segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

QUANDO O AMOR ACABA

Gilberto Carlos




Só depois que o amor acabou
É que eu percebi tudo com clareza:
O quanto me humilhei e você nem ligou
Pois não teve coragem de assumir o que sentia.

O medo atrapalhou
Mas ele não foi o único
Havia também a sua ignorância
E a falta de jeito para lidar com os sentimentos.

Todos os momentos foram dolorosos
Menos agora que o amor acabou
Estou enfim, livre de você
E isso é muito prazeroso.

Não quero mais te ver
Nem tenho nada pra lembrar
É como se você não existisse
E eu nunca tivesse te amado.

Posso começar de novo:
Amar outra pessoa
Alguém que mereça ser amado
E que retribua na mesma medida.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PORNOCHANCHADA: O EROTISMO MADE IN BRAZIL



Falar sobre pornochanchada é falar sobre um “santo de casa”, ou seja, uma produção tipicamente brasileira que esteve presente no nosso cinema, marcando-o e estigmatizando-o, ao menos no período de sua dominação. Ela surgiu em 1969, tendo como sua primeira obra o filme Os Paqueras de Reginaldo Faria, e depois seguido por Adultério à Brasileira de Pedro Carlos Rovai e Memórias de um Gigolô de Alberto Pieralisi. Apesar de Reginaldo Faria não se considerar um pornochanchadeiro e citar Os Paqueras como um filme quase ingênuo se comparado a outros que tentavam seguir essa linha, pois numa cena do filme, as personagens dele e de Irene Stefânia fazem sexo, vestidos, o que era recorrente nesses primeiros filmes.

O nome “pornochanchada” é uma junção de “chanchada”, o gênero predominante no cinema brasileiro das décadas de 30, 40 e principalmente 50, que tinha grande aceitação popular, acrescido da palavra “pornô”, resultante da força erótica intencionalmente presente nas obras. A chanchada, que em espanhol quer dizer porcaria, era formada por filmes ingênuos e quase sempre maliciosos, enquanto a pornochanchada tentava introduzir intenções explícitas, mesmo que não pornográficas. Os títulos, em sua maioria libidinosos, tentavam atrair o público às salas de cinema em busca de algo que na realidade nem sempre encontravam, pois nos títulos havia mais ousadia que nas próprias obras.

Esses títulos maliciosos e de duplo sentido, com certeza eram um grande atrativo, pois davam a entender que se tratava de um filme de sexo explícito, o que não era verdade. Entre esses títulos estavam A Mulher de Todos, passando por A Cama ao Alcance de Todos e incluindo Audácia – A Fúria dos Desejos, As Escandalosas, O Pornógrafo, Cio – Uma Verdadeira História de Amor, Cada Um Dá o Que Tem, A Ilha do Desejo, Essa Gostosa Brincadeira a Dois, A Ilha dos Prazeres Proibidos, etc. Além dos títulos que continham a palavra “sexo”, como por exemplo: O Doce Esporte do Sexo, O Sexo Mora ao Lado, O Fraco do Sexo Forte, Sexo às Avessas, O Sexo das Bonecas, O Sexo e as Pipas e O Sexo Nosso de Cada Dia, faziam sucesso também, aqueles que traziam a palavra “mulheres” como Sete Mulheres Para um Homem Só, As Mulheres que Fazem Diferente, Quando as Mulheres Paqueram, As Mulheres Sempre Querem Mais, As Mulheres Amam por Conveniência, As Mulheres que Dão Certo e vários outros.

Dentro desse gênero iremos perceber a constante presença de certos personagens com características marcantes, vulgaridades necessárias para o favorecimento do enredo erótico – não muito complexo, e com articulações mais ou menos óbvias. Tais enredos evidentemente encontravam problemas para contornar os cortes promovidos pela censura federal, que muitas vezes riscava o negativo, deixando a imagem sem som, nos momentos em que as palavras usadas eram consideradas inadequadas.
 
Zaira Bueno em "Coisas eróticas"

A pornochanchada teve seu fim com a entrada no mercado dos filmes pornográficos (tanto os nacionais quanto os estrangeiros) a partir do início da década de 80, com a exibição de “Coisas eróticas” (1981) de Rafaelle Rossi que estourou nas bilheterias, fazendo 4.729.484 espectadores. Os produtores e diretores pensavam ter descoberto uma mina de ouro, mas o que não imaginavam era que, com o cinema pornográfico, estavam “matando” a pornochanchada, pois o público não estava mais interessado nas insinuações daqueles filmes e queriam algo mais explícito. Os últimos filmes do gênero datam de 1985.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2011


Saiu ontem a lista dos indicados ao Globo de Ouro, a festa mais importante do cinema (antes do Oscar). A premiação acontece no dia 18 de janeiro de 2011 e será transmitida no Brasil pelo canal pago TNT. Muitos dos premiados com o Globo de Ouro acabam ganhando também o Oscar, por isso a festa se tornou tão importante e reconhecida. As fotos referentes a cada categoria, são os meus preferidos e pelos quais estou torcendo.

A Origem
Melhor filme (Drama):
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
O Discurso do Rei
A Rede Social


Melhor filme (comédia ou musical):
Alice no País das Maravilhas,
Minhas Mães e Meu Pai,
Red - Aposentados e Perigosos,
O Turista
Ator Drama:

Colin Firth em "O discurso do rei"
Jesse Eisenberg (A Rede Social),
Colin Firth (O Discurso do Rei),
James Franco (127 Hours ),
Ryan Gosling (Blue Valentine ),
Mark Wahlberg (O Vencedor)


Atriz Drama:
Halle Berry (Frankie and Alice),
Nicole Kidman (Rabbit Hole),
Jennifer Lawrence (Inverno da Alma),
Natalie Portman (Cisne Negro),
Michelle Williams (Blue Valentine)


Ator Comédia:
Johnny Depp (O Turista),
Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas),
Paul Giamatti (Barney's Version),
Jake Gyllenhaal (O Amor e Outras Drogas),
Kevin Spacey (Casino Jack)


Atriz comédia ou musical:
Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai),
Anne Hathaway (O Amor e Outras Drogas),
Angelina Jolie (O Turista),
Julianne Moore (Minhas Mães e Meu Pai),
Emma Stone (A Mentira)


Ator coadjuvante:
Christian Bale (O Vencedor),
Michael Douglas (Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme),
Andrew Garfield (A Rede Social),
Jeremy Renner (Atração Perigosa),
Geoffrey Rush (O Discurso do Rei)


Atriz coadjuvante:
Amy Adams (O Vencedor),
Helena Bonham Carter (O Discurso do Rei),
Mila Kunis (Cisne Negro),
Melissa Leo (O Vencedor),
Jacki Weaver (Animal Kingdom)

David Fincher

Diretor:
Darren Aronofsky, por Cisne Negro,
David Fincher, por A Rede Social,
Tom Hooper, por O Discurso do Rei,
Christopher Nolan, por A Origem,
David O. Russell, por O Vencedor

Roteiro:
Danny Boyle e Simon Beaufoy, por 127 Hours,
Christopher Nolan, por A Origem,
Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko, por Minhas Mães e Meu Pai,
David Seidler, por O Discurso do Rei, Aaron Sorkin, por A Rede Social

Canção:
Bound to You (Burlesque), de Samuel Dixon, Christina Aguilera, Sia Furler,
You Haven't Seen The Last of Me (Burlesque), de Diane Warren,
Coming Home (Country Strong), de Bob DiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey, Troy Verges,
There's A Place For Us (As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada), de Carrie Underwood, David Hodges, Hillary Lindsey,
I See the Light (Enrolados), de Alan Menken, Glenn Slater

Trilha Musical:
A.R. Rahman, por 127 Hours,
Danny Elfman, por Alice no País das Maravilhas,
Hans Zimmer, por A Origem,
Alexandre Desplat, por O Discurso do Rei,
Trent Reznor, Atticus Ross, por A Rede Social


Animação:
Meu Malvado Favorito,
Como Treinar o Seu Dragão,
O Mágico/L'illusionniste,
Enrolados,
Toy Story 3


Filme estrangeiro:
Biutiful (México/Espanha),
O Concerto (França),
Kray (Russia),
Io sono l'amore (Italia),
Hævnen (Dinamarca)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PRÊMIO SELO DARDOS



Caros amigos leitores e seguidores,

O Gilberto Cinema recebeu de Paulo Nery do blog Filmes Antigos Club Artigos, o prêmio Dardos, um selo de destaque pelo conjunto da obra, originalidade e criatividade. Esse fato me deixou muito feliz pelo trabalho que faço. É muito bom receber comentários e elogios. Quem é que não gosta, não é verdade?

Escolhi três blogs para serem indicados e receber o mesmo selo todos eles muito bons e de grande criatividade. São blogs que visito todos os dias e recomendo:

1. Delírios e Surtos de Roderick Verden
2. Videoteka do Markito
3. Cinebulição

A vocês, os meus parabéns e o meu agradecimento ao Paulo Néry!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O EROTISMO NO CINEMA BRASILEIRO

Gabriele Tinti e Norma Bengell em "Noite vazia"

O erotismo teve início no cinema brasileiro pelas mãos do diretor Luis (Lulu) de Barros, que tem a mais longa carreira do nosso cinema, com 82 filmes em 66 anos de carreira. Em 1919, no filme “Alma sertaneja”, dirigido por Lulu, a protagonista Otília Amorim aparecia nua enquanto banhava-se em uma cascata. Mas antes dela, Miss Ray, já tinha aparecido nua em “Le film du Diable”, que é brasileiro apesar do título.

Lulu de Barros realizou em seguida, “Depravação” (1926), só exibido em 1932 e “Messalina” (1930) que se notabilizou por seus nus artísticos e uma cena de “cama”. Nessa época, a “desculpa” para esses filmes exibirem cenas ousadas e nudez feminina era de serem educativos. Claro que a censura implicava com eles, que eram exibidos com a tarja de “Proibidos rigorosamente para menores e senhoritas”, mesmo assim muitos deles foram sucesso de bilheteria.

Nos anos 30, o erotismo deu um tempo. O mais ousado que se podia ver eram mulheres sensuais interpretando sedutoras e imitando as estrelas americanas.


Cena de "O anjo do lodo"
“Anjo do lodo” (1951) de Lulu de Barros era uma adaptação do livro “Lucíola” de José de Alencar e trazia Virgína Lane em uma cena de nudez sugerida por uma sombra na parede e uma outra em que a mão do galã aparecia a um palmo do seio da atriz. O filme sofreu protestos para que fosse retirado de cartaz, o que não aconteceu e ele acabou se tornando grande sucesso.

Walter Hugo Khouri e Lilian Lemmertz
Com o Cinema Novo, o erotismo retornou com a nudez de Norma Bengell em “Os cafajestes” (1962) de Ruy Guerra e com “Noite Vazia” (1964) de Walter Hugo Khouri (também com Norma Bengell, além de Odete Lara). Khouri se notabilizou por filmes que tratavam do vazio existencial e tramas eróticas, sobre adultério, sedução e insatisfação sexual. É o que se podia ver em vários de seus filmes, como “Corpo ardente” (1966), “As amorosas” (1968), “Palácio dos anjos” (1970), “As deusas” (1972), “O último êxtase” (1973), “O anjo da noite” (1974), “O desejo” (1975), “O prisioneiro do sexo” (1979), “Convite ao prazer” (1980), “Eros, o deus do amor” (1981), e “Amor, estranho amor” (1982).

Lídia Brondi em "O beijo no asfalto
Pode-se destacar também as adaptações das obras de Nelson Rodrigues para o cinema. Ele que era considerado o anjo pornográfico, teve quase todas suas obras adaptadas, começando por “Meu destino é pecar” (1952); passando pela 1ª versão de “Bonitinha, mas ordinária” (1963); “Asfalto selvagem” (1964) e Engraçadinha depois dos 30” (1966), que juntos formavam a saga de Engraçadinha; “Toda nudez será castigada” (1973); “O casamento” (1975); “A dama do lotação” (1978); “Os sete gatinhos” (1980); “O beijo no asfalto” (1980); “Bonitinha, mas ordinária” (1981); “Álbum de família” (1981), “Engraçadinha” (1981) e “Perdoa-me por me traíres” (1983), título que eu nunca consegui entender, pois deveria ser “Perdoa-me por te traíres”...

John Herbert em "Toda donzela tem um pai que é uma fera"
A década de 60 prosseguiu com comédias maliciosas, produzidas no Rio de Janeiro ou em São Paulo, enredos que envolviam histórias de sexo, porém com imagens que não mostravam muito, como em Toda Donzela tem um pai que é uma Fera (1966), As Cariocas, (1966), Todas as Mulheres do Mundo (1967) e A Penúltima Donzela (1969). Até o lançamento de Os Paqueras (Reginaldo Faria, 1969). Este filme trazia no elenco as musas Leila Diniz, Darlene Glória, Adriana Prieto, Irene Stefânia e Irma Alvarez e deu o pontapé inicial (juntamente com Adultério à Brasileira e Memórias de um Gigolô), à pornochanchada.

Continua...

sábado, 11 de dezembro de 2010

O EROTISMO NO CINEMA (OS FILMES PORNÔS)

Cena de Garganta Profunda

Do softcore para o hardcore e do documentário para a ficção, o filme que deflagrou esse processo foi “Garganta Profunda” (1972) de Gerard Damiano, o mais famoso filme pornô já realizado. Custou 24 mil dólares e foi filmado em seis dias. A história todo mundo conhece: uma mulher (Linda Lovelace) tem o clitóris na garganta e só consegue sentir prazer com o sexo oral.

Garganta profunda abriu o caminho e em seguida vieram “O diabo na carne de Miss Jones” (1972), de Gerard Damiano (o mesmo diretor de Garganta..), sobre uma virgem madura que se suicida e é condenada a um período de limbo na Terra, onde é iniciada sexualmente de todas as formas possíveis; e “Atrás da porta verde” (1972), sobre uma mulher que é seqüestrada e levada para um clube sexual (que dá nome ao filme) onde passa pela experiência mais sensual de sua vida.


Como em “Garganta profunda”, nesses dois filmes o desempenho de suas atrizes foi fundamental para o sucesso. “O diabo na carne de Miss Jones” apoiou-se na interpretação de Georgina Spelvin, na época com 39 anos e “Atrás da porta verde” na de Marilyn Chambers, conhecida como a garota propaganda do sabonete Ivory, que causou certo escândalo por sua performance ao lado de cinco homens.

Esses três filmes abriram as portas o ingresso dos filmes pornográficos no circuito comercial de exibição em salas “especiais”.

Depois deles vieram “O império dos sentidos” (1976) de Nagisa Oshima e “Calígula” (1979) de Tinto Brass, que chegaram às telas brasileiras amparados por mandatos judiciais e por suas qualidades artísticas, mas ambos continham cenas de sexo explícito.

São considerados também filmes pornôs de qualidade de acordo com Nuno César Abreu em seu livro "O olhar pornô": Beijos pecaminosos (1986), Desejo ardente (1985), Fantasias eróticas de Diana (1983), Lolita, a insaciável (1986), Rosalie, a depravada (1986), Sexo insaciável I e II (1980 e 1984), Amassos indecentes (1989), Palavras proibidas (1980) e vários outros, já que a indústria pornô sempre foi uma das mais fecundas do cinema.

Essa indústria criou vários astros e estrelas, como Rocco Siffredi, Ron Jeremy, John Holmes, Christopher Clark, Ginger Lynn, Amber Lynn, Traci Lords, Vanessa Del Rio, Nina Hartley, Seka, Annette Haven, Silvia Saint e Cicciolina, além das já citadas: Linda Lovelace, Marilyn Chambers e Georgina Spelvin.

Rocco Siffredi

Ron Jeremy


John Holmes

Cicciolina


Nina Hartley


Ginger Lynn


Traci Lords

Silvia Saint
Linda Lovelace
Marilyn Chambers

Georgina Spelvin
No final dos anos 80, o cinema pornô começou a dar sinais de cansaço e as salas de cinema não lotavam mais como antes, influenciado pelo lançamento desses filmes em fitas de vídeo VHS, o que tornava mais cômodo assistir a esses filmes em casa. A partir da década de 90, a maioria dos filmes pornôs deixou de ser produzida em película e passou a ser gravada em vídeo.

Com a mudança do suporte de filmagem, piorou também a qualidade técnica dos filmes que em sua maioria não contavam mais com um enredo definido e o clima de sensualidade e erotismo era quase nulo. Como se fosse uma colagem de várias cenas de sexo sem muito nexo, tal como fazem as produtoras atuais, inclusive a nacional “Brasileirinhas”, com seus filmes intermináveis e quase insuportáveis. A sensualidade ainda existe, mas é cada vez mais difícil de ser encontrada nos filmes atuais do gênero.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O EROTISMO NO CINEMA

Brigitte Bardot em "E Deus criou a mulher"

O cinema erótico teve início nos anos 20, quando tímidos filmes de striptease eram exibidos apenas nos campos das universidades dos Estados Unidos, mas antes disso, em 1913, “Traffic in Souls”, um filme que tratava do tráfico de escravas brancas faturou 250 mil dólares. Surgia então os stags films – literalmente filmes para homens, com produção fundo de quintal e exibidos integralmente em ambientes fechados, fora dos circuitos comerciais. Os stags films são os ancestrais dos filmes de sexo explícito de hoje, pois mostravam cenas de penetração genital, mesmo que fora de continuidade temporal. Eram filmes de sete minutos ou menos, mudos e em preto e branco.

Nos anos 40, já havia o mercado dos exploitation, nome que os amercianos davam aos filmes apelativos com inspiração erótica, exibidos legalmente em cinemas pouco recomendados. Mostravam mais peitos e bundas que o cinema convencional, mas a nudez era velada e o sexo com uma porta fechada entre a câmera e o casal.

Durante os anos 50, mais liberais, a câmera conseguiu filmar a nudez. Foi a onda dos nudies-camp, filmes-documentários sobre a saudável vida nos campos de nudismo, onde homens, mulheres e crianças praticavam jogos como peteca e vôlei, com o corpo ao sol, mas nada de nudez frontal, nem masculina, nem feminina. O filme mais conhecido desse período foi “Garden of Éden” (1955).

Nos anos 60, o nome de Russ Meyer ficaria famoso com o filme “The immortal Mr. Tears (1959). Foi ele quem introduziu um novo gênero: os nudes-cuties, filmes que tinham como marca registrada a nudez filmada de diversos ângulos e com cenas de sexo simulado. Iniciou-se a fase dos soft-cores, fitas com enredo definido e algumas cenas eróticas, sem a exibição dos órgãos genitais. Roger Vadim foi um dos que mais se destacou nessa fase com “E Deus criou a mulher” (1957), que trazia no elenco a diva Brigitte Bardot, que também protagonizou “Os amantes” de Louis Malle. Era a nouvelle vague dando uma forcinha ao erotismo no cinema.
 
Norma Bengell e Jece Valadão em "Os Cafajestes"

Em 1966, aparecia o primeiro nu frontal americano em “The Raw Ones”. Quatro anos depois do nu frontal de Norma Bengell (em "Os cafajestes") na praia iluminada por faróis e que provocou grande escândalo, além de problemas com a censura da época

Ainda nos anos 60, alguns filmes foram importados da Suécia e começaram a circular nas peephouses de Nova York e no circuito exibidor dos exploitation. Um exemplo foi “I am curious-yellow” (1968) exibido sem cortes. O sexo ainda era simulado, mas parecia ser real. Foi um novo padrão a ser seguido.

A legalização da pornografia visual de produção massiva na Escandinávia, provocou o aparecimento de documentários sobre a permissividade dinamarquesa, com entrevistas com atrizes pornôs nuas, cenas de lesbianismo em clubes noturnos e de pênis eretos. Daí foi um passo para os filmes de sexo explícito, chamados hardcores.

Continua...