quarta-feira, 16 de novembro de 2011

OS FAROESTES


Morgan Freeman e Clint Eastwood em Os Imperdoáveis
 
O Faroeste é o gênero mais “viril” do cinema (se é que se pode referir dessa forma a um gênero cinematográfico), em que os homens são corajosos e destemidos e as mulheres mais indefesas, o calor é quase insuportável, o dinheiro curto e a justiça tem que prevalecer a qualquer custo.

O Oeste era o destino para quem vivia nos Estados Unidos no século XIX e tinha problemas com a lei ou com os credores, para quem queria se aventurar em uma nova vida ou enriquecer com a corrida do ouro e o petróleo. É essa saga de pioneiros e desbravadores, bem como de bandidos e pistoleiros que é retratada nos faroestes, westerns ou simplesmente filmes de bangue-bangue como eram conhecidos inicialmente. A receita era simples: um herói solitário, geralmente lutando por justiça e resolvendo quase tudo sozinho ou com a ajuda de poucos na luta contra o ambiente ou contra os bandidos inescrupulosos.


Cena de Sete homens e um destino
 
O faroeste é um gênero americano por excelência (apesar da Itália ter se adequado tão bem com os weterns-spaghetti), povoado por mitos, valores próprios e uma maneira particular de filmagem – quase sempre em locações com amplos espaços que facilitavam as tomadas em planos abertos. O ambiente era quase tão importante quanto os heróis (como em Da terra nascem os homens, 1958). Ali aconteceram duelos emocionantes dirigidos por mestres como John Ford, Howard Hawks, Henry Hathaway e Sam Peckinpah.



Cena de Da terra nascem os homens

São temas inconfundíveis: a cidade fantasma (Céu amarelo, 1948), o homem rápido no gatilho que quer mas não consegue fugir da fama de pistoleiro (O matador, 1950), o homem que quer se impor como indivíduo, mas é impedido pela sociedade (Matar ou morrer, 1952), o homem que quer fazer justiça com as próprias mãos (Estigma da crueldade, 1958), o homem que tem contas a acertar com os índios (Rastros de ódio, 1956), os índios que cercam um forte (Forte apache, 1948), bandidos que se regeneram (Sete homens e um destino, 1960).



John Wayne

 Os astros mais conhecidos do gênero são John Wayne, Richard Widmark, Kirk Douglas, Clint Eastwood, Burt Lancaster, James Stewart, Errol Flynn, Henry Fonda, Charlton Heston, Gary Cooper, William Holden, Lee Marvin, Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn, Randolph Scott, Lee Van Cleef e Robert Ryan. Será que esqueci alguém?



Os meus faroestes preferidos são Matar ou morrer (1952), Os brutos também amam (1953), De volta para o futuro 3 (1990) e Quatro mulheres e um destino (1994), mas também são clássicos inesquecíveis, Buth Cassidy (1969), O diabo feito mulher (1952), Duelo de titãs (1959), Rio vermelho (1948), Era uma vez no Oeste (1969), Herança de um valente (1982), O homem que matou o facínora (1962), Meu ódio será sua herança (1969), No tempo das diligências (1939), Onde começa o inferno (1959), Onde os homens são homens (1971), Paixão dos fortes (1946), Pequeno grande homem (1970), Os profissionais (1966), Vera Cruz (1954), Rastros de ódio (1956), Sete homens e um destino (1960), Silverado (1985) e Os imperdoáveis (1993).

Fonte de consulta: Vídeo Guia 88.



John Wayne e Montgomery Clift em Rio Vermelho


Cena de Silverado


John Wayne em Rastros de Ódio


Cena de Os brutos também amam




11 comentários:

  1. Saudações Gil!

    BRILHANTE POST!!!!

    Como diria nosso colega Darci Fonseca, o nobre westernmaníaco, é um artigo para se tirar o chapéu (Stetson).

    Mas vc expressou muito bem a questão, que muitos até hoje não entendem o sentido amplo do faroeste, ou vulgarmente falando, "bang bang" (que acho abominável).

    Já ouvi tanta bobagem de pessoas que não entendem este gênero, alegando que estimula a violência, ou propaga o ódio racial aos índios. Pode até ser, mas para mentes mais fracas, incautas, e sem instrução o suficiente para entender a importância deste gênero, que a partir do momento que os norte-americanos apresentaram a sua cultura, em verdade, o mundo inteiro abraçou perante as telas. .

    Mas apesar de toda esta realidade, Hollywood também soube muito bem produzir, mesmo de maneiras fantásticas, a legenda romântica. Nos próprios westerns europeus de Sergio Leone, podemos encontrar resquícios de John Ford, o que prova a influência que Leone teve do grande Mestre, e certamente "Rastros de ódio" é bem mais lembrado devido ao mito do homem solitário, amargo e cruel, e como não podia deixar de ser, todos os protagonistas de Leone, como em "3 Homens em Conflito" e "Era uma Vez no Oeste", são cowboys solitários como Ethan Edwards, muitas vezes, em busca de justiça com as próprias mãos.

    Quanto aos atores que foram grandes mocinhos do gênero, vc mencionou muito bem , embora faltasse um ou outro, pois tantos e tantos deram sua parcela de ação ao estilo, se bem que Robert Ryan também foi vilão em muitos deles, mas foi herói em "A Borda da Morte", de 1956, e "A Quadrilha Maldita" de 1959, ambos excelentes

    Grande post, e vou divulgá-lo em meu espaço no face, pois merece. Hasta la Vista!

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelo comentário e pela divulgação em seu admirável blog. Infelizmente o faroeste sofre preconceito de parte do público que não consegue entender suas reais "motivações". Abraços!

    ResponderExcluir
  3. Vi poucos filmes de faroeste... Preciso consertar este erro =/

    ResponderExcluir
  4. Gil, tenho um "meme" pra vc. Dirija-se ao meu blog e vá ao link http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com/2011/11/meme-10-coisas-que-sinto-saudades.html. Se vc gostar, responda em seu blog e faça sua lista. Grande Abraço.

    ResponderExcluir
  5. Puxa vida! Para quem não é ligado no tema, pelo menos como o é nosso querido Darci Fonseca, fizeste um apanhado geral do faroeste quase que de meter inveja e dentro de uma compactação que não entendo como eu jamais consigo fazer assim.
    Parabens, Gilberto. Tocaste no tema com estilo e cautela, porém sem medo. Utilizaste um sentido de conhecimento que se observa falta de aprofundamento, no entanto nada falaste que não esteja encaixado dentro do panorama geral que abrange o genero. Falaste pouco mas, o que disseste todos absorvem com prazer.Principalmente em virtude do lado deste cinema que escolheste para comentar, não se aprofundamento exageradamente, mas utilizando uma superficialidade que a todos deixou amplamente impressionados. Mais ainda pela forma como compactou seu texto sem quase nada por de lado. Bacana! Adorei!
    jurandir_lima@bol.com.br

    ResponderExcluir
  6. Obrigado, Jurandir. Resolvi falar sobre os faroestes americanos em uma só postagem, mas ainda vou escrever sobre os westerns spaghetti logo logo. Abraços.

    ResponderExcluir
  7. link indicado nos melhores da semana. http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/11/links-da-semana-de-14-2011.html

    abraço

    ResponderExcluir
  8. Gilberto, nem preciso dizer nada sobre este post,que eu adorei, pois sou muito fã dos faroestes. Todos já disseram tudo, e com muito mais propriedade do que eu poderia dizer como mera espectadora e fã de cinema. Só vou dizer que gosto muito do seu estilo, e da sua simplicidade, apesar de todo o seu conhecimento.

    Parabéns, Gilberto!

    bjo.

    ResponderExcluir
  9. Obrigado, Ligéia. Às vezes fico pensando que a simplicidade e a objetividade são quase um pecado, mas depois percebo que não e é melhor assim...

    ResponderExcluir
  10. o teu site é bom, mas é uma pena que não da de gravar filmes

    ResponderExcluir