sábado, 15 de novembro de 2014

UM DIA NO CINEMA


Quando eu acordei na segunda-feira estava chovendo e eu já pensei logo: isso vai atrapalhar minha ida ao Cinemark para um dia inteiro do Projeto Brasil.

Já tinha até escolhido os filmes que veria, mas achei que daria errado como deu nos anos anteriores, mas no final deu tudo certo e eu acabei vendo três filmes, os únicos que estavam em cartaz que eu ainda não tinha visto.

Foi bom ver tanta gente reunida só pra ver filmes brasileiros, pois em todos os filmes as salas estavam lotadas de gente. Pena que não acontece isso nos outros dias do ano.

TIM MAIA
Tinha lido anteriormente a crítica do filme escrita por Rubens Ewald Filho e concordei plenamente com ele. Entramos dispostos a ficar felizes e animados como eram afinal as músicas de Tim Maia, mas não é isso o que acontece. O filme é barra pesada. Mostra toda a trajetória do cantor desde a época em que ele era criança e trabalhava como entregador de marmitas até sua morte em 1998, mas em vez de mostrar os shows e músicas e seu lado positivo, mostra o uso de drogas em demasia, sua teimosia que se equiparava ao seu talento e se torna repetitivo e longo demais com seus 140 minutos.

Mas essa foi a escolha do diretor Mauro Lima (que já tinha acertado com Meu nome não é Johnny e errado com Reis e Ratos) para mostrar sua derrocada, como se fosse um castigo por seus erros.

Claro que não dá pra negar que Robson Nunes e Babu Santana dão um show de interpretação vivendo o cantor na juventude e na fase adulta, num elenco que conta ainda com Cauã Reymond e Alinne Moraes.

No final vi algumas mulheres chorando quando acontece sua morte na tela, com certeza fãs. Eu também sou seu fã e aproveitei para ouvir um Cd que tenho com os maiores sucessos dele e relembrar sua trajetória brilhante, mesmo que errante.


TRASH – A ESPERANÇA VEM DO LIXO
Stephen Daldry (diretor dos premiados Billy Elliot, As horas,e O leitor) veio ao Brasil dirigir essa co-produção entre Inglaterra e Brasil, baseada em livro de Andy Mulligan.

O filme é cheio de boas intenções. Três garotos catadores de lixo encontram uma carteira que pertencia ao personagem de Wagner Moura (em participação especial, mas com seu nome em primeiro lugar nos créditos devido à fama internacional) e passam a ser perseguidos por um policial (vivido por Selton Melo) que está a mando de um político corrupto (Stepan Nercessian), mas eles contam com a ajuda de um padre (Martin Sheen) e de uma professora (Rooney Mara) americanos que prestam serviços junto à comunidade que trabalha com o lixo.

Gostei muito do filme que mistura questões sociais em forma de thriller, além de mostrar a lealdade dos três garotos, além de sua fé. Eles acreditam que vai dar tudo certo e apesar do ambiente que os rodeia e de ter todos os indícios de que não dariam “grande coisa” na vida decidem fazer o que é certo.

Os três garotos estão bastante convincentes num elenco que conta ainda com Nelson Xavier, José Dumont, Jesuíta Barbosa


MADE IN CHINA
Vi a entrevista que o diretor Estevão Ciavatta e sua esposa (e protagonista do filme) Regina Case deram no programa Marília Gabriela Entrevista do GNT e fiquei com mais vontade ainda de ver o filme.

Regina Casé vive a funcionária de uma loja no SAARA (Rio de Janeiro) e junto com o patrão (Otávio Augusto), o namorado (Xande de Pilares) e a colega de trabalho (Juliana Alves), sofrem com a forte concorrência de um casal de chineses que trabalham por perto e oferecem preços muito mais atrativos que eles, já que vendem produtos importados da China.

O carisma de Regina Casé é impressionante e ela conseguiu arrancar várias risadas dos espectadores durante toda a projeção, tanto por ciúmes do namorado com a filha dos concorrentes, quanto pela enrascada quando ela se infiltra no galpão dos chineses para investigar por que eles vendem produtos tão baratos.


É o primeiro longa de Estevão, que sofreu um acidente de cavalo há alguns anos e ficou um tempo sem trabalhar, mas agora promete investir mais no cinema, já que na televisão dirige o programa Esquenta e já dirigiu a série Preamar (2012) para o Fantástico e o telefilme Papai Noel Existe (2010).


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O GLOBO PROMOVE FESTIVAL COM PRÉ-ESTREIAS EXCLUSIVAS

Regina Braga em Irmã Dulce
Filmes que ainda não estão em cartaz são apresentados ao público pela primeira vez
O GLOBO, em parceria com a Cidade das Artes, promove de hoje até sábado mais um evento da série “O GLOBO nas Artes”. Dessa vez, amantes do cinema poderão conferir filmes que ainda não estão em cartaz, mas que serão apresentados em primeira mão para o público, no Teatro de Câmara, na Cidades das Artes, às 19h30. As sessões serão seguidas de debates com convidados e mediadores, críticos de cinema do GLOBO.
Reese Witherspoon

O festival começa hoje, com a exibição do filme “Wild”, do diretor Jean-Marc Valle – o mesmo de “Clube de Compras Dallas” -, e da vencedora do Oscar Reese Witherspoon, que tem estreia prevista apenas para 2015. O bate-papo após a exibição vai contar com a presença da editorada revista digital O Globo a Mais Ana Lucia Azevedo, do psicólogo João Ascenso, Doutorando em Neurociências, UFRJ/IDOR, e da arquiteta apaixonada por esportes e desafios Rosália Camargo, líder do ranking nacional do circuito X Terra e representante do Brasil em competições internacionais como Ultra Trail du Mont Blanc. A mediação ficará por conta de Mario Abbade, crítico de cinema do GLOBO.
Amanhã, o filme “Irmã Dulce” vai mostrar para o público a história da religiosa baiana que dedicou grande parte da sua vida a ajudar os necessitados. O longa da Downtown Filmes e Paris Filmes tem como protagonistas as atrizes Bianca Comparato (que interpreta Irmã Dulce em sua fase jovem) e Regina Braga e está previsto para lançamento no fim de novembro. Zuenir Ventura,imortal da ABL e colunista do GLOBO e Padre Omar Raposo, Reitor do Santuário do Cristo Redentor do Corcovado e assessor de comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro, estarão com o diretor Vicente Amorim e Bianca Comparato para falar sobre a trajetória da irmã. Os convidados serão mediados por André Miranda, repórter e crítico de cinema do GLOBO, e falarão sobre os bastidores do longa e a pesquisa realizada para o filme, que trouxe à tona grandes curiosidades sobre a religiosa.

O evento se encerra no sábado, com a exibição do filme “Men, Women & Children”, que fala sobre a como a internet mudou a relação de pais e filhos, a comunicação, os relacionamentos, as vidas amorosas de jovens e adultos. Cora Rónaicolunista do GLOBO, estará ao lado da psicanalista Eliane Cotrim Levcovitz, mestre em Ciências da Saúde e Especialista em Terapia de Família e Casal da UFRJ, e da escritora Clara Mello, autora dos livros “A casa de Isabel” e “Blog da Clara: pequenas grandezas do dia a dia”, para um bate-papo com o público, mediado por André Miranda.
Serviço:
Evento: O GLOBO nas Artes, Cinema
Datas: De 13 a 15 de novembro
Horário: sessão às 19h30, seguidas de debate
Local: Cidade das Artes, Teatro de Câmara
Endereço: Avenida das Américas, 5300, Barra da Tijuca – RJ
A participação do público está sujeita à lotação da sala, mas quem quiser garantir o seu lugar, basta se inscrever, antecipadamente, pelo site do Clube Sou+Rio (clubesoumaisrio.com).

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A UM PASSO DA ETERNIDADE


A um passo da eternidade acontece no Hawaii em 1941, ou seja, durante a 2ª guerra mundial, pouco antes dos ataques japoneses a Pearl Harbor. Mas o que menos importa aqui é a guerra e sim a vida desses soldados que estão em uma base militar aguardando para entrar em ação, em especial dois deles, Robert E. Lee Prewitt (Montgomery Clift), que é tocador de corneta e lutador de boxe, mas se recusa a continuar fazendo isso depois que cego um amigo durante uma luta; e um sargento que está feliz dessa forma e não quer se tornar oficial (Burt Lancaster) e se apaixona pela mulher mal amada de um comandante (Deborah Kerr). Tornou-se inesquecível e um dos takes mais lembrados do cinema, a cena dos dois se beijando na areia da praia, banhados pelas ondas. Cena muito bela, mas que resulta rápida demais na tela.

O filme venceu 8 Oscar: Filme, Diretor, Roteiro, Ator coadjuvante (Frank Sinatra), Atriz Coadjuvante (Donna Reed), Fotografia, Montagem e Som e ainda foi indicado a outros quatro: Ator (Montgomery Clift, Burt Lancaster), Atriz (Deborah Kerr) e Som.


Por não querer lutar num torneio de boxe, Roberto sofre humilhações e faz serviços pesados e numa de suas folgas conhece a prostituta de bom coração, Lorene (Donna Reed) por quem se apaixona, mas ela se recusa a casar com ele, por não achar a profissão de soldado muito digna. Montgomery Clift vive mais um de seus personagens atormentados por atos do passado que prefere ser humilhado a se submeter aos outros.

Nos treze minutos finais, acontece o ataque dos japoneses. Algumas cenas de explosão parecem de arquivo e são muito escuras, mas o bombardeio à base parece real. É nesse momento que o título do filme é explicado, pois Robert gosta tanto de ser soldado que mesmo machucado, faz de tudo para lutar. O nome de Burt Lancaster aparece primeiro nos créditos, mas o verdadeiro protagonista é Montgomery Clift.

Os clássicos são sempre indispensáveis. Este pela história de guerra, mas quase sem guerra; o elenco impecável; a cena da praia e Montgomery Clift, carismático como sempre.

Direção: Fred Zinnemann. Com: Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Frank Sinatra, Donna Reed e Ernest Bornigne. Drama, 118 min.




domingo, 9 de novembro de 2014

PROJETA BRASIL: FILMES NACIONAIS POR R$ 3,00


Amanhã (10/11) a Rede Cinemark promove o 15º Projeta Brasil, com a exibição de filmes nacionais de grande sucesso a preços populares (R$ 3,00). Toda a renda será revertida para projetos de apoio à produção cinematográfica, como prêmios em festivais, restauração de filme.

A iniciativa tem o objetivo de reservar um dia inteiro nas mais de 500 salas de cinema da rede para as produções nacionais que se destacaram recentemente.

O projeto acontece desde o ano 2000 e já alcançou mais de 1,9 milhão de espectadores. No ano passado o filme mais procurado foi a comédia Até que a sorte nos separe.

Todos os anos eu faço planos de ir, mas nunca dá certo. Nesse ano ninguém me segura. Abaixo a lista dos filmes que serão exibidos e os que não estão marcados são os que eu pretendo ver, infelizmente só vai dar tempo de ver uns 3 ou 4: 


(X) Até que a sorte nos separe 2
(X) S.O.S. – Mulheres ao mar
(X) Os homens são de marte... e é pra lá que eu vou
(X) Amazônia
(X) Vestido pra casar
(X) O candidato honesto
(X) Confissões de adolescente
(X) Alemão
(X) Copa de elite
(X) Júlio sumiu
(X) Getúlio
(X) Não pare na pista – A história de Paulo Coelho
(X) Muita calma nessa hora 2
(X) Quando eu era vivo
(X) Jogo de xadrez
(X) Entre nós
(X) Hoje eu quero voltar sozinho
(X) Confia em mim
(X) A grande vitória
(X) Praia do futuro
(X) Do lado de fora
(X) O lobo atrás da porta
(X) Causa e efeito
(X) O menino no espelho
(X) Isolados
(X) Tim Maia
(X) Made in China
(X) Trash – A esperança vem do lixo
(   ) Meninos de kichute
(   ) Riocorrente
(   ) A dança da vida
(   ) Sobrevivi ao holocausto
(   ) A oeste do fim do mundo
(   ) De menor
(   ) Rio, eu te amo
(   ) Lascados
(   ) A pelada
(   ) O duelo
(   ) Na quebrada
(   ) Até que a sbornia nos separe


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A CASA É SUA



Dia desses ouvi uma música tão bonita num programa de clipes do VH1: A casa é sua, do Arnaldo Antunes e agora não não consigo parar de ouvir. Vou compartilhar com vocês:

A CASA É SUA
                                                      Arnaldo Antunes


Não me falta cadeira

não me falta sofá
só falta você sentada na sala
só falta você estar

Não me falta parede
e nela uma porta pra você entrar
não me falta tapete
só falta o seu pé descalço pra pisar

Não me falta cama
só falta você deitar
não me falta o sol da manhã
só falta você acordar

Pra as janelas se abrirem pra mim
e o vento brincar no quintal
embalando as flores do jardim
balançando as cores no varal

A casa é sua
por que não chega agora?
até o teto tá de ponta-cabeça porque você demora

A casa é sua
por que não chega logo?
nem o prego aguenta mais o peso desse relógio

Não me falta banheiro quarto
abajur, sala de jantar
não me falta cozinha
só falta a campainha tocar

Não me falta cachorro
uivando só porque você não está
parece até que está pedindo socorro
como tudo aqui nesse lugar

Não me falta casa
só falta ela ser um lar
não me falta o tempo que passa
só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
e a nuvem desenhar um coração flechado
para o chão voltar a se deitar
e a chuva batucar no telhado

A casa é sua
por que não chega agora?
até o teto tá de ponta-cabeça porque você demora

A casa é sua
por que não chega logo?
nem o prego aguenta mais o peso desse relógio





terça-feira, 4 de novembro de 2014

OS FILMES DE TERROR MODERNOS


No início dos anos 70, pensou-se que o cinema de terror não tinha mais nada a dizer, então William Friedkin adaptou o livro O exorcista de William Peter Blatty (1973), que tornou Linda Blair um dos maiores ícones do gênero, apesar de ela não ter conseguido se desvencilhar do papel. Estrelou a continuação, O exorcista II – O herege em 1977, mas não participou da parte 3, dirigida pelo autor do livro original, preferindo estrelar a paródia A repossuída ao lado de Leslie Nielsen (1990).


 Em 1980, Stanley Kubrick assustou os fãs com o terror psicológico O iluminado, estrelado por uma Jack Nicholson ensandecido (como sempre) e baseado na obra de Stephen King, o autor mais conhecido do gênero, que também deu origem à Carrie, a estranha (1976), Christine, o carro assassino 91983), Colheita maldita (1984), O cemitério maldito (1989), Louca Obsessão (1990), Sonâmbulos (1992), A dança da morte (1994) e Eclipse total (1995).


Nos anos 80, surgiram os filmes estrelados por (e feitos para) os adolescentes, conhecidos como slasher movies em que há sempre alguém matando jovens que teimam em se colocar em perigo, a partir de Sexta-feira 13 (1980) e depois em A hora do pesadelo (1984) que renderam incontáveis continuações, já que a morte do vilão no filme anterior não era garantia de que ele não retornaria no filme seguinte, então inventavam as desculpas mais estapafúrdias.


São considerados filmes de qualidade nessa época, A hora do espanto, Fome de viver, Nosferatu, o vampiro da noite, A hora dos mortos vivos, Um lobisomem americano em Londres, Poltergeist – O fenômeno, Eraserhead, Gremlins e a continuação de O massacre da Serra elétrica.


Nos anos 90, o mesmo Wes Craven, criador de A hora do pesadelo, revolucionou de novo com a série Pânico, que parodiava o gênero. O filme rendeu três continuações. Depois surgiu a paródia da paródia, Todo mundo em Pânico, que também foi piorando no decorrer dos capítulos subseqüentes. Pânico também deu origem a outros filmes que também fizeram sucesso entre os jovens, como Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Prova final, A bruxa de Blair, Lenda Urbana e Vampiros de John Carpenter.

A partir do ano 2000, tudo começou a degringolar com os filmes de tortura pornô, chamados assim por mostrarem tudo, como fazem os filmes pornôs. Eles tentam ser tão explícitos no terror que incomodam e causam repulsa, pois mostram vísceras e membros decepados o tempo todo. Os estômagos mais fracos não conseguem acompanhar. O exemplar mais famoso é Jogos Mortais, que rendeu seis continuações, cada uma pior que a outra, além do também repugnante O albergue.




domingo, 2 de novembro de 2014

AINDA É CEDO

JAMES DEAN (1931 - 1955)

No dia de finados achei interessante relembrar artistas que partiram cedo demais e por isso deixaram tanta saudade.
RIVER PHOENIX (1970 - 1993)
JOHN CANDY (1950 - 1994)
JOHN BELUSHI (1949 - 1982)

BRANDON LEE (1965 - 1993)
HEATH LEDGER (1979 - 2008)
MARGAUX HEMINGWAY (1955 - 1996)

MONTGOMERY CLIFT (1920 - 1966)

JUDY GARLAND (1922 - 1969)

MARILYN MONROE (1926 - 1962)

BRUCE LEE (1940 - 1973)

NATALIE WOOD (1938 - 1981)