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| Brigitte Bardot em O Desprezo |
01. O Desprezo ***
Clássico de Jean Luc Godard e um de seus filmes mais acessíveis. Brigitte Bardot é a mulher de um roteirista (Michell Picolli) que precisa adaptar A Odisséia para um diretor exigente (Fritz Lang), enquanto ela descobre que não o ama mais e começa a despreza-lo. Tem muito falatório e algumas cenas de nudez de Brigitte. Um filme imperdível.
02.
Compramos um zoológico ***
Apesar de não ser muito provável de
acontecer, é baseado numa história real e no livro que deu origem ao filme. Um
viúvo com dois filhos compra um zoológico e enfrenta todos os desafios para
cuidar dos animais e inaugura-lo a tempo das férias. O típico filme para se
gostar.
03.
A ceia dos acusados ***
Um casal de detetives ajuda a
desvendar um assassinato durante uma ceia em que todos os suspeitos são
reunidos. O filme fez tanto sucesso à época que a dupla de protagonistas e seu
cachorrinho protagonizaram vários outras tramas.
04.
O balconista *
A cultuada estréia do diretor Kevin
Smith, já com a participação da famosa dupla Jay e Silent Bob (vivido por Kevin).
Na verdade são dois balconistas, um de uma locadora de vídeos e outro de uma
loja de conveniências, mas não sei porque resolveram citar só um deles. Não
entendi o porquê de tanta bajulação. Os clientes chegam às lojas, os atendentes
os tratam mal e falam o tempo inteiro no tempo restante nada de muito relevante
ou interessante. Melhor evitar. Aliás eu devia ter feito isso.
05.
O operário ***
Christian Bale emagreceu bastante
para viver esse operário que não dorme há um ano e começa a ter alucinações por
causa disso. A sumida Jeniffer Jason Leigh vive uma prostituta que o “atende”
constantemente. Mas nada é tão simples quanto parece e só ao final temos
certeza do que provocou tudo aquilo. Um filme dificílimo, mas se você for forte
vai até gostar.
06.
Amor e morte ****
John Hurt vive um escritor taciturno
e viúvo que se apaixona por um ator de filmes adolescentes (Jason Priestley de
Barrados no baile) e faz tudo para conhece-lo. Um belo filme, com um título
vago que pode enganar o espectador.
07.
Nós, os canalhas ** ½
Jece Valadão no auge de sua
popularidade como cafajeste, dirige, roteiriza e protagoniza essa confusa história
de dois irmãos gêmeos que são confundidos quando se envolvem com traficantes. Vera
Gimenez, que há à época era sua esposa, vive seu interesse romântico.
08.
O falcão maltês *** ½
O grande clássico de John Huston
protagonizado por Humphrey Bogart e Mary Astor. Um detetive é contratado para
encontrar o famoso Falcão Maltês que está desaparecido há décadas e vale milhões
de dólares. Como em todo filme noir. Ninguém é realmente o que parece ser. Também
conhecido como Relíquia Macabra.
09.
O labirinto do fauno ****
Belíssimo filme espanhol que mescla
as fantasias de uma menina com a revolução espanhola. Sua mãe se casa novamente
com um carrasco que faz as maiores atrocidades durante a guerra, mas se a
menina fizer tudo o que o fauno disser, as coisas podem se resolver. Direção e
roteiro de Guillermo Del Toro.
10.
Meu país ****
Rodrigo Santoro vive um personagem
parecido consigo mesmo, já que trabalha com maior freqüência no exterior e só
vem ao Brasil esporadicamente. No filme ele é um empresário italiano que precisa
retornar ao país depois que seu pai (Paulo José) morre. Quando chega, ele
encontra a empresa da família em frangalhos, o irmão (Cauã Reymond) viciado em
jogo e uma irmã (Débora Falabella) deficiente mental que vivia em um sanatório.
Muito sensível.
11.
Fúria sobre rodas ** ½
Nicolas Cage em mais um de seus
filmes em que tenta misturar ação com ocultismo e forças sobrenaturais, vivendo
um ser fugido do inferno que tenta impedir um fanático religioso de sacrificar
inocentes. O enredo parece um trash de primeiro (e na verdade é), mas é até
legalzinho.
12.
Bom dia tristeza ** ½
O título belo acabou me atraindo para
esse filme não tão belo assim, em que Jean Seberg vive de férias com seu pai
(David Niven) e ocasionais amantes, até que ele reencontra uma antiga namorada
(Deborah Kerr) e as coisas se complicam para a filha, já que a madrasta começa
a implicar com ela. Tem final inesperado, o que acaba sendo a coisa mais
impactante do filme.
13. Mangue Negro **
Um típico filme trash brasileiro. Zumbis atacam os moradores dos arredores de um manguezal. A premissa até que é interessante, mas acaba se alongando mais do que o necessário.
14.
Beto Rockfeller *
Adaptação da novela de 1968, também
protagonizada por Luis Gustavo. Um rapaz pobre consegue se infiltrar em festas
de granfinos com a intenção de conseguir um bom casamento, mas a situação vai
se repetindo até a exaustão. Não sei como conseguiram fazer esse fiapo de história
se estender por tantos meses durante a novela, já que é quase insuportável nos
90 minutos do filme.
15.
Tensão no Rio ***
Este é o último filme dirigido por
Gustavo Dahl e com grande elenco. O presidente de um país imaginário, Valdívia
(Anselmo Duarte) visita o Brasil para estreitar relações, mas durante a visita
um importante político (Raul Cortez) é morto e a situação entre os dois países
se complica. Norma Bengell tem algumas cenas de sexo bastante ousadas e Silvia
Pfeiffer estréia como atriz numa figuração sem falas vivendo uma modelo.
16.
Na mira do assassino * ½
Quando o filme é muito curto não é
bom sinal. É porque a história é tão fraca que nem conseguiram completar os 90
minutos habituais. Este aqui tem 68 minutos, até longos, usados para contar a
história de um ladrão que invade o apartamento de um promotor e enquanto a polícia
cerca o prédio, ele conta os fatos que o levaram àquela situação. O elenco é ótimo,
em especial Glauce Rocha e Zilka Salaberry. O protagonista é vivido por Agildo
Ribeiro, antes de se tornar comediante. Mas o esforço de todos parece ter sido
em vão.
17.
A fuga da mulher gorila ½
Pensei que além de Julio Bressane,
ninguém ainda mantinha o hábito de fazer filmes de vanguarda no Brasil, mas me
enganei. Este aqui é dos piores do gênero. Duas garotas, aparentemente amantes,
viajam pelo interior exibindo em sua kombi aquele velho truque que existia nos
circos de antigamente em que uma bela mulher acaba se transformando em uma
gorila,com truques holográficos. No caminho elas encontram um rapaz e só. Elas andam,
dançam, tomam banho no rio, uma lava o cabelo da outra. Chega até a ser pior do
que os filmes de Julio Bressane, pois lá pelo menos há roteiro, o que não
existe aqui. Ainda bem que existe a tecla fast foward no controle para que a tortura acabe
mais rapidamente.