sábado, 8 de dezembro de 2012

IV CORRIDA E CAMINHADA PELA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA


Amanhã (09/12) será realizada no Aterro do Flamengo, RJ, a IV Corrida e Caminhada com você pela vida – Doe medula óssea.  

Esse evento promovido pela Fundação do Câncer marca a abertura da Semana de Mobilização Nacional para doação de medula óssea e seu objetivo é conscientizar a população sobre a importância de doar medula óssea e atualizar sempre o cadastro, o que agiliza o processo quando é encontrada compatibilidade entre o possível doador e o receptor.

Eriberto Leão na corrida do ano passado

O REDOME (Redome Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) possui 2,8 milhões de pessoas cadastradas e é o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.

De 70 a 80% dos pacientes não encontram doadores na família e recorrem aos registros de doadores voluntários.

Para se tornar um doador é preciso procurar um hemocentro, onde serão coletados 5 ml de sangue e preenchido um formulário com os dados pessoais. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos de idade e que esteja em bom estado de saúde pode se cadastrar. Se for verificada a compatibilidade, o doador será chamado para novos exames e então fazer a doação.

Todos os anos os famosos fazem parte do evento, atraindo ainda mais a atenção da mídia, como Eriberto Leão, Cissa Guimarães, Caco Ciocler...

Caco Ciocler e Rodrigo Lopez


Cissa Guimarães

Ary Aguiar Jr.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

FILMES SOBRE DEZEMBRO

Daniel Radclife em Um verão para toda a vida

Não há como falar dos filmes de dezembro sem lembrar dos filmes natalinos, mas vamos deixar estes para outra postagem e nesta tratar apenas dos que falam especificamente desse mês.

Um verão para toda a vida (2007) - O primeiro filme de Daniel Radclife depois do grande sucesso da saga Harry Potter. O título original do filme é December Boys e em Portugal chamou-se Os garotos de dezembro.




December Bride (1991) - Filme do Reino Unido com elenco desconhecido por aqui.Em Portugal foi chamado de Noivas de Dezembro.



Quando Dezembro chegar (1981) - Telefilme estrelado por Bette Davis



A Warm December (1973) ou Um dezembro quente (Portugal) - Escrito e dirigido por Sidney Poitier.

Estación Decembro (2007) - Filme espanhol desconhecido.

Além de As comemorações do primeiro de dezembro (1937), Dezembro na beira alta (1978)...


Doe Medula Óssea:


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

03 ANOS SEM LEILA LOPES



Há três anos morria a atriz Leila Lopes. Ela foi encontrada morta em seu apartamento, por alguns policiais militares que foram acionados pelo telefone 190. Bombeiros detectaram que a morte foi causada por parada cardiorespiratória e segundo testemunhas não havia marcas de violência em seu corpo. Depois foi confirmado que ela havia cometido suicídio ao ingerir veneno de rato junto com pizza e deixou uma carta de sete páginas explicando os problemas pelos quais passava com dívidas e com a família.

Nos últimos meses de vida ela estava passando por alguns problemas de saúde, mas tinha dado entrevista para a televisão, dizendo que já estava recuperada e só queria ficar perto de quem ela gostava.

Seu maior sucesso na televisão foi a professorinha Lu da novela “Renascer” de Benedito Ruy Barbosa que conquistou todo o Brasil. Em seguida obteve relativo sucesso com outra novela de Benedito, “O rei do gado”, mas depois ficou um tempo afastada da televisão e começava a ser esquecida pelo público.


Em 1997 foi capa da revista Playboy e em 2008 resolveu fazer um filme pornô para a produtora Brasileirinhas, “Pecados e Tentações” que tinha um diferencial em relação aos outros por ter uma história em vez de apenas cenas de sexo ininterruptas, mas mesmo assim foi muito criticada por isso, inclusive por alguns autores de novela como Walcyr Carrasco. Em seguida participou também de “Pecado sem perdão” e “Pecado final”. Depois ela justificou que todos tinham sido feitos simultaneamente e depois divididos em três. Mas parece que ela se arrependia amargamente de ter precisado participar desses filmes, mais ou menos como Linda Lovelace.

No teatro participou de 33 espetáculos, entre eles, Paixão de Cristo (1998) e Despedida muito louca (2003)

Seus últimos trabalhos foram como apresentadora dos programas “Entre quatro paredes com Leila Lopes, exibido pelo canal da internet JustTv e o “Calcinha justa” pelo Sexy prive.



Carreira como atriz de televisão:
2.                 "Entre o Amor e a Espada" (2001) TV mini-serie .... Maria Isabel
3.                 "Marcas da Paixão" (2000) Novela .... Creuza
4.                 "Malhação" (1995) TV series .... Rosa (1997)
4.      "Você Decide" (3 episódios, 1995-1997)
    - A Desforra (1997) 
    - Elvis ou Elvira (1996) 
    - O Matador (1995) 
5.                 "O Rei do Gado" (1996) Novela .... Suzane
6.                 "Tropicaliente" (1994) Novela .... Olívia
7.                 "Renascer" (1993) Novela .... Prof. Lu
8.                 "Despedida de Solteiro" (1992) Novela .... Carol
9.                 "O Guarani" (1991) Novela 


sábado, 1 de dezembro de 2012

FILMES ASSISTIDOS EM NOVEMBRO



01.      Este é o meu garoto ***
02.      A poupança tá rendendo * ½
03.      A antropóloga ***
04.      Sem destino (2012) **
05.      Os vingadores ***
06.      Um lugar ao sol (Brasil, 2010) *
07.      Sexo em festa **
08.      Eu não conhecia Tururu ***
09.      O guerreiro Didi e a ninja Lili **
10.      Fabricando Tom Zé **
11.      Branca de Neve e o caçador ***
12.      Totalmente inocentes ***
13.      Moonrise kingdom ***
14.      O que esperar quando você está esperando ***
15.      O viciado em c... **
16.      Redenção ***
17.      Eu e meu guarda-chuva ***
18.      Vamos fazer um brinde ***
19.      A era do gelo 4 ***
20.      Homens de preto 3 **
21.      17 outra vez ***
22.      Na estrada **
23.      Looper – Assassinos do futuro ***
24.      A saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 2 – O final **
25.      O Guarani (1979) **
26.      A Repossuída ** 1/2
27.      Boca (Boca do lixo) ***
28.      Hotel Atlântico **
29.      Despedida em Las Vegas ****

Doe Medula Óssea...





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

VERA FISCHER, 61


A estrela Vera Fischer completou nessa semana 61 anos de muito sucesso e algumas polêmicas.

Vera nasceu em Blumenau, SC em 27 de novembro de 1951. Em 1969 foi eleita Miss Brasil e em seguida começou a atuar como jurada nos programas de TV. Sua beleza chamou a atenção dos produtores de cinema, onde estreou em “Sinal vermelho: as fêmeas” (1972), fazendo em seguida “O anjo loiro” (1973), “A superfêmea” (1973), “Essa gostosa brincadeira a dois” (1973), “As delícias da vida” (1974), “As mulheres que fazem diferente” (1974), “Macho e fêmea” (1974) e “Intimidade” (1976).


Foi a primeira musa da pornochanchada, já que fez só filmes eróticos até 1977, quando estreou na televisão, na novela “Espelho mágico”. Sofreu muito preconceito por acharem que ela era apenas um rosto bonito sem nenhum talento dramático. Depois disso não parou mais de atuar na televisão e conseguiu provar que tem talento participando de várias novelas e minisséries, como “Brilhante” (1981), “Mandala” (1987) onde viveu Jocasta e eternizou a música ‘O amor e o poder” de Rosana (ficando então conhecida como uma “deusa”) e conheceu seu futuro marido Felipe Camargo – “Riacho Doce” (1990), “Perigosas Peruas” (1992), “Agosto” (1993), “Pátria minha” (1995) – quando começaram os problemas pessoais, os atrasos nas gravações, o casamento conturbado e o envolvimento com as drogas que fizeram com que ela e Felipe saíssem da novela. Depois de superar os problemas e acabar o casamento, retornou no ano seguinte em “O rei do gado” (1996), o remake fadado ao fracasso “Pecado Capital” (1998), os sucessos de “Laços de família” (2000), “O Clone” (2001) e “Caminho das Índias” (2009).


Em 2008 e 2009, lançou os livros de Memórias “Vera, a pequena Moisi” e “Um leão por dia”, onde não esconde nenhum fato de sua vida e carreira. No final do ano passado se internou novamente para desintoxicação e agora recuperada, brilha em outra trama de Glória Perez, Salve Jorge, como uma das vilãs, que é traficante de escravas brancas, mas estou achando seu papel meio apagado. Vera merece mais.





terça-feira, 27 de novembro de 2012

O ESPECTADOR DESATENTO



Lendo o texto de Jonathan Crary sobre a visão que se desprende, cabe analisar também o nível de atenção do espectador do cinema atual. O texto já previa que a atenção era um problema moderno. E realmente o é. Com a modernidade vieram diversas coisas para tirar a atenção do espectador: celulares, tablets, mp3, 4, 5...

É comum encontrar no cinema, pessoas falando nos celulares, mandando mensagens de texto, conversando coisas banais, dormindo e consequentemente roncando. Coisas que tiram a atenção de quem foi ali para ver um bom e se abstrair por duas horas. Eu sei que alguns filmes são chatos (ou não o filme inteiro, mas alguns momentos) e que a gente acaba “voando” em alguns momentos, pois imagina que não vai perder nada de importante nesse tempinho, mas isso não quer dizer que deve incomodar as outras pessoas, só porque não está prestando atenção no filme. Se quiser conversar ou fazer todas essas coisas que algumas pessoas fazem no cinema, é só ficar na praça de alimentação dos shoppings, ou melhor: em casa.


Um cinema de Londres encontrou uma solução interessante para calar as pessoas que conversam ou atendem o celular durante a projeção. Pessoas fantasiadas de ninja calam as pessoas que não se comportam durante a sessão. São voluntários que fazem isso para não papar entrada no cinema. Alguma rede podia tentar isso aqui no Brasil também...

Depois quando essas pessoas são interrogadas sobre o filme que viram não conseguem lembrar nem o nome, quanto mais detalhes importantes da trama. Mas isso acontece em todos os lugares, até em casa, quando vão ver filmes em DVD, com a vantagem de que lá podem parar o filme quando quiserem e não quiserem prestar atenção, pelo menos não vão incomodar ninguém.

Mas por que a atenção se tornou algo tão efêmero? Será que alguns pensam que dentre tantas coisas para pensar, nada merece nossa atenção por tanto tempo? E olha que nas salas de aula também é assim, mas isso é uma outra história...

Participe da caminhada pela doação de medula óssea, 
mas se não puder participar, apenas doe.


domingo, 25 de novembro de 2012

A VISÃO QUE SE DESPRENDE: MANET E O OBSERVADOR ATENTO NO FIM DO SÉCULO XIX

Resumo do texto de Jonathan Crary



O surgimento da visão subjetiva (1810 – 1840) foi um dos desenvolvimentos mais importantes da história da cultura visual (visualidade). O funcionamento da visão tornou-se dependente da constituição fisiológica, o que tornou a visão imperfeita, discutível e arbitrária. A visão ou qualquer um dos sentidos, não podia mais reivindicar uma objetividade ou certeza essenciais. Por volta de 1860, foram definidos os contornos de uma crise epistemológica, na qual a experiência perceptiva perdera as garantias em relação à criação do conhecimento.

Um regime disciplinar de atenção foi imposto pela lógica do capitalismo que tornou o problema da atenção fundamental devido à crise contínua sofrida por ela com a introdução de novos produtos, novas fontes de estímulo e fluxos de informação, respondendo com novos métodos de administrar a percepção.

O sistema econômico emergente demandava atenção em relação a uma ampla gama de novas tarefas produtivas, pois o capitalismo e a modernidade exigem que mudemos nossa atenção rapidamente de uma coisa para outra.


O problema da atenção é moderno. A atenção era o local de observação, classificação e mensuração, através da qual muitos conhecimentos foram acumulados.

A atenção e a distração não eram dois estados essencialmente diferentes, mas conviviam juntas. A atenção se intensificava e diminuía, subia e descia, de acordo com um conjunto de variáveis. Ela foi descrita como o que impede nossa percepção de ser um fluxo caótico de sensações. É muito mais que uma questão de contemplação, de olhar, de oticidade. A visão é a camada de um corpo que pode ser capturado.

Vários estudos sobre atenção a distinguem em duas formas. A primeira era a atenção consciente e voluntária, orientada por tarefas e associada a comportamentos mais desenvolvidos. A segunda era a atenção automática ou passiva, que incluía as áreas da atividade habitual, fantasias, devaneios. Mas essa teoria nunca foi totalmente confirmada.


É possível fazer uma conexão entre a atenção e um quadro do pintor Edouard Manet (pintor francês nascido em 1832 e falecido em 1883). Uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Suas principais obras foram: Almoço na relva ou Almoço no campo, Olímpia, A sacada, O tocador de pífaro, A execução de Maximiliano e Na estufa (Dans la serre) de 1879, que será analisado aqui.

“Na estufa” foi exposto no Salão de 1879 e provocou reações fortes e críticas por Manet ter se afastado de seu estilo mais ambicioso e por fazer concessões ao público ao pintar mãos e faces com mais cuidado que o normal. Outros consideram esta obra mais conservadora por trazer  pouco da inventividade e audácia de outros quadros. Talvez ele tenha modificado seu estilo, para uma maior aceitação, depois da rejeição sofrida no Salão de 1970.

O quadro é como um mapeamento complexo das ambigüidades da atenção visual.

Foi denominada de facialidade o predomínio da face nos quadros. Manet pintou  cuidadosamente a face feminina. Essa parecia ser uma mudança em sua prática. Em grande parte da obra de Manet, a impressão e a atmosfera da face tornam-se um terreno novo e inquietante.

Alguns pontos de compressão e restrição prendem a mulher, como o espartilho, cinta, pulseira, luva e anel. Em contraponto com a figura curvada e encolhida do homem. O que indica sujeição e coação numa corporalidade organizada e inibida. Os potes  de vasos e flores também representam uma clausura, como um instrumento de domesticação. Até mesmo a grade do banco é um pequeno eco da figura cilhada da mulher, como se a madeira estivesse comprimida por uma presilha.



A sensação de estar preso, também é devido ao emaranhado de verde atrás das figuras. Manet aplicou uma camada de tinta tão espessa na vegetação, que ela parece estar mais próxima de nós do que o homem e a mulher.

A temática da pressão e compressão é sugerida pelo título do quadro Dans la serre. A palavra francesa serre, “estufa”, significava um lugar fechado e é também uma forma do verbo serrer que significa apertar, segurar com força, prender com firmeza.

A figura da mulher é um exemplo de palidez do vazio psicológico ou do descomprometimento relacionado a Manet? Ela está perdida em pensamentos, em absorção vazia ou em um quase transe? Nos é mostrado um corpo cujos olhos estão abertos, mas não vêem, não aprendem, não fixam. É possível vê-la como uma apresentação pública de domínio impassível do ego.

Há semelhança entre a posição das figuras no quadro e uma das primeiras formas de prática terapêutica: um método de ficar atrás dos pacientes histéricos e murmurar-lhes enquanto eles pareciam estar desatentos.


Manet sugere uma atenção e/ou distração ambíguas na forma como pintou os olhos do homem. Seus dois olhos são mostrados como separados. Um olho aberto, olhando além e talvez acima da mulher, enquanto do outro olho só se vê as pálpebras, talvez esteja olhando para o guarda-chuva da mulher, sua mão enluvada ou para o anel em seu dedo. São dois eixos óticos díspares, onde a pontualidade da visão é desfeita.

A energia de ligação vem das duas alianças de casamento, próximas uma da outra, perto do centro do quadro. Seria um par conjugal (os modelos para o quadro também eram casados), ou um encontro ilícito entre um homem e uma mulher casados com terceiros? Os anéis de casamento estão relacionados a desejo contido e canalizado como o torso com cinto e espartilho da mulher. É possível sugerir que o fato de as figuras estarem separados pela grade do banco, sem comunicação, represente uma noiva e um solteirão enredados por uma incompletude perpétua.

O não-acontecimento também é sugerido pelos dedos que por pouco não se tocam, uma tatilidade que se tornou anestesiada ou paralisada, mesmo que a mão da mulher esteja sem luva, pronta para iniciar ou receber uma carícia.

A efemeridade da atenção entrou em jogo com o surgimento do mundo mercantil da moda, como um comportamento produtivo da modernização. A figura da mulher adornada como uma flor entre as flores ou da moda como um avanço florescente, representa que a mercadoria é parte da organização sufocante do quadro.

O declínio do observador pontual ou ancorado aconteceu pelo sujeito atento instável. Um sujeito que irá se tornar o objeto de todas as indústrias da imagem e do espetáculo no século XX, incluindo o cinema.

* Todas as pinturas presentes nesta postagem são de autoria de Edouard Manet e o texto de Jonathan Crary.


Doe Medula Óssea. Doe vida para seu próximo:
Rodrigo Faro também apoia essa ideia.