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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AS MELHORES COISAS DO MUNDO (2010) ***


Nos anos 80, os filmes para jovens fizeram muito sucesso no cinema brasileiro, começando em 1982 com “Menino do Rio” de Antonio Calmon, que deu visibilidade a uma nova geração de atores, como André diBiase, Cláudia Ohana e Cláudia Magno, que deu origem à fadada continuação “Garota dourada”. O rock era sinônimo desses filmes que geralmente eram musicais e tinham a trilha sonora repleta de hits do momento, o que era o caso de “Areias escaldantes”, “Bete balanço”, “Rockmania”...

Atualmente esses filmes voltaram à moda e mesmo não atraindo milhões de pessoas aos cinemas, conseguem um bom público, como “As melhores coisas do mundo”, o último filme de Laís Bodanski (Bicho de sete cabeças) que mostra as desventuras de um jovem em uma época em que tudo parece dar errado: o pai sai de casa para morar com outro homem, seus colegas descobrem isso e mostram que o preconceito ainda está bem pressente em todos os lugares; seu irmão (vivido por Fiuk, filho de Fábio Jr.) também não se conforma com a situação vigente e mostra tendências suicidas; sua melhor amiga acha que não pode mais confiar nele. Com tantas coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo fiquei imaginando porque o nome do filme seria “As melhores coisas do mundo”, em vez de “As piores...”, mas isso é explicado só ao final de uma forma bem poética (melhor não revelar).


O elenco principal de amigos e colegas de escola é formado de atores novatos, porém competentes e há participação de atores famosos em papéis menores: Denise Fraga (mulher do roteirista Luis Bolognesi) é a mãe do protagonista; Zécarlos Machado, o pai; Caio Blat, o professor que beija uma aluna; Paulinho Vilhena (com cabelo e barba bem esquisitos, mas num papel agradável) é o professor de violão que acaba dando conselhos ao protagonista.

“As melhores coisas do mundo” fala dos problemas típicos dos adolescentes: a primeira vez no sexo, a dificuldade de entender (e ser entendido pelos pais), o grupinho de amigos (nem todos confiáveis), o primeiro amor e outras mais. Coisas que já vimos várias vezes nos filmes e até nas novelas de televisão, tipo “Malhação”, mas tratados de uma forma bem sensível e que sempre consegue envolver o espectador, já que as gerações passavam e os problemas continuam quase os mesmos e por isso é sempre pertinente falar sobre eles. Descubra!




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CIO - UMA VERDADEIRA HISTÓRIA DE AMOR


Paulo, um jovem engenheiro se apaixona por um garoto engraxate, Darci. Nem mesmo os prazeres das casas noturnas e a dedicação de uma jovem conseguem livrá-lo desse amor impossível.

Filme sensível protagonizado por Francisco diFranco, que viveria em seguida Jerônimo, o herói do sertão na televisão. Só a conclusão deixa a desejar, mas deve ter agradado à censura federal que vigorava na época.

Direção:
Fauzi Mansur

Com:
Francisco diFranco
Marlene França
Sérgio Hingst
Roberto Bolant
Márcia Maria
Vera Lúcia
Jofre Soares
Jean Garrett
Cláudio Portiolli


Download de Cio - Uma verdadeira história de amor


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AS ESTRELAS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80 - PARTE 2

MÁRCIA FERRO

Foi casada com Oswaldo Cirillo, apesar de os dois terem negado isso. Como Sandra Morelli, também fez sucesso no sub-gênero dos filmes de cavalo e pôneis: “Minha égua favorita” (1985), “Loucas por cavalos” (1986), “Duas mulheres e um pônei”, “Viciadas em cavalos” (1987), “Mulheres e cavalos” (1987), “Júlia e os pôneis” (1987), participando ainda de “Sexo doido” (1986), “Férias de Laura” (1986), “Turbilhão dos prazeres” (1987), “A vida íntima de uma atriz pornô (1989) e “Eu, Márcia F., 23 anos, louca e desvairada” (1989). Recentemente retornou ao gênero na produtora Brasileirinhas, com o filme “A idade da loba” (2006).

MAKERLEY REIS

Começou carreira como modelo fotográfico, manequim e atriz de peças eróticas como “Pacto erótico” e “Soltando a franga”, onde fazia strip-tease. Sua estreia no cinema aconteceu em “Meninas virgens e p...” (1983), participando em seguida de vários outros filmes de Sady Baby, como “Emoções sexuais de um cavalo” (1986) e “A máfia sexual” (1986), mas seu melhor filme é “A menina do sexo diabólico” (1987). Em 1988, encerrou sua carreira no cinema e candidatou-se a vereadora, aparecendo nos comícios semi nua, por isso ganhou o apelido de “Cicciolina do Bexiga".

DÉBORA MUNIZ

Estreou nos filmes de José Mojica Marins: “Perversão – Estupro” (1979) e “Mundo – Mercado do sexo” (1979) e nos filmes de sexo explícito em “O orgasmo de Miss Jones” (1984), “Oh! Rebuceteio” (1984), “Colegiais em sexo coletivo” (1985), “Sexo de todas as formas” (1986), “Carnaval erótico no ano 2000” (1987), “Perseguidores insaciáveis” (1988) e “A dama de paus” (1989). Retornou em 2003 com o curta-metragem “Amor só de mãe” e em 2008 com “A encarnação do demônio”, a terceira parte da saga de José Mojica Marins.

IVETE BONFÁ

Estreou na novela “A cabana do Pai Tomás” (1969) e no cinema em “O detetive Bolacha contra o gênio do crime” (1971), participando em seguida de várias pornochanchadas como “A mulher desejada” (1978). Participou ainda de vários filmes de sexo explícito, como “Taras de colegiais” (1984), “Sexo dos anormais” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Variações do sexo explícito” (1984) e “Sexo total” (1985), mas não atuava nas cenas de sexo. Seu nome era usado para dar mais prestígio às produções, vivendo sempre a mãe da mocinha ou do galã.

Além dessas atrizes, teve destaque ainda: Bianchina DellaCosta (Sexo com chantilly), Gisa Della Mare (Paraíso da sacanagem), Shirley Benny (Juventude em busca do sexo)...


Shirley Benny e Marcos D'Alves







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

AS ESTRELAS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80

ARYADNE DE LIMA

Aos 14 anos iniciou carreira de modelo e com o sucesso logo estreou no cinema em “O inseto do amor” (1980), mas ficou mais conhecida quando entrou para a gênero explícito em “Coisas Eróticas 2” (1983), participando ainda de “Erótica – A fêmea sensual” (1983), “O círculo do prazer” (1984), “Penetrações profundas” (1984), “Sexo em grupo” (1984), “Sexo proibido” (1984), “Taras eróticas” (1984) e “A luta pelo sexo” (1984). Nesse mesmo ano, abandonou o cinema, se tornou empresária no ramo dos chocolates e se filiou à Seita Rosa Cruz.

ELIANA GABARRON

Formou com Walter Gabarron, o casal mais famoso do gênero, atuando quase sempre com ele. Teve uma carreira de muitos títulos (44) em apenas 06 anos como atriz. Estreou nas pornochanchadas em “Com mulher é bem melhor” (1978), mas só retornaria ao cinema com o explícito “Tudo dentro” (1984). Depois disso não parou mais, fazendo 10 filmes só nesse ano, com destaque para “Sedentas de sexo”. Nos anos seguintes participou (entre outros) de “Viagem além do prazer” (1985), “A mansão do sexo explícito” (1985), “Masculino... até certo ponto” (1986), “Devassa e ordinária” (1988), “A vida íntima de uma estrela de TV” (1989) e “Cleópatra – Sua arma era o sexo” (1990). Abandonou o cinema nessa época e o marido em 1997, se tornando testemunha de Jeová.

SANDRA MORELLI

Chamou atenção do público pela voz aguda e estridente e pela “saga” dos filmes de cavalos, que fez com Ronaldo Amaral. O sexo com os animais era sempre simulado (ainda bem). Estreou em “Sexo a cavalo” (1985) e fez depois “Seduzida por um cavalo” (1986), “Meu marido, meu cavalo” (1986), “Loucas por cavalos” (1986), “A garota do cavalo” (1986), “Júlia e os pôneis” (1987). Participou ainda de “Tentações (1985), “Orgia familiar” (1986), “Bonecas do amor” (1988) e do francês “Ingênuas alternadoras”.

SANDRA MIDORI

De descendência japonesa, fez bastante sucesso em uma carreira que durou apenas 04 anos, começando com “Sexo dos anormais” (1984), “Sexo livre” (1985), “Sem vaselina” (1985), “Hospital da corrupção e dos prazeres” (1985), “Amante profissional” (1985), “Caiu de boca” (1986) e “Dr. Frank na clínica das taras” (1987).


Continua...

sábado, 16 de outubro de 2010

OS ASTROS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80 - PARTE 2

SADY BABY


Construiu carreira como diretor e ator de filmes pornográficos de gosto duvidoso, como “Meninas virgens e p...” (1983), “A praia da sacanagem” (1985), “Caiu de boca” (1986), “No calor do buraco” (1987), “O ônibus da suruba” (1990). Seus filmes eram peculiares pela escatologia e pelo elenco de atores feiosos. Outra curiosidade é que Sady não participava das cenas de sexo explícito, elas eram sempre simuladas. Recentemente tentou um retorno ao gênero com um filme estrelado por sua filha, mas a produção foi interditada quando a polícia federal descobriu que ela era menor de idade, então Sady desapareceu. Alguns acreditam que ele possa ter morrido, mas essa notícia não foi confirmada.

RONALDO AMARAL

Ficou caracterizado pelo bigode, visual com o qual ele apareceu em todos os seus filmes e também pela “saga” dos filmes de cavalos que ele protagonizou ao lado de Sandra Morelli, começando com “Sexo a cavalo” (1985), “Minha égua favorita” (1985), depois “Seduzida por um cavalo” (1986), “Meu marido, meu cavalo” (1986), “Loucas por cavalos” (1986), “Viciadas em cavalos” (1987), “Um homem, uma mulher e um cavalo” (1988) e “Tudo por um cavalo” (1988). Mas participou ainda de vários outros, como “Sexo com chantilly” (1985), “Colegiais em sexo coletivo (1985), “Sexo de todas as formas” (1986), “Ninfetas nota 10” (1987) e “Gatinhas safadas” (1989), seu último filme.

OSVALDO CIRILLO

Foi garoto de programa antes de estrear nas pornochanchadas em “O império das taras” (1980), participando em seguida de vários outras, mas foi no cinema pornô que atuou com mais freqüência, começando com “A gosto do freguês” (1983) e depois “Ilusões eróticas” (1985), “Gozo alucinante” (1985), “Hospital da corrupção e dos prazeres” (1986), “Sexo erótico na ilha do gavião” (1986) e “Turbilhão de prazeres” (1987). Foi casado com a atriz pornô Márcia Ferro e morreu em 1992 aos 35 anos de causas não reveladas.

FERNANDO BENINI

Estreou no cinema nos filmes marginais, “Hitler, terceiro mundo” (1968) e “Orgia ou o homem que deu cria” (1970), participou de alguns outros no final da década de 70 e início de 80, três deles de Carlos Reichenbach: “A ilha dos prazeres proibidos” (1979) e “Sede de amar” (1979) e "O paraíso proibido" (1981), até ser descoberto pelo cinema pornô, no clássico “Um pistoleiro chamado Papaco” (1986), seguido de “Um jumento na minha cama” (1986), “Dr. Frank na clínica das taras” (1987), “A dama de paus” (1989)... Na década de 90 e início de 2000 atuou nas pegadinhas do programa “Topa tudo por dinheiro” do SBT.

ALLAN FONTAINE

Estreou no suspense “O signo de escorpião” (1974), participando em seguida de dois filmes dos Trapalhões: “O trapalhão no planalto dos macacos” (1976), “O trapalhão nas minas do Rei Salomão” e de várias pornochanchadas, como “Diário de uma prostituta” (1979), “A virgem e o bem dotado” (1980), “Sadismo – Aberrações sexuais” (1981), “As intimidades de Analu e Fernanda” e alguns outros, até estrear no cinema pornô em “Sexo animal” (1983), seguido de “As ninfetas do sexo selvagem” (1983), “Tudo dentro” (1984), “O analista de taras deliciosas” (1984), “A noite das penetrações” (1985)... Mas Allan não participava das cenas de sexo explícito e seu nome funcionava para dar mais prestígio às produções.

Chumbinho

Além destes, pode-se destacar ainda, Chumbinho (As taras de um mini-vampiro), Paulo Prado (A mansão do sexo explícito), Jayme Cardoso (Senta no meu que eu entro na tua), Márcio Nogueira (Fome de sexo), Marcos D’Alves (Taras de colegiais), Antonio Rodi (A luta pelo sexo), Elias Breda (A galinha do rabo de ouro), Levi Salgado (Rapazes das calçadas) e Roberto Miranda que era um ator consagrado das pornochanchadas e participou de um único filme de sexo explícito: “Sexo em grupo” (1984) de Alfredo Sternheim.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OS ASTROS DO CINEMA PORNÔ DOS ANOS 80

OÁSIS MINNITI

O protagonista do primeiro filme de sexo explícito da história do cinema brasileiro, “Coisas eróticas” (1981), que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas para conferir a novidade. Oásis também participou da primeira cena de sexo explícito liberada pela censura federal e inserida no filme erótico, “Boneca Cobiçada”. Ao contrário da maioria dos outros atores do gênero, ele estreou no cinema ainda na fase da pornochanchada, mais especificamente em ‘As cangaceiras eróticas” (1974), que foi também a estreia de Helena Ramos e Matilde Mastrangi. Participou ainda de vários outros filmes eróticos, como “As mulheres sempre querem mais” (1975), “Pesadelo sexual de um virgem” (1976), “Será que ela agüenta?” (1977), “Chapeuzinho Vermelho – A gula do sexo” (1980). Como foi o primeiro astro do gênero, se tornou também um dos mais requisitados, atuando em “A pistola que elas gostam” (1982), “Ninfetas do sexo selvagem” (1983), “O analista de taras deliciosas” (1984), “O império do sexo explícito” (1985), “A mulher que se disputa” (1986), ”O turbilhão dos prazeres (1987). Com o fim dos filmes da Boca do Lixo passou a fazer sexo ao vivo nos teatros do centro de São Paulo e dar palestras e cursos sobre o assunto.


WALTER GABARRON

Um dos atores mais atuantes do cinema pornô produzido no Brasil na década de 80. de 1984 a 1990 atuou em mais de 50 filmes, tanto no papel de protagonista, tanto no de coadjuvante. Formou com a esposa Eliana Gabarron, o casal mais famoso do gênero e em certa fase de suas carreiras, exigiam só transar um com o outro. Estreou em “Sexo proibido” (1984) e teve destaque em “Sexo em grupo” (1984), “O viciado em c...” (1985), “O beijo da mulher piranha” (1986), “48 horas de sexo alucinante” (1987), “Bonecas do amor” (1988) e “Nero – A loucura do sexo” (1990). Depois do final do gênero, em meados dos anos 90, passou a atuar em peças de teatro com cenas de sexo explícito até 1995, quando abandonou a profissão de ator. Morreu em 2005 aos 47 anos, vítima de um câncer raro (linfoma de Hodgkin), deixando dois filmes que teve com Eliana.

SÍLVIO JR.

Um dos atores mais desinibidos do gênero. Estreou em “A quinta dimensão do sexo” (1984) de José Mojica Marins e protagonizou as duas partes da “saga” do homem do campo que se muda para a cidade e tem envolvimento com um travesti em “O viciado em c...” e “As novas sacanagens do viciado em c...”, ambos dirigidos por David Cardoso sob o pseudônimo de Roberto Fedegoso. Voltou a trabalhar com Mojica em “24 horas de sexo explícito” (1985) e “48 horas de sexo alucinante” (1987). Em 1985 estreou como diretor em “Ilusões eróticas” (1985) e em 1989 como produtor de “Sem malícia”. Seu último filme como ator também é desse ano: “Sexo sem limite”. Depois abandonou o cinema.

WAGNER MACIEL

Tinha pinta de galã e rosto de menino. Já estreou nos filmes de sexo explícito e quase sempre interpretava o protagonista. De 1984 a 1988, participou de mais de 20 filmes. Começando com “Variações do sexo explícito” (1984), passando por “Oh, Rebuceteio” (1984), um dos clássicos do gênero, “Prazeres permitidos” (1985), “Borboletas e garanhões” (1985), “Sexo de todas as formas” (1986), “Garotas sacanas” (1988) e até um filme francês que tinha atores brasileiros, “Ingênuas alternadoras”. Depois estreou no teatro em 1989 ao lado de Monique Lafond e Vanessa Alves em “Topless” peça de Walcyr Carrasco.

Continua...





sábado, 18 de setembro de 2010

MÚSICAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA BRASILEIRO

Além dos filmes brasileiros, gosto também das músicas que são temas desses filmes. Separei algumas que considero inesquecíveis e não me canso de ouvir. Tomara que gostem.

1. EU TE AMO (Chico Buarque) - tema do filme "Eu te amo" (1981) de: Arnaldo Jabor. Com Sonia Braga e Paulo César Peréio.



2. O QUE SERÁ (À flor da pele) (Simone) - tema do filme "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) de: Bruno Barreto. Com: Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça.



3. GABRIELA (Tom Jobim) - tema do filme "Gabriela" (1983) de Bruno Barreto. Com: Sonia Braga e Marcello Mastroianni.



4. A PRIMEIRA VEZ (Roberto Carlos) - tema do filme "Os sete gatinhos" (1980) de Neville D'Almeida. Com: Antonio Fagundes, Ana Maria Magalhães e Lima Duarte.



5. LUZ DO SOL (Caetano Veloso) - tema do filme "Índia - A filha do sol" (1982) de: Fábio Barreto. Com: Glória Pires e Nuno Leal Maia.



6. EU SEI QUE VOU TE AMAR (Tom Jobim)- tema do filme "Eu sei que vou te amar" (1986) de Arnaldo Jabor. Com: Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.



7. AS SETE VAMPIRAS (Léo Jaime) - tema do filme "As sete vampiras" (1986) de Ivan Cardoso. Com: Lucélia Santos e Nicole Puzzi.



8. VAPOR BARATO (Zeca Baleiro e Gal Costa) - tema do filme "Terra estrangeira" (1995) de Walter Salles. Com: Fernanda Torres e Fernando Alves Pinto.



9. ESPERANDO NA JANELA (Gilberto Gil) - tema do filme "Eu tu eles" (2000" de Andrucha Wadington. Com: Regina Casé, Stenio Garcia, Lima Duarte e Luiz Carlos Vasconcelos.



10. É O AMOR (Maria Bethânia) - tema do filme "Dois filhos de Francisco" (2005) de Breno Silveira. Com: Angelo Antonio, Dira Paes e Márcio Kieling.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

QUINCAS BERRO D'ÁGUA (Em DVD) *


A Rede Globo produziu em 1978, o caso especial “A morte e a morte de Quincas Berro D’água”, dirigido por Walter Avancini e baseado no livro curto de Jorge Amado. O especial tinha no elenco: Paulo Gracindo (como o morto), Stênio Garcia, Flávio Migliacchio, Dina Sfat e Ana Maria Magalhães. Assisti à reprise desse especial em 1995 e achei engraçadinho. Dizem que essa história até serviu de base para o filme “Um morto muito louco” (1989) e comparando os dois, realmente as histórias são muito parecidas.

Agora o diretor Sérgio Machado (Cidade Baixa) resolveu adaptar essa história para o cinema, mas o enredo é simples (ao se aposentar, um funcionário público troca a vida familiar pela convivência com prostitutas, bêbados, jogadores e pequenos golpistas de Salvador. Quando ele morre, os amigos resolvem levá-lo para um último passeio) e não consegue se sustentar por 100 minutos. Talvez o especial fosse bom porque não passava de 50 minutos. Quando acompanhava a bilheteria desse filme nos cinemas fiquei me perguntando porque uma história tão popular não conseguia atrair o público, mas a resposta é simples, é porque o filme é chato mesmo. Enquanto assistia, fiquei torcendo o tempo todo para que acabasse logo, já que não costumo parar de assistir no meio.

Paulo José vive o protagonista, sem dar mostras de sua doença; Marieta Severo é a prostituta e amante de Quincas, falando num espanhol macarrônico (se é que essa expressão existe) e não muito convincente; Mariana Ximenes é a filha que tem vergonha do pai; Vladimir Brichta é seu marido engomadinho; Flávio Bauraqui é um de seus amigos de farra; e ainda há participações especiais de Milton Gonçalves (como um delegado); Othon Bastos (o dono do bar); Walderez de Barros (a sogra), mas nem um grande elenco consegue salvar um filme ruim.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CHICO XAVIER (Lançado em DVD e Blu-ray)


O Brasil é o maior país católico do mundo, mas apesar disso, sempre demonstrou ter um povo de várias crenças e adepto a acreditar e absorver um pouco de cada uma delas. E o espiritismo sempre ocupou um lugar de destaque, o que foi provado pelo sucesso de várias novelas que tratavam do tema, como “A Viagem” (1973 – 1994), “Sétimo sentido” (1982) e a atual novela das 6 da Rede Globo “Escrito nas estrelas” e a mini-série “A cura” com Selton Mello.

O cinema também retratou muito bem o espiritismo. Ghost – Do outro lado da vida teve uma de suas maiores bilheterias no Brasil; Joelma – 23º andar tinha participação do próprio Chico Xavier, o sucesso inesperado do filme de baixo orçamento “Bezerra de Menezes – O diário de um espírito” e agora “Chico Xavier” que é a biografia do famoso médium e levou aos cinemas mais de 3 milhões de pessoas, sucesso que deve ser repetido com seu lançamento em DVD e posteriormente com sua exibição na TV.

O filme começa quando Chico Xavier se prepara para participar do programa “Pinga-fogo” (TV Tupi – 1971) e nos seus depoimentos relembra toda a sua trajetória desde a infância, quando perdeu cedo a mãe (Letícia Sabatella) que o ajudou mesmo depois de desencarnada; o sofrimento com a madrinha cruel (Giulia Gam); o acolhimento com a madrasta (Giovanna Antonelli); a relação com o pai (Luis Melo); a amizade com o padre (Pedro Paulo Rangel); o início de sua vida espiritual como médium e o desprendimento das coisas materiais, pois apesar de ter psicografado 412 livros, nunca recebeu direitos autorais. O dinheiro ia para instituições beneficentes. Intercalado às suas lembranças há a história do diretor do programa Pinga-fogo (Tony Ramos) e de sua esposa (Christiane Torloni) que sofrem com a perda recente do filho.

Chico é interpretado por três atores, todos muito bem: Matheus Costa (na infância), Ângelo Antonio (na fase adulta) e Nelson Xavier (na velhice) que parece ter encarnado a figura do medium.

O filme traz uma paz imensa a quem o assiste, independente de sua religião e de acreditar ou não na mediunidade e no que Chico Xavier fazia, mas a história é contada de uma forma tão sincera que é impossível não parar para refletir e mesmo sem acreditar totalmente, também não se chega a duvidar da veracidade da história.

É produzido pela Globo Filmes e conta com um elenco “all star”, muitos em papéis pequenos. Além dos já citados, há ainda Carla Daniel (filha do diretor Daniel Filho), Cássio Gabus Mendes (exagerado como sempre), Nildo Parente, Paulo Vespúcio (que é goiano), Paulo Goulart, Cássia Kiss, Cynthia Falabella, Rosi Campos e Ana Rosa.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VENCEDORES DO FESTIVAL DE GRAMADO


Teve encerramento no sábado à noite, o 38º Festival de Gramado. O grande vencedor foi o filme "Bróder" de Jeferson De com 5 prêmios. Conheça os demais vencedores:

Melhor Filme de Longa-metragem:
“Bróder”, de Jeferson De

Melhor Diretor:
Jeferson De, por “Bróder”

Melhor Ator:
Caio Blat, por “Bróder”

Melhor Atriz:
Simone Spoladore, por “Não Se Pode Viver Sem Amor”


Melhor Roteiro:
Dani Patarra e Jorge Dúran, por “Não Se Pode Viver Sem Amor”

Melhor Fotografia:
Luis Abramo, por “Não Se Pode Viver Sem Amor”

Melhor Trilha Musical:
João Marcello Bôscoli e Jeferson De, por “Bróder”; e
Jonh Ulhoa, Ruben Jacobina e Diamantino Feijó, por “Ponto Org”

Melhor Montagem:
Quito Ribeiro e Jeferson De, por “Bróder”

Melhor Direção de Arte:
Ana Dominoni, por “O Último Romance De Balzac”

Prêmio Especial do Júri:
“O Último Romance De Balzac”, de Geraldo Sarno

Prêmio da Crítica:
- Melhor Filme: “Diário De Uma Busca”, de Flavia Castro
- Prêmio do Júri Popular: Melhor Filme: “180º”, de Eduardo Vaisman

Prêmio Do Júri Estudantil:
- Melhor Filme: “Diário De Uma Busca”, de Flavia Castro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

400 CONTRA 1 - A HISTÓRIA DO COMANDO VERMELHO (Em cartaz)


Brasil, 2010. Direção: Caco Souza. Com: Daniel de Oliveira, Daniela Escobar, Branca Messina, Fabrício Boliveira, Lui Mendes, Jefferson Brasil, Jonathan Azevedo, Rodrigo Brassoloto, Felipe Kannenberg, Negra Li. 95 minutos.

Quem nunca se perguntou como surgiu o Comando Vermelho, a organização criminosa criada no Rio de Janeiro em 1979, que praticou inúmeros roubos a bancos e joalherias e é identificada pela sigla CV, pichada em vários locais, principalmente nas favelas cariocas? Esse filme baseado no livro homônimo de Willian da Silva Lima, um dos líderes do movimento responde a essa pergunta. Ou pelo menos tenta.

O personagem principal é interpretado por Daniel de Oliveira, vivendo o professor Willian, que articulou as bases do que viria a ser o Comando Vermelho, durante sua reclusão na Prisão Cândido Mendes, na Ilha Grande, junto com outros presos normais. Estes entravam em conflito com os presos políticos, já que a história se passa durante a ditadura militar, que já rendeu dezenas de filmes e talvez não tenha mais nenhuma novidade a ser dita sobre aquele período. Já assisti vários filmes sobre a ditadura e confesso que não me interesso muito mais por eles.

Essa história é contada com várias idas e vindas no tempo, de tal forma que às vezes fica difícil compreender, pois o espectador fica em dúvida em que época está, se antes ou depois da formação do Comando Vermelho. Isso acontece com freqüência na primeira metade, que chega a ser irritante, mas na segunda dá uma abrandada e passa a ser mais linear. Nada contra os filmes que não são narrados de forma convencional, mas isso não pode atrapalhar a compreensão ou a apreciação do filme.

O filme está sendo muito criticada pela glamourização dos bandidos, que parecem os mocinhos e pela produção pobre nas cenas de ação. O sangue jorrado na parede em uma morte se parece com suco. Além de insinuar que os foragidos teriam posto em prática os ensinamentos aprendidos com os presos políticos, mas o público (ainda bem) parece não estar muito preocupado com isso e está comparecendo às salas para conferir o resultado. Claro que as cenas violentas ajudaram.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O BEM AMADO (Em cartaz) ***

Direção: Guel Arraes. Com: Marco Nanini, Matheus Nachtergaele, Tonico Pereira, José Wilker, Zezé Polessa, Andrea Beltrão, Drica Moraes, Caio Blat, Maria Flor, Bruno Garcia.

Quem não conhece a história de Odorico Paraguaçu, imortalizado por Paulo Gracindo na novela “O bem amado” (1973) e no seriado homônimo exibido em 220 episódios (mais até do que a novela que teve 178 capítulos) de 1980 a a1984? A novela e o seriado, bem como o filme de Guel Arraes que estreou nos cinemas na sexta-feira passada são baseados na peça teatral “Odorico – O bem-amado” de Dias Gomes, que era também o autor das obras televisivas. A novela marcou época por ter sido a primeira exibida em cores e vendida para outros países.

A história começa quando Zeca Diabo (José Wilker) mata o prefeito de Sucupira e Odorico Paraguaçu (Marco Nanini) consegue se eleger prometendo a construção (ou o “construimento” como ele mesmo diz) de um cemitério, mas o problema é que ninguém morre na cidade, para que o local seja inaugurado. O final todo mundo já sabe, mas mesmo assim não vou ser eu a relembrá-lo.

As críticas quanto à corrupção dos políticos continuam, agora mais evidenciadas, já que a censura que atrapalhou a liberdade de expressão da novela, ficou para trás.

A produção da Globo Filmes e de Paula Lavigne (que convidou o ex-marido Caetano Veloso para fazer a trilha sonora) é bem esforçada e diverte a maior parte do tempo, mas é impossível não relacionar os personagens aos intérpretes originais: Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo/ Marco Nanini); Zeca Diabo (Lima Duarte/ José Wilker); Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz/ Matheus Nachtergaele); as irmãs Cajazeira: Doroteia (Ida Gomes/ Zezé Polessa), Dulcineia (Dorinha Duval/ Andrea Beltrão) e Judiceia (Dirce Migliaccio/ Drica Moraes). Aliás, as três irmãs solteironas que sonham em casar com o prefeito, são as personagens mais engraçadas da história. Foi bom ver Drica Moraes e saber que ela encontrou um doador de medula óssea.

Sempre que Guel Arraes estreia um novo filme, todo mundo espera o sucesso de “O auto da compadecida”, mas infelizmente acho que esse não é o caso, pois na sessão em que eu assisti o filme, havia apenas uma pessoa além de mim. Claro que o horário era ingrato: 11h30 de uma plena terça-feira. Quem sabe nas sessões posteriores e nos demais dias, o público descubra o filme. No primeiro final de semana de exibição, fez 144.931 espectadores.

As outras adaptações de telenovelas para filmes, também não foram bem sucedidas: “Gabriela” (1983) e “Tieta do Agreste” (1997). Adoro esses filmes, mas a crítica em geral os detonou. Talvez não seja uma boa ideia fazer essas adaptações de personagens consagrados pela televisão, mas para a nova geração que não conhece nada daquele universo, bem como para os saudosistas e amantes do cinema nacional, vale a pena assistir.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

CINEMA BRASILEIRO EM NOVA YORK

Começa hoje em Nova York e vai até o dia 29 de julho, a 8ª edição da Premiére Brazil NY, mostra que reúne produções aclamadas da nova safra do cinema brasileiro e clássicos restaurados.

O documentário “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker foi escolhido para abrir a mostra.

Completam a lista de filmes selecionados para a Première Brazil NY: Reidy, a Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães; É Proibido Fumar, de Anna Muylaert; Dzi Croquettes, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa; Terras, de Maya Da-Rin, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz; Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho; Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto; Os Inquilinos (Os Incomodados que se Mudem), de Sérgio Bianchi; e Salve Geral, de Sérgio Rezende.

O público nova-iorquino poderá conferir ainda as versões restauradas de Xica da Silva e Bye Bye Brasil, ambos de Cacá Diegues.

A Première Brazil NY é fruto de uma parceria entre o Festival do Rio e o Museu de Arte Moderna de Nova York.

Queria estar lá!