domingo, 16 de fevereiro de 2014

BONITINHA, MAS ORDINÁRIA


A nova versão de Bonitinha, mas ordinária foi filmada em 2008, mas até o ano passado não tinha sido lançado. Todo mundo temia por um desastre, como tantos outros filmes que ficam nas prateleiras porque ninguém tem coragem de investir na finalização ou no lançamento. Mas esse felizmente não é o caso. O produtor Diler Trindade (dos filmes da Xuxa) explicou que a produção foi filmada em 04 semanas com dinheiro emprestado de agiotas e ele pensou que depois seria fácil conseguir o patrocínio de empresas, mas isso não aconteceu. Ninguém queria investir em um filme sobre um estupro. Pediu socorro ao Canal Brasil, que investiu R$ 30.000,00 e depois venceu um edital de finalização da Petrobrás, mas lamenta não ter conseguido lançá-lo em 2012, ano do centenário de Nelson Rodrigues, no qual a obra é baseada.

Esta é a terceira adaptação de Bonitinha, mas ordinária, peça escrita por Nelson em 1952. A 1ª é de 1963 e é estrelada por Odete Lara e Jece Valadão, a 2ª delas tem Lucélia Santos, José Wilker e Vera Fischer no elenco. Já esta tem João Miguel, Leandra Leal e Letícia Colin.


O filme narra a história de Edgar (João Miguel), homem humilde e pobre que tem proposta de casamento por dinheiro com a filha de seu chefe, Maria Cecília (Letícia), ou ficar com Ritinha (Leandra Leal), pela qual é apaixonado. Revelada pelo seriado "Sandy e Junior", quando tinha oito anos, Letícia fez suas primeiras cenas de nudez. O casamento é armado pelo pai (Gracindo Jr.) depois que Maria Cecília é currada em um baile funk.

Não há como não lembrar de Lucélia Santos na versão mais famosa do filme, na cena em que é estuprada por cinco negros, mas gostei também da nova versão. Não me lembrava de Letícia Colin, que alguns críticos disseram que parecia ter saído da novelinha Malhação, mas na verdade tinha saído do seriado Sandy e Júnior. 


O elenco está muito bem: João Miguel, Leandra Leal, que esse ano estreia como diretora, Gracindo Jr. e Leon Góes que é irmão do diretor Moacyr Góes. Todos elogiaram o diretor e disseram que é seu melhor filme, já que ele tinha sido muito criticado pelos seus filmes anteriores (Dom, Maria, mãe do filho de Deus, Xuxa Abracadabra, Um show de verão, Irmãos de fé, Xuxa e o tesouro da cidade perdida, Xuxinha e Guto contra os monstros do espaço, Trair e coçar é só começar e O homem que desafiou o diabo)





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2 comentários:

  1. Bela visão. Assisti hoje. Gostei e apesar de apreciar mais a versão original, entendo que essa versão moderna possui seu charme.

    Diler Trindade é um sábio e apaixonado. O Conheci no programa Sala de Cinema da TV Sesc e ele é realmente um fã número 1 de cinema.

    abs

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  2. Eu só conhecia a versão com a Lucélia Santos. Nem sabia que tinha outra mais antiga ainda.

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