terça-feira, 20 de novembro de 2018

QUEM FOI CHACRINHA


José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha nasceu em Surubim, nordeste de Pernambuco, em 30 de setembro de 1917.

Em 1956 estreou na televisão com o programa Rancho Alegre, na TV Tupi, na qual começou a fazer também a Discoteca do Chacrinha. Em seguida foi para a TV Rio e, em 1967, foi contratado pela Rede Globo. Chegou a fazer dois programas semanais: Buzina do Chacrinha (no qual apresentava calouros, distribuía abacaxis e perguntava "-Vai para o trono, ou não vai?") e Discoteca do Chacrinha. Cinco anos depois voltou para a Tupi. Em 1978 transferiu-se para a TV Bandeirantes e, em 1982, retornou à Globo, onde ocorreu a fusão de seus dois programas num só, o Cassino do Chacrinha, que fez grande sucesso nas tardes de sábado.

Ele dizia que na televisão nada se cria, tudo se copia e se tornou o rei dos bordões. Os mais populares foram: "Teresinha!""Vocês querem bacalhau?""Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Quem não se comunica, se trumbica!".
Os jurados ajudavam a criar o clima de farsa, no qual se destacaram Carlos ImperialAracy de AlmeidaRogériaElke Maravilha e Pedro de Lara, dentre muitos outros. Outro elemento para o sucesso dos programas para TV eram as chacretes- dançarinas profissionais de palco, que faziam coreografias para acompanhar as músicas e animar o programa. No início eram conhecidas como as "vitaminas do Chacrinha". Além da coreografia ensaiada, as dançarinas recebiam nomes exóticos e chamativos como Rita Cadillac, Índia Amazonense, Fátima Boa Viagem, Suely Pingo de Ouro, Fernanda Terremoto, Cristina Azul, entre outras.
Com Elke Maravilha
Em seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto CarlosPerlaPaulo Sérgio e Raul Seixas, entre muitos outros.

Desde a década de 1970 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a Chacrinha numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".

Quanto ao cinema brasileiro, apareceu em filmes dos anos 1960 e 1970, geralmente interpretando ele mesmo. No filme Na Onda do Iê-iê-iê, de 1966, ele encena seu programa de calouros "A Hora da Buzina", exibido na TV Excelsior. Pariticipou ainda de Três colegas de batina (1962), 007 ½ no Carnaval (1966), Carnaval barra limpa (1967), Balada da página três (1968), Pobre príncipe encantado (1969), Como vai, vai bem? (1969), Pais quadrados... Filhos avançados (1970), Amor em quatro tempos (1970), Paixão de um homem (1972), Já não se faz amor como antigamente (1972), Aventuras de um Paraíba (1982) e Leila Diniz (1987).

Anualmente, lançava em seu programa uma marchinha para o Carnaval. Conhecido como Velho Guerreiro, em 1987 foi homenageado pela Escola de Samba carioca Império Serrano com o enredo "Com a boca no mundo - Quem não se comunica se trumbica", foi a única vez que desfilou numa escola de samba, surgiu no último carro alegórico, que reproduzia o cenário de seu programa, rodeado de chacretes, de Russo (1931-2017; seu assistente de palco) e Elke Maravilha (1945-2016). Em outubro de 1987 recebeu, dos professores Annita Gorodicht e Paulo Alonso, o título de "doutor honoris causa" da Faculdade da Cidade, no Rio. Seu aniversário de 70 anos foi comemorado em setembro de 1987 com um jantar oferecido em sua homenagem pelo então Presidente da RepúblicaJosé Sarney.

Durante o ano de 1988, já doente, foi substituído em alguns programas por Paulo Silvino. Ao voltar à cena, no mês de junho, comandou a atração com João Kléber, até que pudesse se sentir forte novamente.

Chacrinha faleceu no dia 30 de junho de 1988, às 23h30, de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória (tinha câncer no pulmão) aos 70 anos. Foi sepultado no dia seguinte.

O último programa Cassino do Chacrinha foi ao ar em 2 de julho de 1988.


Stepan Nercessian
No dia 08/11 estreou nos cinemas a sua biografia, estrelada por Stepan Nercessian que já tinha protagonizado o musical que também era dirigido por Andrucha Waddington.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

UM DIA NO CINEMA




Como já virou tradição, todos os anos eu tiro o dia do Projeta Brasil Cinemark para ficar no cinema. E esse ano não foi diferente.

De início eu tinha planejado assistir a cinco filmes no Flamboyant Shopping Center:
10 segundos para vencer
Legalize já – Amizade nunca morre
Marcha cega
Amanhã chegou
Abrindo o armário
Mas como fui pro Shopping de ônibus cheguei atrasado ao cinema, acabei perdendo o primeiro filme e como ia voltar de carona, perdi o último também. Esqueci de dizer que não tenho carro e também não sei dirigir, mas isso por opção.


10 Segundos para vencer é mesmo um ótimo filme como eu já tinha lido em várias críticas. Osmar Prado dá um show de interpretação como Kid Jofre, o pai de Eder (Daniel de Oliveira), bem como a mãe Sandra Corveloni, mas Daniel de Oliveira também está muito bem no papel do lutador que se tornou campeão mundial, mas que apesar de tanto sucesso, ou por causa dele, teve que deixar de lado sua mulher e filho. Seu grande conflito é esse: como abandonar o sucesso mundial alcançado a duras penas ou como abandonar o amor de sua vida? Ele até tenta deixar a carreira chegando a se apresentar em um circo, sendo muito criticado pelo pai e depois pelo próprio filho que pergunta  à mãe porque o pai não tem um emprego?

Devo confessar que nunca fui muito fã dos filmes de boxe, apesar de ter visto toda a série Rocky, estrelada por Silvester Stallone, mas gostei bastante desse filme que merecia ter feito mais público nos cinemas. Não passou dos 50.000 espectadores, mas ele é corpoduzido pela Globo Filmes e pelo Canal Brasil e terá uma nova chance na TV.


Legalize Já – Amizade nunca morre é a história de Marcelo D-2 e Skunk e como criaram a banda Planet Hemp que fez muito sucesso nos anos 90 e 2000. O filme é dirigido por Johnny Araújo, que dirigiu vários clipes do grupo e ouviu de Marcelo que ele estava vivendo o sonho de seu amigo Skunk que morreu em 1994, seis meses antes da banda estourar nas rádios, com uma pequena ajuda do papel de Rafaella Mandeli em um pequeno papel, infelizmente. Me tornei fã dela depois da série O negócio e torcia para que o papel fosse um pouco maior. Vou aguardar por Intimidade entre estranhos que ela protagoniza ao lado de Milhem Cortaz.

Mas voltando a Legalize Já, O longa, dirigido por Araújo em parceria com Gustavo Bonafé, se passa no Rio de Janeiro do início dos anos 90, e foca na vida de Marcelo (Renato Góes), camelô vendedor de camiseta que batalha para arranjar dinheiro para pagar um aborto da namorada. Em um confronto com a polícia e uma trombada na rua, Marcelo conhece Skunk (Ícaro Silva), um artista com conexões misteriosas que se vira nas ruas gravando fitas musicais. Os dois iniciam uma parceria com o incentivo forte de Skunk, que é responsável por quase tudo; melodiar as letras de Marcelo, ajudá-lo a achar o ritmo, convencê-lo a gravar, arranjar shows e até levar a música ao rádio. Não conhecia a história de Skunk e levei um choque quando ele fica doente pouco antes do sucesso.

Assistindo fiquei em dúvida se é um filme em Preto e Branco, mas conseguia discernir alguns detalhes coloridos, então cheguei à conclusão que era quase em preto e branco, se é que isso é possível, para refletir a frieza do contexto dos protagonistas e isso cria uma atmosfera desconfortável, mas em nenhum momento a vida dos dois foi tranquila.

Também merecia mais público nos cinemas, deu menos bilheteria ainda do que 10 segundos para vencer, nem chegou a 40.000 espectadores.

Marcha cega é um documentário sobre as manifestações que ocorreram em São Paulo nos últimos anos  a Polícia Militar foi responsável por agredir violentamente, ferir e prender uma série de manifestantes. Por meio do uso excessivo de gás lacrimogêneo e outras técnicas duvidosas, a cidade transformou-se em um verdadeiro campo de batalha e as marchas, inicialmente pacíficas, foram consumidas pela violência derivada das forças policiais. O filme conta com depoimentos das vítimas, de advogados e de especialistas no assunto, mas em nenhum momento se ouve as desculpas ou explicações dos policiais para seus atos, mas no final a explicação, todos os envolvidos foram convidados a se pronunciar, mas se recusarem, talvez por não terem explicação para os atos que praticaram.

De início fiquei em dúvida se assistiria a esse filme no cinema, pois com certeza ele será exibido logo na sessão É tudo verdade do Canal Brasil, mas no cinema é outra coisa. E foi apenas o segundo documentário que assisti na tela grande. O primeiro tinha sido João de Deus – O silêncio é uma prece. Não me arrependi. Que venham outros.

Já estou ansioso pelo Projeta Brasil do ano que vem, mas enquanto isso, vou vendo os filmes brasileiros nas sessões normais, apesar do preço ser bem salgado, diferente dos R$ 4,00 cobrados no Projeta.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

OS 60 ANOS DE DAMOLÂNDIA



Minha terra natal e onde ainda vivo, Damolândia (GO), completa hoje 60 anos. Pela tradição das pessoas mais velhas, ficou conhecida como a cidade do carro-de-boi, devido àqueles que todos os anos fazem o percurso de mais de 70 km até a cidade de Trindade (GO) de carro-de-boi, relembrando os velhos tempos em que todos viviam do serviço do campo e eram muito pobres.

Damolândia é uma cidade pequena, com pouco mais de 2.900 habitantes e sem muitas opções de lazer. Não há cinema, teatro, shoppings ou boates. Só alguns barezinhos, muito manjados. Mas tem a vantagem de ser uma cidade muito pacata. Quase não há roubos ou mesmo casos de violência e todo mundo se conhece e sabe da vida um do outro, o que em certo ponto até atrapalha, pois gera a temida fofoca, que só atrapalha a vida de todo mundo, causada por aqueles que não tem muito o que fazer, ou mesmo tendo, fazem questão de destilar um pouco de veneno.

Não há muitas opções de emprego, então alguns tem que se mudar para Goiânia, mas na primeira oportunidade retornam, pois todo mundo gosta muito daqui.  

E temos como monumento um Cristo Redentor, quase tão alto quanto o do Rio de Janeiro (risos), além do monumento do carro de boi, que claro, não podia faltar.



sábado, 10 de novembro de 2018

PROJETA BRASIL CINEMARK



PROJETA BRASIL CINEMARK 2018
Um dia inteiramente dedicado ao cinema nacional. Este é o Projeta Brasil, evento da rede Cinemark que chega a sua 19ª edição.
Na próxima segunda-feira, dia 12 de novembro, você poderá assistir a produções nacionais de grande sucesso por apenas R$ 4,00 o ingresso. A renda arrecadada é totalmente revertida para projetos e programas de incentivo à produção cinematográfica nacional.
O Projeta Brasil Cinemark tem o objetivo de incentivar o cinema brasileiro de duas formas: aproximando o público das principais obras e reunindo recursos para apoiar premiações, projetos educativos e de acervo.
As edições anteriores do projeto já atraíram aos cinemas mais de 2 milhões de espectadores e registraram um público de mais de 100 mil pessoas!
Esse ano a programação está vindo repleta de sucessos, com filmes como Tudo por um popstar, Nada a perder,Os parças, Crô em família e mais 42 longa-metragens que vão deixar a sua segunda-feira recheada com os maiores talentos do cinema nacional.
Cena de Teu mundo não cabe nos meus olhos

FILMES EM CARTAZ
(Os filmes marcados com X são os já assistidos por mim)

(X) Tudo por um Popstar
(X) O candidato honesto 2
(X) Fala sério, mãe
(X) Nada a perder
(X) Teu mundo não cabe nos meus olhos
(X) Além do homem
(X) Amores de chumbo
(X) Paraíso perdido
(X) Ana e Vitória
(X) Os parças
(X) Antes que eu me esqueça
(X) Os farofeiros
(X) Aos teus olhos
(X) O processo
(X) As boas maneiras
(X) Berenice procura
(X) O nó do diabo
(X) A luta do século
(X) Tungtênio
(X) A repartição do tempo
(X) Gaby Estrella – O filme
(X) Coração de cowboy
(X) Crô em família
(X) Gosto se discute
(X) Motorrad
(X) Mulheres alteradas
(X) Não se aceitam devoluções
(X) Altas expectativas
(X) O nome da morte
(   ) Legalize já - Amizade nunca morre
(   ) O doutrinador
(   ) Marcha cega
(   ) Abrindo o armário
(   ) 10 segundos para vencer
 (   ) Querido embaixador
(   ) Alguém como eu
(   ) Querida mamãe
(   ) O paciente
(   ) Benzinho
(   ) Chacrinha – O velho guerreiro
(   ) O homem perfeito
(   ) Como é cruel viver assim
(   ) Em um mundo interior
(   ) Todas as canções de amor
(   ) Meu tio e o joelho de porco

Cena do filme Legalize já - A amizade nunca morre

 Consulte a programação da sala Cinemark de sua cidade para verificar quais filmes estarão em cartaz.

Com certeza estarei nas salas do Shopping Flamboyant de Goiânia, como diz aquela velha expressão: nadando de braçada nos filmes nacionais a preços super populares. Depois conto como foi.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

FREDDIE MERCURY NO CINEMA



Freddie Mercury possui mais de 400 títulos de Trilha Sonora (Soundtrack) no Imdb. Começando Com Flash Gordon de 1980. Vocês lembram de um dos pioneiros filmes de super herói produzido por Dino De Laurentis, que foi um fracasso de bilheteria, mas ele não conhecia o Queen, banda da qual Freddie fez parte durante toda a sua carreira, quando a contratou para a trilha sonora de “Flash Gordon”, adaptação das hqs de Alex Raymond. O filme envelheceu mau, mas se tornou um Cult trash, sendo lembrado pelo refrão cantado por Freddie: “Flash... Ahahah! King of the Universe”. Essa foi a primeira vez que uma trilha de Rock n’Roll era composta para um filme não musical. Ainda assim o filme, que se tornou o 9° álbum da banda, não conseguiu ser o sucesso de bilheteria pretendido, mesmo assim o single com a canção tema chegou a alcançar o 42º lugar pela “Billboard Hot 100”.

Sean Connery e Christopher Lambert em Highlander - O guerreiro  imortal

Melhor resultado foi obtido quando o diretor australiano Russell Mulcahy, que era fã da banda e a contratou para gravar a trilha sonora de “Highlander – O Guerreiro Imortal” (1985) que se tornou o 12º álbum da banda. Cada membro do Queen colaborou com uma canção: Roger Taylor compôs a canção tema “A Kind of Magic”, Brian May ficou com a balada épica “Who Wants to Live Forever”, o baixista John Deacon fez “One Year to Love” e Freddie Mercury ficou com o hard-rock de “Princes of the Universe.”. O sucesso foi estrondoso. Este ainda rendeu a agitada “One Vision” que entrou para a trilha do filme “Águia de Aço” (Iron Eagle) produzido na mesma época.

Foi ideia de Freddie usar cenas do clássico “Metropolis” (1926) no clip de “Radio Ga Ga” lançado em 1984. O diretor David Mallet colocou o quarteto em um carro voador planando sobre o cenário expressionista do filme de Fritz Lang. A canção, carro chefe do álbum “The Works” alcançou sucesso mundial, escrita por Roger Taylor como uma crítica aos meios de comunicação em um momento em que a MTV estava atraindo mais atenção que a rádio. O título da canção foi a fonte de inspiração para que Stefani Germanotta se reinventasse como a estrela Lady Gaga. Do mesmo álbum temos “I Want To Break Free”, composta pelo baixista John Deacon, que teve um clip cômico também dirigido por David Mallet, com os músicos transvestidos tal qual Tony Curtis e Jack Lemmon do clássico “Quanto Mais Quente Melhor”, um dos filmes favoritos da Carmen Miranda do Rock n’ roll, como o próprio Freddie Mercury se definiu em uma das raras ocasiões em que cedia entrevista. A canção foi associada ao universo gay, mas foi o próprio Mercury quem explicou que na verdade era uma canção sobre libertação, chegando a ser usada como um hino anti-apartheid na África do Sul, em uma época em que o líder Nelson Mandela ainda era mantido prisioneiro do regime.

Nicole Kidman e Ewan McGregor em Moulin Rouge - Amor em vermelho

O legado artístico de Freddie é perpetuado até hoje em várias mídias, além dos filmes, suas canções também são ouvidas em séries, programas de TV e até em vídeo games. Dentre as centenas de créditos, podemos citar A vingança dos nerds (1984), Escola da desordem (1984), Quanto mais idiota melhor (1992), Máquina quase mortífera (1993), Nós somos os campeões (1994), Matador em conflito (1997), Lado a lado (1998), Mickey olhos azuis (1999), Alta fidelidade (2000), Bilhete premiado (2000), Moulin Rouge – Amor em vermelho (2001), 40 dias e 40 noites (2002), Todo mundo quase morto (2004), De repente 30 (2004), Papai bate um bolão (2005), O galinho Chicken little (2005), Doze é demais 2 (2005), Eu os declaro marido e Larry (2007), Antes só do que mal casado (2007), Jogo de amor em Las Vegas (2008), Cadê os Morgan (2009), Marte precisa de mães (2011), Os pinguins do papai (2011), O som ao redor (2012), Este é o meu garoto (2012) e Esquadrão suicida (2016)

Rami Malek em Bohemian Rhapsody

Até a estreia na semana passada de Bohemian Rhapsody, a biografia de Freddie Mercury estrelada por Rami Malek, que vai fazer com que novas gerações possam conhecê-lo, mesmo passados quase 30 anos de sua morte, o que não deixa de ser uma vida eterna, mesmo que seja na memória dos fãs.




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

QUEM FOI FREDDIE MERCURY



Com a estreia do filme Bohemian Rhapsody, achei interessante relembrar a trajetória de Freeddie Mercury, mas antes de tudo, a explicação para o título do filme que é também uma das músicas mais queridas do Queen, grupo do qual Freddie era vocalista. Rapsódia é uma composição híbrida de diversas unidades rítmicas e temáticas, como era aliás a voz poderosa dele. Então Rapsódia Boêmia.

Freddie Mercury é o nome artístico de Farrokh Bulsara, nascido em Zanzibar no dia 05 de setembro de 1946. Foi um cantor, pianista e compositor britânico que ficou mundialmente famoso como fundador e vocalista da banda britânica de rock Queen, que ele integrou de 1970 até o ano de sua morte.

Mercury tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e seus desempenhos energéticos que sempre envolviam a plateia, tendo sido considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. Como compositor, Mercury criou a maioria dos grandes sucessos do Queen, como "We Are the Champions", "Love of my Life", "Killer Queen", "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love" e "Don't Stop Me Now". Além do seu trabalho na banda, Mercury também lançou vários projetos paralelos, incluindo um álbum solo, Mr. Bad Guy, em 1985, e um disco de ópera ao lado da soprano Montserrat CaballéBarcelona, em 1988. Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS , em 1991, um dia depois de ter assumido a doença publicamente.

Seu trabalho com Queen ainda lhe gera reconhecimento até os dias de hoje: Mercury é citado como principal influência de muitos outros cantores e bandas. Em 2006, ele foi nomeado a maior celebridade africana de todos os tempos e também eleito o maior líder de banda da história em uma votação pública organizada pela MTV americana. Em 2008, ele ficou na décima oitava posição na lista dos "100 Maiores Cantores de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone, e no ano seguinte a Classic Rock o nomeou o maior vocalista de rock and roll. Com o Queen, Mercury já vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o mundo.

Mercury era bissexual não assumido, embora seja costumeiramente descrito como totalmente gay. Em dezembro de 1974, quando perguntado diretamente sobre sua sexualidade por um repórter do jornal NME, Mercury respondeu que "houve uma época em que ele era jovem e desprotegido", e que teve sua "cota de humilhações escolares", deixando implícito que ser gay o levou a ser discriminado por seus colegas de escola. Raramente Freddie falava sobre sua vida particular para a imprensa, e sua família e amigos seguiam a mesma linha, mas sua irmã, Kashmira, disse a uma rede de televisão britânica que o cantor jamais falou sobre sua homossexualidade diante da família, mas que todos sabiam, e isso nunca os havia incomodado. A mídia, no entanto, especialmente a britânica, sempre teve interesse em "revelar" Freddie como gay, e constantemente esse assunto era abordado em jornais, revistas e televisão; em 1986, por exemplo, o jornal The Sunday Times publicou uma matéria dizendo que Freddie havia assumido ter "uma dúzia de romances gays"

Em outubro de 1986, a imprensa britânica começou a noticiar que Mercury havia sido diagnosticado como portador do vírus da AIDS em uma clínica da rua Harley, e uma repórter do The Sun perguntou ao cantor a respeito quando ele desembarcou em um aeroporto voltando de uma viagem ao Japão, e ele negou o boato. De acordo com o parceiro de Freddie, Jim Hutton, o cantor foi diagnosticado soropositivo em abril de 1987, mas decidiu negar todos os boatos sempre que questionado. No entanto, a saúde física de Freddie se deteriorou rapidamente, e ele começou a aparecer em público cada vez mais magro e pálido, o que levou a imprensa a publicar centenas de artigos especulando sobre o assunto. Nessa época, o Queen havia se aposentado dos palcos devido a condição do vocalista, e em 18 de fevereiro de 1990, quando o Queen foi homenageado no Brit Awards, em Londres, recebendo uma condecoração por sua "Contribuição a Música Britânica", Freddie compareceu ao lado da banda, mas não falou nada, o que apenas alimentou os rumores. Naquela altura, para o grande público, já era uma certeza que o cantor era, de fato, soropositivo, e o Brit Awards foi sua última aparição pública.

m 1991, totalmente recluso, Freddie era vítima constante do assédio de repórteres, que cercavam sua casa e não iam embora durante dias para conseguir uma foto sua, que estava com uma horrível aparência devido a sua doença. Uma foto do rosto de Freddie, magro e com manchas negras, estampou uma edição do The Sun na matéria "É Oficial: Freddie Está Gravemente Doente", que foi a edição de jornal mais vendida no ano no Reino Unido. Apesar de não poder se apresentar ao vivo, Freddie continuou a trabalhar com a banda até o fim; depois de descobrir sua doença, o cantor lançou um disco de ópera e também lançou mais dois álbuns com a banda, e continuou a gravar videoclipes com o grupo, o vídeo de "These Are the Days of Our Lives", gravado em maio de 1991, foi o último trabalho de Freddie em frente as câmeras; para esconder as horríveis manchas que tinha na pele, ele teve de passar horas se maquiando, e o vídeo teve de ser lançado em preto e branco para esconder sua aparência.


Em junho de 1991, Freddie continuou a gravar vocais para novas músicas do Queen para que a banda as terminasse depois, pois ele sabia que não sobreviveria por muito tempo, mas um certo dia teve de abandonar os estúdios totalmente por não ter mais forças nem para se manter em pé. Essas canções foram posteriormente lançadas no álbum póstumo Made in Heaven, em 1995. Em seus últimos dias, Freddie perdeu a visão e não conseguia sair da cama, por isso decidiu parar de tomar sua medicação, e passou a esperar pela morte. Em 22 de novembro, Freddie chamou o empresário do Queen, Jim Beach, e pediu que ele fizesse um comunicado a imprensa para divulgar sua doença, que foi lançado no dia seguinte.[9] Cerca de vinte e quatro horas após o comunicado ser feito, durante a noite, Freddie faleceu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS.[9] Seu funeral ocorreu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco pessoas, incluindo a família de Freddie, os membros e o empresário do Queen, Mary Austin, Jim Hutton e poucas outras pessoas.[9] O corpo do cantor foi cremado no Cemitério de Kensal Green, e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, e apenas ela, Jim Hutton, a família do cantor e os membros do Queen sabem onde as cinzas foram depositadas, e nunca revelaram seu paradeiro.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

OS FILMES DE TERROR MODERNOS

Linda Blair em O exorcista


No início dos anos 70, pensou-se que o cinema de terror não tinha mais nada a dizer, então William Friedkin adaptou o livro O exorcista de William Peter Blatty (1973), que tornou Linda Blair um dos maiores ícones do gênero, apesar de ela não ter conseguido se desvencilhar do papel. Estrelou a continuação, O exorcista II – O herege em 1977, mas não participou da parte 3, dirigida pelo autor do livro original, preferindo estrelar a paródia A repossuída ao lado de Leslie Nielsen (1990).

Jack Nicholson em O exorcista

 Em 1980, Stanley Kubrick assustou os fãs com o terror psicológico O iluminado, estrelado por uma Jack Nicholson ensandecido (como sempre) e baseado na obra de Stephen King, o autor mais conhecido do gênero, que também deu origem à Carrie, a estranha (1976), Christine, o carro assassino (1983), Colheita maldita (1984), O cemitério maldito (1989), Louca Obsessão (1990), Sonâmbulos (1992), A dança da morte (1994) e Eclipse total (1995).

Jason, o vilão de Sexta-feira 13

Nos anos 80, surgiram os filmes estrelados por (e feitos para) os adolescentes, conhecidos como slasher movies em que há sempre alguém matando jovens que teimam em se colocar em perigo, a partir de Sexta-feira 13 (1980) e depois em A hora do pesadelo (1984) que renderam incontáveis continuações, já que a morte do vilão no filme anterior não era garantia de que ele não retornaria no filme seguinte, então inventavam as desculpas mais estapafúrdias.

São considerados filmes de qualidade nessa época, A hora do espanto, Fome de viver, Nosferatu, o vampiro da noite, A hora dos mortos vivos, Um lobisomem americano em Londres, Poltergeist – O fenômeno, Eraserhead, Gremlins e a continuação de O massacre da Serra elétrica.


Nos anos 90, o mesmo Wes Craven, criador de A hora do pesadelo, revolucionou de novo com a série Pânico, que parodiava o gênero. O filme rendeu três continuações. Depois surgiu a paródia da paródia, Todo mundo em Pânico, que também foi piorando no decorrer dos capítulos subseqüentes. Pânico também deu origem a outros filmes que também fizeram sucesso entre os jovens, como Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Prova final, A bruxa de Blair, Lenda Urbana e Vampiros de John Carpenter.

O vilão de Jogos Mortais

A partir do ano 2000, tudo começou a degringolar com os filmes de tortura pornô, chamados assim por mostrarem tudo, como fazem os filmes pornôs. Eles tentam ser tão explícitos no terror que incomodam e causam repulsa, pois mostram vísceras e membros decepados o tempo todo. Os estômagos mais fracos não conseguem acompanhar. O exemplar mais famoso é Jogos Mortais, que rendeu seis continuações, cada uma pior que a outra, além do também repugnante O albergue.

Em seguida vieram Pânico na floresta e as séries Atividade Paranormal e Invocação do mal, além de dezenas de outros, já que o gênero é um dos mais profícuos do cinema.