segunda-feira, 12 de outubro de 2015

VIVA AS CRIANÇAS!

Dumbo

Como se sabe, o público infantil é o mais fiel de todos os públicos, quando ele gosta de algo, é pra valer e isso inclui rever o filme dezenas de vezes até decorar as falas e levar os pais para acompanhá-los, mesmo que a produção seja quase insuportável para os adultos.

Não há como negar a importância de Walt Disney para o público infantil, já que ele praticamente inventou o desenhou animado, inicialmente com curtas metragens protagonizados por Mickey Mouse e depois com longas queridos por todos até hoje: Branca de neve e os sete anões (1937), Pinóquio (1939), Fantasia (1940), Dumbo (1941), Bambi (1942), Cinderela (1950), Alice no país das maravilhas (1951), Peter Pan (1953), A dama e o vagabundo (1955), A bela adormecida (1958) e 101 Dálmatas (1961). Disney morreu em 1966, mas seu império continua até hoje e os filmes também.

Xuxa e Mussum em Os Trapalhões e o mágico de Oroz

No Brasil, o sucesso na televisão geralmente é transportado para o cinema, como Os Trapalhões que protagonizaram mais de 40 filmes que eram exibidos à exaustão pela Rede Globo durante as férias escolares. 

Os animais também são muito queridos pelas crianças. Quem não se lembra de Lassie (1963), Benji (1973), Rin-tin-tin, Os Muppets, A menina e o porquinho (1973), Beethoven – O magnífico (1991), Caninos brancos (1991), Babe, o porquinho atrapalhado (1995), Em busca do vale encantado, O pequeno Stuart Little (1999), A era do gelo (2002) e a turma do Ursinho Pooh que são os personagens mais famosos da Disney, mais até do que o próprio Mickey.


Não quero fazer uma lista, já que nenhuma lista é definitiva (e elas sempre geram controvérsias), mas adoro O mágico de Oz (1939), Dumbo (1941),  Meu pé de laranja lima (1970), A fantástica fábrica de chocolates (1971), A menina e o porquinho (1973), E.T. – O extraterrestre (1982), Os trapalhões e o mágico de Orós (1984), Esqueceram de mim (1992), O rei leão (1994), os filmes da Xuxa e dos Trapalhões.

Não poderia deixar essa data passar em branco, já que as crianças são o publico mais fiel desse blog e as postagens mais acessadas são as de conteúdo infantil.

Confesso que tinha medo de crescer, mas como isso é inevitável, acabei me acostumando, mas guardei todas as lembranças (pelo menos as boas) dessa fase tão rica, que é a infância.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PROJETA BRASIL 2015

A Rede Cinemark divulgou a lista de filmes que serão exibidos no 16º Projeta Brasil, iniciativa da rede de cinemas para promover produções brasileiras. Ao todo, mais de 30 filmes nacionais de 2015 serão exibidos no dia 9 de novembro em todas as salas da companhia exibidora, exceto as salas Prime, de luxo.

Entre os destaques da programação está Que Horas Ela Volta?, filme de Anna Muylaert que foi escolhido pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com Regina Casé no papel de uma babá nordestina que vive há anos em São Paulo, cuidando de uma família de classe média alta, o longa-metragem aborda as relações entre Val (que é "quase da família"), seus patrões, o menino (hoje adolescente) e sua filha, que se hospeda na mansão do chefes de Val em sua viagem ao sudeste para prestar o vestibular.

A renda arrecadada com as sessões será revertida para um programa de apoio ao cinema nacional. O ingressos, à preços populares, custam R$ 3.

No ano passado passei quase o dia todo no Projeto Brasil e assisti a 3 filmes. Nesse ano já vi quase todos que serão exibidos, mas se houver sessões no Shopping de Goiânia para os filmes que eu ainda não vi, com certeza estarei lá.

Lista completa dos filmes:
(os que estão marcados com X são os que eu já assisti)

(X) Trinta
(X) O Duelo



    quarta-feira, 7 de outubro de 2015

    O QUE ACONTECERIA SE O GOVERNO IMPRIMISSE MAIS DINHEIRO PARA DAR AOS POBRES?

    Heverton Paulo




    Nos dá um aperto no coração quando vemos cenas lamentáveis de cidadãos em estado de pobreza extrema. Ao vivo ou nos noticiários, a realidade dura e crua nos mostra famintos, sem-tetos, mendigos… Por mais rico que seja um país, sempre haverá indivíduos em situações assim, invariavelmente. É uma conclusão simples e lógica: essas pessoas passam fome e são miseráveis por um motivo – elas não têm dinheiro o suficiente para suprir as mais básicas necessidades.A solução parece óbvia.
    Se elas, as pessoas pobres, precisam de dinheiro e é o governo quem produz esse dinheiro, por que ele não dá um jeito? E se o governo imprimisse mais dinheiro para dar aos pobres? Já se perguntou? Bem, o fato é que muita gente se pergunta isso, mas não é nem de longe tão simples e prático quanto parece.
    A questão é que a economia de um país não caminha isolada. Se a Casa da Moeda imprimisse – por ordem do Banco Central -, por exemplo, 1 bilhão de reais a mais do que é produzido normalmente, direcionando esse dinheiro aos pobres, haveria uma falsa sensação de melhora na economia seguida por inflação desenfreada.
    Imprimindo mais dinheiro, inicialmente haveria uma euforia devido ao aumento do poder de compra. As pessoas gastariam mais em bens e serviços como alimentos, eletrodomésticos, restaurantes etc. e isso impulsionaria a economia em todos os setores, desde os profissionais liberais (advogados, jornalistas etc.) até o comércio e a indústria. Ou seja, ocorreria um aumento geral de venda e lucros. Até aí tudo bem, mas e depois?

    Mais dinheiro circulando significaria, automaticamente, maior demanda pelos bens e serviços produzidos – que são o valor real da economia, e não o dinheiro, que é só um meio de troca. E é simplesmente impossível aumentar de súbito a produção desses bens para acompanhar o dinheiro entrando. Gradativamente, as empresas atingiriam seu limite e as pessoas, com dinheiro sobrando, continuariam querendo comprar. Mas acontece que haveria muito dinheiro para comprar, sem bens o suficiente para vender.
    O resultado seria aumentar os preços como forma de tentar reequilibrar o poder de compra com o que a sociedade pode produzir no curto prazo. A inflação generalizada tornaria todo o ambiente da economia incerto e descontrolado, e os empresários passariam a não investir ou a investir muito pouco. O crescimento da economia cairia, gerando uma crise.

    Por isso, ao invés de resolver o problema do país, produzir mais dinheiro que o normal só pioraria.

    Disponível em:
    Ultra Curioso

    segunda-feira, 5 de outubro de 2015

    CANAL BRASIL ESTÁ PRESENTE NO FESTIVAL DO RIO COM 13 COPRODUÇÕES

    Boi Neon
    O Canal Brasil lançou uma nova campanha: “A Casa do Cinema Brasileiro”. Em rotação nas principais salas de cinema do país, festivais de audiovisual e canais de TV, o vídeo traz uma casa resistindo bravamente aos ataques de um lobo Jack Sparrow. A temática bem-humorada reflete o atual momento do canal como o maior coprodutor do cinema nacional. Só no Festival do Rio são 13 coproduções.

    Estaremos no calendário do festival com filmes como “Aspirantes” (Ives Rosenfeld), “Boi Neon” (Gabriel Mascaro), “Campo Grande” (Sandra Kogut), “Introdução à Música do Sangue” (Luiz Carlos Lacerda), “Órfãos do Eldorado” (Guilherme Coelho) e “Quase Memória” (Ruy Guerra). Todos longas na mostra competitiva de ficção. Já entre os documentários, o Canal Brasil aparece em coproduções como “Cordilheiras no Mar: A Fúria do Fogo Bárbaro” (Geneton Moraes Neto), “Crônica da Demolição” (Eduardo Ades) e “Mario Wallace Simonsen, Entre a Memória e a História” (Ricardo Pinto e Silva).

    Ainda durante a programação do Festival, filmes como “A Morte de J.P. Cuenca” (João Paulo Cuenca), “Ralé” (Helena Ignez), o curta “Mar de Fogo” (Joel Pizzini) e o documentário “82 Minutos”(Nelson Hoineff), o único fora das mostra competitivas.

    BOI NEON
    Sinopse:
    Nos bastidores de um grande evento rural chamado Vaquejada, Iremar prepara o boi para entrar na arena, onde, puxado pelo rabo, será derrubado no chão. Enquanto limpa os rabos dos bois no curral, Iremar cultiva seu desejo de ser estilista e trabalhar na indústria da confecção de roupas. Movido pelas transformações econômicas aceleradas da região, o filme narra de forma sensorial e impactante a dimensão corpórea de homens e animais em meio ao universo surreal do agronegócio.


    MAR DE FOGO

    Sinopse:
    ​Um filme-ensaio sobre a gênese de Limite (1930), de Mário Peixoto, clássico da vanguarda latino-americana. Concebido a partir de cenas, do making of do filme e relatos do autor, este filme recria livremente a pulsão visionária de Peixoto para experimentar as sensações e os limites de uma aventura artística. Festival de Berlim 2015. 



    CORDILHEIRAS DO MAR: A FÚRIA DO FOGO BÁRBARO

    Sinopse:
    ​Um documentário sobre Glauber Rocha – mas não trata de cinema. Trata de política, trata do Brasil. O filme parte da grande polêmica que Glauber Rocha provocou ao declarar publicamente apoio ao projeto de “abertura política” conduzido pelo general Ernesto Geisel.​ 


    MARIO WALLACE SIMONSEN, 
    ENTRE A MEMÓRIA E A HISTÓRIA
    Sinopse:​Discreto neto de ingleses, Mario Wallace Simonsen (1909-1965) foi empresário e grande empreendedor. Dono de um conglomerado de mais de 30 empresas, destacando-se a Panair do Brasil, a TV Excelsior, a Wasim e a Comal, maior exportadora de café do país, foi atingido pelo movimento de 31 de março de 1964, que instalou no poder pessoas que o tinham na conta de inimigo. Se o esforço da ditadura em destruí-lo é evidente, os motivos para isso são menos óbvios.  


    82 MINUTOS
    Sinopse:O filme desvenda o que há por trás da construção do carnaval carioca. Com imagens dos bastidores da Portela, que vão desde a escolha do samba-enredo até a apuração dos votos, na quarta-feira de cinzas, o documentário lança um olhar inédito sobre este fenômeno cultural que atrai os olhares do mundo inteiro todos os anos.​ 


    RALÉ




    Sinopse:
    Um filme dentro de um filme. Jovens diretores, adolescentes prodígios, estão filmando A exibicionista em uma fazenda numa região paradisíaca. Barão, personagem de Ney Matogrosso, vive nessa fazenda, onde irá celebrar seu casamento com o dançarino Marcelo. O filme investiga poeticamente a alma brasileira, colocando a Amazônia como epicentro do mundo, refletindo a respeito de questões existenciais, legitimando o direito à liberdade e à individualidade sexual. Filme filosófico e musical, livremente inspirado na peça teatral Ralé, de Maxim Gorki.​ 


    ÓRFÃOS DO ELDORADO
    Sinopse:​Baseado no mais recente romance do escritor brasileiro Milton Hatoum, Órfãos do Eldorado é uma história de amor, obsessão e enlouquecimento de um homem na Amazônia. De volta à sua cidade de infância, Arminto apaixona-se por uma mulher misteriosa, que todos dizem querer morar numa cidade submersa. Na busca por esse amor inalcançável, ele se desfaz do patrimônio de sua família e de sua razão, enquanto se aproxima do universo mítico amazônico – transformando sua própria vida em fábula e tragédia.​ 


    A MORTE DE J. P. CUENCA
    Sinopse: ​Em 2008, um cadáver identificado pela polícia com a certidão de nascimento do escritor João Paulo Cuenca foi encontrado no esqueleto de um edifício invadido na Lapa. Inspirado nesse fato, o filme investiga o roubo da identidade do autor num Rio de Janeiro fantasmagórico e em profunda transformação. Se na ficção e nas páginas policiais é lugar-comum os vivos roubarem a identidade dos mortos para começar uma nova vida, o que temos aqui é o caso oposto: alguém que rouba a ­identidade de um homem vivo para morrer em seu lugar.​ 


    ASPIRANTES
    Sinopse:Junior, um jovem jogador de futebol de um time amador na pequena cidade de Saquarema, tem que lidar com a inesperada gravidez de sua namorada, enquanto seu melhor amigo está em vias de ser contratado por um time profissional. O filme acompanha a crescente inveja de Junior, que pode tomar proporções perigosas.​ 


    CRÔNICA DA DEMOLIÇÃO
    Sinopse:No Centro do Rio de Janeiro, uma praça vazia com um chafariz seco e um estacionamento subterrâneo. Há 40 anos, ali ficava o Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal. Uma história de sabres e leões, militares e arquitetos, passado e futuro.​ 


    CAMPO GRANDE
    Sinopse:Certa manhã, duas crianças são deixadas em frente à portaria de um prédio em Ipanema, sem nenhuma explicação a não ser um pedaço de papel com o nome e endereço de Regina, a dona da casa. Em nenhum momento as crianças duvidam que sua mãe voltará para buscá-las. Mas será que ela vai mesmo? A chegada dessas crianças no mundo de Regina – e suas tentativas de lidar com ela – transformará profundamente as vidas de cada uma delas.​ 




    QUASE MEMÓRIA
    Sinopse:​Carlos é um homem condenado aos desassossegos da memória que encontra-se com ele mesmo em uma dobra de tempo. Carlos jovem está diante do esquecimento de Carlos velho, que já não se lembra sequer do próprio rosto. Recebem um pacote. Mas o pacote parece estranho. O nó que o amarra, o cheiro, a letra no envelope: a encomenda só poderia ter sido enviada por seu pai, Ernesto, morto há anos. Um pai que sempre criou situações inusitadas. Nessa dobra do tempo, há um Carlos que lembra e há um Carlos que esquece, as suas divertidas memórias ao lado desse pai genialmente louco.​ 


    INTRODUÇÃO À MÚSICA DO SANGUE
    Sinopse:No interior do Brasil, entre o mundo arcaico e o contemporâneo, uma família vive suas angústias numa atmosfera de desejo e repressão. Baseado em argumento do escritor Lucio Cardoso, um mestre do romance de introspecção psicológica. 


    sábado, 3 de outubro de 2015

    A SEMIÓTICA NO FILME TUDO SOBRE MINHA MÃE



    Semiótica é a ciência geral da linguagem e a linguagem é a forma de expressar, de repassar os significados do emissor ao receptor, pois segundo Pearce, o pensamento se dá por significações, por signos.

    A linguagem se concretiza por representações. A representação é um signo, substituto. As palavras não dão nomes às coisas, mas a uma representação.

    Ex.: CASA. As letras C A S A são representações do objeto real.

    O signo representa algo parcialmente e não totalmente.

                        SIGNO
    Significante          Significado
    CASA                      (Dois significantes para o mesmo significado.)

    Segundo Pearce, os signos dividem-se em:

    ICONE – coisas que nos trazem algum significado, mas não sabemos qual. Uma impressão. A música é icônica, funciona como uma convenção.

    INDICE – Linguagem visual ou possibilidade que ela representa.     = Objeto.

    SÍMBOLO – Generalização, regra, lei = Linguagem verbal.

    Análise semiótica de “Tudo sobre minha mãe” (1998) de Pedro Almodóvar:

    Lado icônico – cores fortes do figurino, da cenografia e da fotografia que transmitem emoção, paixão, calor; a música espanhola.

    Lado indicial – o amor da mãe pelo filho; compaixão pelo próximo; “Eu sempre dependi da bondade de estranhos” (diálogo que rememora “Um bonde chamado desejo”)


    Lado simbólico – o drama é a marca dos filmes atuais de Almodóvar; histórias tristes de perdas, doença, morte, segredos inconfessáveis, mas com um alento de esperança; filmes sobre mulheres: Carmem Maura, Marisa Paredes, Penélope Cruz; 


    quarta-feira, 30 de setembro de 2015

    QUANTO TEMPO O TEMPO TEM SERÁ EXIBIDO PELA 1ª VEZ NO FESTIVAL DO RIO


    Diretora Adriana L. Dutra aborda o tempo – e a falta dele – em documentário com depoimentos de pensadores, cientistas e escritores como André Comte-Sponville, Domenico De Masi,Nélida Piñon e Marcelo Gleiser

    “Um filme para quem tem tempo, não tem tempo ou não sabe o que fazer com o tempo”, diz Adriana L. Dutra sobre seu documentário Quanto tempo o tempo tem, que terá a sua primeira exibição no Brasil no Festival do Rio, no dia 4 de outubro, com sessão especial para convidados no Cinépolis Lagoon, às 19h15. A obra, que dá continuidade à trilogia de documentários de tons autorais iniciada com Fumando espero (2008), faz parte da tradicional mostra Expectativaque reúne diretores revelações e novas apostas do cinema mundial, com exibições para o público no Cine Joia (6/10), no Centro Cultural Justiça Federal (10/10) e no Ponto Cine (11/10).

    No longa, Adriana investiga as principais linhas de nossa consciência sobre o tempo ouvindo filósofos, físicos, arquitetos, neurocientistas, transumanistas e até uma monja budista para realizar uma profunda reflexão sobre a civilização e o futuro do tempo da existência humana. A diretora já iniciou as pesquisas para a última produção da trilogia que abordará o medo.


    Quanto tempo o tempo tem parte de um conflito interno da diretora sobre o tema. “Todos vivem correndo contra o tempo, com uma rotina intensa de compromissos. Vivemos um tempo diferente. Corremos sempre, corremos sem motivo, corremos por nada. É como se o tempo tivesse ficado mais rápido. Tudo sugere velocidade, urgência, nossas vidas estão sempre atadas ao dever de alguma tarefa. Mas, afinal de contas, por que o tempo parece tão curto?”, questiona Adriana. Assim, por meio de personagens riquíssimos – entre os entrevistados estão André Comte-Sponville, Domenico De Masi, Nélida Piñon e Marcelo Gleiser, entre muitos outros –,Adriana encontra uma forma de tentar explicar as diversas relações do ser humano com o tempo.

    O documentário aborda ainda as relações com as novas tecnologias e a globalização – que acontecem com um aumento da produção constante, crescente e simultânea de conteúdo e de informação. O compartilhamento da privacidade por meio de redes sociais também é analisado: atualmente, via celulares, computadores, facebook, twitter e conference calls, a identidade se multiplica e se faz presente em todos os lugares ao mesmo tempo. O simples ato de contemplar perdeu-se diante da imensa quantidade de estímulos oferecidos.


    Quanto tempo o tempo tem conta com a codireção e direção de fotografia de Walter Carvalho e a distribuição para cinema pela EH Filmes. O documentário está licenciado para exibição em TV pelo Canal Curta! e conta com a distribuição internacional pela Synapse. Recentemente foi convidado para apreciação da seleção oficial do Festival de Berlim, além de ter sido selecionado para o 17ème Festival du Cinéma Brésilien de Paris.


    segunda-feira, 28 de setembro de 2015

    MEMÓRIAS

    Charlotte Rampling e Woody Allen

    Um dos filmes menos conhecidos e celebrados de Woody Allen. É uma homenagem ao filme “Oito e meio” de Fellini, do qual ele é fã, mas hoje em dia é mais lembrado como a estreia no cinema de Sharon Stone que aparece nos créditos finais como a “moça bonita no trem”, numa ponta sem falas tipo “piscou perdeu”, logo no início do filme, como a mulher que manda um beijo para o personagem de Allen.

    É a história de um cineasta famoso que aceita participar de um pequeno festival de cinema, onde todos o reverenciam dizendo que viram todos os seus filmes, mas preferem a época em que estes eram mais engraçados. Isso era uma auto referência do próprio diretor que também começou dirigindo comédia e quando optou pelos dramas (a partir de Interiores) foi rejeitado pelo público. Nesse festival de cinema ele relembra fatos de sua vida e fica em dúvida entre duas mulheres, uma mais velha (Charlotte Rampling) que é esquizofrênica e depressiva e outra mais nova.

    O personagem de Woody Allen é paranóico como todos os outros que ele interpretou e talvez como ele mesmo é. Não consegue entender o significado da vida (e quem consegue?), do porque de algumas pessoas serem más e nem consegue esquecer um vizinho que tinha uma doença degenerativa. Apesar de amargo e às vezes rancoroso, é um filme interessante, bem melhor que “Interiores”.

    Há também homenagem ao Brasil quando o diretor está num restaurante com dois amigos e alguém canta “Brasil” de Ary Barroso (em inglês) e depois dois figurantes fazem elogios em português ao filme exibido, dizendo que ele é extraordinário e divino.

    Direção: Woody Allen. Com: Woody Allen, Charlotte Rampling, Jéssica Harper, Tony Roberts, Daniel Stern, Amy Wright, Brent Spiner, Cynthia Gibb, Louise Lasser e Sharon Stone. 91 min. Em preto e branco.

    Woody Allen e Mariel Hemingway