segunda-feira, 9 de março de 2015

OS TELEFILMES AMERICANOS

Michael Douglas e Matt Damon em Minha vida com Liberace

A televisão sempre produziu histórias curtas que eram exibidas em forma de especial, como Caso especial e Terça nobre, que trazia adaptações de clássicos de nossa literatura, como O alienista, Memórias de um sargento de milícias e O besouro e a rosa com Carla Marins, que vi diversas vezes e lembro com saudade. Mas apesar desses especiais serem produzidos especialmente para a Tv, nunca foram chamados de telefilmes, já que tinham em média 40 minutos e nem poderiam ser considerados longas-metragens. Além de tudo, eram filmados em videotape. 

Agora é que os telefilmes são produzidos com frequencia pela Rede Globo, Record e Cultura (vide post anterior).


Os Estados Unidos já fazem isso há bastante tempo. See how they run de 1964 é considerado o primeiro telefilme Americano. Era uma adaptação de uma peça de teatro, estrelada por John Forsythe e Jane Wyatt. A audiência foi baixa, o que levou a NBC a demorar dois anos para voltar a produzir nessa área. Em 1966, a emissora criou o Saturday Night at the movies, sessão de televisão produzidos quase que exclusivamente, pela Universal. O primeiro foi Os audaciosos (The name of the game), estrelado por  Tony Franciosa. A boa receptividade fez com que o canal o transformasse em série, estrelado também por Robert Stack e Gene Barry.


A produção de telefilmes se estabeleceu depois de The domsday flight de Rod Serling que misturava melodrama, mistério e tensão, além de ter orçamento de cinema.

Os telefilmes substituíram os teleteatros, trazendo diversas histórias sem personagens fixos, exibindo situações polêmicas, inclusive dramalhões sobre doenças, sejam elas curáveis ou não. Isso criou até uma brincadeira com a “doença da semana”, se referindo à doença retratada no telefilme exibido naquela semana.

Muitos telefilmes foram produzidos com a intenção de gerar novas séries, os famosos pilotos com 90 minutos de duração que eram exibidos como telefilmes, mas viravam séries, dependendo da audiência. Foi o caso de Havaí 5-0, McCloud e Columbia.


Depois passaram a ser utilizados para finalizar a trama de séries cancelas ou para reunir o elenco de determinada série algum tempo depois.

O SBT exibiu durante algum tempo, nas madrugadas, a sessão Made for TV, que mostrava apenas telefilmes. Cheguei a assistir vários deles.

Atualmente a HBO exibe vários desses filmes, produzidos pela matriz americana e que geralmente contam com elenco famoso e chegam a concorrer ao Globo de Ouro e ao Emmy.


Alguns telefilmes conhecidos:
·        The normal heart (com Mark Ruffalo e Júlia Roberts)
·      Minha vida com Liberace (com Michael Douglas e Matt Damon)
·        Hemingway e Martha (com Clive Owen e Nicole Kidman)
·        O preço de uma escolha (sobre o aborto)
·        Desejo proibido (sobre o lesbianismo)
·        Orações para Bobby (sobre o homossexualismo e estrelado por Susan Sarandon)
·        Amazônia em chamas (sobre Chico Mendes e co-estrelado por Sonia Braga.
·        Gia – Fama e detruição (estrelado por Angelina Jolie)
·        A vida e a morte de Peter Sellers.
·        Cinema Verité (com Tim Robbins)
·        Mildred Pierce (estrelado por Kate Winslet)
·        Dorothy Dandridge – O brilho de uma estrela (com Halle Barry) 


Um comentário:

  1. A lista é grande, são muitos filmes bons feitos para a tv.

    A qualidade deste tipo de produção melhorou muito a partir dos anos noventa quando a HBO entrou na jogada com longas como "Gia - Fama e Destruição", "Cidadão X" e "O Crime do Século", entre diversos outros.

    Abraço

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