domingo, 25 de março de 2012

SONATA DE OUTONO


Ingmar Bergman arquitetou com “Sonata de Outono” um profundo estudo sobre as delicadas relações familiares, o que, aliás, ele sempre fez em seus filmes, mas na maioria das vezes entre casais com problemas matrimonias e aqui entre mãe e filha.

Charlote, uma pianista famosa (Ingrid Bergman, que apesar do sobrenome não era parente do diretor) visita a filha tímida e deprimida, Eva, (Liv Ullman) no interior da Noruega. Esse encontro provoca uma erupção de rancores, remorsos e cobranças do passado.

As duas atrizes estão em cena o tempo inteiro e duelam num show de interpretação trocando acusações, inclusive em relação a uma outra filha que tem uma doença mental incurável, Helena (Lena Nyman), que teria sido provocada por Charlote. Eva agora cuida de Helena, que antes estava internada em um asilo.


A mãe demonstra uma frieza impressionante em relação às filhas, parece ter nojo de Helena e se pergunta porque ela não morre logo e não se mostra tão diferente em relação à Eva. Toda a sua vida sempre esteve focada em sua carreira de pianista e a família ficava em último plano.

A trilha sonora é formada por música clássica: Chopin, Bach e Schumann. Chega a ser doloroso acompanhar essa reflexão familiar, mas não se consegue nem piscar os olhos durante esse filme brilhante, o que era comum na obra de Bergman.

Direção: Ingmar Bergman. Com: Ingrid Bergman, Liv Ullman, Lena Nyman, Gunnar Björnstrand e Linn Ullman. Drama, 92 min.

sexta-feira, 23 de março de 2012

UM ANO SEM ELIZABETH TAYLOR


Hoje completa um ano que Elizabeth Taylor nos deixou e partiu para algum lugar onde só brilham as estrelas. Ela foi a última das grandes estrelas produzidas pela fábrica dos sonhos de Hollywood dos anos 50 e 60 e um dos maiores ícones do cinema.

Devido à sua grande beleza, estava destinada ao sucesso desde que nasceu em Londres em 27/02/1932 como Elizabeth Rosemund Taylor. Sua família emigrou para os Estados Unidos em 1940, fugindo da 2ª Guerra Mundial.

Com Lassie em A força do coração

Contratada pela MGM, fez sua estreia no cinema aos 11 anos em “A força do coração” (1943), contracenando com outro ator mirim, que se tornou um de seus melhores amigos, Roddy McDowall.

Elizabeth cresceu na frente das câmeras de cinema e foi uma das poucas atrizes que conseguiu fazer a transição da carreira infantil para a adulta. Em papéis de garotas mimadas, participou de “O príncipe encantado” (1948), com Carmen Miranda e “Quatro destinos” (1949). Seu primeiro papel de adulta foi como a esposa de Robert Conrad “Nick” Hilton, herdeiro da famosa cadeia de hotéis, mas o casamento durou poucos meses.


Em 1952, casou-se com o ator Michael Wilding, pai de seus filhos Michael Jr. (1953) e Christopher (1955). Divorciou-se em 1957 e no mesmo ano casou-se com o produtor Mike Todd (A volta ao mundo em 80 dias), 25 anos mais velho. Sua filha Liz Todd nasceu em 1958, pouco antes de Liz ficar viúva. Consolada pelo cantor Eddie Fisher, acabou se casando com ele, o que causou grande escândalo já que ele era marido de sua amiga Debbie Reynolds, mas a união durou pouco: quando estrelou “Cleópatra” (1963), Liz apaixonou-se por Richard Burton e os dois pediram o divórcio de seus cônjuges.


Apanhou pneumonia durante as filmagens de “Cleópatra” e pouco depois ganhou o Oscar por “Disque Butterfield 8” (1960) e depois por “Quem tem medo de Virgínia Woolf?” (1966).

O casamento com Burton terminou em 1974, mas um ano depois eles se casaram novamente. A segunda tentativa só durou 9 meses. Em 1976, Liz casou-se com o senador John Warner e virou dona de casa até os anos 80, quando resolveu fazer teatro pela primeira vez. Em 1982, separou-se do senador e jurou nunca mais se casar.

Quando Richard Burton morreu em 1984, Liz internou-se para desintoxicar-se do álcool e de barbitúricos. Depois de “A maldição no espelho” (1980), com Rock Hudson e Tony Curtis, fez filmes para a Tv como “Entre amigas” (1983), “Malice in wonderland” (1985) e “Poker Alice” (1987), além da versão para o cinema do clássico desenho “Os Flintstones” (1994).

Com Montgomery Clift em Um lugar ao sol

De todos os seus filmes, seu preferido era “Um lugar ao sol” (1951), onde conheceu Montgomery Clift, com quem iniciou sólida amizade, que durou até a morte dele em 1966, quando fariam o 4º filme juntos: “O pecado de todos nós” (1967), que acabou sendo feito por Marlon Brando. Desenvolveu longa amizade também com Michael Jackson e Rock Hudson.


Com Rock Hudson e James Dean em Assim caminha a humanidade
Dentre todos os seus filmes, os mais conhecidos pelo público são “Um lugar ao sol” (1951), “A última vez que vi Paris” (1954), “Assim caminha a humanidade” (1956), “A árvore da vida” (1957), “Gata em teto de zinco quente” (1958), “De repente, no último verão” (1959), “Disque Butterfield 8” (1960), “Quem tem medo de Virgínia Woolf?”, “O pecado de todos nós (1967), “Morte no inverno” (1979) e “A maldição no espelho” (1980) e principalmente “Cleópatra” (1963) seu maior sucesso.




quinta-feira, 22 de março de 2012

QUANDO O AMOR VACILA


Em 2003, o Multishow (Canal Globosat) produziu o show Maricotinha ao Vivo, composto por músicas e textos de autores diversos. Aprecio várias delas, como “Fera ferida”, “Anos dourados”, “O quereres”, “Todo o amor que houver nessa vida”, “Negue”, “Casinha branca”, “Amor de índio”, mas principalmente o texto “Quando o amor vacila” de autor desconhecido, que é de uma beleza impressionante. Não me canso de ver e ouvir.

QUANDO O AMOR VACILA
Autor desconhecido

Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,
a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo,
mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si,
eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila.

terça-feira, 20 de março de 2012

SEXO POR COMPAIXÃO


Direção: Laura Mañá. Com: Elizabeth Margoni, Alex Ângulo, Pilar Barden, Juan Carlos Colombo, Mariola Fuentes, José Sancho. Drama. 108 min.

SEXO POR COMPAIXÃO mostra que o ato sexual pode trazer de volta a felicidade e a vida a uma cidade quase abandonada do México. Dolores (Elizabeth Margoni) é uma mulher muito caridosa e sempre pronta a fazer o bem a todos: visita uma menina muda e uma velha acamada, faz companhia a uma vaca e por causa de toda essa bondade, é abandonada pelo marido, Manolo (José Sancho). Mostra uma incapacidade latente em pecar até que um homem traído pela mulher e um virgem de 40 anos lhe pedem ajuda para resolver seus problemas. A partir desses fatos, todos os homens da vila passam a procurá-la e os ajuda. O que poderia ser um empecilho quando as outras mulheres descobrem o fato, se torna um incentivo, já que seus maridos estão mais amorosos e felizes.

A fotografia alterna cor e preto e branco. Na parte inicial, quando toda todos estão infelizes é em preto e branco e parece que os personagens enxergam assim também, mas quando eles ficam felizes, tudo se torna colorido e isso também é percebido por todos.

É muito bom assistir a filmes de diversas nacionalidades, pois só assim se pode descobrir pérolas como essa. Uma história muito sensível e tocante sobre o que a a falta de amor e a solidão podem fazer com a vida das pessoas. Mas também sobre a hipocrisia, as qualidades e defeitos de todo ser humano e as coisas que pensamos e queremos, mas não falamos, deixando assim, o problema sem solução.

Trata-se de um filme mexicano, país do qual não tive a oportunidade de assistir a muitas películas. Lembro-me de O CRIME DO PADRE AMARO com Gael Garcia Bernal, a co-produção México/Brasil SÓ DEUS SABE e DESERTO INTERIOR. Apesar de ser mexicano, não tem nada de dramalhão. Fala sobre coisas comuns a todos e apesar de triste na maior parte do tempo, tem um acalanto enorme de esperança.

Uma das cenas que achei mais bonita e chequei a me emocionar, é quando Floren (ajudante de Dolores no bar) se declara a seu amado Pepe, depois de muito tempo de repressão, cantando a música tema do filme, que transmite toda a sua essência:


“Cada silêncio que você me dá
Cada momento sem seu amor
É como um grito nas minhas veias
No vazio em que eu estou
Você é a água deste mar
Você volta, volta sempre
Me intoxicando com sua brisa
Acariciando-me sem o saber
Eu tenho a chuva que você me dá
Eu sinto seus olhos tatuando a minha pele
Tendo sua luz perto de mim.”

Altamente recomendado!



domingo, 18 de março de 2012

NÃO AMARÁS


Em 1988, o diretor polonês Krzysztof Kiéslowski realizou uma das mini-séries de TV mais famosas de todos os tempos, O DECÁLOGO, com 10 episódios de 50 minutos cada, baseados nos mandamentos da lei de Deus. Foi laureado no 46º Festival de Veneza e se tornou uma obra prima e consagrou o diretor internacionalmente. Dois desses episódios foram estendidos e lançados nos cinemas, este e “Não matarás” no ano seguinte.

Não Amarás representa o 6º mandamento “Não pecar contra a castidade”. É a história de um rapaz de 19 anos, virgem que trabalha como carteiro e é apaixonado por uma mulher mais velha que mora no prédio em frente ao seu, mas como não tem coragem de se declarar, fica espionando sua amada por um binóculo até que deixa claro seu amor.

O filme mostra de uma maneira singela e bastante sensível, os mecanismos da paixão. O garoto esnobado pela mulher mais velha, que aos poucos vai ficando encantada com todo aquele amor e acaba se apaixonando também. A situação se complica com uma tentativa de suicídio, quando ela percebe que pode ter colocado tudo a perder. É muito bonita a cena em que ela literalmente chora sobre o leite derramado.

Há muitos silêncios nessa história introspectiva. Em um momento, a dona do apartamento em que o rapaz mora, lhe explica porque as pessoas choram e sofrem. A última cena deixa um fio de esperança, apesar de parecer uma alucinação.
 

O título original Krótki film o milosci, quer dizer “Um pequeno filme sobre o amor” e é na verdade um belo filme de amor não correspondido, ou mais que isso, um amor correspondido que não dá certo.

Descubra o mais rápido possível esse filme, bem como o violento e belo “Não matarás”, a mini-série que deu origem a eles e a trilogia das cores de Kiéslowski, em especial “A liberdade é azul” e “A fraternidade é vermelha” que são primorosos.

Direção: Krzysztof Kiéslowski. Com: Grazyna Szapolowska, Olaf Lubaszenko, Drama, 82 min.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O CINEMA COMO FORMA DE PERSUASÃO

Cena do documentário Garapa

O cinema existe há 116 anos e exerce várias funções, como entreter, ensinar, fazer o espectador pensar sobre o tema tratado em determinado filme, mas uma de suas principais funções é persuadir o público. Essa intenção já nasce desde a elaboração do argumento e do roteiro, quando roteiristas, produtores e o diretor do filme resolvem a forma como vão tratar determinado assunto e como fazer isso de uma forma convincente a fim de persuadir o espectador de que aquilo que ele está assistindo é real.

Os filmes tem um poder muito grande sobre o público. Podem diminuir preconceitos ou aumentá-los. Isso vai depender das intenções daquele diretor e da forma como o assunto é abordado naquela obra.

O gênero mais persuasivo do cinema certamente é o documentário, que chega até o público como transcrição pura da realidade, o que não chega a ser totalmente verdade, já que há formas de se maquiar a realidade a fim de torná-la mais atrativa a todos. Isso pode ser feito durante as filmagens onde o diretor pode direcionar uma entrevista para que ela atinja suas intenções, extraia mais emoção ou verdade do entrevistado ou mesmo na montagem do filme, onde o montador vai escolher as cenas que ele considera mais verdadeiras para conseguir o seu verdadeiro intento, além de atrair o público pagante o obter lucro: persuadir.

Cena de Nanook, o esquimó

Na realidade, não há tantas diferenças entre ficção e documentário. O filme Nanook, o esquimó (1922) de Robert Flaherty é a prova disso. Esse filme foi considerado uma revelação e um desbloqueio diante dos artifícios do cinema, mas apesar de descrever as ações reais, era encenado depois de uma antropológica pesquisa de Flaherty no Alaska. Era na verdade, o início dos docudramas que misturam atores com personagens reais, uma realidade ficcional ou vice-versa.



Eduardo Coutinho dirigindo Marília Pera em Jogo de Cena

Até o cinema brasileiro fez vários docudramas. Entre eles, pode-se destacar “Até a última gota” (1980) de Sérgio Rezende, onde o ator José Dumont representa um lavrador que para matar a fome, vende seu sangue com muita freqüência e vai enfraquecendo aos poucos. São contadas também histórias de pessoas que morreram devido à tal prática. Outro exemplo é “Que bom te ver viva” (1989) de Lúcia Murat em que Irene Ravache interpreta uma mulher torturada durante a ditadura militar em meio a depoimentos reais, ou até Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho, onde atrizes famosas como Marília Pêra e Andrea Beltrão dão depoimentos intercalados com gente comum, muitas vezes interpretando suas histórias e no decorrer do "caminho", o espectador não consegue mais discernir quando é real ou quando é atuação.



Cena de Edifício Master de Eduardo Coutinho

Os documentários podem ser feitos de forma objetiva ou subjetiva, sendo a objetiva aquela que mostra as situações e os personagens reais, como o documentário brasileiro Garapa, que fala sobre a fome  e subjetiva quando mostra a maneira de ver dos próprios personagens, a maneira como vêem seus próprios problemas, como os documentários de Eduardo Coutinho.

É importante que o espectador conheça os diversos estilos e assuntos abordados pelo cinema, mas que tenha o discernimento para separar o que é bom do que é ruim. Seja enfim, um crítico que assiste a tudo para ter conhecimento, mas que tem seu ponto de vista, para não ser persuadido.

quarta-feira, 14 de março de 2012

TÍTULOS CATIVANTES


Há títulos de filmes que são tão bonitos e/ ou curiosos que só de ouvir já dá vontade de assistir, mesmo sem saber quem está no elenco ou qual a história a ser contada. Entre eles posso destacar:

JULIANA DO AMOR PERDIDO, um filme brasileiro de 1970 com Maria do Rosário (irmã de Ana Maria Nascimento e Silva) e Francisco di Franco (o Jerônimo da televisão). Baseado numa lenda do litoral paulista, é a história de uma mulher que é tida como santa, mas se apaixona por um maquinista, num romance fadado à tragédia. Um filme belíssimo.

QUALQUER GATO VIRA LATA, baseado na peça de teatro Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia do que a nossa de Juca de Oliveira que teve grande sucesso tanto no teatro, quanto no cinema.



VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO. Misto de documentário e ficção dirigido por Karin Aïnouz e Marcelo Gomes lançado sem muito sucesso nos cinemas. É a observação poética sobre o sertão a partir de uma pessoa que está viajando e vive uma desilusão amorosa. Tem algumas canções belíssimas na trilha sonora.



EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS. Filme nacional dirigido por Beto Brandt, que ainda não foi lançado. É a história de amor de um fotógrafo por uma mulher de dupla personalidade.



UM BONDE CHAMADO DESEJO. Peça de teatro de Tenesse Williams, transformada em filme em 1951 com Vivien Leigh e Marlon Brando no elenco e o nome de UMA RUA CHAMADA PECADO, pois o título tinha sido censurado. Refilmado para a TV em 1995, com o título original e com Alec Baldwin e Jéssica Lange no elenco.


GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE. Filme de 1958 com Elizabeth Taylor e Paul Newman, sobre a esposa de um ex-atleta que entra em depressão por não despertar mais o seu interesse. A censura teria suavizado o homossexualismo do personagem principal. Também baseado em peça de Tenesse Williams.


HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO. É a história de uma mulher que retorna à casa da irmã depois de 15 anos de ausência e rejeição.

NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO. Filme de Ettore Scola que conta a história de três amigos por 30 anos, contando também a história da Itália.

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES. O último filme de Meiry Vieira (que eu adoro).


Além dos títulos maliciosos e de duplo sentido que estiveram presentes em todo o período da pornochanchada, como EFIGÊNIA DÁ TUDO O QUE TEM, RETRATO FALADO DE UMA MULHER SEM PUDOR, O BEM DOTADO – O HOMEM DE ITU e tantos outros.

E você, quais títulos acha curiosos e que chamaram sua atenção para determinado filme?