terça-feira, 31 de maio de 2011

AS NOVELAS DE MAIOR AUDIÊNCIA DA TV BRASILEIRA

1ª. Roque Santeiro (1985) de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com: Regina Duarte, Lima Duarte e José Wilker. A história da Viúva Porcina (aquela que foi sem nunca ter sido), do Sinhozinho Malta e do famoso Roque Santeiro. É a novela de maior audiência desde que os números começaram a ser medidos pelo IBOPE. A trama alcançou 67 pontos.


 

2ª. Tieta (1989) de Aguinaldo Silva, ficou em 2º lugar com 63 pontos. É a história de Tieta (Cláudia Ohana) que é expulsa de Santana do Agreste, para onde retorna 25 anos depois (como Betty Faria) já rica e os desentendimentos com a irmã Perpétua (Joana Fomm) e o pai (Sebastião Vasconcelos). Baseada no romance homônimo de Jorge Amado.



3ª. O salvador da pátria (1989) de Lauro César Muniz com 62 pontos. É a história de Sassá Mutema, um bóia fria que serve de laranja para políticos corruptos e seu amor pela professora Clotilde (Maitê Proença).




4ª. Renascer (1993) de Benedito Ruy Barbosa, com 60 pontos. É a saga de José Inocênio (Antonio Fagundes), fazendeiro do cacau e os conflitos com os filhos (Marcos Palmeira, Marco Ricca, Taumaturgo Ferreira) e sua paixão por Mariana (Adriana Esteves), a amada de um de seus filhos.




5ª. Rainha da sucata (1990) de Sílvio de Abreu, com 59 pontos, conta a história de Maria do Carmo (Regina Duarte), que enriqueceu graças ao ferro velho e as humilhações que sofre do amado (Tony Ramos) e de Laurinha Figueiroa (Glória Menezes), que não a aceita na alta sociedade.




6ª. Pedra sobre pedra (1992) de Aguinaldo Silva, com 57 pontos contando a história da rivalidade e do amor entre Murilo Pontes (Lima Duarte) e Pilar Batista (Renata Sorrah) e seus filhos Leonardo (Maurício Mattar) e Marina (Adriana Esteves).




7ª. Fera ferida (1994) de Aguinaldo Silva, com 56,2 pontos. Baseada em contos e romances de Lima Barreto, conta a história de Raimundo Flamel (Edson Celulari) e Linda Inês (Giulia Gam) e a busca desenfreada por transformar ossos humanos em ouro.



8ª. Vale tudo (1988) de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, com 56 pontos. É a história de Maria Raquel (Regina Duarte), uma mulher honesta que é enganada pela própria filha (Glória Pires). Quando a novela é citada, todos se lembram de quem teria matado Odete Roitman (Beatriz Segall). A revelação de sua assassina (Cássia Kiss) decepcionou, mas marcou 92 pontos.




9ª. O rei do gado (1996) de Benedito Ruy Barbosa, com 52,3 pontos. É a história da rivalidade de duas famílias inimigas: os Berdinazzi e os Mezenga (chefiadas por Antonio Fagundes e Raul Cortez) e da bóia fria Luana (Patrícia Pillar).




10ª. De corpo e alma (1992) de Glória Perez, com 52 pontos. A primeira novela de Cristiana Oliveira na Globo, que recebe um transplante de coração e se sente dividida entre o amante (Tarcísio Meira) e o marido de sua doadora (Victor Fasano). Poucos se lembram da trama da novela, que ficou marcada pela tragédia ocorrida com a filha da autora, Daniela Perez que foi assassinada pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e sua mulher Paula Thomás.


domingo, 29 de maio de 2011

MAIO

Paula Toller e George Israel



Maio
Já está no final
O que somos nós afinal
Se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
Longe demais.


Maio
Já está no final
É hora de se mover
Pra viver mil vezes mais
Esqueça os meses

Esqueça os seus finais
Esqueça os finais
Eu preciso de alguém
Sem o qual eu passe mal
Sem o qual eu não seja ninguém
Eu preciso de alguém.

Maio
Já está no final
É hora de se mover
Pra viver mil vezes mais
Esqueça os meses
Esqueça os seus finais
Esqueça os finais
Eu preciso de alguém
Sem o qual eu passe mal
Sem o qual eu não seja ninguém
Eu preciso de alguém
Eu preciso de alguém
Sem o qual eu passe mal
Sem o qual eu não seja ninguém
Eu preciso de alguém
Maio, Junho, julho, agosto, setembro
Outubro, novembro, dezembro

sexta-feira, 27 de maio de 2011

VILLAGE PEOPLE NO BRASIL


O Village People volta ao Brasil para dois shows em comemoração aos seus 30 anos de carreira. Hoje se apresentarão em São Paulo no HSBC Brasil e amanhã (28/05) em Florianópolis no Floripa Music Hall.

Os integrantes são Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial), Jeff Olson (caubói) e Eric Anzalone (motociclista), cada um representando um símbolo de masculinidade.

Seus maiores sucessos são Y.M.C.A. e Macho Man, músicas muito animadas que contem temas homossexuais, tratados de forma sutil (ou nem tanto). Fizeram sucesso também Can’t stop the music, In the Navy, San Francisco (You’ve got me) e Go West.




Em 1980 participaram do filme A música não pode parar (Can’t stop the music) que recebeu o Framboesa de Ouro de pior filme do ano.



video



Macho Man (Homem macho) 
Village People


Corpo...quer sentir meu corpo?
Corpo...tamanha delícia meu corpo
Corpo...quer tocar meu corpo?
Corpo...é muito meu corpo
Veja só meu corpo, corpo
Não duvide de meu corpo, corpo
Falando sobre meu corpo, corpo
Veja só meu corpo

Todo homem quer ser um homem macho, macho
Para ter o tipo de corpo que sempre está em alta
Caminhada de manhã, vá, homem, vá
Malhar no spa, os músculos brilham
É melhor acreditar que ele é um homem macho
Pronto pra ir com quem ele puder

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow...

Corpo, é tão quente, meu corpo
Corpo, amo estalar meu corpo
Corpo, amo dar prazer ao meu corpo
Corpo, não provoque meu corpo
Corpo, você vai adorar meu corpo
Corpo, venha explorar meu corpo,
Corpo, feito por Deus, meu corpo
Corpo, é tão bom, meu corpo

Você pode dizer a um macho que ele tem um andar ritmado
Suas calças de couro do velho-oeste sempre parecem imponentes
Ritmado com seu corpo, ele é um rei
Chame-o de Senhor Águia, enterre suas correntes
Você pode bem acreditar que, ele é um homem macho
Gosta de ser o líder,

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow...

Ugh!Macho ...baby!
Corpo...quer sentir meu corpo?
Corpo...tamanha delícia meu corpo
Corpo...quer tocar meu corpo?
Corpo...é muito meu corpo

Todo homem tem o dever de ser um homem macho
De viver uma vida livre, machos tomam um posto
Têm seus próprios estilos e ideais
Possuem a força e a confiança, a vida é um roubo
Você pode acreditar que ele é um homem macho
Ele é uma pessoa especial em qualquer terra

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow...


quinta-feira, 26 de maio de 2011

MÚSICAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA BRASILEIRO


Além dos filmes brasileiros, gosto também das músicas que são temas desses filmes. Separei algumas que considero inesquecíveis e não me canso de ouvir. Tomara que gostem.

1. EU TE AMO (Chico Buarque) - tema do filme "Eu te amo" (1981) de: Arnaldo Jabor. Com Sonia Braga e Paulo César Peréio.



2. O QUE SERÁ (À flor da pele) (Simone) - tema do filme "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) de: Bruno Barreto. Com: Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça.



3. GABRIELA (Tom Jobim) - tema do filme "Gabriela" (1983) de Bruno Barreto. Com: Sonia Braga e Marcello Mastroianni.



4. A PRIMEIRA VEZ (Roberto Carlos) - tema do filme "Os sete gatinhos" (1980) de Neville D'Almeida. Com: Antonio Fagundes, Ana Maria Magalhães e Lima Duarte.



5. LUZ DO SOL (Caetano Veloso) - tema do filme "Índia - A filha do sol" (1982) de: Fábio Barreto. Com: Glória Pires e Nuno Leal Maia.



6. EU SEI QUE VOU TE AMAR (Tom Jobim)- tema do filme "Eu sei que vou te amar" (1986) de Arnaldo Jabor. Com: Fernanda Torres e Thales Pan Chacon.



7. AS SETE VAMPIRAS (Léo Jaime) - tema do filme "As sete vampiras" (1986) de Ivan Cardoso. Com: Lucélia Santos e Nicole Puzzi.



8. VAPOR BARATO (Zeca Baleiro e Gal Costa) - tema do filme "Terra estrangeira" (1995) de Walter Salles. Com: Fernanda Torres e Fernando Alves Pinto.



9. ESPERANDO NA JANELA (Gilberto Gil) - tema do filme "Eu tu eles" (2000" de Andrucha Wadington. Com: Regina Casé, Stenio Garcia, Lima Duarte e Luiz Carlos Vasconcelos.



10. É O AMOR (Maria Bethânia) - tema do filme "Dois filhos de Francisco" (2005) de Breno Silveira. Com: Angelo Antonio, Dira Paes e Márcio Kieling.




Continua...



quarta-feira, 25 de maio de 2011

DA LITERATURA PARA AS NOVELAS - OS ANOS 80


Olhai os lírios do campo (Globo, 1980) de Geraldo Vietri, do original de Érico Veríssimo, com Nívea Maria e Cláudio Marzo. Adorei o livro.

Marina (Globo, 1980) de Wilson Aguiar Filho, do livro “Marina, Marina” de Carlos Heitor Cony e Sulema Mendes, com Denise Dummont e Lauro Corona.



O meu pé de laranja-lima (Band, 1980/ 1981) de Ivani Ribeiro, a segunda adaptação do livro de José Mauro de Vasconcelos, com Alexandre Raymundo e Dionísio Azevedo.






As três Marias (Globo, 1980/ 1981) de Wilson Rocha, a partir de Rachel de Queiroz, com Glória Pires, Maitê Proença e Nádia Lippi. Li o livro.






Ciranda de pedra (Globo, 1981) de Teixeira Filho, do original de Lygia Fagundes Telles com Lucélia Santos e Eva Wilma. A Rede Globo produziu um remake em 2008, com Ana Paula Arósio e Marcelo Antony. Li o livro e gostei.

 
















Vento do mar aberto (Cultura, 1981) de Mário Prata, a partir de Geraldo Santos, Herson Capri, Regina Braga e Kate Hansen.

Floradas na serra (Cultura, 1981) de Geraldo Vietri, do original de Dinah Silveira de Queiroz, com Bete Mendes. Vi o filme.

O fiel e a pedra (Cultura, 1981) de Jorge Andrade, do romance de Osman Lins, com Flávio Galvão e Ester Góes.

Partidas dobradas (Cultura, 1981) de Marcos Rey, baseado em Mário Donato, com Abraão Farc e Lia de Aguiar.

O resto é silêncio (Cultura, 1981) de Mário Prata, do romance de Érico Veríssimo, com Carmen Monegal e Fernando Peixoto. Li o livro. Muito bom.


Terras do sem fim (Globo, 1981/ 1982) de Walter George Durst, do original de Jorge Amado com Cláudio Cavalcanti e Nívea Maria.

Maria Stuart (Cultura, 1982) de Carlos Lombardi, da peça de Friedrich Schiller, com Nathália Timberg e Kate Hansen.

O pátio das donzelas (Cultura, 1982) de Rubens Ewald Filho, do romance de Maria de Lourdes Teixeira, com Wanda Stefânia, Ester Góes e Aldine Müller.

As cinco panelas de ouro (Cultura, 1982) de Sérgio Jockyman, da obra de Antonio Alcântara Machado, com Elaine Cristina, Luiz Armando Queiroz e Sandra Barsotti.





O homem proibido (Globo, 1982) de Teixeira Filho, do romance de Nélson Rodrigues, com David Cardoso, Elizabeth Savalla e Lídia Brondi.








Casa de pensão (Cultura, 1982), de Rubens Ewald Filho, do homônimo de Aluísio Azevedo, com Paulo Castelli e Arlete Montenegro. Li o livro.

O coronel e o lobisomem (Cultura, 1982), de Chico de Assis, do romance de José Cândido de Carvalho, com Jonas Mello e Regina Braga.

O tronco do ipê (Cultura, 1982), de Edmana Barbosa, do homônimo de José de Alencar, com Fulvio Stefanini e Maria Isabel de Lizandra.

Iaiá Garcia (Cultura, 1982) de Rubens Ewald Filho, do original de Machado de Assis, com Elaine Cristina e Denys Derkian. Li o livro. Como disse antes: Machado de Assis é Machado de Assis.

Música ao longe (Cultura, 1982) de Mário Prata, da obra de Érico Veríssimo, com Djenane Machado e Serafim Gonzáles. Li o livro.

Helena (Manchete, 1987) de Mário Prata, do romance de Machado de Assis, com Luciana Braga e Thales Pan Chacon. Li o livro.

Bambolê (Globo, 1987/ 1988) de Daniel Más e Ana Maria Moretzsohn, inspirada no romance “Chuva e cinzas” de Carolina Nabuco, com Cláudio Marzo e Suzana Vieira.



Tieta (Globo, 1989/ 1990) de Aguinaldo Silva, do original de Jorge Amado, com Beth Faria, Joana Fomm e Reginaldo Faria. Talvez a melhor novela que já vi até hoje.




segunda-feira, 23 de maio de 2011

OS VENCEDORES DO FESTIVAL DE CANNES 2011


A árvore da vida de Terrence Malick foi vaiado pelo público em sua primeira exibição, mas isso não influenciou o júri (presidido por Robert DeNiro) do Festival de Cannes que deu a ele a Palma de Ouro de Melhor Filme. Melancolia de Lars Von Trier rendeu a Kirsten Dunst o prêmio de melhor atriz e O artista (um filme mudo e em preto e branco) de Michel Hazanivicius rendeu ao desconhecido pelo público, Jean Dujardin, o prêmio de melhor ator.




Longas-metragens
Palma de Ouro
A árvore da vida de Terrence Malick




 







Gran-prix
Once upon a time in Anatolia de Nuri Bilge Ceylan
The kid with a bike de Jean Luc e Pierre Dardenne







Melhor interpretação feminina
Kirsten Dunst por Melancolia










Melhor interpretação masculina
Jean Dujardin por O artista





Prêmio de encenação
Nicolas Winding Refn por Drive








Prêmio do júri
Polisse de Maïwenn







Melhor argumento
Joseph Cedar por Hearat Schulayim

Curtas-metragens
Palma de ouro
Cross de Maryna Vroda

Prêmio do júri
Badpakje 46 de Wannes Destoop



domingo, 22 de maio de 2011

AMANHÃ É 23

Paula Toller e George Israel


As entradas do meu rosto
E os meus cabelos brancos
Aparecem a cada ano
No final do mês de Agosto


Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo
Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou


Amanhã, amanhã
Amanhã, amanhã


Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo que eu não te vejo
Queria o teu beijo outra vez.




P.S. Adoro o Kid Abelha (todas as músicas)


sexta-feira, 20 de maio de 2011

OS 65 ANOS DE CHER



A camaleoa Cher completa hoje 65 anos (nem parece). Já comentei sobre ela quando falei de seu último filme, Burlesque, mas não me canso, gosto muito dela.

De sangue índio, armênio e francês, Cherilyn Sarkisian de Pierre nasceu em El Centro (Califórnia, EUA) em 20/05/1946, o dia do aniversário de sua cidade natal, então ela nasceu sob fogos de artifício, o que talvez prove que ela veio ao mundo para brilhar. Desde criança foi apelidada de Cher.


Aos 18 anos, casou-se com o cantor Sonny Bono e se tornaram apresentadores do programa de TV The Sonny e Cher Comedy Hour de 1964 a 1972, tempo que durou o casamento.


Inicialmente foi desprezada por muitos que a consideravam uma hippie dos anos 60, fora de sua época, mas mesmo assim ela conseguiu sua primeira chance em James Dean – O mito sobrevive (1982) de Robert Altman, como uma das três mulheres que se reúnem para lembrar a morte de seu ídolo, James Dean. Em seguida participou de Silkwood – O retrato de uma coragem (1983), como uma lésbica e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Durante as filmagens se tornou amiga de Meryl Streep, que lhe deu forças para continuar na carreira de atriz. Em 1985 deu um show de interpretação em Marcas do Destino, pelo qual venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. O Oscar só viria em seu filme seguinte Feitiço da Lua (1987) co-estrelado por Nicolas Cage. Quando foi receber o prêmio, ela humildemente disse que não sentia que já era alguém, mas estava chegando lá. É claro que com o tempo e o sucesso, sua humildade diminuiu um pouco.








Participou ainda dos ótimos As bruxas de Eastwick (1987), Sob suspeita (1987) e Minha mãe é uma sereia (1990), além de O preço de uma escolha (1996), Fiel, mas nem tanto (1996), Chá com Mussolini (1999) e Ligado em você (2003).



Em 2003 resolveu se aposentar dos palcos com a divertida turnê The Farewell Tour, onde canta seus maiores sucessos: Believe, Song for the lonely, All I really want you do, Just like Jesse James e All or nothing e manda Britney Spears e Jennifer Lopez correrem atrás de seu sucesso.



Estava afastada do cinema desde 2003, quando participou da comédia Ligado em você e retornou no ano passado com o musical Burlesque que foi muito criticado e nem chegou a ser indicado ao Oscar de melhor canção, mas é claro que isso não afetou seu sucesso, já conquistado em 46 anos de carreira nos palcos, na televisão (onde participou de episódios de várias séries) e principalmente no cinema. Vida longa à Cher!



quarta-feira, 18 de maio de 2011

A CENSURA FEDERAL E A PORNOCHANCHADA



Quando a pornochanchada surgiu, a censura federal já estava a todo vapor, pois havia se intensificado a partir de março de 1964, com o golpe militar. Os militares inicialmente não escondiam sua desconfiança com os filmes engajados dos cinemanovistas e foram eles que mais sofreram com os cortes feitos em seus filmes e com a demora de sua liberação para exibição comercial.

A situação piorou a partir de 13 de dezembro de 1968, quando foi editado o AI-5, que suspendeu as garantias individuais e colocou sob suspeita toda a produção cultural e artística não afinada com os preceitos da Lei de Segurança Nacional. Além dos cortes que tornavam o filme incompreensível, algumas produções eram proibidas, como Lúcio Flávio – O Passageiro da Agonia, Iracema – Uma Transa Amazônica e Os Homens que Eu Tive, ou simplesmente retiradas de cartaz, mesmo depois de terem sido liberadas.

















A censura tentava acabar com a liberalidade (e porque não libertinagem) que movia o cinema daquela época e era amparada pelos moralistas (falsos ou não) e pela Igreja Católica. Alguns padres assistiam antes aos filmes e determinavam o que seria um atentado à moral e aos bons costumes da família brasileira, mas quem determinava os cortes e a proibição dos filmes, eram os censores, um grupo de pessoas escolhidas pelos militares.

Alguns autores consideram a pornochanchada e a censura como sendo irmãs com comportamentos opostos, enquanto uma era libertina e libidinosa, a outra era puritana e conservadora, sendo filhas da ditadura militar. A censura impunha cortes e proibições que tornavam os filmes mal-acabados e grosseiros.

Os censores determinavam como deveria ser o enquadramento do corpo feminino, quais partes poderiam ser mostradas, mudavam os títulos dos filmes, mandavam que se refilmasse os finais.

Às vezes a censura permitia que determinada cena continuasse, mas sem o áudio. A banda de som da película era então raspada no negativo para eliminar as falas, então se ouvia apenas o ronco, o que dava asas à imaginação do público, sobre o que teria sido dito naquele momento.

De uma forma ou de outra, a censura contribuiu para o aumento da criatividade nas pornochanchadas, pois os diretores tinham que ser muito criativos para contornar os cortes. A proibição do filme fazia com que o público ficasse ainda, mais interessado em assistí-lo, o que aumentava o seu sucesso. Mesmo assim, eles implicavam mais com os filmes politizados, pois os eróticos distraiam o público da real situação pela qual o país estava passando, tratava-se, portanto de uma alienação vantajosa.

No último governo militar (João Figueiredo: 1979 – 1985), a paranoia diminuiu e os censores não detinham mais tanto poder de veto, mas a censura só foi extinta em 1985, já no governo de José Sarney, quando os filmes passaram então a ser classificados por faixa etária.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

OS AMANTES DA CHUVA



Sempre tive curiosidade em saber o que acontecia no dia em que nasci (09 de março de 1980), mas nunca me esmerei muito nessas pesquisas. Dia desses assisti a Os amantes da chuva, o antepenúltimo filme de Roberto Santos e depois descobrir que ele foi lançado nos cinemas exatamente nesse dia.

É a história de um casal (Bete Mendes e Helber Rangel) que literalmente faz chover quando se encontra, mesmo contrariando todas as previsões meteorológicas. Um repórter descobre o fato e resolve colocá-los como atração de um programa de TV sensacionalista (tipo Ratinho) chamado justamente Os amantes da chuva que é patrocinado por um antigripal.

A primeira metade é primorosa, mostrando os belos encontros do casal (geralmente em câmera lenta) enquanto começa a chover, mas a segunda metade decepciona, quando o amor diminui e já não provoca mais temporais, além de uma resolução decepcionante. Mesmo assim Os amantes da chuva ainda é um dos filmes mais românticos já produzidos pelo cinema brasileiro ao mostrar que o amor e a natureza estão interligados.

No fundo, o filme é uma crítica à sociedade de consumo, onde os sentimentos são comercializados. E olha que ainda estávamos bem longe dos reality shows, como Big Brother Brasil, onde os participantes se relacionam emocionalmente visando a preferência do público.


O elenco conta ainda com David José, Beatriz Segall como a mãe da protagonista, a saudosa Lílian Lemmertz como uma das funcionárias da Tv e Liana Duval (falecida há poucas semanas) numa ponta como empregada. O roteiro é baseado em livro de Carlos Queiroz Telles.






sábado, 14 de maio de 2011

OS ASTROS DO CINEMA MARGINAL


PAULO VILLAÇA – Depois de se formar em Letras Clássicas pela USP, foi professor de Português por vários anos e redator do Jornal O Estado de S. Paulo, antes de estrear no cinema em O matador (1967) num papel que passou despercebido, o que não aconteceu com seu segundo filme, O bandido da luz vermelha (1968), o precursor do Cinema Marginal. Vários de seus filmes podem ser enquadrados nesse período do cinema nacional: Jardim de guerra (1968), A mulher de todos (1969), Copacabana mon amour (1970), Perdidos e malditos (1970), Bang bang (1971), Mangue bangue (1971) e O gigante da América (1978). Fez poucos trabalhos na televisão por ter criticado o veículo. Pode-se citar as novelas O bofe e Os adolescentes e as mini-séries Quem ama não mata, Colônia Cecília e Chapadão do Bugre. Foi casado com a atriz Marília Pêra.


GUARÁ RODRIGUES – Costumava acumular função nos filmes em que atuava, sendo também assistente de direção, cenógrafo, roteirista e técnico de som. Estreou em Os marginais (1968) e colaborou em seguida com vários diretores do Cinema Marginal, como Neville D’Almeida, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla com os quais atuou em A família do barulho (1970), Barão Olavo, o horrível (1970), Copacabana mon amour (1970), Piranhas do asfalto (1970), A miss e o dinossauro (1970) Amor louco (1971), Memórias de um estrangulador de loiras (1971) e Night cats (1972). Recebeu o candango de melhor som no Festival de Brasília pelo filme Tabu de Júlio Bressane e de ator coadjuvante por Louco por cinema (1994).
PAULO CÉSAR PEREIO – Um dos atores mais rebeldes de sua geração. Participou de todos os gêneros do cinema brasileiro: no Cinema Novo (Os fuzis e O bravo guerreiro), no Cinema Marginal (Bang bang e O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil), nas pornochanchadas (As mulheres que fazem diferente, As aventuras amorosas de um padeiro, As loucuras de um sedutor), nas produções estrangeiras (L’uomo della guerra possibile (1979). Fez poucas novelas, como Partido Alto e O homem que deve morrer e a mini-série O tempo e o vento. Hoje apresenta o programa de entrevistas Sem frescura no Canal Brasil.


STÊNIO GARCIA – Tem sua carreira ligada a televisão, em novelas como As minas de prata (1966), A muralha (1968), Que rei sou eu? (1989), Meu bem meu mal (1990), Tropicaliente (1994), Explode coração (1995) e O clone (2001). No cinema estreou em Vereda da salvação (1965), atuando no cinema marginal em A mulher de todos (1969) e O pornógrafo (1970). Foi casado com a atriz Clarice Piovesan com quem tem duas filhas.


MÁRIO BENVENUTTI – Estreou no cinema em O homem dos papagaios (1953), participou de muitos filmes de Walter Hugo Khouri (A ilha, Noite Vazia, As Cariocas, Corpo ardente e As deusas), de alguns filmes do Cinema Marginal (A margem, As armas) e de várias pornochanchadas (As desquitadas em lua-de-mel, Bordel – Noites proibidas e Como salvar meu casamento). Em 1979 dirigiu o longa Gugu – O bom de cama, protagonizado por ele mesmo. Morreu num acidente automobilístico em 1993, seis anos depois de seu último filme, As prisioneiras da Selva Amazônica.