sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ENTREVISTA COM JUSSARA CALMON, MUSA DAS PORNOCHANCHADAS


Após quase 34 anos, Jussara Calmon retornou à cena em 2015. Em 1981 ela ficou famosa com seu primeiro filme no cinema e retornou a TV na novela Chiquititas.
     A Capixaba (Nascida em Vitória/ES) mora há mais de dez anos na Noruega com o esposo Gudmund Fjørtoft, mas vem ao País para gravar sua novela, desfilar em sua escola do coração e rever a família, os amigos e vários fãs saudosos. Vamos saber mais um pouco agora desta aquariana, atriz, cantora, escritora, filantropa e que só pensa no próximo.
      Jussara Calmon é a atriz que inaugura a mais nova categoria do GSVIP (Gente de sucesso VIP): Entrevistas.

Gente de Sucesso VIP: Jussara, sabemos que era muito nova quando enfrentou o público brasileiro através das telonas em seu primeiro filme. O primeiro filme pornográfico brasileiro, o pioneiro, "Coisas Eróticas". Como foi para você essa experiência? Como foi enfrentar esse sucesso?
JC: As coisas na minha vida aconteceram de uma forma natural. Nunca fui de posar de super Star, acho que é por isto que conquistei tantos fãs. Eu vejo como uma consequência da vida.

  
GSVIP: O Teatro você clama que é uma grande paixão na sua vida, você foi uma das grandes musas do Teatro de Revista, de fato. O que significou esse momento para você?
JC: O teatro foi uma consequência. Antes mesmo de fazer filmes, eu ja atuava em teatro infantil. Quando o Colé (Foi ator de Cinema, Teatro e TV) me convidou pra trabalhar com ele, muitos dos meus filmes estavam estourando na praça. Foi uma responsabilidade muito grande trabalhar ao lado de grandes comediantes. De escada deles, passei a ser vedete (aquela que vai interagir com a platéia) e me sai muito bem. Tanto que fui endicada pela ESBT como a melhor vedete da nova geracao. Eu também produzi alguns espetáculos como "Oh, que delícia de negras". 

GSVIP: Você teve uma infância muito conturbada (como narrada no livro "Jussara Calmon, Muito Prazer", de Fábio Fabrício Fabretti e Sônia Barbosa) e parte disso se deve a sua relação com seu pai. Você o perdôou? Qual lição você leva dessa sua fase de vida?
JC: Na realidade, eu não concordava da maneira que ele tratava minha mãe e a nós. Minha relação com meu pai foi sempre muito distante e sem diálogos, agora que ele está mais velho e parou de beber, a gente até que conversa mais. Não guardo mágoas. Quem leu o livro vai perceber que sempre estou presente quando meu pai precisa.

  

GSVIP: O que é a sensualidade em sua vida agora e na época em que era mais nova?
JC: A sensualidade é uma coisa que você transmite que vem inocentemente sem você perceber. Você já nasce com este certo apelo. Ninguém está preparado para entender ou explicar. As pessoas percebem esse sex appeal em você e comigo tem sido sempre assim. Comparando, eu me acho muito mais sensual agora do que antes.

  
GSVIP: Acredita em algum deus, qual? Qual lição ele dá em sua vida?
JC: Acredito em algum deus? Tem que ter um ser maior que rege este planeta, eu tenho minha fé e crença sim. A lição você já nasce com ela, penso, como você vai encaminhar tudo isto. Na minha vida tudo aconteceu tão natural que não tem muita explicação, sabe?  Sair da favela e conhecer o mundo. Já tomei os melhores vinhos, o melhor champagne, já me hospedei nos melhores hotéis e conheço o mundo, sou uma nômade. 

  
GSVIP: Sabemos que você incursionou pelo mundo da música nos anos 2000 com o grupo Pura Malícia e gravaram um CD rodando em shows pelo Brasil à fora. Como foi esse período musical? Sente vontade de voltar?
JC: Foi mais uma etapa na minha vida. O grupo só não continuou porque a gente não conseguia nunca acertar com a terceira integrante. Eu gostaria sim de voltar, quero gravar um Funk para a terceira idade, um bem safadinho (risos). Lembro de um show no interior do Rio de Janeiro, casa lotada e a terceira integrante bebeu e caiu no palco. O dono da casa não queria pagar a gente e alegou que todas estavam bêbadas. Mas também é muito difícil este lado da música. O artista tem que ter jabá pora tocar sua música. Se você não entra no esquema, o CD não acontece, isto é complicado. 

GSVIP: Jussara, você se sentiu acuada por estar morando no exterior (desde seus últimos trabalhos nos anos 90 e, no início dos anos 2000, a tentativa de levar adiante com o grupo Pura Malícia) e agora estar retornando à ativa na novela Chiquititas após o lançamento de dois livros? A que fator você deve esse retorno? Aliás, houve um retorno?
JC: Sim, me sentia acuada, porque nao podia dar continuidade a minha carreira. A Noruega é um país bom para se viver, mas para estrangeiro é difícil. Não conseguimos exercer nossa profissão. Aqui existe uma lei que se chama Jante (Lei descrita no blog do escritor Paulo Coelho), ela fala que primeiro eles, os nascidos aqui. Tudo acontece na hora certa, assim que lancei os livros, voltei para a mídia e as coisas foram acontecendo. Eu estou super feliz com esta volta, estou trabalhando no meu Pais em uma novela para o público mais jovem. É tudo o de bom e eu só tenho a agradecer.

  

GSVIP: Como foi lançar uma obra biográfica, o "Muito Prazer, Jussara Calmon" (escrito por Fábio Fabricio Fabretti e Sônia Barbosa), como foi voltar ao passado e o trabalho com os autores?
JC: Com os autores foi algo difícil pelo fato de eu morar fora, teve que ser tudo por Skype, e-mail e diversos telefonemas. Essa dupla foi um grande achado, mas a Sônia já conhecia há muito tempo e sabia muito sobre a minha vida. Ela tambem estava muito a fim de escrever por ser o primeiro livro dela. Voltar ao passado foi dolorido principalmente lembrando sobre a infância e adolescência. Tinha momentos que nem eu mesma queria acreditar que tinha passado por tudo aquilo, foi uma terapia, uma sessão com um psicólogo. Os autores do roteiro do filme estão tendo dificuldade pela história ser tão vasta.

  
GSVIP: Você mesma tocou num ótimo assunto, o filme sobre sua vida. O que teria a adiantar para a gente?
JC: O filme está em fase de roteirização. Está passando pelo terceiro tratamento, já estamos entrando nas leis de incentivo a partir de Março. Começaremos a filmar por Vitória, porque a história começa lá no Espirito Santo.

  

GSVIP: O que é estar de volta à TV no grande sucesso de Reynaldo Boury, as Chiquititas?
JC: É um grande prazer. Reynaldo Boury foi o primeiro a me dar uma oportunidade desde 1994 sem estar no ar, ele é um grande diretor e conhece como ninguém a arte da telenovela. Meu último trabalho na TV globo foi A Maldita (1994), uma microssérie. Foi uma participacao pequena, mas que deu o que falar. Lembro que no dia que passou, eu fui asistir o show do Elimar Santos. Quando cheguei na porta do Canecão, todo mundo me parava para dizer que tinha me visto na TV.

  
GSVIP: Você, há vários anos, é um dos grandes destaques dos carros da Beija Flor na Avenida. Fala para a gente sobre esse amor por sua escola, esse amor pelo carnaval. 
JC: Eu amo carnaval, foi no carnaval em que fiquei conhecida mesmo. Foi na mesma época da Luma de Oliveira, da Monique Evans, Jordan, Márcia Porto, Titi e eu, todas musas naturais. Do carnaval, eu fui para as Revistas, para o Teatro e TV. Antes eu desfilava em duas ou três escolas, com o passar do tempo, escolhi a Beija flor como escola do coracão, entrei na agremiação através do falecido Viriato Ferreira. Jesus Henrique era o responsável pelas minhas fantasias e foi ele quem me apresentou à Hermínia Paiva. Hoje é ela quem faz meus figurinos, ela possui um atelier em São Paulo.

  
GSVIP: Que bom, Jussara, qual você destacaria como o maior momento de sua carreira?
JC: Eu tive vários momentos bons, um em especial foi quando eu fiz minha primeira peça adulta. Foi ao lado de Colé, Nick Nicola, Manuela, Henriqueta Brieba, Anquito e outros. Essa peça marcou a volta do Teatro de Revista. Depois, como eu já disse, produzi a "Oh, que delícia de Negras", de Cláudio Jorge e Nei Lopes. Neste espetáculo trabalhei com Grande Otelo, Sônia Santos e Adgoberto Arruda. A direção foi de Haroldo de Oliveira que já nos deixou. Outro momento foi minha entrada na TV Rede Globo onde recebi do Boni um buquê de flores e um cartão de boas vindas à casa. No cinema também tive vários momentos especiais. Me abriu várias portas e eu aprendi a fazer a sétima arte muito rápido. Aprendi a ter uma relação com a câmera. Já na TV eu ainda tenho um pouco de medo.


GSVIP: Em 2013 vc lançou, ao lado do músico Caye Milfont, o livro A PRINCESA E O PEQUENO PESCADOR. Fale para a gente sobre este projeto, já era antigo? Como foi essa fase escritora e se pretende voltar?
JC: Já conhecia o Cayê Milfont há muito tempo. Trabalhamos juntos em vários projetos voltados à criançada. Tive a idéia de fazer um texto para teatro infantil e passei a idéia para ele e ele desenvolveu. Eu queria montar a peça aqui na Noruega. Só que a peça não deu em nada. Resolvemos fazer com este texto um livro infantil. Assim nasceu a obra "A Princesa e o Pequeno Pescador.


GSVIP: Jussara, fale sobre seus projetos futuros! O Gente de Sucesso VIP te agradece, beijos. 
JC: Meus projetos futuros são correr atrás de patrocínio para o filme "Jussara Calmon, Muito Prazer", porque sei que vai ser uma batalha grande e lançar meu Segundo livro adulto "JC - a história que não foi contada". E quem sabe mais uma outra novela?

FILMOGRAFIA COMPLETA:
 2015 - Chiquititas (TV Séries
 1993 - Sonho Meu (TV Series) 
 1992 - Despedida de Solteiro (TV Series)
 1990 - Meu Bem, Meu Mal (TV Series)
 1989 - Tieta (TV Series)
 1988 - Vale Tudo (TV Series) (1988)
 1984 - Clube do Sexo 
 1982 - Rio Babilônia 

 1981 - Coisas Eróticas 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

APÓS A TERRA PROMETIDA CARLO MOSSY PARTICIPARÁ DE MALHAÇÃO


Conhecido principalmente por ser um dos atores mais cotados para as pornochanchadas, o ator Carlos Mossy está de volta com tudo na teledramaturgia.

No ano passado, ele retornou à televisão na atual novela bíblica da Record, “A Terra Prometida”, onde interpretou “um babão, viciado em prostitutas, pagando faustamente com tilintantes moedas”, “um velho matusalêmico rico e vigoroso”, segundo ele.

Na trama, ele era um “assíduo cliente de uma estalagem em Jericó, um ancião safado que sempre carrega consigo um saco cheio de moedas valiosas”. Agora, após encerrado o seu contrato com a Record, ele migra para a Globo e entra em “Malhação”.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, ele interpretará um cafajeste setentão, que será esbofeteado por Joana (Aline Dias). “Talvez o tapa seja uma metáfora belicosa que me fará pagar por todos os ‘pecados’ eventualmente cometidos”, brinca Mossy.


Fonte: 

sábado, 7 de janeiro de 2017

OS INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2017

Emma Stone e Ryan Goslyng em La la land

A 74ª edição da cerimônia está marcada para 8 de janeiro, no hotel Beverly Hilton, e terá Jimmy Fallon como apresentador. A atriz Meryl Streep vai receber o Cecil B. DeMille Award, prêmio pelo conjunto da obra. O evento contempla categorias do cinema e da TV.

Dois representantes brasileiros cotados para ter uma indicação ficaram de fora: os brasileiros Wagner Moura (pelo trabalho na série "Narcos") e "Aquarius" (que poderia concorrer na categoria melhor filme em língua estrangeira), mas foi preterido por Pequeno Segredo, que também não conseguiu indicação.

Algumas das indicações mais comemoradas por fãs nas redes sociais foram as do filme "Deadpool", da Marvel, que disputa um troféu como melhor comédia ou musical. Ryan Reynolds recebeu indicação na categoria melhor ator em comédia ou musical por viver o anti-herói.

Dentre os concorrentes de cinema, o destaque foi para "La la land: Cantando estações". Bastante cotado mesmo antes do anúncio, o longa obteve sete indicações, incluindo melhor filme de comédia ou musical, melhor diretor, melhor ator de comédia ou musical (Ryan Gosling) e melhor atriz de comédia ou musical (Emma Stone).

Na sequência, vieram os dramas "Moonlight", com seis indicações, e "Manchester à beira-mar", com cinco.

Dentre os concorrentes de TV, o destaque foi "The people v. O.J. Simpson: American crime story", com cinco indicações, incluindo melhor filme para TV ou série limitada.

Veja, abaixo, os indicados ao Globo de Ouro 2017:
— Cinema
Melhor drama
"Até o último homem"
"A qualquer custo"
"Lion"
"Manchester à beira-mar"
"Moonlight"

Melhor comédia ou musical
"20th century women"
"Deadpool"
"Florence: Quem é essa mulher?"
"La la land: Cantando estações"
"Sing street"

Melhor diretor
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
Tom Ford ("Animais noturnos")
Mel Gibson ("Até o último homem")
Barry Jenkins ("Moonlight")
Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")

Michelle Willians e Casey Aflleck em Manchester à beira mar

Melhor ator em drama
Casey Affleck (Manchester à beira-mar")
Joel Edgerton ("Loving")
Andrew Garfield ("Até o último homem")
Viggo Mortensen ("Capitão Fantástico")
Denzel Washington ("Fences")

Melhor atriz em drama
Amy Adams ("A chegada")
Jessica Chastain ("Miss Sloane")
Isabelle Huppert ("Elle")
Ruth Negga ("Loving")
Natalie Portman ("Jackie")


Melhor ator em comédia ou musical
Colin Farrell ("O lagosta")
Ryan Gosling ("La la land: Cantando estações")
Hugh Grant ("Florence: Quem é essa mulher"?)
Jonah Hill ("Cães de guerra")
Ryan Reynolds ("Deadpool")

Meryl Streeep e Hugh Grant em Florence - Quem é essa mulher?

Melhor atriz em comédia ou musical
Annette Bening ("20th century women")
Lily Collins ("Rules don't apply")
Hailee Steinfeld ("The edge of seventeen")
Emma Stone ("La la land: Cantando estações")
Meryl Streep ("Florence: Quem é essa mulher?")

Melhor ator coadjuvante
Mahershala Ali ("Moonlight")
Jeff Bridges ("A qualquer custo")
Simon Helberg ("Florence: Quem é essa mulher?")
Dev Patel ("Lion")
Aaron Taylor Johsnon ("Animais noturnos")

Denzel Washington e Viola Davis em Fences

Melhor atriz coadjuvante
Viola Davis ("Fences")
Naomie Harris ("Moonlight")
Nicole Kidman ("Lion")
Octavia Spencer ("Estrelas além do tempo")
Michelle Williams ("Manchester à beira-mar")

Melhor filme em língua estrangeira
"Divines"
"Elle"
"Neruda"
"The salesman"
"Toni Erdmann"

Melhor animação
"Moana"
"Ma vie de courgette"
"Kubo e as cordas mágicas"
"Sing"
"Zootopia"

Melhor roteiro
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
Tom Ford ("Animais noturnos")
Barry Jenkins ("Moonlight")
Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")
Taylor Sheridan ("A qualquer custo")

Melhor canção original
"Can't stop the feeling" ("Trolls")
"City of stars" ("La la land: Cantando estações")
"Faith" ("Sing")
"Gold" ("Gold")
"How far I'll go" ("Moana")

Melhor trilha sonora
"Moonlight"
"La la land: Cantando estações"
"A chegada"
"Lion"
"Estrelas além do tempo"

Cena de Game of thrones

— TV
Melhor série de drama
"The crown"
"Game of thrones"
"Stranger things"
"This is us"
"Westworld"

Melhor série de comédia
"Atlanta"
"Black-ish"
"Mozart in the jungle"
"Trasparent"
"Veep"

Melhor filme para TV ou série limitada
"American crime"
"The dresser"
"The night manager"
"The night of"
"The people v. O.J. Simpson: American crime story"

Christian Slater e Rami Malek em Mr. Robot

Melhor ator em série de drama
Rami Malek ("Mr. robot")
Bob Odenkirk ("Better call Saul")
Matthew Rhys ("The Americans")
Liev Schreiber ("Ray Donovan")
Billy Bob Thornton ("Goliath")

Winona Ryder em Stranger things

Melhor atriz em série de drama
Caitriona Balfe ("Outlander")
Claire Foy ("The crown")
Keri Russell ("The Americans")
Winona Ryder ("Stranger things")
Evan Rachel Wood ("Westworld")

Melhor ator em série de comédia
Anthony Anderson ("Black-ish")
Gael Garcia Bernal ("Mozart in the jungle")
Donald Glover ("Atlanta")
Nick Nolte ("Graves")
Jeffrey Tambor ("Transparent")

Melhor atriz em série de comédia
Rachel Bloom ("Crazy ex-girlfriend")
Julia Louis-Dreyfus ("Veep")
Sarah Jessica Parker ("Divorce")
Issa Rae ("Insecure")
Tracee Ellis Ross ("Black-ish")


Melhor ator em filme para TV ou série limitada
Riz Ahmed ("The night of")
Bryan Cranston ("All the way")
Tom Hiddleston ("The night manager")
John Turturro ("The night of")
Courtney B. Vance ("The people v. O.J. Simpson: American crime story")

Charlotte Rampling em London spy
Melhor atriz em filme para TV ou série limitada
Felicity Huffman ("American crime")
Riley Keough ("The girlfriend experience")
Sarah Paulson ("The people v. O.J. Simpson: American crime story")
Charlotte Rampling ("London spy")
Kerry Washington ("Confirmation")

Melhor ator coadjuvante
Sterling K. Brown ("The people v. O.J. Simpson: American crime story")
Hugh Laurie ("The night manager")
John Lithgow ("The crown")
Christian Slater ("Mr. robot")
John Travolta ("The people v. O.J. Simpson: American crime story")


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

AS 20 MAIORES BILHETERIAS DO CINEMA BRASILEIRO EM 2016


Sem surpresas, os melhores resultados vieram das comédias populares, com uma parcela importante de comédias infantis (Carrossel 2 e É Fada). Duas biografias conseguiram mais de 500 mil espectadores cada (Mais Forte que o Mundo e Elis), enquanto o drama Aquarius surpreendeu com mais de 350 mil espectadores.

O ponto fora da curva é o número 1 da lista: Os Dez Mandamentos certamente foi o filme mais visto do ano, mas é impossível saber quantos espectadores compareceram às sessões, já que as igrejas compraram milhares de ingressos sem necessariamente repassá-los ao público. Muitas "sessões lotadas" do filme bíblico tinham dezenas de assentos livres.

Os filmes que estrearam no fim de 2015, mas tiveram grande parte de sua bilheteria em 2016 não foram computados - por isso você não encontra os 3,3 milhões de espectadores de Até que a Sorte nos Separe 3.

          FILMES                                                   Nº de espectadores
Os dez mandamentos – O filme                                  11.305.479
Minha mãe é uma peça 2                                              2.866.919
Carrossel 2 – O sumiço da Maria Joaquina                  2.525.328
É fada                                                                            1.720.521
Tô ryca!                                                                         1.121.570
Um suburbano sortudo                                                  1.070.434
Vai que dá certo 2                                                            923.426
A bruxa (coprodução Brasil/EUA)                                  689.495
Um namorado para minha mulher                                   665.975
O shaolin do sertão                                                          611.653
O vendedor de sonhos                                                     611.136
Mais forte que o mundo                                                  565.916
Elis                                                                                  538.809
Porta dos fundos – Contrato vitalício                             454.569
Reza a lenda                                                                    377.670
Aquarius                                                                          353.604
Em nome da lei                                                               226.978
Pequeno segredo                                                             189.317
Nise – O coração da loucura                                           153.995
Desculpe o transtorno                                                     153.234

sábado, 17 de dezembro de 2016

TRAJETÓRIA DE ROBERTO CARLOS SERÁ CONTADA NO CINEMA


Em breve, o Brasil ficará sabendo detalhes sobre a história do Rei Roberto Carlos.

Sim, um dos artistas brasileiros que mais zela pelo passado antes da fama vai tornar pública sua trajetória. Para quem não se recorda, em 2007 o cantor moveu uma ação judicial contra o jornalista Paulo César de Araújo e conseguiu que a biografia Roberto Carlos em Detalhes fosse recolhida das livrarias e tivesse venda proibida em todo o Brasil.

Mas agora será diferente.
A história de vida de Roberto Carlos, hoje com 75 anos, não será contada em livro - e sim em filme. A cinebiografia foi anunciada pela assessoria do artista nesta semana. De acordo com o Ego, a ideia surgiu da relação dele com o cinema, vivida nos anos 60 e 70, quando estrelou mais de dez filmes.

Ainda sem nome definido, a produção começa a ser gravada em breve. O argumento é assinado por Nelson Motta e Patrícia Andrade e a direção ficará a cargo de Breno Silveira - responsável pelos sucessos 2 Filhos de Francisco(2005) e Gonzaga: De Pai pra Filho(2012).

Segundo o site, o trio já se reuniu com o ícone da música nacional, que deve participar de todo o processo de produção – inclusive da escolha do elenco. Após a pré-seleção, Roberto Carlos deve acompanhar os testes com os finalistas.

Os atores serão escalados para viver o artista capixaba em diferentes fases de sua vida. Roberto também deve participar do filme no papel dele mesmo.

Uma boa notícia para o fãs: assuntos considerados tabus, como o acidente que o fez perder a perna direita, também serão abordados na produção. A assessoria garante:
"Ele vai contar tudo isso no filme, exatamente como aconteceu, e não vai omitir nada. Os fãs podem aguardar que vai vir a verdadeira história do maior ídolo da música brasileira.”
A previsão é de que o filme seja lançado dentro de um ano.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CHATÔ SE JUNTA A AQUARIUS E PEQUENO SEGREDO NA DISPUTA PELO GLOBO DE OURO


Aquarius é o grande filme do cinema brasileiro em 2016. Por sua carreira internacional, surpreendeu a todos (após manifestações no tapete vermelho de Cannes e da rejeição de um membro da comissão do Oscar) a escolha do desconhecido Pequeno Segredo para representar o Brasil no prêmio da Academia. Três meses depois, os dois filmes estão juntos na briga pelo Globo de Ouro. Com um terceiro brazuca na disputa: o também controverso Chatô - O Rei do Brasil.




Isso foi possível porque as regras da  Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood são diferentes. Os requisitos são ser uma obra de ficção (documentários são inelegíveis), não ser uma animação (há uma categoria própria) e ter sido exibido entre 1º de outubro de 2015 e 31 de dezembro de 2016. E, claro, não há limite de filmes por país. Com isso, outros 82 longas-metragens, totalizando 52 países, estão na disputa pelo Globo de Ouro 2017 de Língua Estrangeira.


domingo, 11 de dezembro de 2016

A COR PÚRPURA - O FILME E O LIVRO - PARTE 2



A primeira regra da adaptação cinematográfica é seguida em parte por Steven Spielberg. Foram mantidos no filme a ingenuidade de Cellie, sua fé, a luta dos negros do início do século passado em se manter num mundo preconceituoso; as tragédias, tristezas e revelações de uma família. Já os desejos lésbicos de Cellie são abrandados a tal ponto que no filme ficou quase esquecido em uma única e discreta cena.

No livro, Cellie se refere várias vezes ao amor que sente por Docí Avery, como quando ela deseja ir a seu show:

“Meu Deus, eu quero tanto ir. Num é pra dançar. Nem pra beber. Nem pra jogar baralho. Nem pra escutar Docí Avery cantar. Eu ficaria gradecida só de poder botar o olho nela.” (p. 36)

Ou em seguida quando Albert busca Docí, que está doente para cuidar dela. Cellie fica eufórica:

“Eu acho que meu coração vai vuar pra fora da minha boca quando eu vejo um pé dela aparecer.” (p. 57)

E quando finalmente as duas dormem juntas, Cellie reclama:

“Nunca ninguém gostou de mim, eu falei.
Ela falou, eu gosto de você, Dona Cellie. E aí ela virou e me beijou na boca.
Uhm, ela falou, como se tivesse ficado surpresa. Eu beijei ela de volta, falei, uhm, também. A gente beijou e beijou até que a gente num conseguia beijar mais. Aí a gente tocou uma na outra.
Eu num sei nada sobre isso, eu falei pra Docí.
Eu também num sei muita coisa, ela falou.
Aí eu senti uma coisa muito macia e molhada no meu peito, senti como a boca de um dos meu nenê perdido.
Um pouco depois, era eu que era também como um nenê perdido.” (p. 130)


No filme tudo ficou reduzido a uma troca de beijos (no rosto) entre as duas, carícias nas mãos e só.

Rubens Ewald Filho em seu livro “Dicionário de Cineastas” (2001, p. 679), fala sobre isso quando biografa Steven Spielberg. “Não tem para ele temas muito profundos. Pudico, não tem coragem de lidar com o homossexualismo (como provou em A cor púrpura, uma fita onde visivelmente ele seguiu um story-board que fez sem alma, porque não entende do problema do negro como demonstraria novamente naquele que é certamente seu pior filme como diretor, Amistad).”

A segunda regra da adaptação cinematográfica, também foi seguida em parte, já que Spielberg conseguiu captar grande parte do espírito do livro e de sua magia, que o havia tornado irresistível ao grande público leitor e o fez ganhar o prêmio Pulitzer. O filme tem cenas emocionantes e de grande dramaticidade.

A terceira regra não foi seguida. As mudanças feitas por Spielberg no abrandamento do lado lésbico de Cellie não foram exigência para que essa história funcionasse melhor como um filme e sim decisão de um diretor até então covarde, que tinha medo da reação do público conservador frente a esse tema tão espinhoso, ou que talvez quisesse ser melhor aceito pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (também conservadores), mas não adiantou muito, já que o filme não recebeu nenhuma estatueta.

As cartas de Celli não trazem muitas descrições de paisagens e lugares, ao passo que o filme tem uma belíssima fotografia bem colorida com os campos do interior dos Estados Unidos. As cartas de Nettie, irmã de Cellie, que vira missionária na África são bem mais detalhistas em relação a isso, mas essa parte foi quase cortada no processo de adaptação.

O filme bem como o livro exala música, já que além de Docí, que é cantora, Tampinha, a segunda mulher de Harpo também tem esse sonho. A trilha sonora do filme foi composta por Quincy Jones e a canção “Miss Cellies Blues”, ficou muito famosa, mas nem foi indicada ao Oscar.

A hoje milionária apresentadora Oprah Winfrey também estreou no cinema em A cor púrpura, onde vive a sofrida Sofia, mulher de Harpo, filho do marido de Cellie, que não aceita obedecê-lo e o abandona, briga com o prefeito, fica presa por vários anos e depois sai para trabalhar como mucama da primeira dama.

É muito interessante a experiência de ler o livro e logo em seguida ver o filme (ou vice-versa), pois todos os detalhes ainda estão vivos em nossa lembrança e é possível avaliar se o diretor foi fiel ao espírito do livro e quais mudanças foram necessárias para a transposição de um suporte a outro.

Vários autores concordam que nem sempre a adaptação mais fiel é a melhor e isso é verdade. Steven Spielberg foi fiel em quase todos os pontos relevantes do livro, com exceção do lesbianismo e mesmo assim o seu filme não é tão bom quanto poderia ser. O livro é melhor (sem preconceitos de achar que a literatura é uma arte superior), mais emocionante, mais detalhista, mais humano, mas mesmo assim o filme merece ser visto.