segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AS MELHORES COISAS DO MUNDO (2010) ***


Nos anos 80, os filmes para jovens fizeram muito sucesso no cinema brasileiro, começando em 1982 com “Menino do Rio” de Antonio Calmon, que deu visibilidade a uma nova geração de atores, como André diBiase, Cláudia Ohana e Cláudia Magno, que deu origem à fadada continuação “Garota dourada”. O rock era sinônimo desses filmes que geralmente eram musicais e tinham a trilha sonora repleta de hits do momento, o que era o caso de “Areias escaldantes”, “Bete balanço”, “Rockmania”...

Atualmente esses filmes voltaram à moda e mesmo não atraindo milhões de pessoas aos cinemas, conseguem um bom público, como “As melhores coisas do mundo”, o último filme de Laís Bodanski (Bicho de sete cabeças) que mostra as desventuras de um jovem em uma época em que tudo parece dar errado: o pai sai de casa para morar com outro homem, seus colegas descobrem isso e mostram que o preconceito ainda está bem pressente em todos os lugares; seu irmão (vivido por Fiuk, filho de Fábio Jr.) também não se conforma com a situação vigente e mostra tendências suicidas; sua melhor amiga acha que não pode mais confiar nele. Com tantas coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo fiquei imaginando porque o nome do filme seria “As melhores coisas do mundo”, em vez de “As piores...”, mas isso é explicado só ao final de uma forma bem poética (melhor não revelar).


O elenco principal de amigos e colegas de escola é formado de atores novatos, porém competentes e há participação de atores famosos em papéis menores: Denise Fraga (mulher do roteirista Luis Bolognesi) é a mãe do protagonista; Zécarlos Machado, o pai; Caio Blat, o professor que beija uma aluna; Paulinho Vilhena (com cabelo e barba bem esquisitos, mas num papel agradável) é o professor de violão que acaba dando conselhos ao protagonista.

“As melhores coisas do mundo” fala dos problemas típicos dos adolescentes: a primeira vez no sexo, a dificuldade de entender (e ser entendido pelos pais), o grupinho de amigos (nem todos confiáveis), o primeiro amor e outras mais. Coisas que já vimos várias vezes nos filmes e até nas novelas de televisão, tipo “Malhação”, mas tratados de uma forma bem sensível e que sempre consegue envolver o espectador, já que as gerações passavam e os problemas continuam quase os mesmos e por isso é sempre pertinente falar sobre eles. Descubra!




sábado, 30 de outubro de 2010

FOI APENAS UM SONHO (2008) ***



Foi apenas um sonho marca o reencontro de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet 11 anos depois do grande sucesso de Titanic e também o primeiro filme dirigido pelo marido Sam Mendes que Kate participa.

É a história de um jovem casal infeliz no casamento que pensa ter encontrado a felicidade quando começa a acalentar o sonho de se mudar para Paris, onde a esposa (Kate Winslet) trabalharia e o marido (Leonardo DiCaprio) estudaria. Só que ele recebe uma proposta de promoção no emprego e ela engravida, o que acaba complicando as coisas para os dois. O próprio título nacional já entrega que os sonhos não são tão simples de se realizar.

Eles tem dois filhos que quase não aparecem e alguns vizinhos que só aparecem para provocar discussões, como um doutor em matemática que saiu de um hospício e acaba dizendo as verdades que ninguém quer ouvir, papel de Michael Shannon que ganhou o Oscar de ator coadjuvante, ou Kathy Bates sua mãe que vendeu a casa para o casal.


Kate Winslet venceu o Globo de Ouro pelo papel, mas nem foi indicada ao Oscar, que acabou levando por “O leitor” que foi lançado simultaneamente e fez mais sucesso, ao contrário desse que foi um fracasso, talvez por ser triste, pessimista e trágico e que nem os dois astros conseguiu salvar nas bilheterias, mas apesar disso é um bom filme, só que não é fácil em momento algum.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CIO - UMA VERDADEIRA HISTÓRIA DE AMOR


Paulo, um jovem engenheiro se apaixona por um garoto engraxate, Darci. Nem mesmo os prazeres das casas noturnas e a dedicação de uma jovem conseguem livrá-lo desse amor impossível.

Filme sensível protagonizado por Francisco diFranco, que viveria em seguida Jerônimo, o herói do sertão na televisão. Só a conclusão deixa a desejar, mas deve ter agradado à censura federal que vigorava na época.

Direção:
Fauzi Mansur

Com:
Francisco diFranco
Marlene França
Sérgio Hingst
Roberto Bolant
Márcia Maria
Vera Lúcia
Jofre Soares
Jean Garrett
Cláudio Portiolli


Download de Cio - Uma verdadeira história de amor


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AS ESTRELAS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80 - PARTE 2

MÁRCIA FERRO

Foi casada com Oswaldo Cirillo, apesar de os dois terem negado isso. Como Sandra Morelli, também fez sucesso no sub-gênero dos filmes de cavalo e pôneis: “Minha égua favorita” (1985), “Loucas por cavalos” (1986), “Duas mulheres e um pônei”, “Viciadas em cavalos” (1987), “Mulheres e cavalos” (1987), “Júlia e os pôneis” (1987), participando ainda de “Sexo doido” (1986), “Férias de Laura” (1986), “Turbilhão dos prazeres” (1987), “A vida íntima de uma atriz pornô (1989) e “Eu, Márcia F., 23 anos, louca e desvairada” (1989). Recentemente retornou ao gênero na produtora Brasileirinhas, com o filme “A idade da loba” (2006).

MAKERLEY REIS

Começou carreira como modelo fotográfico, manequim e atriz de peças eróticas como “Pacto erótico” e “Soltando a franga”, onde fazia strip-tease. Sua estreia no cinema aconteceu em “Meninas virgens e p...” (1983), participando em seguida de vários outros filmes de Sady Baby, como “Emoções sexuais de um cavalo” (1986) e “A máfia sexual” (1986), mas seu melhor filme é “A menina do sexo diabólico” (1987). Em 1988, encerrou sua carreira no cinema e candidatou-se a vereadora, aparecendo nos comícios semi nua, por isso ganhou o apelido de “Cicciolina do Bexiga".

DÉBORA MUNIZ

Estreou nos filmes de José Mojica Marins: “Perversão – Estupro” (1979) e “Mundo – Mercado do sexo” (1979) e nos filmes de sexo explícito em “O orgasmo de Miss Jones” (1984), “Oh! Rebuceteio” (1984), “Colegiais em sexo coletivo” (1985), “Sexo de todas as formas” (1986), “Carnaval erótico no ano 2000” (1987), “Perseguidores insaciáveis” (1988) e “A dama de paus” (1989). Retornou em 2003 com o curta-metragem “Amor só de mãe” e em 2008 com “A encarnação do demônio”, a terceira parte da saga de José Mojica Marins.

IVETE BONFÁ

Estreou na novela “A cabana do Pai Tomás” (1969) e no cinema em “O detetive Bolacha contra o gênio do crime” (1971), participando em seguida de várias pornochanchadas como “A mulher desejada” (1978). Participou ainda de vários filmes de sexo explícito, como “Taras de colegiais” (1984), “Sexo dos anormais” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Variações do sexo explícito” (1984) e “Sexo total” (1985), mas não atuava nas cenas de sexo. Seu nome era usado para dar mais prestígio às produções, vivendo sempre a mãe da mocinha ou do galã.

Além dessas atrizes, teve destaque ainda: Bianchina DellaCosta (Sexo com chantilly), Gisa Della Mare (Paraíso da sacanagem), Shirley Benny (Juventude em busca do sexo)...


Shirley Benny e Marcos D'Alves







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

AS ESTRELAS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80

ARYADNE DE LIMA

Aos 14 anos iniciou carreira de modelo e com o sucesso logo estreou no cinema em “O inseto do amor” (1980), mas ficou mais conhecida quando entrou para a gênero explícito em “Coisas Eróticas 2” (1983), participando ainda de “Erótica – A fêmea sensual” (1983), “O círculo do prazer” (1984), “Penetrações profundas” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Sexo proibido” (1984), “Taras eróticas” (1984) e “A luta pelo sexo” (1984). Nesse mesmo ano, abandonou o cinema, se tornou empresária no ramo dos chocolates e se filiou à Seita Rosa Cruz.

ELIANA GABARRON

Formou com Walter Gabarron, o casal mais famoso do gênero, atuando quase sempre com ele. Teve uma carreira de muitos títulos (44) em apenas 06 anos como atriz. Estreou nas pornochanchadas em “Com mulher é bem melhor” (1978), mas só retornaria ao cinema com o explícito “Tudo dentro” (1984). Depois disso não parou mais, fazendo 10 filmes só nesse ano, com destaque para “Sedentas de sexo”. Nos anos seguintes participou (entre outros) de “Viagem além do prazer” (1985), “A mansão do sexo explícito” (1985), “Masculino... até certo ponto” (1986), “Devassa e ordinária” (1988), “A vida íntima de uma estrela de TV” (1989) e “Cleópatra – Sua arma era o sexo” (1990). Abandonou o cinema nessa época e o marido em 1997, se tornando testemunha de Jeová.

SANDRA MORELLI

Chamou atenção do público pela voz aguda e estridente e pela “saga” dos filmes de cavalos, que fez com Ronaldo Amaral. O sexo com os animais era sempre simulado (ainda bem). Estreou em “Sexo a cavalo” (1985) e fez depois “Seduzida por um cavalo” (1986), “Meu marido, meu cavalo” (1986), “Loucas por cavalos” (1986), “A garota do cavalo” (1986), “Júlia e os pôneis” (1987). Participou ainda de “Tentações (1985), “Orgia familiar” (1986), “Bonecas do amor” (1988) e do francês “Ingênuas alternadoras”.

SANDRA MIDORI

De descendência japonesa, fez bastante sucesso em uma carreira que durou apenas 04 anos, começando com “Sexo dos anormais” (1984), “Sexo livre” (1985), “Sem vaselina” (1985), “Hospital da corrupção e dos prazeres” (1985), “Amante profissional” (1985), “Caiu de boca” (1986) e “Dr. Frank na clínica das taras” (1987).


Continua...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O FENÔMENO TROPA DE ELITE 2



Pela primeira vez na história, os cinemas estão exibindo mais filmes nacionais do que internacionais. “Tropa de Elite 2” está em cartaz em 739 salas de todo o país, “Nosso lar” em 291”, “Eu e meu guarda-chuva” em 76 e “Como esquecer” em 22 salas.

Com o sucesso arrebatador de Tropa de Elite 2 na primeira semana de exibição, os exibidores resolveram aumentar o número de cópias de 703 para 739, já que o filme fez 1.309.324 espectadores só nos três primeiros dias de exibição e devido ao feriado do dia 12/10, chegou a 2.400.000 no final desse dia. Até o último domingo (17/10) tinha chegado em 4.069.139 espectadores e ultrapassou o valor de seu orçamento, que foi de R$ 12.000,000,00. O sucesso anterior “Nosso lar” já fez 3.840.815 de público em sete semanas de exibição. Enquanto o infantil “Eu e meu guarda-chuva” já levou 58.815 pessoas aos cinemas em duas semanas e a estreia de “Como esquecer”, 9.764, devido ao pequeno número de cópias.

Logo, logo deve ultrapassar “Se eu fosse você 2” (6,06 milhões) e“2 filhos de Francisco” (5,3 milhões) os recordes anteriores da retomada do cinema brasileiro. Só resta saber se vai ultrapassar o campeão dos campeões, “Dona Flor e seus dois maridos” (10,7 milhões).

Tropa de Elite 2 se passa dez anos após o primeiro filme e é a história de Nascimento que agora é coronel, virou comandante geral do BOPE e depois subsecretário de Segurança do Rio de Janeiro. Seus inimigos ficaram bem mais perigosos. O BOPE cresce e o tráfico de drogas começa a passar por maus bocados nas mãos do coronel. Políticos e policiais corruptos se envolvem e tornam a vida de Nascimento um perigo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PALAVRAS AO VENTO (E ROCK HUDSON)


Fiquei interessado por este filme pelo seu título que é bem atrativo e pela presença de Rock Hudson que se tornou um ícone do cinema. É dirigido por Douglas Sirk que foi um dos mestres do melodrama dos anos 50 e dirigiu Rock em seis outras ocasiões, sendo “Sublime Obsessão” (1954) o mais famoso deles.

Logo no início do filme, é mostrada uma morte e em off uma música triste fala das palavras que são ditas sem necessidade e com certeza deve ter dado nome ao filme. Em seguida um longo flashback mostra um homem (Rock Hudson) que conhece uma secretária (Lauren Bacall) e logo se apaixona, mas ela se interessa e se casa com o melhor amigo dele (Robert Stack). Ele tem o sonho de ser pai, mas tem dificuldades de engravidar a esposa e devido a isso vira alcoólatra, o que complica seu casamento e a relação com seu amigo de infância.

Um típico dramalhão dos anos 50 com Rock Hudson no auge do sucesso (pouco depois de “Assim caminha a humanidade” (1956)) e que merece ser conferido.




Nenhum dos grandes astros de Hollywood provocou tamanha comoção com sua morte (acontecida em 02/10/1985, vítima de AIDS) quanto Rock Hudson, parte dessa comoção por ele ter sido o primeiro astro a assumir a doença e também sua homossexualidade, poucos dias antes de falecer. Era o ator mais popular da Universal, mas o boato de que era gay ameaçava seu sucesso, então seu agente casou-o com sua secretária Phyllis Gates em 1955. O casamento durou três anos, quando Phyllis pediu o divórcio por incompatibilidade de gênios.

Rock nasceu Roy Harold Scherer Jr. em Chicado, Illinois em 17/11/1925, adotando em seguida o sobrenome do padrasto, Fitzgerald. Depois do início no teatro, seu agente lhe conseguiu um contrato de sete anos e trocou seu nome para Rock (a solidez dos rechedos) Hudson (a força do Rio Hudson).

Foi parceiro de Doris Day em três comédias maliciosas: “Confidências à meia-noite” (1959), “Volta meu amor” (1961) e “Não me mandem flores” (1964). Ainda foi galã de Gina Lollobrigida, Claudia Cardinalle, Leslie Caron, Julie Andrews, Elizabeth Taylor e Mia Farroz. Sua última aparição foi no seriado “Dinastia” (1985).



Download do filme Palavras ao Vento