tonico. Mas, na capital fluminense, o quarteto cai nas mãos de um empresário que faz de tudo para abalar as parcerias profissionais e formar uma nova dupla: Emanuel e Odete.


Quarta, dia 21/10, às 19h.


Vai Que É Mole (1960) (103’) Direção: J. B. Tanko – J. B. Tanko dirige essa comédia musical estrelada por Ankito, Grande Otelo, Jô Soares, Otelo Zenoni e Renata Fronzi. Macio (Ankito), Brancura (Grande Otelo) e Bolinha (Jô Soares) são três ladrões que, logo após saírem da cadeira, são convocados por Dureza (Aurélio Teixeira) para planejarem novos golpes. Maysa (Maria Augusta), a namorada de Brancura, no entanto, tenta convencer o amante a abandonar a vida do crime.
A delicada situação fica ainda mais complicada quando Brancura recebe uma carta de sua falecida tia dizendo que José Maria (Aurino Cassiano), seu sobrinho, está chegando na cidade. Em um episódio curioso, Macio e Brancura devolvem para uma dançarina uma bolsa por eles roubada, e são convidados a participar de um programa de televisão, enaltecendo a suposta honestidade da dupla. O estrelato repentino causa muita confusão, tanto entre os comparsas quanto com a polícia, conhecedores do passado dos meliantes.


Quinta, dia 22/10, às 19h.


Os Cosmonautas (1962) (90’) Direção: Victor Lima – Victor Lima dirige essa produção, uma mistura de comédia e ficção científica. No elenco, Grande Otelo, Ronald Golias, Neide Aparecida, Álvaro Aguiar e Átila Iório, entre outros.
O governo brasileiro vai lançar o foguete "Nacionalista I" com um orangotango, de nome Frederico, a bordo. Com o sucesso da empreitada e retorno do animal em segurança, o professor Inácio (Álvaro Aguiar), responsável pelo programa espacial, começa a trabalhar no "Nacionalista 2", que deverá levar dois seres humanos para a Lua. Cabe a Zenóbio (Grande Otelo), chefe da Federação Brasileira de Investigações (FBI, em referência ao famoso departamento de averiguação criminal americano), a incumbência de escolher duas cobaias para o experimento, alcunhadas de cosmonautas. A ideia é encontrar homens inúteis e desnecessários para a sociedade, descartáveis em caso de morte.
O perigoso bandido Zeca (Átila Iório) é escolhido como o primeiro cosmonauta, e o vendedor de aspiradores de pó Gagarino da Silva (Ronald Golias) é o designado para ser seu companheiro de viagem. Durante o árduo treinamento, Zeca planeja roubar o dinheiro do cofre da base, enquanto Gagarino conhece uma moça alienígena chamada Crinidis (Neide Aparecida), que tem um plano envolvendo outro aparelho do Professor Inácio: uma bomba de cobalto de 400 megatons.

Sexta, dia 23/10, às 19h.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

VIVA OS PROFESSORES!

Kevin Spacey em Quebrando a banca

Todos os trabalhos são importantes, mas o ofício do professor é especial, pois ele tem em suas mãos o poder de ensinar pessoas, continuar a educação iniciada pelos pais em casa e formar gerações com seus ensinamentos. Há sempre coisas novas a serem aprendidas pelo ser humano.

A educação envolve o ato em que uma pessoa ensina, a outra aprende e esta que aprendeu já está pronta a ensinar a uma terceira pessoa e assim sucessivamente. “Vem do latim ‘educare’ que significa extrair, tirar, desenvolver e se divide em educação informal e educação formal”. A Informal começa com os pais desde quando a criança nasce e passa a aprender o que é certo e errado, o que pode ou não ser feito e continua na igreja, nas ruas com os amigos e colegas até o momento em que esta chega à idade escolar, quando passa a ter acesso à educação formal. Então a criança, agora como aluno, começa a aprender novos valores e princípios com seus professores, além da teoria que posteriormente será aplicada em sua vida.

Sidney Poitier em Ao mestre com carinho

Para que a educação formal aconteça com sucesso, é necessário que o professor goste do que faz e queira ensinar e que o aluno queira aprender e se esforce para isso, tirando suas dúvidas em sala de aula e estudando em casa. É necessário um vínculo entre as duas partes para que o ensino e a aprendizagem aconteçam com sucesso: o professor precisa da atenção do aluno que também necessita da atenção do professor.

Quase toda criança tem o sonho de ser professora quando crescer e brinca de dar aula para seus colegas, pois sente uma grande satisfação em fazer isso, já que seus professores exercem uma grande influência sobre elas. Eles são sua segunda família, com quem a criança passa grande parte de seu dia e com certeza vão deixar nelas doces lembranças.

Michelle Pfeiffer em Mentes perigosas

Há um tempo atrás, a profissão era cercada por grandes méritos. Só as famílias mais abastadas tinham condições de formar suas filhas no magistério e era um orgulho ter uma professora na família. Hoje em dia, apesar das crianças ainda continuarem brincando de ser professora, quando crescem a maioria delas procura por outras profissões que dêem mais prestígio ou que paguem melhor.


O trabalho ocupa a maior parte do tempo dos professores. As jornadas de trabalho são longas, começam bem cedo e se estendem até a noite. Depois que saem da escola, ainda têm que preparar as aulas do dia seguinte. Para aqueles que dão aulas nos três turnos a situação é ainda pior, pois têm que abrir mão de seus intervalos, diminuir o horário de almoço e jantar ou lanchar na escola mesmo para poupar tempo. Nos intervalos entre as aulas ou na hora do recreio, ainda tem que tirar as dúvidas de alguns alunos ou atender aos pais que querem saber por que seu filho está se saindo mal nas provas e tirando notas baixas. Durante os fins de semana ainda precisam corrigir provas e trabalhos feitos pelos alunos. Ser professor realmente não é uma tarefa fácil. Nem todos nascem com esse dom, mas aqueles que nascem fazem com grande prazer apesar de todas as dificuldades.

Gabriela Rivero em Carrossel

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

OS VENCEDORES DO FESTIVAL DO RIO 2015


O fime 'Boi Neon', do diretor Gabriel Mascaro, foi o grande vencedor da 17ª edição do Festival do Rio. O longa conquistou ainda os prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Atriz Coadjuvante. A premiação aconteceu na noite desta terça-feira (13) no Espaço BNDES, no Centro do Rio.

Ao todo, 13 filmes concorreram ao principal prêmio do festival. "Nise - Coração da Loucura', do diretor Roberto Berliner, foi eleito pelo voto popular como o melhor longa-metragem de ficção.



Na Mostra Competitiva de longas-metragens de documentário, o premiado pelo Júri Oficial foi "Olmo e a Gaivota", das diretoras Petra Costa e Lea Glob. Já "Betinho - A Esperança Equilibrista", do diretor Victor Lopes, foi eleito pelo voto popular.

Na mostra competitiva de curtas-metragens, o prêmio do júri oficial foi para "Pele de Pássaro", de Clara Peltier, e o do voto popular para "Até a China", de Marão.

Na competição Novos Rumos, que premia a nova geração de diretores, "Beira-Mar", de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, foi o vencedor na categoria longa-metragem. "Jonas", de Lô Politi, recebeu o Prêmio Especial do Júri. Na categoria curta-metragem, o prêmio foi para "Outubro Acabou", dos diretores Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes.


Os atores Zezé Polessa e Otávio Müller apresentam a noite. O júri principal foi formado pelo presidente Walter Carvalho; Christian Sida-Valenzuela, diretor executivo do Festival de Cinema Latino Americano de Vancouver; Alan Poul, produtor e diretor nos Estados Unidos; Pape Boye e Vivian Ostrovsky.


Os prêmios da categoria Novos Rumos, que premia a nova geração de diretores, foram escolhidos por outro júri, composto pela presidente Rosane Svartman; Diana Almeida, produtora; Karen Sztajnberg, editora e roteirista; e a atriz Natalia Lage.

O Festival do Rio exibiu filmes de 60 países entre 1º e 13 de outubro, na cidade do Rio, divididos em mostras por categoria. Foram selecionados 41 longas e 19 curtas brasileiros na programação da 17ª edição.




PREMIÉRE BRASIL
MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS DE FICÇÃO:

"Boi Neon", de Gabriel Mascaro, 101 min (PE)
Prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção eleito pelo Júri Oficial
Prêmio de Melhor Roteiro - Gabriel Mascaro
Prêmio de Melhor Fotografia - Diego Garcia
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante - Alyne Santa

"Nise - Coração da Loucura", de Roberto Berliner, 109 min (RJ)
Prêmio e Melhor Longa-metragem de Ficção eleito pelo Voto Popular

"Campo Grande", de Sandra Kogut, 109 min (RJ)
Prêmio de Melhor Montagem - montador Sérgio Mekler



"Quase Memória", de Ruy Guerra, 95 min (RJ)
Prêmio Especial do Júri

"Califórnia", de Marina Person, 85 min (SP)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante - Caio Horowicz

"Mate-me Por Favor", de Anita Rocha da Silveira, 101 min (RJ)
Prêmio de Melhor Atriz - Valentina Herszage
Prêmio de Melhor Direção - Anita Rocha da Silveira

"Aspirantes", de Ives Rosenfeld, 75 min (RJ)
Prêmio de Melhor Ator - Ariclenes Barroso
Prêmio de Melhor Direção - Ives Rosenfeld
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante - Júlia Bernat

Também competiram "A Floresta Que se Move" (RJ), de Vinícius Coimbra; "Beatriz", de Alberto Graça (RJ); "Introdução à Música do Sangue", de Luiz Carlos Lacerda (RJ); "Mundo Cão", de Marcos Jorge (SP); "Órfãos do Eldorado", de Guilherme Coelho (RJ); "Tudo que Aprendemos Juntos", de Sérgio Machado (SP).



MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS DE DOCUMENTÁRIO:

"Olmo e a Gaivota", de Petra Costa e Lea Glob, 82 min (SP)
Prêmio de Melhor Longa-Metragem de Documentário - eleito pelo Júri Oficial

"Betinho - A Esperança Equilibrista", de Victor Lopes, 90 min (RJ)
Prêmio de Melhor Longa-Metragem de Documentário - eleito pelo Voto Popular

"Futuro Junho", de Maria Augusta Ramos, 100 min (RJ)
Prêmio de Melhor Direção

Também competiram "Cordilheiras no Mar: A Fúria do Fogo Bárbaro", de Geneton Moraes Neto (RJ); "Crônica da Demolição", de Eduardo Ades (RJ); "Marias", de Joana Mariani (SP);
"Mario Wallace Simonsen, Entre a Memória e a História", de Ricardo Pinto e Silva (SP).


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS:

"Pele de Pássaro", de Clara Peltier, 15 min (RJ)
Prêmio de Melhor Curta-metragem

"Até a China", de Marão, 15 min (RJ) 
Eleito pelo Voto Popular

Também competiram "Cumieira", de Diego Benevides (PB); "Fantasia de Papel", de Tetê Mattos (RJ); "Guida", de Rosana Urbes (SP); "Mar de Fogo", de Joel Pizzini (RJ); "Marrocos", de Andrea Nero e Iajima Silena (SP); "Olho-Urubu", de André Guerreiro Lopes (SP); "Serra do Caxambu", de Marcio Brito Neto (RJ); "Som Guia", de Felipe Rocha, 15 min (RJ).

NOVOS RUMOS - longas-metragens

"Beira-Mar", de Filipe Matzembacher & Marcio Reolon, 83 min (RS)
Melhor Longa-metragem

"Jonas", de Lô Politi, 90 min (SP) (recebeu o prêmio especial do júri)
Prêmio Especial do Júri

Também competiram "A Morte de J.P. Cuenca", de João Paulo Cuenca (RJ); "A Seita", de André Antônio (PE); "Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois", de Petrus Cariry (CE); "Ralé", de Helena Ignez (SP).




NOVOS RUMOS - curtas-metragens:

"Outubro Acabou", de Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes, 24 min (RJ)
Melhor Curta-metragem

Também competiram "Escape From My Eyes", de Felipe Bragança (RJ); "Imóvel", de Isaac Pipano (RJ); "Tarântula", de Aly Muritiba e Marja Calafange (PR).

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

VIVA AS CRIANÇAS!

Dumbo

Como se sabe, o público infantil é o mais fiel de todos os públicos, quando ele gosta de algo, é pra valer e isso inclui rever o filme dezenas de vezes até decorar as falas e levar os pais para acompanhá-los, mesmo que a produção seja quase insuportável para os adultos.

Não há como negar a importância de Walt Disney para o público infantil, já que ele praticamente inventou o desenhou animado, inicialmente com curtas metragens protagonizados por Mickey Mouse e depois com longas queridos por todos até hoje: Branca de neve e os sete anões (1937), Pinóquio (1939), Fantasia (1940), Dumbo (1941), Bambi (1942), Cinderela (1950), Alice no país das maravilhas (1951), Peter Pan (1953), A dama e o vagabundo (1955), A bela adormecida (1958) e 101 Dálmatas (1961). Disney morreu em 1966, mas seu império continua até hoje e os filmes também.

Xuxa e Mussum em Os Trapalhões e o mágico de Oroz

No Brasil, o sucesso na televisão geralmente é transportado para o cinema, como Os Trapalhões que protagonizaram mais de 40 filmes que eram exibidos à exaustão pela Rede Globo durante as férias escolares. 

Os animais também são muito queridos pelas crianças. Quem não se lembra de Lassie (1963), Benji (1973), Rin-tin-tin, Os Muppets, A menina e o porquinho (1973), Beethoven – O magnífico (1991), Caninos brancos (1991), Babe, o porquinho atrapalhado (1995), Em busca do vale encantado, O pequeno Stuart Little (1999), A era do gelo (2002) e a turma do Ursinho Pooh que são os personagens mais famosos da Disney, mais até do que o próprio Mickey.


Não quero fazer uma lista, já que nenhuma lista é definitiva (e elas sempre geram controvérsias), mas adoro O mágico de Oz (1939), Dumbo (1941),  Meu pé de laranja lima (1970), A fantástica fábrica de chocolates (1971), A menina e o porquinho (1973), E.T. – O extraterrestre (1982), Os trapalhões e o mágico de Orós (1984), Esqueceram de mim (1992), O rei leão (1994), os filmes da Xuxa e dos Trapalhões.

Não poderia deixar essa data passar em branco, já que as crianças são o publico mais fiel desse blog e as postagens mais acessadas são as de conteúdo infantil.

Confesso que tinha medo de crescer, mas como isso é inevitável, acabei me acostumando, mas guardei todas as lembranças (pelo menos as boas) dessa fase tão rica, que é a infância.