sexta-feira, 8 de junho de 2012

FILME TRISTE

Trio Esperança


Judy Garland em Agora seremos felizes


Filme triste que me fez chorar

Meu broto me avisou que ia estudar

E ao cinema eu fui me distrair
E ao chegar nem quis acreditar
Eu vi meu bem sentado com alguém em frente a mim
Os dois agarradinhos eu notei
A minha melhor amiga me traiu
Trocavam beijos e eu quase morri
E do princípio ao fim do filme eu chorei
Ô ô filme triste
Que me fez chorar
Ô ô filme triste que me fez chorar
E ao chegar em casa mamãe viu
Os meus olhos vermelhos de chorar
E abraçada a ela eu expliquei
O filme foi tão triste que eu chorei
Ô ô filme triste
Que me fez chorar
Ô ô filme triste que me fez chorar
Ô ô ô ô
Ô ô ô ô
Filme triste que me fez chorar 


Quem nunca foi ao cinema e se viu chorando no meio do filme? Isso acontece sempre, ou pelo espectador se comover com o enredo ou por fazer alguma relação deste com sua vida.


FILMES TRISTES:

Sublime obsessão

Vidas amargas

O campeão

Um lugar no coração

Meu primeiro amor

Love Story - Uma história de amor

A escolha de Sofia

Enchente - Quem salvará nossos filhos?

De quem é a vida, afinal?

A fonte da donzela

Menina de ouro


O Homem elefante

Mississipi em chamas

Através de um espelho

Amargo Regresso





quarta-feira, 6 de junho de 2012

AS TRÊS DIMENSÕES DA SÍNDROME DE BURNOUT



A Síndrome de Burnout é composta por três dimensões:

Exaustão Emocional – Situação em que o trabalhador percebe que sua energia e seus recursos emocionais se esgotaram devido ao contato direto e intenso com os problemas no seu local de trabalho. Ele sente que não pode doar mais de si mesmo a nível afetivo, pois já não possui forças para efetuar tal esforço. É o esgotamento que gera a falta de vontade de fazer qualquer coisa.

Despersonalização – O trabalhador desenvolve atitudes negativas em relação ao seu trabalho e passa a ser insensível com as pessoas, agindo como se elas fossem objetos. Passa a não se importar realmente com o sentimento dos outros, usa de cinismo e ironia, acha todos chatos e que seus problemas não têm importância. A despersonalização é uma barreira criada pelo indivíduo com a intenção de se proteger do contato com os demais. Ele acha que se não se envolver com os problemas dos outros, não vai sofrer, mas é exatamente o que acontece.

Baixa realização pessoal no trabalho – O indivíduo não se sente realizado com o trabalho que executa. Acha que poderia ser mais feliz se tivesse escolhido fazer outra coisa. Sente-se incompetente, desmotivado, com baixa auto-estima e às vezes com vontade de abandonar o emprego.


O Maslach Burnout Inventory (MBI) foi criado em 1981 pela Professora de Psicologia da Califórnia, Christina Maslach, juntamente com Susan Jackson. Elas lançaram três edições desse instrumento: em 1981, 1986 e 1996, esta última com a colaboração de Michael P. Leiter, professor de Psicologia da Universidade de Acádia, Nova Escócia, Canadá. Esse inventário é composto por 22 itens relacionados às três dimensões da síndrome: 09 sobre Exaustão Emocional, como por exemplo, “Eu me sinto emocionalmente exausto pelo meu trabalho”, 05 itens relacionados à Despersonalização, como “Eu sinto que me tornei mais insensível com as pessoas desde que comecei este trabalho” e 08 itens sobre Baixa realização pessoal no trabalho, como exemplo “Eu tenho realizado muitas coisas importantes neste trabalho”. Os indivíduos com alta pontuação em exaustão emocional e despersonalização e baixa pontuação em realização pessoal no trabalho têm alto nível da Síndrome de Burnout.

O MBI possui quatro versões, a HSS – Human Services Survey, destinada aos profissionais dos serviços humanos, incluindo aí os trabalhadores da área da saúde; a ED – Educators Survey para os professores e demais funcionários das escolas; a GS – General Survey, indicado aos demais trabalhadores (BENEVIDES-PEREIRA, 2002) e a SS – Student Survey, para os estudantes. A diferença entre as versões é a terminologia para a pessoa que recebe os serviços. Na HSS, “cliente”, na ED, “aluno”, na GS “pessoa” e na SS “estudos”, sendo que as duas primeiras possuem 22 itens, o GS tem 16 e o SS, 15 itens.

A Síndrome de Burnout se instala no trabalhador silenciosamente e vai se agravando aos poucos com uma sensação de mal-estar físico e mental e avaliação negativa de si e dos outros. Quando o indivíduo percebe, o mal já fez morada em seu corpo, por isso é preciso ficar atento aos mínimos detalhes sobre como ele vem realizando seu trabalho, já que é mais fácil prevenir que lutar contra um problema já instalado.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

A SÍNDROME DE BURNOUT



O estresse pode ser agudo ou crônico. O estresse agudo dura alguns momentos ou poucos dias e depois desaparece. É desencadeado numa região do cérebro chamada hipotálamo e suas principais manifestações são: coração batendo rápido, pressão arterial elevada, respiração rápida, pupilas dilatadas, aumento de glicose no sangue, etc. Já o estresse crônico persiste por um tempo maior e não encontra meios que o desativem com facilidade.

Quando o indivíduo não consegue desenvolver alternativas para enfrentar o estresse crônico, surge a Síndrome* de Burnout, que não acontece de uma hora para outra, é um processo gradual que vai consumindo aos poucos a energia e a disposição do trabalhador.

O trabalho nem sempre proporciona crescimento e reconhecimento ao trabalhador, já que muitas vezes causa problemas de insatisfação, desinteresse e exaustão. É aí que entram os estudos sobre a Síndrome de Burnout e do sofrimento por que passam os profissionais que sofrem desse mal que perturba os trabalhadores há vários anos e o pior de tudo é que muitos deles nem sabem do que se trata e questionam: Burnout, o que é isso?


O termo Burnout foi aplicado, primeiramente pelo médico psicanalista Herbert J. Freudenberger, a partir de um estudo em Nova York com usuários de drogas. Estes eram chamados de burnouts (gíria local), pois não se interessavam por nada além das drogas. Os profissionais que cuidavam desses dependentes químicos desenvolveram sentimentos negativos, não se importavam com seus pacientes, estavam exaustos e sentiam-se derrotados, então Freudenberger descreveu a síndrome como um sentimento de fracasso e esgotamento causados pelo desgaste de energia, através de dois artigos seminais em revistas conceituadas nos anos de 1974 e 1975. A partir daí centenas de outros estudiosos se debruçaram sobre o tema, tentando esclarecer novos pontos.

Em nosso idioma, Burnout quer dizer queima exterior, consumir-se em chamas, perder o fogo, a energia ou queimar (para fora) completamente.

No Brasil, preferiu-se manter o nome em inglês mesmo, por falta de uma palavra mais específica. Na Espanha, a chamam de “El Síndrome de quemarse por el trabajo” . Também já foi chamada de síndrome do cuidador descuidado e síndrome do assistente desassistido nesse mesmo país. Alguns a conhecem como estresse laboral ou estresse profissional para diferenciá-la do estresse geral. Outros se referem a ela como Síndrome do Esgotamento Profissional, apesar de esta denominação ser incompleta, já que o esgotamento é apenas um dos fatores relacionados à este problema.

Freudenberger deu nome a um sofrimento que já existia, mas que ninguém compreendia por não saber do que se tratava.


A Síndrome de Burnout ocorre com maior freqüência naqueles profissionais que trabalham diretamente com outras pessoas. Principalmente em profissões de ajuda, como professores, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, psicólogos e carcereiros de instituições penitenciárias, mas pode acontecer com qualquer trabalhador, inclusive diretores, gerentes e gestores de Recursos Humanos, já que estes tem contato com pessoas o tempo todo, sejam eles empregados, fornecedores ou clientes. Com os gestores de RH, a situação é ainda mais crítica, pois eles têm a função de cuidar das pessoas que trabalham na organização. E cuidar de outras pessoas, como se sabe, não é tão simples.

Por isso alguns autores a chamaram de síndrome da desistência, já que muitas pessoas desistem e passam a não ter mais disposição para continuar tentando vencer as batalhas da vida.

Os estudos sobre Burnout tiveram duas fases. A primeira aconteceu na segunda metade da década de 70, a partir dos artigos de Freudenberger e tinha o objetivo de descrever o fenômeno através de uma concepção clínica. A síndrome era vista como um problema que acontecia devido às atividades laborais, porém por características individuais. Essa concepção pregava que existiam pessoas mais fracas e em conseqüência disso, mais propensas a desenvolver o Burnout. Christina Maslach e Susan Jackson, duas grandes estudiosas americanas do assunto, desenvolveram quase simultaneamente aos estudos de Freudenberger, a concepção sócio-psicológica da síndrome, onde os aspectos individuais somados às condições do trabalho e a relação do trabalhador com seu trabalho, favoreciam o aparecimento do Burnout.

A segunda fase que começou a partir do início dos anos 80, conseguiu mais avanços a partir de investigações e pesquisas de campo, visando os aspectos quantitativos e de avaliação do problema. Essas investigações foram facilitadas pela criação do Maslach Burnout Inventory (MBI), criado em 1981 por Christina Maslach e Susan Jackson. A partir do MBI, vários estudiosos começaram a investigar a síndrome, o que ajudou a esclarecer mais pontos sobre como o problema afetava na prática os trabalhadores.

Síndrome – conjunto de sintomas e sinais que caracterizam um estado mórbido, o qual pode ser produzido por várias causas.

Continua...


sábado, 2 de junho de 2012

FILMES ASSISTIDOS EM MAIO


Brigitte Bardot em O Desprezo

01. O Desprezo ***
Clássico de Jean Luc Godard e um de seus filmes mais acessíveis. Brigitte Bardot é a mulher de um roteirista (Michell Picolli) que precisa adaptar A Odisséia para um diretor exigente (Fritz Lang), enquanto ela descobre que não o ama mais e começa a despreza-lo. Tem muito falatório e algumas cenas de nudez de Brigitte. Um filme imperdível.




02.      Compramos um zoológico ***
Apesar de não ser muito provável de acontecer, é baseado numa história real e no livro que deu origem ao filme. Um viúvo com dois filhos compra um zoológico e enfrenta todos os desafios para cuidar dos animais e inaugura-lo a tempo das férias. O típico filme para se gostar.



03.      A ceia dos acusados ***
Um casal de detetives ajuda a desvendar um assassinato durante uma ceia em que todos os suspeitos são reunidos. O filme fez tanto sucesso à época que a dupla de protagonistas e seu cachorrinho protagonizaram vários outras tramas.


04.      O balconista *
A cultuada estréia do diretor Kevin Smith, já com a participação da famosa dupla Jay e Silent Bob (vivido por Kevin). Na verdade são dois balconistas, um de uma locadora de vídeos e outro de uma loja de conveniências, mas não sei porque resolveram citar só um deles. Não entendi o porquê de tanta bajulação. Os clientes chegam às lojas, os atendentes os tratam mal e falam o tempo inteiro no tempo restante nada de muito relevante ou interessante. Melhor evitar. Aliás eu devia ter feito isso.


05.      O operário ***
Christian Bale emagreceu bastante para viver esse operário que não dorme há um ano e começa a ter alucinações por causa disso. A sumida Jeniffer Jason Leigh vive uma prostituta que o “atende” constantemente. Mas nada é tão simples quanto parece e só ao final temos certeza do que provocou tudo aquilo. Um filme dificílimo, mas se você for forte vai até gostar.


06.      Amor e morte ****
John Hurt vive um escritor taciturno e viúvo que se apaixona por um ator de filmes adolescentes (Jason Priestley de Barrados no baile) e faz tudo para conhece-lo. Um belo filme, com um título vago que pode enganar o espectador.


07.      Nós, os canalhas ** ½
Jece Valadão no auge de sua popularidade como cafajeste, dirige, roteiriza e protagoniza essa confusa história de dois irmãos gêmeos que são confundidos quando se envolvem com traficantes. Vera Gimenez, que há à época era sua esposa, vive seu interesse romântico.


08.      O falcão maltês *** ½
O grande clássico de John Huston protagonizado por Humphrey Bogart e Mary Astor. Um detetive é contratado para encontrar o famoso Falcão Maltês que está desaparecido há décadas e vale milhões de dólares. Como em todo filme noir. Ninguém é realmente o que parece ser. Também conhecido como Relíquia Macabra.


09.      O labirinto do fauno ****
Belíssimo filme espanhol que mescla as fantasias de uma menina com a revolução espanhola. Sua mãe se casa novamente com um carrasco que faz as maiores atrocidades durante a guerra, mas se a menina fizer tudo o que o fauno disser, as coisas podem se resolver. Direção e roteiro de Guillermo Del Toro.


10.      Meu país ****
Rodrigo Santoro vive um personagem parecido consigo mesmo, já que trabalha com maior freqüência no exterior e só vem ao Brasil esporadicamente. No filme ele é um empresário italiano que precisa retornar ao país depois que seu pai (Paulo José) morre. Quando chega, ele encontra a empresa da família em frangalhos, o irmão (Cauã Reymond) viciado em jogo e uma irmã (Débora Falabella) deficiente mental que vivia em um sanatório. Muito sensível.


11.      Fúria sobre rodas ** ½
Nicolas Cage em mais um de seus filmes em que tenta misturar ação com ocultismo e forças sobrenaturais, vivendo um ser fugido do inferno que tenta impedir um fanático religioso de sacrificar inocentes. O enredo parece um trash de primeiro (e na verdade é), mas é até legalzinho.



12.      Bom dia tristeza ** ½
O título belo acabou me atraindo para esse filme não tão belo assim, em que Jean Seberg vive de férias com seu pai (David Niven) e ocasionais amantes, até que ele reencontra uma antiga namorada (Deborah Kerr) e as coisas se complicam para a filha, já que a madrasta começa a implicar com ela. Tem final inesperado, o que acaba sendo a coisa mais impactante do filme.



13.      Mangue Negro **
Um típico filme trash brasileiro. Zumbis atacam os moradores dos arredores de um manguezal. A premissa até que é interessante, mas acaba se alongando mais do que o necessário.

14.      Beto Rockfeller *
Adaptação da novela de 1968, também protagonizada por Luis Gustavo. Um rapaz pobre consegue se infiltrar em festas de granfinos com a intenção de conseguir um bom casamento, mas a situação vai se repetindo até a exaustão. Não sei como conseguiram fazer esse fiapo de história se estender por tantos meses durante a novela, já que é quase insuportável nos 90 minutos do filme.



15.      Tensão no Rio ***
Este é o último filme dirigido por Gustavo Dahl e com grande elenco. O presidente de um país imaginário, Valdívia (Anselmo Duarte) visita o Brasil para estreitar relações, mas durante a visita um importante político (Raul Cortez) é morto e a situação entre os dois países se complica. Norma Bengell tem algumas cenas de sexo bastante ousadas e Silvia Pfeiffer estréia como atriz numa figuração sem falas vivendo uma modelo.

16.      Na mira do assassino * ½  
Quando o filme é muito curto não é bom sinal. É porque a história é tão fraca que nem conseguiram completar os 90 minutos habituais. Este aqui tem 68 minutos, até longos, usados para contar a história de um ladrão que invade o apartamento de um promotor e enquanto a polícia cerca o prédio, ele conta os fatos que o levaram àquela situação. O elenco é ótimo, em especial Glauce Rocha e Zilka Salaberry. O protagonista é vivido por Agildo Ribeiro, antes de se tornar comediante. Mas o esforço de todos parece ter sido em vão.


17.      A fuga da mulher gorila ½
Pensei que além de Julio Bressane, ninguém ainda mantinha o hábito de fazer filmes de vanguarda no Brasil, mas me enganei. Este aqui é dos piores do gênero. Duas garotas, aparentemente amantes, viajam pelo interior exibindo em sua kombi aquele velho truque que existia nos circos de antigamente em que uma bela mulher acaba se transformando em uma gorila,com truques holográficos. No caminho elas encontram um rapaz e só. Elas andam, dançam, tomam banho no rio, uma lava o cabelo da outra. Chega até a ser pior do que os filmes de Julio Bressane, pois lá pelo menos há roteiro, o que não existe aqui. Ainda bem que existe a tecla fast foward no controle para que a tortura acabe mais rapidamente.







quinta-feira, 31 de maio de 2012

O PASSAR DO TEMPO



A semana já está no fim. O mês também está no fim. Aliás, o semestre também está quase acabando. Às vezes tenho a impressão de que o tempo está passando muito depressa. Agora, mais do que antes, mesmo sabendo que o tempo sempre passou e sempre passará na mesma velocidade. Talvez a correria do dia a dia é que deixe essa impressão. O excesso de compromissos e afazeres não nos deixa tempo para pensar no tempo que temos, que tivemos ou que teremos.

 Se tivéssemos mais tempo, poderíamos avaliar se estamos fazendo o melhor possível, ou tudo que é possível para viver melhor ou aproveitar melhor a vida.

Nossos empregos – Será que é nisso que gostaríamos de trabalhar toda a vida, ou só fazemos por causa do dinheiro que recebemos?


Nossos amores – Será que são o bastante para nos preencherem completamente ou só uma parte de nosso imenso coração?

Nossas famílias – Estamos presentes em todas as horas em que precisam de nós e conseguimos dedicar a amor quanto recebemos?

Nossos amigos – Damos toda a atenção que merecem, ouvindo quando eles precisam falar, ou falando quando eles querem apenas ouvir?


Nossos erros – Estamos fazendo de tudo para corrigi-los e aprendendo com eles?

Nossos planos – Fazemos planos para o futuro ou apenas nos conformamos com situação vigente?

Não sei. Só tenho certeza que estou fazendo o meu melhor, mesmo que às vezes dê tudo errado. Mas isso é só uma questão de tempo. Depois tudo pode dar certo!


terça-feira, 29 de maio de 2012

O REI LEÃO SOB UMA VISÃO RELIGIOSA



O Rei Leão conta a história de Simba e seu pai Mufasa, que o treina para substituí-lo em seu reinado, quando este morrer. No caminho dos dois está o invejoso irmão de Mufasa, Scar que quer a coroa para si, então arma um plano para matar seu irmão. O plano dá certo e Simba sentindo-se culpado pela morte do pai, foge e todos pensam que ele está morto. Scar então assume o trono até que Simba se dê conta de que os seus precisam ser salvos e vai ao socorro deles para recuperar o que é seu de direito.

Mufasa é como se fosse Deus treinando seu filho para substituí-lo e assumir o seu reino, mas é atrapalhado por seu irmão invejoso que é como o mal encarnado para atrapalhar os seus planos e tirar Simba do caminho certo. O cemitério de elefantes, onde desde o início Mufasa proíbe Simba de ir, funciona como a maçã do jardim do Éden, quando Deus proibiu Adão e Eva de comerem, mas eles ficaram tentados e Adão foi convencido por Eva. Aqui não é a amada de Simba, a culpada e sim o tio maldoso, Scar.


O Rei Leão lembra muito a peça “Hamlet” de Willian Shakespeare, onde o irmão do rei o mata para roubar seu trono, mas depois o filho é avisado em sonho pelo pai, o que também acontece aqui, quando Mufasa conta para seu filho tudo o que aconteceu e o lembra da necessidade de fazer alguma coisa. Novamente aqui a semelhança com Cristo, pois Simba percebe que o seu reino e seus amigos e família estão em perigo e atua como o salvador deles.


O mito das estrelas: Mufasa explica para Simba que as estrelas representam os reis que já morreram e continuam lá em cima olhando por aqueles que ficaram na Terra e que quando ele morrer também vai ser assim.

Fala também do ciclo da vida: nascimento, crescimento e morte e a aceitação de cada uma dessas etapas. Da importância dos amigos para ajudar a vencer os obstáculos, bem como da família que é o alicerce de tudo. Da continuação dos pais através dos filhos, pois estes continuam vivendo em seus filhos, seu sangue, sua carne, bem como a educação que lhe deram, seu modo de vida. E que às vezes nos esquecemos do caminho e acabamos nos perdendo, daí a necessidade de lembrar sempre de quem somos, pois apesar de mudarmos, continuamos sendo a mesma pessoa e é isso que Mufasa relembra a Simba: “Lembre-se de quem você é!”

Como na vida real, às vezes o mal parece ser mais forte que o bem, já que vence muitas batalhas, é traiçoeiro, falso, mas no fim o bem sempre prevalece, por isso é melhor estar do lado do bem.


O REI LEÃO (The Lion King). EUA, 1994. Direção: Roger Allers, Rob Minkoff. Elenco (vozes): Matthew Broderick, Jonathan Taylor Thomas, Jeremy Irons, James Earl Jones, Whoopi Goldberg, Moira Kelly, Nathan Lane, Rowan Atkinson, Cheech Marin. 88 min.


domingo, 27 de maio de 2012

FLAGRA (E SEUS ASTROS)



FLAGRA
Rita Lee/ Roberto de Carvalho

No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
Longe de qualquer problema
Perto de um final feliz.

Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck
Não vou bancar o santinho
Minha garota é Mae West
Eu sou o Sheik Valentino

Mas de repente o filme pifou
E a turma toda logo vaiou
Acenderam as luzes, cruzes!
Que flagra!
Que flagra!
Que flagra,




Um pouco sobre os atores citados na música de Rita Lee, que foi também abertura da novela Final Feliz (1982):


DEBORAH KERR
Atriz britânica nascida em 1921 e falecida em 2007. Enquanto seu primeiro filme, Contrabando (1940) era editado, ela já fazia sucesso com seu filme seguinte, Major Bárbara (1941). O sucesso que fez na Grã-Bretanha com Narciso Negro (1947), abriu-lhe as portas de Hollywood, onde se especializou em papéis elegantes. Desses, a governanta de O rei e eu (1956) é lembrada com carinho. Mas fez muito sucesso também com A um passo da eternidade (1953), Tarde demais para esquecer para esquecer (1957), Vidas separadas (1958) e Bom dia tristeza (1958), que vi um dia desses. Em 1985 Deborah recebeu um Oscar honorário, depois de ter sido indicada por seis vezes.


GREGORY PECK
Representou homens íntegros e dignos, por isso causou espanto no público quando viveu um bandido em Duelo ao sol (1947). Tornou-se astro com seu primeiro filme, Dias de Glória (1944). O sucesso prosseguiu com As chaves do reino (1945). Recebeu o Oscar por O sol é para todos (1962). Em seguida participou de A Profecia (1976), Os meninos do Brasil (1978) e Cabo do medo, que era refilmagem do filme homônimo que ele fez em 1962.


MAE WEST
Uma deusa do sexo, com corpo sensual e sagacidade na fala. Mal estreou no cinema aos 40 anos em Noite após noite (1932). Foi presa pela obscenidade de seus filmes, mas isso não a impediu de continuar. Participou de Uma loira para três (1933), Não sou um anjo (1933) e Riquezas da sua avó (1940). Atuava esporadicamente e fez apenas 13 filmes em 46 anos de carreira, sendo o último, A grande estrela (1978), baseado em uma peça de sua autoria, porém seu “reinado” aconteceu mesmo na década de 30.


RODOLFO VALENTINO
Trabalhou em clubes noturnos, musicais e espetáculos de dança antes de fazer pontas em Hollywood. Seu primeiro longa foi My official wife (1914), mas trabalhou com freqüência até que Os quatro cavaleiros do apocalipse (1921) e O sheik (1921) o transformaram na fantasia das mulheres do mundo todo. Participou de Sangue e areia (1922), Cobra (1925) e O filho do Sheik (1926). Sua vida pessoal era tão tórrida quanto suas interpretações. Não era um grande ator e talvez ultrapassado se tivesse vivido mais tempo. Morreu de peritonite (inflamação do peritônio, que é uma membrana que reveste a cavidade abdominal) em 1926, aos 29 anos e no auge da popularidade.