domingo, 11 de setembro de 2011

ROUPA NOVA NAS TRILHAS DE NOVELAS

A banda Roupa Nova surgiu em agosto de 1980 e desde então é a atual recordista em trilhas sonoras de novelas, com mais de 35 músicas temas. Algumas novelas tiveram duas músicas do grupo, como Um sonho a mais que contou com as músicas Whisky a go go e Chuva de prata, ou Felicidade que teve a música homônima como abertura além de Começo, meio e fim. E até algumas músicas que foram tema de duas novelas, como Sensual, tema de Voltei pra você (1983/1984) e Amor de índio, tema de Estrela guia (2001) e Desejo proibido (2007/2008).

Mas é claro que algumas fizeram mais sucesso e se tornaram inesquecíveis.  Quem não se lembra de Whisky a go go (Foi numa festa gelo e cuba libre e na vitrola whisky a go go...) tema de Um sonho a mais.

Não sei qual a minha preferida. Talvez goste de todas. Até de Amor de índio. Vamos relembrar todas as músicas deles que embalaram os sonhos dos personagens das novelas e consequentemente dos brasileiros.

1. Canção de verão (As três Marias) - 1980/1981)


Nádia Lippy, Maité Proença e Glória Pires em As três Marias










 


2. Bem simples (O amor é nosso) - 1980/1981



Rosana Garcia e Fernando Ramos da Silva em O amor é nosso

3. Tanto faz (Os adolescentes) - 1981)



4. Clarear (Jogo da vida) - 1981/1982

Glória Menezes e Déborah Bloch






 5. Simplesmente (Paraíso) - 1982/1983




 6. Flagra (com Rita Lee) (Final Feliz) - 1982/1983




 7. Sensual (Voltei pra você - 1983 e O Direito de nascer - 1986)

8. Anjo (Guerra dos sexos - 1983)


9. Estado de graça (O campeão - 1983)

10. Whisky a go go e Chuva de prata (Um sonho a mais - 1985)






 Continua...












sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OS 45 ANOS DE ADAM SANDLER


O comediante Adam Sandler completa hoje 45 anos. Vamos relembrar sua trajetória.

Adam (Richard) Sandler nasceu em 09 de setembro de 1966 no Brooklin, Nova York. É ator, comediante, produtor e músico de origem judaica. Graduou-se em 1988 pela Universidade de Nova York e ganhou fama ao atuar no programa Saturday Night Live da rede NBC que estava em crise. Hoje muitos críticos indicam que a presença de Sandler foi o principal elemento de renovação do programa, que é exibido desde 1975.

Mas sua paixão pelo humor data de bem antes do show. Aos 17 anos Sandler subiu no palco de um bar que permite apresentações ao vivo de comediantes e fez todo mundo rir.

Logo fez a transição para o cinema, inicialmente em pequenos papéis em “Os cabeças de vento”, no qual formava uma banda de rock de desmiolados e em outros filmes que nem foram lançados por aqui.


Em 1996 tentou o gênero ação com “À Prova de balas”, que não fez muito sucesso de bilheteria, nem virou cult. A grande virada só ocorreria em 1998, quando lançou dois sucessos quase simultaneamente, “Afinado no amor” e “O rei da água”.

Em seguida vieram os sucessos “Billy Madison – Um herdeiro bobalhão” e “Um maluco no golfe”. O nome original desses dois filmes serviu de inspiração para a produtora do ator, a Happy Madison.

Depois disso Sandler não parou mais. Lançou seu maior sucesso até hoje, “O paizão” em 1999. No ano seguinte derrapou com “Little Nick – Um diabo diferente”, mas em 2002 participou de quatro filmes: “Embriagado de amor”, “A herança de Mr. Deeds”, “Garota veneno” e o decepcionante desenho animado, “Oito noites de loucura de Adam Sandler”.

Em seguida participou de “Tratamento de choque” (2003), “Como se fosse a primeira vez” (2004), “Golpe baixo” (2005), “Click” (2006), “Reine sobre mim” (2007), “Eu os declaro marido... e Larry” (2007), “Zohan – O agente bom de corte” (2008), “Um faz de conta que acontece” (2008), “Funny people” (2009) e nesse ano “Gente grande”, lançado recentemente nos cinemas.


Como já comentei aqui, gosto muito dos filmes de Adam Sandler e da forma como ele fala das minorias. Tenho dúvidas sobre o filme dele que eu mais gosto, talvez “Como se fosse a primeira vez” e um pouquinho de cada um dos outros.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A TORTURA DO SILÊNCIO


Um dos filmes menores e consequentemente menos conhecidos de Alfred Hitchcock é A tortura do silêncio. Montgomery Clift dá um show de interpretação como um padre que ouve a confissão de um sacristão que acabou de matar um advogado, mas como ele não pode revelar nada do que ouviu em confissão, fica atormentado.

Depois do crime, descobrimos que o padre foi apaixonado por uma mulher (Anne Baxter) antes de ser ordenado e de ir para a guerra. Agora essa mesma mulher retorna para tentar defendê-lo, já que ele é o principal suspeito, pois o sacristão estava usando uma batina na hora do crime.

Parece simples solucionar o problema: para se inocentar, o padre poderia revelar o que ouviu, mas fazendo isso seria expulso da igreja e não sendo mais padre, retornaria o grande amor de sua vida. Mas aí o filme não existiria, pelo menos não como um longa-metragem. É muito mais interessante os meandros criados por Hitchcock para mostrar a dedicação desse homem convicto de seu papel e disposto a agüentar as conseqüências advindas de um dos dogmas desse seu papel, bem como a fé que as coisas se resolveriam da melhor forma possível. Claro que não muito crível, principalmente nos dias atuais. Será que qualquer um de nós agiria como o padre?


A censura proibiu o desenvolvimento do romance do padre com sua amada, o que fez com que a sua dedicação e determinação em não trair os votos que fez, fosse ainda mais louvável. Interessante é também o amor que o marido de Anne Baxter sente por ela. Ele sabe que a esposa é apaixonada pelo padre, mas mesmo assim ainda faz o possível para inocentá-lo.

Hitchcock faz aparição logo depois dos créditos iniciais, cruzando uma escada. Ele revelou que nessa época começou a fazer suas habituais participações logo no início do filme, para que o público não ficasse disperso da trama central, esperando ele aparecer.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

TODAS AS FACETAS DE JAMES BOND


O personagem do espião inglês James Bond, mais conhecido pela alcunha de 007, foi criado pelo escritor Ian Flemyng em 1953 no livro Cassino Royale.




O primeiro ator a interpretar o personagem foi o escocês Sean Connery em 007 contra o Satânico Dr. No (1962). O filme fez tanto sucesso que até 1965, Connery viveu o espião em mais três filmes: Moscou contra 007 (1963), 007 contra Goldfinger (1964) e 007 contra a chantagem atômica (1965). Percebendo o perigo de ficar estigmatizado pelo personagem, resolveu estrelar outros filmes, inclusive um de Hitchcock, Marnie – Confissões de uma ladra (1964), mas como esses filmes não fizeram tanto sucesso, estrelou Com 007 só se vive duas vezes (1967). Nessa altura o herói já usava peruca, já que Connery ficou calvo aos 30 anos.
Peter Sellers e Ursula Andress

















Em 1967 estreou também a paródia Cassino Royale, em que 007 era vivido por Peter Sellers numa produção tumultuada escrita por dezenas de roteiristas e dirigida por cinco cineastas. O filme é cheio de altos e baixos e o melhor é acompanhar as aparições do elenco all star: Ursula Andress (que tinha sido a primeira bond girl em 007 contra o satânico Dr. No); David Niven, Orson Wells, Woody Allen, Déborah Kerr, Willian Holden, John Huston (um dos diretores do filme), Jean Paul Belmondo e Jacqueline Bisset. Este filme não é considerado como sendo da franquia oficial do personagem.
 
O australiano George Lazenby substituiu Connery em 007 a serviço secreto de sua majestade (1969), mas o filme foi um desastre e Lazenby não reviveu o personagem. Nos anos 90, ele co-estrelou com Sylvia Kristel uma série de sete filmes sobre Emmanuelle feita para a televisão francesa.

Sean Connery e Kim Basinger em Nunca mais outra vez

Os produtores convenceram Connery a retonar em 007 – Os diamantes são eternos (1971), quando ele jurou que nunca mais viveria o personagem e por ironia do destino (e de um cachê milionário), estrelou depois Nunca mais outra vez (1983). O público não aprovou sua volta e o filme foi mal nas bilheterias.





Roger Moore estrelou Com 007 viva e deixe morrer (1973) mas sentia que estava roubando o trono de Connery e então resolveu interpretar o personagem de uma forma mais debochada em 007 contra o homem com a pistola de ouro (1974), 007 – O espião que me amava (1977), 007 contra o foguete da morte (1979) que teve cenas filmadas no Brasil, inclusive com perseguição no bondinho do Pão-de-açúcar; 007 somente para seus olhos (1981), 007 contra Octopussy (1983) e 007 na mira dos assassinos (1985). Foi o primeiro James Bond que "conheci" nas exibições de seus filmes pela Rede Globo.

















Veio do País de Gales o James Bond seguinte: Timothy Dalton que era também o ator mais belo a interpretar o personagem (até então). Dalton estrelou 007 marcado para a morte (1987) e 007 permissão para matar (1989), mas o personagem parecia estar começando a cansar o público e a série deu um tempo. Dalton não retornaria ao papel.





















Seis anos depois o personagem seria vivido pelo irlandês Pierce Brosnan em 007 contra GoldenEye (1995). Com mais disposição para as cenas de ação e a ironia que 007 tinha quando era interpretado por Sean Connery. Brosnan repetiu o papel em 007 – O amanhã nunca morre (1997), 007 – O mundo não é o bastante (1999) e 007 – Um novo dia para morrer (2002) que tinha música tema e participação de Madonna.




















O James Bond seguinte (e por enquanto atual) é o inglês Daniel Craig que viveu o personagem a partir de Cassino Royale (2006), uma versão mais séria do primeiro livro de Ian Flemyng. Em seqüência participou de 007 – Quantum of solace (2008), que achei o mais fraco de todos os filmes da série. Atualmente está em pré-produção o Bond 23 que terá no elenco (além de Craig) Ralph Fiennes, Javier Bardem e Judi Denchi mais uma vez como M.

Sei que a maioria das pessoas prefere o Sean Connery, mas eu gosto mais do Roger Moore.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MINHA ALEGRIA

Gilberto Carlos


Quase enlouqueço se ficar um dia sem te ver
Sei que você tem muitas obrigações
Mas quero pelo menos poder te olhar
Desde que seja todos os dias.

Morro de saudades quando estás longe
Não consigo suportar.
Porque tanta dependência?
Meu mundo está condicionado ao seu
Minha alegria provem de você.

Ando por todas as ruas à sua procura
Ou espero você surgir
Fico triste quando isso não acontece
Mas no dia seguinte faço tudo de novo
E nesse dia tudo dá certo.

Porque todo esse trabalho?
Para eu ter certeza que nada mudou
E ver a cumplicidade estampada nos seus olhos.
Às vezes parece pouco, mas é o bastante
Pelo menos por enquanto...


sábado, 3 de setembro de 2011

OS ATORES DE WALTER HUGO KHOURI

Walter Hugo Khouri e Odete Lara

Em 46 anos de carreira (1953 – 1999), Walter Hugo Khouri dirigiu 26 filmes. Ficou conhecido como um dos mais autorais cineastas brasileiros e que melhor compreendeu a alma feminina, bem como a masculina com o personagem Marcelo sempre recorrente em seus filmes. Seus filmes mais famosos são Noite Vazia (1964), As amorosas (1968), O prisioneiro do sexo (1979), Convite ao prazer (1980), Eros, o deus do amor (1982) e Amor, estranho amor (1982) – seu melhor trabalho, que hoje só é lembrado pela participação de Xuxa na cena em que seduz um garoto vestida de coelhinha (ou melhor despida). Em seus filmes é possível notar a presença constante de atores como Lílian Lemmertz, Mário Benvenutti, Norma Bengell, Monique Lafond e Selma Egrey, que dentre outros, eram seus preferidos. Vamos a eles e aos filmes de Khouri dos quais participaram:



LILIAN LEMMERTZ
Corpo ardente (1966), As cariocas (1966), As amorosas (1968), As deusas (1972), O anjo da noite (1974), O desejo (1975), Paixão e sombras (1977) e Eros, o deus do amor (1981)


Mário Benvenutti com Monique Lafond
MÁRIO BENVENUTTI
A ilha (1963), Noite vazia (1964), As cariocas (1966), Corpo ardente (1966) e As deusas (1972)



MONIQUE LAFOND
Paixão e sombras (1977), Eros, o deus do amor (1981), Eu (1986) e As feras (1995/2001)



NORMA BENGELL
Noite vazia (1964), As cariocas (1966), Palácio dos anjos (1970) e Eros, o deus do amor (1981)



VERA FISCHER
Amor, estranho amor (1982), Amor voraz (1984) e Forever (1991)




SELMA EGREY
O desejo (1975), As filhas do fogo (1979) e Eros, o deus do amor (1981)



JOHN HERBERT
As cariocas (1966), Palácio dos anjos (1970) e Forever (1991)




DINA SFAT
Corpo ardente (1966), Eros, o deus do amor (1981)



SANDRA BRÉA
O prisioneiro do sexo (1979) e Convite ao prazer (1980)


TARCÍSIO MEIRA
Amor, estranho amor (1982) e Eu (1986)



ODETE LARA
Na garganta do diabo (1959) e Noite vazia (1964)


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MANHÃS DE SETEMBRO


A música Manhãs de setembro de Vanusa fez muito sucesso desde o seu lançamento, mas hoje as pessoas não se lembram mais disso. Quando o nome de Vanusa é citado, todos só se lembram do vexame quando ela errou a letra do Hino Nacional na Câmara dos Deputados e depois quando errou as letras de suas próprias músicas. Isso atrapalhou um pouco sua carreira, mas seu talento é inegável.

E viva Setembro...

MANHÃS DE SETEMBRO
Vanusa e Mário Campanha

Fui eu quem se fechou no muro e se guardou lá fora
Fui eu que num esforço se guardou na indiferença.
Fui eu que numa tarde se fez tarde de tristeza
Fui eu que consegui ficar e ir embora.

E fui esquecida
Fui eu
Fui eu que em noite fria se sentia bem
E na solidão sem ter ninguém fui eu
Fui eu que em primavera só não viu as flores
e o sol
Nas manhãs de setembro.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas Manhãs...