sábado, 14 de abril de 2012

O CENTENÁRIO DE MAZZAROPI


Se estivesse vivo, o eterno Jeca Tatu, Amácio Mazzaropi, ou simplesmente Mazzaropi como todos o conheciam, teria completado 100 anos na segunda-feira passada (09/04/2012). Tenho dúvidas sobre qual dos seus filmes, eu mais gosto, porque afinal de contas eles são muito parecidos, principalmente os do final de sua carreira, que tem filmes mais fracos.

Mazzaropi morreu em 13 de junho de 1981, aos 69 anos, de câncer.

FILMOGRAFIA
(Os filmes que estão marcados com * são os que eu assisti)
1. O Jeca e a Égua Milagrosa (1980) .... Raimundo
2. A Banda das Velhas Virgens (1979) .... Gostoso *
3. O Jeca e Seu Filho Preto (1978) .... Zé
4. Jecão... Um Fofoqueiro no Céu (1977) .... Jecão * 
5. O Jeca Contra o Capeta (1976) .... Poluído *
6. O Jeca Macumbeiro (1975) .... Pirola *
7. Portugal... Minha Saudade (1974) .... Sabino
8. Um Caipira em Bariloche (1973) .... Polidoro
9. O Grande Xerife (1972) .... Inácio Pororoca * 
10. Betão Ronca Ferro (1970) *
11. No Paraíso das Solteironas (1969)
12. Uma Pistola para Djeca (1969) .... Gumercindo *
13. O Jeca e a Freira (1968) * 
14. O Corintiano (1967) *
15. Meu Japão Brasileiro (1965) .... Fofuca *
16. O Puritano da Rua Augusta (1965) .... Punduroso * 
17. O Lamparina (1964) .... Bernardino Jabá * 
18. Casinha Pequenina (1963) .... Chico * 
19. O Vendedor de Lingüiças (1962)
20. Tristeza do Jeca (1961) *
21. As Aventuras de Pedro Malazartes (1960) .... Pedro Malazartes *
22. Jeca Tatu (1960) *
23. Zé do Periquito (1960) *
24. Chofer de Praça (1959) .... Zacarias *
25. O Noivo da Girafa (1958) .... Aparício *
26. O Gato de Madame (1957) *
27. Fuzileiro do Amor (1956) .... José Ambrósio/Ambrósio José *
28. Chico Fumaça (1956) .... Chico Fumaça
29. A Carrocinha (1955) .... Jacinto
30. Candinho (1954) .... Candinho *
31. Nadando em Dinheiro (1952) .... Isidoro Colepícula *
32. Sai da Frente (1952) .... Isidoro Colepicola *

10 comentários:

  1. Um desbravador do Cinema nacional e um comediante que se fundiu ao seu personagem... Um ícone tupiniquim! Abração, Gilberto!

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  2. Sem ele, não teria existido o Cinema Brasileiro que nós conhecemos hoje.
    Claro que eu não tô comparando os filmes que são feitos hoje com os filmes daquela época. Mas estudando a História do Cinema, vemos que a capacidade que nós temos de mostrar certas coisas hoje só existe por causa dos pioneiros daquela época, que derrubaram várias barreiras conservadoras. E pra isso, muitas vezes, usaram até um humor simples.
    Veja, por exemplo, que no Cinema Indiano eles não têm nem a 10ª parte da liberdade que nós temos pra mostrar certas coisas (vamos lembrar que uma cena de beijo na boca na Índia já recebe a classificação de ´´cena de sexo``!). E isso se deve em grande parte ao fato de nunca ter existido alguém lá derrubando barreiras conservadoras no passado.

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  3. Apesar de nunca ter sido muito amante do comediante Mazzaropi, assisti a muitos de seus filmes.

    Como em sua época haviam Oscarito, Ankito e Grande Otelo, sempre me liguei mais nestes, vendo quase que a totalidade dos filmes que fizeram.

    Entretanto, posso considerar o comediante uma pessoa de muito carisma, adorado por muitos e cujos filmes eram esperados com antecedencia, já que ele anunciava, principalmente para os exibidores, as datas de lançamentos destes.

    Perfeccionista, Mazzaropi era tão dedicado ao que fazia, e de onde precisava arrancar seus investimentos, que ele próprio, chegou a ir às portas dos cinemas para fiscalizar as entradas.

    Não apenas isso, como ele, durante a fase de produção de seus filmes, exigia que todos que neles trabalhavam, deveriam morar no estudio, num predio edificado para esse fim, onde faziam até as refeições, impedindo assim atrasos ou justificativas para faltas.

    Ou você toma conta do que te pertence ou o perde deixando às mãos de outrem. E Mazzaropi fazia isso. E fazia muito bem.
    Gosto muito de seu Casinha Pequenina, uma joinha rara de nosso cinema.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  4. Ele fez uma bela carreira, apesar de também não ser grande fãs dos seus filmes, ele merece todas as homenagens.

    Abraço

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  5. Que bom que você assistiu quase todos! É uma honra e tanto ter o privilégio de conseguir assistir todos ou quase todos, neste país em que não se cultiva a memória cultural e os grandes talentos que fizeram parte de nossa história.

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  6. Vi na Tv sobre o centenário de nascimento de Mazzaropi. Vi poucos filmes dele, mas sei que Mazzaropi é um ícone do cinema nacional, que sempre interpretava o caipira humilde e ingênuo. Era um sucesso porque o público se identificava com ele, e mesmo os que não se identificavam, riam da humildade e da ingenuidade dos personagens, ou se emocionavam com eles. Não sei se nos dias de hoje esse estereótipo seria bem visto.

    Ótima homenagem, Gilberto.

    Um abração.

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  7. Amava assistir mazzaropi......ele era demais....

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  8. Oi, Gilberto, postagem com gosto de vovó! Eu não tive a oportunidade de assistir a muitos filmes dele, mas soube de vários "causos" assistidos e contados pela minha avó. Seu post deixou um gosto doce no meu domingo. Um abraço!

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  9. Dilberto, Mazzaropi foi mesmo um desbravador do cinema nacional, mas que o público confundia com o personagem, tanto que apesar dos vários personagens, todos só se lembram do Jeca Tatu.

    Léo, antigamente a censura era mesmo ferrenha, até pros brasileiros que sempre foram mais "saidinhos", mas os filmes de Mazzaropi sempre foram muito ingênuos e era isso que atraia o grande público.

    Jurandir, como diz o velho ditado: "O olho do dono é que engorda o boi" e Mazzaropi sabia disso, por isso ficava de olho nos exibidores de seus filmes para que ninguém lhe roubasse.

    Hugo, no início também tinha um pouco de preconceieto com os filmes de Mazzaropi achando que eram bobinho e desnecessários, mas depois percebi que são verdadeiras pérolas.

    M. Quando sou fã gosto de acompanhar a carreira completaa. Vi 24 filmes com o Mazzaropi e quero ver logo os outros oito que faltam, com grande prazer.

    Ligeia, Mazzaropi foi o primeiro a provar que cinema brasileiro podia dar dinheiro e atrair o grande público que se identificava com seu personagem ingênuo.

    Regina,também adoro assistir os filmes do Mazzaropi.

    Bia, a tv aberta não exibe muitos filmes dele, só o Canal Brasil na Tv por assinatura reprisa sem parar. Que bom que esse post alegrou seu domingo.

    Abraços a todos!

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  10. Um bom caminho para conhecer a história de Amacio Mazzaropi, o imortal Jeca do cinema nacional, é o Instituto Mazzaropi (www.institutomazzaropi.org.br), responsável pela administração do Museu Mazzaropi e por outros projetos como a biografia “Sai da Frente! A vida e a obra de Mazzaropi”, de autoria de Marcela Matos, entre outros. São quase 20 anos de pesquisas, coleta de dados, fotografias e documentos. Um acervo valioso para quem quer conhecer mais detalhes da carreira, da história e do sucesso de Mazzaropi. Mais no www.centenariomazzaropi.org.br

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