domingo, 21 de junho de 2015

GILBERTO CINEMA: 6 ANOS


O tempo está passando tão depressa, que só fui me dar conta de que o aniversário do blog Gilberto Cinema estava próximo, quando o amigo Léo do Blog Bússola do Terror me parabenizou com antecedência pelo aniversário e desejando que ele continue por muito tempo no ar.

Não me lembro exatamente porque tive a ideia de criar um blog, talvez incentivado por uma amiga da pós-graduação que tinha um e me disse que era muito boa a experiência, apesar de dar um trabalho imenso. Juntou-se a isso o meu amor pelos filmes e a vontade de ser crítico de cinema.

Não vou negar que ter um blog dá mesmo muito trabalho. É como um filho que nos cobra atenção constante. Há a necessidade de alimentá-lo permanentemente com novas postagens, buscando pautas que possam ser interessantes para o leitor e comentando nos blogs dos amigos para que eles possam retribuir a visita e o comentário.

Mas infelizmente os blogs não estão mais na moda e o número de visitantes está caindo cada vez mais, porém acredito que isso acontece com todos os editores, até de blogs famosos como o dos críticos Luiz Zanin e Luiz Carlos Merten, que reclamam da falta de comentários e de que às vezes acham que estão escrevendo para eles mesmos. Também tenho essa impressão. Parece que as postagens não interessam mais e não causam o mesmo impacto de antes. 

Pareceu um desabafo meio pessimista, mas precisava ser feito. 

Agradeço a todos aqueles que são seguidores e que visitam sempre, deixando seus comentários e sugestões, bem como aqueles trazidos pelo google em busca de algum assunto. Todos são muito bem vindos por aqui. A casa é de vocês!



quinta-feira, 18 de junho de 2015

NA PORTA DO CINEMA


Sempre que vou ao cinema com meus amigos, costumo tirar fotos na porta, junto aos cartazes dos filmes ou mesmo dentro da sala antes da sessão começar. 











segunda-feira, 15 de junho de 2015

A CRÍTICA DE CINEMA ESTÁ MORRENDO

Reinaldo Glioche


Volta e meia a função da crítica é questionada. A internet redesenhou o papel da crítica de cinema assim como forçou o jornalismo como um todo a se reinventar. Nada novo até aí. No entanto, uma discussão derivada dessa problemática merece atenção. As mídias sociais diminuíram a força da crítica de cinema? Um crítico é ainda relevante para determinar a opção por um filme em detrimento de outro? Segundo o crítico canadense Richard Crouse, que se deteve sobre o tema em artigo na The Canadian Press, a relevância de um crítico hoje é mínima, quase nula. “Antigamente, você tinha um grupo de críticos que podia confiar e construir uma relação. Mesmo que discordasse deles, você os lia e prestava atenção no que eles tinham a dizer. Agora é tudo bem diferente. Eu acho que as pessoas perpassam blogs e Twitter e se decidem por lá mesmo”. “Eu acho que o Twitter, o Facebook e toda essa era digital precipitam essa demanda por reação instantânea a qualquer coisa sem o tempo para um real aprofundamento”, observa à coluna um dos diretores de programação do Festival de Toronto, Jesse Wente.

Rubens Ewald Filho, o maior crítico de cinema do Brasil

Ouvido sobre a questão pela revista The interview, o cineasta David Cronenberg disse que sites como o Rotten Tomatoes, portal que reúne todas as críticas publicadas na web sobre os filmes em lançamento, dilui a efetividade das críticas. “Você tem os ‘top críticos’ e os ‘críticos’, uma distinção entre críticos que realmente se engajaram na profissão e outros que ali estão apenas por aventura”.

Uma boa crítica de cinema objetiva expandir a experiência cinematográfica. Não se trata de encerrar a discussão sobre uma obra, mas sim de iniciá-la, de reverberá-la. De oferecer ao leitor outros ângulos, de estabelecer um diálogo com a obra, de refinar possíveis interpretações e apontar minúcias e símbolos, entre outros.

Luiz Zanin Oricchio, crítico de cinema da Folha de S. Paulo
Roger Ebert, talvez o maior e mais celebrado crítico de cinema do mundo, morto em 2013, pensava diferente. Em 2011, publicou um artigo no Wall Sreet Journal sobre o tema e via a internet no geral, e as redes sociais em particular, como uma bomba de oxigênio para a crítica de cinema. Para ele, trata-se de uma era de ouro. “Mais frequentadores de cinema estão lendo boas críticas sobre filmes novos e velhos do que antes. Ainda que também estejam lendo mais críticas ruins”. O jornalista americano Matt Singer, no blog Indie Wire vê nessa evolução da crítica de cinema seu ponto mais fatal e vai ao encontro do que pensa Cronenberg. “Ao permitir que todo mundo que tenha uma perspectiva sobre cinema escreva sobre isso e compartilhe com o mundo, essa evolução pode matar a carreira da próxima geração de críticos”.

Paralelamente a essa discussão cheia de subjetividades, uma pesquisa feita pela Nielsen nos EUA apurou que usuários do Twitter vão mais ao cinema do que frequentadores de cinema que não têm conta na rede social. Não obstante, usuários do Twitter têm 87% mais chances de ir ver um filme em seus dez primeiros dias de exibição e 340% mais chances de ter visto mais de 12 filmes nos últimos seis meses do que não usuários. Além do mais, os usuários do Twitter estão mais inteirados dos lançamentos do verão americano (época mais lucrativa para os estúdios de cinema). Obviamente, a pesquisa – encomendada pelo Twitter – ambiciona mostrar para Hollywood o potencial promocional da rede social. É senso comum que nenhum crítico de cinema hoje possui tamanha influência.

Luiz Carlos Merten, crítico da Folha de S. Paulo

Muitos, inclusive, abrem mão de ler críticas antes de verem os filmes e só o fazem após a sessão. Na maioria das vezes, apenas em caso de aprovação do filme. Essa realidade, potencializada pela ojeriza a spoilers, como se uma crítica por definição carregasse spoilers, enfraquece a formação cultural de frequentadores de cinema e relega ao marketing de estúdios e distribuidoras a missão cada vez mais árdua (em virtude dos preços pouco amistosos dos ingressos) de levar o público ao cinema.

Gilberto Carlo, blogueiro

Disponível em:

http://cineclube.ig.com.br/index.php/2015/06/11/a-critica-de-cinema-esta-morrendo/


sexta-feira, 12 de junho de 2015

PARA SEMPRE NAMORADOS


O cinema sempre mostrou personagens apaixonados, sejam elas namorados, amantes ou cônjuges e o público gosta de ver esses romances, tanto os possíveis quantos os impossíveis, pois esses últimos são muito mais emocionantes, mas mesmo assim não gosto de finais infelizes. O casal pode até sofrer durante toda a sua trajetória, mas o desfecho tem que ser feliz para que o público sinta-se gratificado com o que vê e continue acreditando que tudo pode dar certo (pelo menos no cinema).


Parte dos espectadores prefere as tragédias e não há como negar que elas são mais belas e que se tornam inesquecíveis por causa da impossibilidade do amor que representam. Será que Romeu e Julieta seriam tão “conhecidos” se não morressem no final da peça  ou das várias adaptações para o cinema (Olívia Hussey e Leonard Whitting na versão de Zeffireli e Leonardo DiCaprio e Claire Danes na versão de Baz Luhrmann)?


Os filmes sempre comprovam que o amor pode acontecer em todas as idades: na infância e pré-adolescência como mostraram Macaulay Culkin e Anna Chlumsky em Meu primeiro amor (um romance também fadado à tragédia); na adolescência como em A inocência do primeiro amor; na juventude: A primeira noite de um homem, O primeiro amor de um homem e Titanic; e na vida adulta os que são a maioria: Vivien Leigh e Clark Gable em ...E o vento levou, Andy Garcia em Quando um homem ama uma mulher, Sandra Bulllock em Quando o amor acontece, Carolina Ferraz e Murilo Benício em Amores Possíveis, Kevin Costner e Whitney Houston em O guarda-costas, Julia Roberts e Richard Gere em Uma linda mulher e na terceira idade (O amor é para sempre com Jéssica Tandy e Hume Cronyn, casados na vida real).


Não há como esquecer os romances homossexuais: O beijo da mulher aranha, O segredo de Brokeback Mountain, Milk – A voz da igualdade; aqueles que nem a morte consegue separar: Ghost – Do outro lado da vida, Amor além da vida...


Com certeza me esqueci de vários romances que me marcaram, mas essa lista não é definitiva, aliás nenhuma lista é. Na verdade todos os filmes de uma forma ou de outra falam de amor: do amor adormecido, do amor descoberto, do amor negado, do amor impossível, enfim do amor inevitável.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ


Prosseguindo com as músicas românticas na semana dos namorados...

Um amigo me apresentou a música Foi Deus quem fez você de Amelinha, um grande sucesso romântico dos anos 80. Gostei tanto que fico ouvindo sem parar.

FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ
Luis Ramalho

Foi Deus que fez o céu, o rancho das estrelas
Fez também o seresteiro para conversar com elas
Fez a lua que prateia a minha estrada de sorrisos
E a serpente que expulsou mais de um milhão do paraíso

Foi Deus que fez você
Foi Deus que fez o amor
Fez nascer a eternidade no momento de carinho
Fez até o anonimato dos afetos escondidos
E a saudade dos amores que já foram destruídos

Foi Deus!
Foi Deus que fez o vento
Que sopra os teus cabelos
Foi Deus que fez o orvalho
Que molha o teu olhar, teu olhar

Foi Deus que fez a noite
E um violão plangente
Foi Deus que fez a gente
Somente para amar
Só para amar, só para amar.

Foi Deus que fez o céu, o rancho das estrelas
Fez também o seresteiro para conversar com elas
Fez a lua que prateia a minha estrada de sorrisos
E a serpente que expulsou mais de um milhão do paraíso

Foi... Foi Deus que fez você
Foi Deus que fez o amor
Fez nascer a eternidade no momento de carinho
Fez até o anonimato dos afetos escondidos
E a saudade dos amores que já foram destruídos

Foi Deus!
Foi Deus que fez o vento
Que sopra os teus cabelos
Foi Deus que fez o orvalho
Que molha o teu olhar, teu olhar

Foi Deus que fez a noite
E um violão plangente
Foi Deus que fez a gente
Somente para amar
Só para amar, só para amar.
Foi... Foi Deus!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

QUANDO O AMOR VACILA

Autor desconhecido


Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,
a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo,
mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si,
eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila.



quinta-feira, 4 de junho de 2015

AMAR COMO JESUS AMOU


Hoje é o dia de Corpus Christi. Essa é uma expressão latina que significa Corpo de Cristo. Acontece sempre na quinta feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.

Nesse dia podemos refletir se nós nesse mundo caótico em que vivemos, seríamos capazes de amar como Jesus amou, inclusive (e principalmente) os nossos inimigos, de dar a outra face para que nos batam, de perdoar sempre, de fazer sempre o bem sem esperar nada em troca, de doar todos os nossos bens, como Jesus pedia que fizessem os seus discípulos e o seguissem.

Quando as coisas vão bem em nossa vida é mais fácil ser bom e agradável com todas as pessoas, mas quando os problemas mais sérios nos cercam, a paciência fica mais curta e não é tão fácil amar sem medida a todos, pois há algumas pessoas que não são fáceis e parecem fazer questão de importunar ou complicar a nossa vida, mas mesmo assim devemos nos esforçar e suportar.

O Padre Zezinho explica na bela canção que dá título a essa postagem, o que é preciso para ser feliz:


AMAR COMO JESUS AMOU
Pe. Zezinho


Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei
Pediu que eu repetisse, por favor
Mas não falasse tudo de uma vez
E perguntou de novo num sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Depois que eu terminei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei no seu rostinho a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz