terça-feira, 7 de agosto de 2012

ATORES BRASILEIROS TIPO EXPORTAÇÃO - PARTE 2



















Em 1983, SONIA BRAGA estrelou ao lado de Marcello Mastroianni a co-produção Brasil/Itália, “Gabriela” que foi muito criticado, mas começou a chamar a atenção dos estrangeiros, o que aconteceu efetivamente com “O beijo da mulher aranha” (1985) que era falado em inglês e deu uma indicação a ela, do Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. Depois disso mudou-se para os Estados Unidos e construiu carreira bastante significativa e duradoura, com destaque para “Luar sobre Parador” (filmado no Brasil), “Rebelião em Milagro”, “Rookie – Um profissional do perigo”, “Amazônia em chamas” (também filmado no Brasil) e tantos outros, mas nunca teve a atenção que merecia e creio que no Brasil teria sido mais reconhecida, apesar de ter reclamado há pouco que ficou aqui por um ano e não foi convidada para nada, além de um episódio da séria “As Cariocas” e outro de "Tapas e beijos".



FERNANDA MONTENEGRO fez sucesso no mundo todo com “Central do Brasil” e foi indicada ao Oscar de melhor atriz, mas recusou várias propostas para trabalhar no exterior, até “O amor nos tempos do cólera” (2007) que não fez sucesso de público, nem de crítica. 



Sua filha, FERNANDA TORRES depois de ter vencido o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por “Eu sei que vou te amar” (1986), participou sem muita repercussão de “A mulher do próximo” (1989) e “A guerra de um homem” (1991), mas desistiu da carreira internacional e continuou com grande sucesso nos filmes brasileiros, como “Os Normais” e “Saneamento Básico – O filme”. Atualmente está fazendo grande sucesso no seriado "Tapas e beijos".



DENISE DUMMONT participou de “O beijo da mulher aranha” e chamou a atenção de Woody Allen com quem fez uma ponta interpretando Carmen Miranda cantando Tico tico no fubá em “A era do rádio” (1986). Em seguida participou de “Allnighter” (1987), “Coração da meia-noite” (1988) de Matthew Chapman com quem se casou, mas apesar de ser casada com um diretor, ficou dez anos afastada do cinema até 1998, quando participou de “Heartwood” (1998) e retornou ao Brasil para produzir o documentário “O homem que engarrafava nuvens” sobre seu pai, o compositor Humberto Teixeira, um dos mestres do baião. Em seguida participou de um episódio de "As brasileiras".



MURILO BENICIO depois de várias novelas na Rede Globo, participou do desastroso “Sabor da Paixão”, como par romântico de Penélope Cruz. O filme foi rodado na Bahia e tinha outros brasileiros no elenco. Em 2006, participou do holandês “Paid”, mas depois disso, Murilo tem se dedicado somente à televisão onde está atualmente na novela "Avenida Brasil".

Continua...


domingo, 5 de agosto de 2012

ATORES BRASILEIROS TIPO EXPORTAÇÃO


O Brasil sempre exerceu grande fascínio entre os estrangeiros e o sonho de muitos deles era morar aqui, casar com uma brasileira ou pelo menos visitar o país. Foram muitos os filmes estrangeiros feitos aqui, fato que ajudou a distorcer a imagem do Brasil lá fora, já que a representação não era realista e só havia na maioria desses filmes, macacos, mulheres seminuas e candomblé.

Vários atores e atrizes conseguiram fazer carreira significativa no cinema internacional, por terem chamado atenção em filmes brasileiros exibidos com sucesso lá fora ou pelas nossas novelas.

A primeira brasileira tipo exportação foi com certeza CARMEN MIRANDA, a pequena notável, que na verdade nasceu em Portugal, mas veio para o Brasil com um ano de idade e começou aqui carreira de grande sucesso como cantora e atriz de filmes carnavalescos da década de 30, quando foi descoberta pelos americanos no filme “Serenata tropical” (1940) em que interpretava uma argentina. Depois desse, vieram mais 12 filmes com destaque para “Aconteceu em Havana”, “Copacabana” e “Morrendo de medo” (seu último filme), quase todos no papel de latina espalhafatosa.


















Com o sucesso alcançado com o Cinema Novo e a longa nudez frontal que protagonizou em “Os cafajestes” (1962), NORMA BENGELL fez carreira duradoura na Itália onde estreou em “Il Mito” (1963) e em 13 outros filmes até 1975, mas nenhum deles significativo ou que se compare aos filmes brasileiros que fez, como “Noite Vazia” (1964), “Paixão na Praia” (1971), “A casa assassinada” (1971) e “Eros – O Deus do Amor” (1981)


A cearense FLORINDA BOLKAN, que no Brasil assinava como Florinda Bulcão, já estreou no cinema num filme italiano, “Uma ragazza piuttosto complicada” (1968) e obteve grande sucesso no mundo todo com “Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita” (1970) e “Anônimo Veneziano” (1670). Nos intervalos filmava no Brasil: “Os deuses malditos” (1969), “Prisioneiro do Rio” (1987), um filme americano feito aqui e mais recentemente “Eu não conhecia Tururu” (2000), sua estreia como diretora.

CONTINUA...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FIMES ASSISTIDOS EM JULHO




01.      Soy Cuba – O mamute siberiano **
02.      São Bernardo (1971) ***
03.      Luzes da cidade ***
04.      O fim e o princípio *
05.      Motoqueiro fantasma 2 – Espírito de vingança (2012) **
06.      Uma loira para três (1933) *** ½ 
07.      Surpresa em dobro ***
08.      Sei que vou te amar ***
09.      Identidade paranormal **
10.      Um beijo roubado *** ½
11.      Festa de família ****
12.      Na hora da zona morta ***
13.      Menina bonita (Pretty baby) ***
14.      Táxi driver ***
15.      P.S. Eu te amo *** ½
16.      O preço da traição (Chloe) ***
17.      33 (2003) **
18.      A Rainha ****
19.      A garota da capa vermelha **
20.      O pior trabalho do mundo **
21.      Salve-me ***
22.      Ponyo – Uma amizade que veio do mar ***
23.      Weekend ***
24.      Letra e música ****
25.      O franco atirador ***
26.      Leões e cordeiros **
27.      A volta ao mundo em 80 dias – Uma aposta muita louca **
28.      Espelho, espelho meu ***
29.      Casos e casamentos ****
30.      Safe – O indomável ***
31.      O espetacular homem aranha ****
32.      Cartas para Julieta *** ½
33.      O retrato de Dorian Gray (2009) ***
34.      Spartacus (1960) ****
35.      Preciosa – Uma história de esperança ****
36.      Gato de botas ***
37.      Eu não quero voltar sozinho (2010) ****
38.      O segredo de Brokeback Mountain (2005) *****



segunda-feira, 30 de julho de 2012

OS BARCOS

Renato Russo



Você diz que tudo terminou

Você não quer mais o meu querer

Estamos medindo forças desiguais

Qualquer um pode ver


Que só terminou pra você
São só palavras, texto, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato

Da peça que interpreto, um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e quem me entende

Recebe o resto exato e tão pequeno
É dor, se há, tentava, já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor,se este é só orgulho

Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho
Baldio é o meu terreno e meu alarde

Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade e você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver

Só terminou pra você
Só terminou pra você
Só terminou pra você 



sexta-feira, 27 de julho de 2012

SAINDO DO ARMÁRIO



Direção: Simon Shore. Com: Ben Silverstone, Brad Gorton, Charlotte Brittain, Stacy Hart, Tim Harris. Drama, 110 min.

“Queria que os outros gostassem de mim pelo que eu sou, não pelo que eu finjo que sou”

Essa é a frase dita por Steven (Ben Silvertone) no momento em que ele realmente resolve sair do armário, durante um discurso na escola e completa: “O que importa é o amor. Qual a diferença? Ele tem 16 anos e passa pela angústia juvenil de se descobrir homossexual e o sofrimento que isso lhe causa, principalmente por ter que esconder dos outros quem ele é. A primeira a saber é Linda, uma amiga gordinha que serve como alívio cômico entre os momentos dramáticos.


Steven começa sua vida sexual num banheiro público, com um homem que depois ele descobre ser casado, mas seu verdadeiro amor é John Dixon (Brad Gorton) um campeão de corridas e o garoto mais bonito da escola. De início o romance parece impossível, mas com o tempo passa a ser correspondido, apesar do medo de John de ser descoberto pelos outros, já que tem namorada e não está preparado para se aceitar.


Saindo do armário é uma produção inglesa aclamada como um dos melhores filmes sobre a descoberta e principalmente sobre a aceitação da condição de homossexual. O filme é totalmente crível, com exceção do momento do discurso de Steven em que todos entendem e o aplaudem. Um pouco de exagero, é claro. A aceitação existe, mas nunca chega a 100%, como nessa cena. Os personagens são reais e poderiam ser seus vizinhos. As situações poderiam acontecer com qualquer um e exalam uma sensibilidade impressionante.

Não é destinado a nenhum público específico, mas sim a todos, pois prega a auto-estima e a aceitação do que é diferente e por isso causa medo à primeira vista, já que as pessoas temem o que não conhecem. Então conheça essa adaptação da peça de Patrick Wilde, adaptada pelo próprio autor. Um detalhe: não há cenas de sexo, só beijos e nem são muitos.


terça-feira, 24 de julho de 2012

MULHER, MULHER



Direção: Jean Garrett. Com: Helena Ramos, Carlos Casan, Petty Pesce, Denys Derkian, Liana Duval e Cavagnole Neto. 100 min.

O diretor Jean Garret sempre demonstrou bom gosto e talento em filmes como Possuídas pelo pecado (1976), “Excitação” (1977), até em seu primeiro pornô: “Gozo alucinante” (1984), que é uma ficção científica fotografada por Carlos Reichenbach, que também faz a fotografia deste.

Alice (Helena Ramos) é uma mulher viúva que não se sentia realizada com o marido psiquiatra e depois de sua morte resolve ir para uma casa de campo espairecer (esses lugares sempre parecem milagrosos), reencontra seu adorado cavalo Jumbo, pelo qual nutre uma paixão, enquanto sofre o assédio do advogado Luiz Carlos (Denys Derkyan de “O fuscão preto”), do qual ela se esquiva e de Marta (Petty Pesce) uma mulher liberada que passa uns dias numa barraca à beira da praia.

O filme começa de maneira muito interessante, mostrando os desejos não realizados dessa mulher que ouve as fitas das pacientes de seu marido e aos poucos vai enlouquecendo, ficando histérica e não consegue se realizar com ninguém. Apesar de talentoso, Jean Garrett era meio paranóico e isso transparece em quase todos os seus filmes. Este tem a narrativa truncada e às vezes confusa.



Helena Ramos não fotografa bem como loura, ficando apagada e sem vida e sua voz parece ter sido dublada por outra atriz, o que ela confirma ser normal naquela época quando os atores não tinham tempo. As cenas aqui são mais ousadas que nos outros filmes dela, inclusive com alguns closes indiscretos na hora do banho, já as cenas com o cavalo são até discretas. Eles passavam em seu corpo algum líquido adocicado e então o cavalo a lambia, enquanto ela fingia sentir prazer. Ainda bem que ela não fez outro filme do gênero. É quase impossível se identificar ou gostar de sua personagem devido a seu histerismo e paranóia. “Mulher, mulher” definitivamente não está entre seus melhores filmes.

Este foi o precursor no Brasil de um gênero que nem deveria ter existido: os filmes sobre zoofilia, em que pessoas sentem atração por animais e acabam se realizando com eles. Este gênero pode ter ajudado a matar o cinema da boca do lixo, devido ao seu mau gosto e péssima qualidade.


Os primeiros animais a protagonizarem esses filmes, foram os cavalos, primeiro em cenas simuladas com Aryadne de Lima em “A menina e o cavalo” (1983), em seguida Sandra Morelli ficou marcada como a rainha dos filmes sobre cavalos: “Sexo a cavalo” (1986), “Loucas por cavalos” (1986). “A garota e o cavalo” (1986), “Tudo por um cavalo” (1988), “Um homem, uma mulher e um cavalo” (1988) e até pôneis: “Júlia e os pôneis” (1987), junto com Márcia Ferro, mas as cenas de Sandra eram até discretas e ela obrigava o marido (Ronaldo Amaral) a se portar como um eqüino. Márcia Ferro ainda protagonizou “Minha égua favorita (1985), “Duas mulheres e um pônei” (1986), “Viciadas em cavalos” (1987), “Mulheres e cavalos” (1987). Depois disso as coisas foram piorando, os filmes ficaram mais pesados e envolviam todo o zoológico: “Mulheres taradas por animais”; cachorros: “24 horas de sexo ardente” (1984), “Meu cachorro, meu amante” (1986), “Alucinações sexuais de um cachorro” (1986); cabras: “Minha cabrita, minha tara” (1986); touro: “ A Mulher do touro”; galinhas: “A galinha do rabo de ouro”; macacos: “Alucinações sexuais de um macaco” (este com alguém fantasiado de macaco); jegue: “Emoções sexuais de um jegue” e até piranhas: “O beijo da mulher piranha”, também de Garrett com o pseudônimo de J. A. Nunes.


Eu particularmente abomino esses filmes em que se usam animais para tais fins, como também abomino os filmes em que são usados menores de idade ou pessoas indefesas.


sábado, 21 de julho de 2012

PORNOCHANCHADA: O SANTO DE CASA QUE FAZIA MILAGRES


David Cardoso e Vera Fischer em Sinal Vermelho: As fêmeas

Desde aqueles tempos até os dias atuais, a pornochanchada sempre foi tratada com preconceito por certa parte do público, em especial pelos intelectuais, por alguns falsos moralistas e até pelos próprios colegas da classe cinematográfica que encontravam qualidade apenas nas obras de Glauber Rocha ou Nelson Pereira dos Santos durante o Cinema Novo. Mas, se por um lado havia uma grande distância entre as propostas desses dois gêneros, também havia por outro, grande diferença em termos de procura pelo público, pois, em geral, este não era atingido pelas herméticas histórias de cunho político das obras de Glauber e Nelson.

Ao contrário, o grande público achava aquilo tudo muito chato, além de seu nível de informação, enquanto a pornochanchada era de fácil assimilação, com temas que faziam parte da vida ou da fantasia de cada um daqueles indivíduos que compunham a grande e fiel plateia, que esperava impacientemente pela próxima produção. Esse tipo de filme, então, parecia ser a “galinha dos ovos de ouro” dos produtores, pois custava pouco e tinha retorno garantido de bilheteria.


Wilza Carla e Cecil Thiré em Ainda agarro esta vizinha

Como as pornochanchadas eram sucesso garantido de público, não tinham problemas com os exibidores e distribuidores, ao contrário do que acontecia com muitos filmes brasileiros que sofriam uma certa rejeição por parte do exibidor tradicional. Evidentemente haviam outras produções, outras propostas bem sucedidas transitando neste nicho do gosto popular, como por exemplo os filmes de Mazzaropi e os primeiros filmes dos Trapalhões – isso na década de 70.

Ao contrário do velho ditado popular, a pornochanchada era “o santo de casa que fazia milagres”, pois manteve grandes bilheterias por mais de 15 anos, o que justifica os números registrados: entre os filmes nacionais mais vistos entre 1970 e 1985, encontramos 59 pornochanchadas que conseguiram mais de um milhão de espectadores, e 132 filmes que receberam entre 500 mil e um milhão de público. Como se sabe, o texto em si nem sempre saia das mãos de conhecidos autores, mas isso, aparentemente, não era mesmo a principal preocupação dos produtores. No caso da pornochanchada alguns outros ingredientes se tornavam fundamentais, como por exemplo, mulheres bonitas e provocantes, homens também com um belo visual, e, sem dúvida, uma trama que oferecesse provocações sensuais a uma plateia que procurava o cinema exatamente com esse objetivo.

Adriana Prieto

Como primeiro grande sucesso desse gênero, podemos citar A Viúva Virgem de Pedro Carlos Rovai (1972), com o espantoso número de 2.635.962 espectadores. Esse filme foi protagonizado por Adriana Prieto, atriz que interpretou donzelas em diversos filmes, passando a ser conhecida como a “virgem profissional”, pois interpretou este papel nos filmes A Penúltima Donzela, A Viúva Virgem e Ainda Agarro Esta Vizinha, tornando-se bastante conhecida pelos cinéfilos da época. Com apenas 25 anos, logo após ter participado de O Casamento, de Arnaldo Jabor, em 1975, sofreu um trágico acidente de carro e faleceu prematuramente.

Alba Valéria, Carlo Mossy e Maria Lúcia Dahl em Giselle

Depois de A Viúva Virgem, vieram vários outros sucessos, atingindo números até então inusitados de espectadores, como os 1.241.913 que assistiram a Sinal Vermelho: as Fêmeas (1972) que foi a estreia no cinema da Miss Brasil Vera Fischer. Alguns outros números de espectadores também fogem do que se conhecia até então, como aconteceu nos filmes: Quando as Mulheres Paqueram (1972) com 1.218.525; Como Era Boa a Nossa Empregada (1973) com 2.163.036; A Superfêmea (1973) com 1.252.431; Ainda Agarro Essa Vizinha (1974) – 1.922.478; O Roubo das Calcinhas (1975) – 2.017.063; Bacalhau (1976) com 1.352.217, numa sátira ao filme Tubarão de Steven Spielberg; Dezenove Mulheres e um Homem (1977) com 1.018.727; Mulher, Mulher (1979) com 1.508.225; Giselle (1980) com 2.206.628 e Aluga-se Moças (1981) com 3.082.925, (o título do filme saiu assim com erro ortográfico mesmo, e ganhou em 1983 uma continuação de menor sucesso). Além desses, há centenas de outros títulos, todos com números espantosos de ingressos vendidos. Para que possamos avaliar a significância da pornochanchada no mercado cinematográfico, temos as seguintes informações no site da Ancine (Agência Nacional de Cinema): no ano de 1974, entre 20 filmes com mais de um milhão de espectadores, 9 eram pornochanchadas e em 1977, os 20 filmes que conseguiram atrair entre 500 mil e um milhão de espectadores eram comédias eróticas.

Jorge Dória em Como era boa nossa empregada