quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AS MUSAS DA CHANCHADA

Cena de "Mulheres à vista"

Gênero cinematográfico de grande aceitação popular e que melhor define o cinema brasileiro nos anos de 30, 40 e principalmente 50, a chanchada criou várias musas, entre elas, podemos citar:



CARMEM MIRANDA que foi a primeira musa da chanchada, ainda na década de 30 e pouco depois de fazer sucesso como cantora de rádio. Começou no gênero em “Carnaval cantado de 32” (1932) e prosseguiu com “A voz do carnaval” (1933), “Alô, alô Brasil” (1935), “Alô, alô Carnaval” (1936), “Banana da Terra” (1938) e “Laranja da china” (1940). Em seguida mudou-se para os Estados Unidos, onde tornou-se a primeira brasileira (naturalizada) a fazer sucesso no exterior.


 DERCY GONÇALVES foi uma das atrizes de maior sucesso no gênero, participando quase que só de chanchadas, começando com “Samba em Berlim” (1943), mas obtendo maior êxito no final dos anos 50 com seus papéis debochados e extravagantes: “Depois eu conto” (1956), “Absolutamente certo” (1957), “A baronesa transviada” (1957), “A grande vedete” (1958), “Uma certa Lucrecia” (1958), “Cala a boca, Etelvina” (1959), “Minervina vem aí” (1959), “Dona Violante Miranda” (1960), “A viúva Valentina” (1960), “Entrei de gaiato” (1960) e “Sonhando com milhões” (1963). Em seguida fez muito sucesso na televisão em novelas e programas humorísticos.

ELIANA MACEDO – Sobrinha de Watson Macedo com quem estreou em “E o mundo se diverte” (1948), o que culminou em uma carreira de muitos filmes: “Carnaval no fogo” (1949), “Aviso aos navegantes” (1950), “Carnaval Atlântida” (1952), “Nem Sansão, nem Dalila” (1954), “Sinfonia carioca” (1955), “Depois eu conto” (1956), “O barbeiro que se vira” (1957), “Rio fantasia” (1957), “Alegria de viver” (1958) e “Titio não é sopa” (1959). Foi considerada a namoradinha do Brasil nos anos 50, fazendo quase sempre o papel de mocinha ingênua.




ZEZÉ MACEDO – Com apenas quatro anos, estreou nos palcos na peça “As pastorinhas” e vários anos depois no cinema em “Aviso aos navegantes” (1951), ao qual se seguiram vários outros: “O petróleo é nosso” (1954), “Carnaval em Marte” (1955), “Tira a mão daí” (1956), “De vento em popa” (1957), “Garotas e samba” (1957), “O camelô da Rua larga” (1958), “Dona Xepa” (1959), “Virou bagunça” (1960). Fez várias vezes o papel de empregada e era considerada uma das melhores e mais engraçadas coadjuvantes do gênero, com sua voz estridente e falso pudor. Foi a Dona Bela da Escola do Professor Raimundo e imortalizou o bordão “Ele só pensa naquilo!”.




FADA SANTORO – Mafalda Santoro começou a estudar balé ainda menina, depois cantou em boates nos shows de Carlos Machado, antes de estrear no cinema em “Samba da vida” (1937), fazendo em seguida: “Berlim da batucada” (1944), “Barnabé tu és meu” (1952), “Agulha no palheiro” (1953), “Nem Sansão, nem Dalila” (1954) e “Assim era a Atlântida” (1975).




VIOLETA FERRAZ – Nasceu em 1903, mas estreou no cinema em 1938 e, “Está tudo aí!” e depois participou de “Agüenta firme Isidoro” (1950), “É fogo na roupa” (1952), “O petróleo é nosso” (1954), “Carnaval em Marte” (1955), “Quem sabe... sabe” (1957), “Rico ri à toa” (1957), “No mundo da lua” (1958) e “Quero essa mulher assim mesmo” (1962).




RENATA FRONZI – Nasceu na Argentina em 1925 e veio para o Brasil com um ano de idade, estreando nas chanchadas em “Carnaval em lá maior” (1955) e em seguida: “De pernas por ar” (1957), “Garotas e samba” (1957), “É de chuá” (1958), “Pé na tábua” (1959), “Massagista de madame” (1959), “Marido de mulher boa” (1960) e “Vai que é mole” (1960). Depois fez muito sucesso na televisão como a Helena da Família Trapo (1967-1972) e depois na novelinha Malhação (1996 – 1997).

Tiveram destaque ainda Sonia Mamede, Adelaide Chiozzo, Consuelo Leandro, Anilza Leoni e vários outras.

Sonia Mamede

3 comentários:

  1. Cheguei a ver algumas chanchadas, na Tv, quando eu era criança, com Eliana, Cyl Farney, Oscarito, Grande Otelo, entre outros. Eu gostava, mas já passou tanto tempo , q não me lembro de nada.

    Ah, tinha ainda o grande , saudoso, impagável, Zé Trindade.

    Ótimo post!
    Abraço

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  2. Obrigado pelo comentário, Roderick. Confesso que no início também não gostava muito das chanchadas, mas com o tempo passei a conhecer e hoje sou um grande fã. Quanto à Zé Trindade e os demais astros do gênero, logo logo vou publicar sobre eles. Abraços.

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  3. Vi quase todas as chanchadas, e tenho muitas saudades deles todos. Gostaria de saber quantos deles ainda estão vivos...

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