domingo, 5 de agosto de 2012

ATORES BRASILEIROS TIPO EXPORTAÇÃO


O Brasil sempre exerceu grande fascínio entre os estrangeiros e o sonho de muitos deles era morar aqui, casar com uma brasileira ou pelo menos visitar o país. Foram muitos os filmes estrangeiros feitos aqui, fato que ajudou a distorcer a imagem do Brasil lá fora, já que a representação não era realista e só havia na maioria desses filmes, macacos, mulheres seminuas e candomblé.

Vários atores e atrizes conseguiram fazer carreira significativa no cinema internacional, por terem chamado atenção em filmes brasileiros exibidos com sucesso lá fora ou pelas nossas novelas.

A primeira brasileira tipo exportação foi com certeza CARMEN MIRANDA, a pequena notável, que na verdade nasceu em Portugal, mas veio para o Brasil com um ano de idade e começou aqui carreira de grande sucesso como cantora e atriz de filmes carnavalescos da década de 30, quando foi descoberta pelos americanos no filme “Serenata tropical” (1940) em que interpretava uma argentina. Depois desse, vieram mais 12 filmes com destaque para “Aconteceu em Havana”, “Copacabana” e “Morrendo de medo” (seu último filme), quase todos no papel de latina espalhafatosa.


















Com o sucesso alcançado com o Cinema Novo e a longa nudez frontal que protagonizou em “Os cafajestes” (1962), NORMA BENGELL fez carreira duradoura na Itália onde estreou em “Il Mito” (1963) e em 13 outros filmes até 1975, mas nenhum deles significativo ou que se compare aos filmes brasileiros que fez, como “Noite Vazia” (1964), “Paixão na Praia” (1971), “A casa assassinada” (1971) e “Eros – O Deus do Amor” (1981)


A cearense FLORINDA BOLKAN, que no Brasil assinava como Florinda Bulcão, já estreou no cinema num filme italiano, “Uma ragazza piuttosto complicada” (1968) e obteve grande sucesso no mundo todo com “Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita” (1970) e “Anônimo Veneziano” (1670). Nos intervalos filmava no Brasil: “Os deuses malditos” (1969), “Prisioneiro do Rio” (1987), um filme americano feito aqui e mais recentemente “Eu não conhecia Tururu” (2000), sua estreia como diretora.

CONTINUA...

3 comentários:

  1. No ano passado eu visitei o Museu Carmem Miranda, na Praia de Botafogo, e vi lá um grande painel contando a vida dela em que eram mencionados esses filmes que você disse.
    Também tá lá o famoso turbante de frutas, que talvez tenha sido o símbolo principal dela.
    O museu é pequeno. Mas, quando você vier ao Rio, vale a pena conferir (a entrada é franca).

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  2. Gilberto, suas postagens não estão aparecendo mais no meu painel... Eu encontrei estes dois últimos posts por acaso. Será que é algum bug?

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